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domingo, outubro 14, 2018

Informo-ME, informa-TE, informem-SE, informemo-NOS, informai-VOS, informem-SE

O termo/conceito democracia tem origem na antiguidade clássica - na Grécia - e, tal como começou a ser usado em Atenas no século V a.c., é formado por duas partes: demos (“povo”) e kratós (“poder”, “governo”). Isto é, etimologicamente, é o poder do povo.
Na nossa contemporânea idade, a democracia é (ou deveria ser) uma forma  de cada povo, enquanto grupo de cidadãos ("co-habitantes da cidade") identificado pela sua história e cultura, organizar o seu poder, se governar, fazendo prevalecer o interesse geral relativamente aos interesses particulares de parte desse povo (ou de outros). Como tal, a tomada de decisões responde(ria) à vontade geral expressa pela totalidade.
Na prática (actual mente), a democracia é/seria uma forma de governo e de organização de um Estado. Através de mecanismos de escolha directa, o povo elegeria os seus representantes para funções pré-determinadas e mandatos pré-estabelecidos, dos quais acompanharia o exercício que completaria e apoiaria a organização e participação directas.
Pode acrescentar-se que a democracia é a resultante organizativa da convivência social. De uma convivência em que todos os conviventes seriam livres e iguais perante a lei por eles adoptada, condicionados pelas relações sociais entre si estabelecidas.
No entanto, todo esta organização da sociedade humana está, e cada vez mais, condicionada pela informação que cada humano parcela do poder tem. Informação que recebe em casa, na escola, na convivência informal, que lhe é imposta por canais especializados em manipulação, no ambiente geral em que vive e que ultrapassa fronteiras num mundo sempre mais mundializado. 
Para o exercício (ou demissão) do seu poder insubstituível, cada mulher e cada homem tem a sua informação. De que deveria sentir-se estimulado/obrigado a diversificar e a não se deixar manipular, sob pena de estar a fazer uso perverso do seu poder. Que apenas seu é!

Vem esta reflexão/relambório a propósito de meu exercício, não direi quotidiano mas periódico, de revisitar as minhas habituais fontes de informação. Para daquela informação invasora que me entra - sem pedir sequer licença - no computador e no telemóvel, e da que é criteriosamente canalizada na TV. 
Assim, sendo eu a informação que tenho, procuro fontes de informação que ME informem. De diferentes e bem várias origens, mas há quatro que foram escolhidas (?) para rotineiras: todos os dias o jornal do canal 2 da RTP, às 5ª o avante!, às 6ª o Notícias de Ourém, aos sábados o Expresso.
E cá ME vou informando e, por vezes, vocifero com a "informação" que me... oferecem. Ao mesmo tempo que me sinto estimulado a berrar informem-SE, antes de informarem (ou "informarem") com a informação  que vos (a quem?) serve.
Ainda agora mesmo, numa selecção que semanalmente consulto, encontrei um exemplo:
No caderno "Economia" do Expresso, vejo sempre a selecção MUNDO nas duas penúltimas páginas


1. Angola - Xeque-mate aos garimpeiros
2. Reino Unido - Facebook
3. Alemanha - Previsão de crescimento (em baixa)
4. Estados Unidos - Google (suspensão)
5. Reino Unido - Apple (investimento em Dialog
6. China - não vai submeter-se aos EUA
7 - Arábia Saudita - desaparecimento jornalista saudita e investimento
8 - Espanha - entrada de banco de crédito ao consumo na bolsa
9 - Reino Unido - banca na gestão de patrimónios

É, esta semana, a informação seleccionada sobre o MUNDO. Deles. 
Anoto, entre muito que poderia anotar - a meu critério - a falta de informação sobre o Brasil e sobre a significativa reacção bolsista à previsão (só, para já!) do resultado das eleições do Brasil, e também a ausência, nesta MUNDO, de toda a América Central e Sul, do maior Estado do mundo, a Rússia e da Austrália/Nova Zelândia. Há um MUNDO a informar e um resto do mundo à espera de "informação" oportuna.  

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Trabalho extraordinário e em dia feriado, encurtamento do dia de trabalho e "bolhas"

de  "eles andam aí?" (no Expresso curto de hoje, por Pedro Lima):

"(...)

O PCP lembrou este fim-de-semana as más companhias com que anda o PS ao lembrar o chumbo, com o apoio do PSD e do CDS, da reposição do pagamento do trabalho extraordinário e em dia feriado proposta pelos comunistas. (NB1)

(...)

Eles andam também aí, os receios de turbulência nas Bolsas. Depois de um início de ano quente, a semana passada foi marcada por uma forte queda das ações em muitos mercados. O que nos dizem estas recentes quedas? É o princípio de uma correção mais acentuada? É uma bolha prestes a estourar? Os receios estão aí, como nota o Wall Street Journal, os alertas também. Depois de Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal, ter dito que nos Estados Unidos há duas bolhas, uma nas ações e outra nas obrigações, este fim-de-semana coube a Janet Yellen, que no final da semana deixou também de ser presidente da Reserva Federal, dizer que o facto de as avaliações dos ativos estarem tão elevadas é fonte de “alguma preocupação”. Se é uma bolha ou não, é algo a que não sabe responder. Foi numa entrevista à estação televisiva CBS.

