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quarta-feira, novembro 27, 2019

Perdeu-se a transmontana?

Página o (quase) diário de ontem::


«(...) 
Parece que se perdeu a transmontana com a entrada dos três novos partidos na AR, na (alta) roda da actividade política, na “classe política”, como enjeitadinhos da democracia (coitadinhos…) que estavam à espreita da oportunidade para saltar para a roda dos enjeitados à porta dos conventos e, passados os muros e as decências, “fazem a festa”, “partem a loiça”, dois ao jeito de cada um, à maneira de cada um mais fascista do que a do outro, e um(a) outro(a) a tomar ares e tristes figuras num grupinho de Tarzans de um qualquer 2º andar esquerdo, a esquerda livre e benquista, enquistada no sistema de exploração do ser humano pelo ser humano… mas em protesto folclórico e decorativo.    

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Viva a demo cra cia!

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Vou ver se me distraio com outras coisas, que estas começam a fartar-me e chega (p'ra lá!) de desa bafos (PUM!)
(...)»

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Demo cra cia escrita segundo a ortografia do «mais português dos partidos»? Rejeição liminar!

Comecei mal a manhã! A confrontar informação sobre o que considerava "arrumado", como novas condições do "estado da Nação" num aspecto de alguma importância mas tornado transcendente pela comunicação social. É o Rio? Seja o Rio... mas não chateiem mais (desculpem a ligeireza da forma... mas chateou mesmo!). E apanho com isto, ao "folhear" o Expresso Curto (servido por Filipe Santos Costa):

«(...) Algumas almas ingénuas viram na vitória de Rui Rio a derrota do aparelho partidário. É como acreditar que o Pai Natal existe e escondeu um pote de ouro no final do arco-íris. Nisto do caciquismo e do aparelho partidário não há inocentes, como o Expresso já tinha deixado claro, ao denunciar, na sua edição de sábado, o mistério dos eleitores-fantasma no concelho de Ovar, cuja câmara é presidida por Salvador Malheiro, o diretor de campanha de Rio. Nos cadernos eleitorais de Ovar havia casos tão estranhos como os 17 militantes, todos com sobrenomes diferentes, que supostamente viviam na mesma casa - a Isabel Paulo foi lá e confirmou que nessa casa só vivem oito pessoas e nenhuma é do PSD. O mesmo se passa em várias outras moradas suspeitas. Até num descampado onde não existe casa nenhuma vivem, de acordo com os cadernos eleitorais, oito militantes de Ovar que puderam votar no sábado...

O Observador foi ver como decorreram as diretas na terra do diretor de campanha de Rio. E mostra o aparelho partidário em todo o seu esplendor: gente metida em carrinhas para votar em bloco no candidato em que são mandados votar. É por estas e por outras que, no último dia do prazo, foram pagas as quotas de 20 mil militantes, para que pudessem votar nestas diretas. Tiveram um sobressalto e foram a correr para o multibanco? Nada disso - alguém pagou as quotas por eles; provavelmente os mesmos caciques que depois os levaram em carrinhas às mesas de voto. O caciquismo quando nasce é para todos.(...)»

Luto pela democracia, com o princípio elementar do respeito pelos outros, e indignei-me. Não pela informação mas pelo  que é informado, isto tem de ser divulgado pois não pode ser aceite com um indiferente e desdenhoso encolher de ombros! Trata-se de crimes, impunes e virais. De que todos seremos cúmplices se os não denunciarmos.

(e, em àparte ou nota de pé-de-página: "almas ingénuas viram na vitória de Rio Rui  a derrota do aparelho partidário" do PSD? Mas... não foi ele secretário-geral desse aparelho?, não foi vice-presidente de sucessivos presidentes do partido? "Almas ingénuas" ou gente intencionalmente mal informada?) 

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

terça-feira, novembro 09, 2010

Cálculos à volta do conceito de democracia representativa

Se há coisas que "me tiram do sério" (ou que "me põem no sério"?) uma delas são aquelas generalizações do tipo "os políticos são todos iguais". Há quem assim pense de boa-fé, não vendo que assim estão a meter no mesmo saco responsáveis por (e servidores de) uma política e os que lutam contra essa política.
Trata-se de atacar a democracia (indignificando-a), não pelo que ela é mas pelo mau uso que alguns, a maioria dos escolhidos pelos eleitores, dela fazem no exercício dos seus mandatos; trata-se de atacar os "políticos" (desprestigiando a "classe"), que não são nem uma profissão nem uma classe, mas um estar em representação dos eleitores, do povo. Ainda ontem ouvi a peregrina defesa (ou bispa sentença... porque de alto dignatário da Igreja Católica) de que às abstenções em acto eleitoral deveriam corresponder lugares vazios nas instituições para que há eleições... Mas disso tratarei noutra altura.
Para agora, trato da outra ideia (mas convergente com a bispa sentença numa mesma campanha) de diminuir os lugares da Assembleia da República porque haveria deputados a mais, já se avançando com o númerode 230 para 180. Sei que há quem o defenda na melhor das boas-fés, mas sem medir o que tal representaria em termos de princípios de representatividade e proporcionalidade dos mandatos.
Mantendo-se tudo o resto igual - embora as forças que promovem e se aproveitariam desta campanha tenham malfeitorias adicionais no bornel - resultaria o seguinte em números aproximados, com base nas eleições de há um ano:
  • PS + PSD (a actual maioria parlamentar) passariam de 178 para 140 deputados;
  • os "pequenos partidos" (CDS-PP+ BE + PCP + PEV) passariam de 52 deputados para 40;
  • nestes, o CDS-PP perderia 7 deputados, o BE perderia 1 deputado, o PCP perderia 4 e o PEV manteria os seus 2 eleitos na coligação CDU, dada a forma adoptada pela coligação
Quer dizer, polarizar-se-ia a AR pois os "dois maiores" perderiam 21,3% dos deputados, e os 4 partidos com menor número de deputados perderiam 23,1% dos deputados.
Em termos de representação e proporcionalidade,
  • cada deputado PS + PSD passariam a representar 26, 7 mil eleitores em vez de 21 mil eleitores;
  • cada deputado dos CDS-PP + BE + eleitos CDU passariam a representar 40,0 mil eleitores em vez de 30,7 mil eleitores;
  • cada deputado eleito na CDU passaria a "valer" 40,6 mil eleitores (número de eleitos em relação aos votos que os elegeram) em vez dos 29,8 mil que "vale" com a actual composição (deve ser por isso que trabalham tanto!) .
É de toda a evidência que a democracia perderia representatividade e proporcionalidade:
  • 70% dos eleitores passariam de uma representatitivade na AR de 77,4% para 77,8% e 30% dos eleitores passariam de 22,6% para 22,2%.
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tudo isto salvo erros & omissões
(não entrei com os votos emigrantes por não terem grande significado numérico)
porque foram contas feitas em insónia...
que estas coisas me dão!