VICTOR JARA
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terça-feira, setembro 11, 2018
sábado, fevereiro 11, 2012
Outro que é como se já lá estivesse!
Este outro também é como se já lá estivesse. É de uma outra condição, de uma outra qualidade. Muito fez e faz para que sejamos mais. Usando as palavras como armas. E que bem as usa!
No seu "blog" (aspalavrassaoarmas), escreveu coisas como esta:
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Sábado e o futuro
10 SEGUNDOS DE FUTURO!
Numa lixeira ao fundo do quintal, junto a um muro desventrado, por entre blocos de basalto, a roseira intrépida cumpria a sua condição de flor e, da base negra multiforme, todos os anos, em data aprazada pela natureza, uma rosa vermelha abria-se ao sol para me entregar uma mensagem de beleza e esperança.
Há imagens que marcam para sempre uma criança e essa rosa vermelha, "príncipe negro" de seu nome, os meus cinco, seis anos nunca mais esqueceram. Porquê?
Porquê muito mais tarde, num triturador de lixo (também denominado televisão) uma imagem brotou inesperada e relembrei essa flor?
Fez segundos de futuro, soterrados de imediato por sucessivas enxurradas de detritos televisivos; tempo suficiente para alertar os cépticos que a esperança é forjada na luta inseparável de desaires e alegrias.
As manifestações estudantis eram notícia. Após carga policial, os alunos do secundário voltaram a reagrupar-se; jovens, faziam a aprendizagem da afirmação necessária: irrequietos, inconscientes muitos. E como poderia ser de outro modo?
As câmaras passeavam-se por entre os manifestantes procurando pormenores, nem sempre dignificantes, e quando pensava que iriam continuar a soterrar-nos de imagens sem sentido, uma objectiva colhendo ternura chama a primeiro plano o rosto de uma jovem.
Lembram-se?
Fisionomia determinada onde a dor e a raiva se abraçavam e as lágrimas uniam, entoava: "Grândola, Vila Morena!".
Sentada no chão chorava, e por entre soluços sentidos semeando no presente melodias do passado recente onde leveda o futuro, cantava.
Na terra semeava lágrimas e canções no ainda débil viveiro do seu descontentamento. É por aí que se inicia a sementeira!
Ao levantar-se ninguém ou coisa alguma a poderá deter. A seara está feita; penoso será o caminho que a levará à colheita. Como qualquer bom camponês há que estar atenta e recomeçar, recomeçar sempre, sempre, sempre!
Este rosto guardei-o na galeria das belas imagens da minha vida porque me deu força e reforçou o orgulho de continuar a acreditar que o testemunho é sempre bem entregue às gerações que nos sucedem.
E a quem o poderíamos confiar?!
Recordando, lembranças nos chegam arrastando imagens, sons, poemas, livros! E num dos marcos desta minha alameda de emoções está inscrito o "Rumor Branco", primeiro livro do grande escritor Almeida Faria que, em síntese, profundidade e beleza nos recorda que ".....os homens não nascem mas se fazem, a cadinstante se fazem e nisso está a liberdade deles....."
Confiante e determinada lá estava no 25 de Abril e no 1º de Maio.
Continuando a caldear sonho e liberdade não vai faltar no próximo sábado dia 11 de Fevereiro no Terreiro do Povo.
Vão conhecê-la na alegria dos jovens que nos recebem o testemunho.
Não faltem!
Publicada por cid simoes em 10:39
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Lá estaremos.
Contigo, Fernando!
domingo, setembro 11, 2011
Reflexões lentas - o 11 de Setembro de 2001
Páginas de uma espécie de diário (dias de agora, 1155/59), no final de um (de uns dias!...) de massacre "informativo":
«11.09.2011
«11.09.2011
Hoje, dia de histeria efeme(redi)ca.
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Uma década depois de 11 de Setembro de 2001, a assinalação da data em que aviões foram atirados contra as Torres de Wall Street (e o Pentágono e despenhando-se, inexplicavelmente), da destruição-implosão das duas torres, dos milhares de vítimas, tem sido feita de forma que passa todos os limites.
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Os limites do equilíbrio, da razoabilidade, do registo em que a verdade histórica seja procurada e valorizada. Bem para além deles e o seu contrário.
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A “informação” excessiva e manipuladora, a histeria vazia de rigor e com intuitos de propaganda viciada, o silêncio e a negação de qualquer hipótese sequer de questionar a versão única e oficializada.
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Tem sido um atentado à inteligência e ao discernimento baseado em informação, na consideração e avaliação de dados e factos que são objectivos, de indícios que deveriam ser ponderados.
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O sistema capitalista, em estertor, funciona assim.
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Com cada vez mais poderosos meios de veiculação e de silenciamento, de divulgação e de escamoteamento, de repressão e cumplicidade.
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Mas incapaz de parar a História.
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Os ventos da História que sopravam aos ouvidos de Salazar também sempre se impõem, mais reagindo a quem os quer fazer parar por serem contrários aos interesses egoístas.
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Não adoptei sem reservas (ainda!), por seriedade histórica – e pela enormidade da sua dimensão desumana – a versão da conspiração imperialista para justificar o ataque ao terrorismo.
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Como diversão e pretexto.
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Mas essa versão é mais que verosímil, por tantos factos que se procuram esconder e apagar, por tantos antecedentes que ilustram o percurso histórico do capitalismo, neste seu século e meio de domínio planetário.
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Lembro a vivência pessoal do verdadeiro choque que tive, ao ver uns painéis numa sala do Museu da Cidade de Nova York, em que a queda das “torres gémeas” aparece tratada como um acidente, senão desejado pelo menos útil, na evolução da configuração urbana da metrópole.
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E não calo o horror da efeméride de 11 de Setembro de 1973, um crime hediondo contra a Humanidade.
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Em relação ao qual, sem quaisquer reservas, é evidente e histórica a criminosa conspiração imperialista, que teve protagonistas com nomes e caras que mancham a Humanidade.
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(...)»
11 de Setembro de 1973
Na madrugada de hoje,
lembrando ontem
para o amanhã!
lembrando ontem
para o amanhã!
Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz,
canto porque la guitarra
tiene sentido y razón.
Tiene corazón de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas.
Aquí se encajó mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morirá cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una lonja
hasta el fondo de la tierra.
Ahí donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre será canción nueva.
sábado, setembro 11, 2010
11 de Setembro
Hoje, 11 de Setembro, recebi, de um amigo, um mail que me trouxe a esta mensagem. Obrigado!
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