Hoje alguns dos principais mercados asiáticos fecharam a sessão a cair: Tóquio 2,2% e Hong Kong 1,4%. Lisboa abriu a perder 0,56% com as quedas do BCP, Galp e EDP em destaque.

Há também alertas em torno das moedas virtuais, com a Bitcoin a destacar-se pela forte perda de valor. Nouriel Roubini, o economista americano que gosta de nos dar más notícias, também anda por aí a alertar para aquela que considera a maior bolha de sempre na História da Humanidade. (NB2)

(...)"

Notas do blog:
(NB1) - Citação de fontes onde se vai
quando por outros trabalhos:
... o verdadeiro reino da liberdade,
a qual, porém, só pode florescer
 com aquele reino da necessidade como base sua.
O encurtamento do dia de trabalho 
é a condição fundamental.

(NB2) - Quando é que "eles"
deixaram de estar "c' a bolha",
ou, pelo seu funcionamento,
deixaram de caminhar para ela?

sábado, novembro 25, 2017

Notícias expressas da semana de 20 a 24

Começa-se a semana a ler uma notícia-artigo que faz sorrir


Página a página no mesmo Expresso-Economia vão-se encontrando motivos para outros estados de humor (ou de reflexos e/ou reflexões), como um poema do Manuel António Pina, até se apanhar um com choque, isto é, ficar chocado, com a manipulação e a falta de deontologia de

... os russos são mesmo maus, como esse Putin o comprova ao contrariar o apodrecimento do que não pode estar a ser maduro na Venezuela!

E assim se passou a semana, a ler aqui e ali, isto e aquilo, até apanhar com um Expresso-curto, via email, que até tem cabeçalho apelativo, mas um final que provoca espanto, admiração, quiçá inveja

... como é que o homem consegue?! E lembra-se que a "fantástica biografia" (se é a que a Revista faz idêntico panegírico) tem, só!, 662 páginas. Fica-se sem fôlego. Caótico e desordenado.   




segunda-feira, março 13, 2017

Discutível selecção "expressa" em dois tempos - 2º

E podia passar a outras coisas e diferentes fontes (e bem preciso…), mas o 1º caderno do Expresso também tem que se lhe diga.

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Por exemplo, a conferência Nova Portugalidade/Nogueira Pinto, que parece ter sido uma excepcional campanha de propaganda (2-páginas completas-2, quanto custam?) para que não quero contribuir, mas a que não se pode estar indiferente.


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Para acabar, com alguma ironia… amarga:


 (…)

Discutível selecção "expressa" em 2 tempos -1º

Na verdade, o caderno Economia do Expresso é um manancial… pelo menos para mim,

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Não se pretende fazer uma espécie de revista de imprensa mas uma ilustração selectiva que ajude a fixar o que se vai passando no universo, nas suas variadas dimensões.

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E, por fixar, vou-me fixando nalguns “cromos” que me vão informando opinosamente, em termos de textos, contratextos para melhor se perceber o contexto.

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Na página 4, apanho logo com a coluna do JVPereira, que revela como a lupa com que vê a realidade está embaciada, não suportando a… geringonça.

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Tem um pó ao BE que até espuma e, quanto ao… outro,  faz lembrar aquele “boneco” do Herman-José-que-deus-lá-tem, o diácono Remédios, que nem o nome podia ouvir; esse tal PCP é de um outro mundo – e é mesmo!... –, de que é melhor nem falar… não existe, pronto.

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Então neste fim-de-semana foi uma defesa aguerrida, exorbitada, da presidente do Conselho Superior das Finanças e do governador do Banco de Portugal. 


(….
(...)

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O curioso é que, mais uma vez, na página 5, jogo a seguir, Nicolau Santos faz uma “anatomia e dissecação” de uma entrevista do governador do BdeP em que, em 4 pontos, considera a sua defesa “demasiado, frágil, contraditória ou incongruente” 

(…
(...)

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Como é evidente, muito mais coisas se poderiam aproveitar destas leituras (fugitivas) de fim-de-semana, mas ainda aproveito duas.

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A coluna periódica de Paul de Grawe à volta do futuro para a Europa (não será para a União Europeia, para começar… e acabar?) a partir dos cinco cenários Juncker.



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Dos quais, é quase unânime a insatisfação, que a reunião dos “4 grandes” (que é que isto me faz lembrar, dos tempos de juventude, nos meados dos anos 40?)

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Diz o professor belga que eles – os cenários… – podem não acontecer tal é a incerteza do futuro!

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(…)

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

As palavras que me assaltam: vergonha e susto

Olho a primeira página do caderno Economia do Expresso - que leio semanalmente, e de onde aproveito coisas que apre(e)ndo - e (as)saltam-me aquelas duas palavras.
Ele é o "negócio da TAP" quer quer mandar a manutenção & engenharia para o Brasil ao invés da "Mercedes (que) quer centro de engenharia em Portugal", ele é o presidente (gestor já privado) dos CTT a afirmar que "a privatização dos CTT é para realizar-se até ao fim do ano" (privapiratização?) . ele é a informação de que "Portugal perde 626 mil empregos em 5 anos" ele é mais isto e mais aquilo mas há duas que junto e que, juntas, me indignam: "consumo&poupança-Portugueses protegem-se cada vez mais com seguros de saúde" e "José Almaça: seguros estão mais resistentes à crise".

Depois de respirar fundo, tratarei deste caso em post separado.