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segunda-feira, outubro 15, 2018

Coisas do outro mundo... que também é o nosso!

 - Edição Nº2341  -  11-10-2018
Contra o aumento na UE da violência neofascista

Numa intervenção no Parlamento Europeu, no dia 2, o deputado João Pimenta Lopes, do PCP, denunciou o aumento da violência neofascista na União Europeia (UE). Afirmou:
«Não ignoramos as causas e o caldo em que se alimentam as forças de extrema-direita e fascistas.
A UE que invoca cinicamente a preocupação ante esse avanço é a mesma que apoiou e continua a apoiar o golpe fascista na Ucrânia, que imprime uma natureza exploradora e xenófoba na sua política migratória, a mesma que promove e aprofunda as políticas que atacam direitos sociais, laborais e a soberania dos estados, a mesma que impõe ameaças, chantagens e sanções contra os estados e os seus povos.
As políticas de direita da UE, implementadas pela direita e social-democracia, não se distinguem, nos objectivos, do que defendem as forças reaccionárias: aumentar a opressão, exploração e a concentração da riqueza, garantir a manutenção de uma ordem social iníqua, a do capitalismo.
O fascismo, criação do capitalismo, tem hoje uma inquietante expressão institucional em parlamentos e governos na UE.
O firme combate às forças de extrema-direita e fascizantes exige que não se branqueiem as políticas que lhes abrem caminho!».

A UE e o Iémen
O deputado João Pimenta Lopes abordou também, no Parlamento Europeu, a situação no Iémen. Assim:
«São os crimes do capitalismo que impõem a barbárie. É a “coligação” militar liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos EUA, Reino Unido e França que tem bombardeado campos de deslocados internos e alvos civis, com a morte de centenas de pessoas, incluindo dezenas de crianças, como nos ataque de Agosto passado.
São as armas produzidas naqueles países e noutros da UE que mataram cerca de 16.000 pessoas nesta guerra, dois terços das quais civis, e feriram mais de 55 mil, números certamente conservadores. Cerca de 22 milhões de pessoas no Iémen enfrentam a pior crise humanitária do mundo, 8,4 milhões severamente afectados pela fome. Situação que se agrava com as restrições da Arábia Saudita à importação de alimentos e combustível.
São estes países que silenciam os crimes de guerra e a repressão dentro da própria Arábia Saudita, maquilhando aquele tenebroso regime de uma pretensa “modernização”.
É tempo de os povos se mobilizarem pela paz, pelo fim de um gigantesco crime contra o povo iemenita, contra o cinismo do imperialismo, da UE e das suas potências militares».

Caças sauditas atacam autocarros no Iémen e matam pelo menos 15 civis
15 DE OUTUBRO DE 2018

Um ataque aéreo realizado este sábado pela aviação saudita atingiu dois autocarros com pessoas que fugiam da província costeira de Hudaydah, que é alvo de uma ofensiva militar desde meados de Junho.

De acordo com a cadeia de TV em língua árabe al-Masirah, o ataque provocou pelo menos 15 vítimas mortais e um número indeterminado de feridos. A mesma fonte referiu que as vítimas tentavam escapar da província de Hudaydah, que se tornou um ponto fulcral na guerra de agressão que a coligação liderada pelos sauditas mantém contra o Iémen.
Em 13 de Junho deste ano, a cidade costeira de Hudaydah, principal ponto de entrada das importações no Iémen, foi alvo de uma ofensiva concertada entre as forças militares sauditas, dos Emirados Árabes Unidos e das milícias leais a Abd Rabbuh Mansur Hadi.
De acordo com a PressTV, a ofensiva tem-se intensificado nas últimas semanas, levando a que milhares de famílias procurem fugir dali em direcção a outras partes do país.

Outro autocarro em Agosto
No dia 9 de Agosto deste ano, um raide aéreo saudita atingiu um autocarro escolar na região de Dahyan, na província nortenha de Sa’ada, provocando a morte a 51 pessoas – 40 das quais crianças – e causando cerca de 80 feridos, também crianças na sua maioria.
A guerra de agressão contra o Iémen, liderada pelos sauditas e com forte apoio das potências ocidentais, teve início em Março de 2015, sem que os agressores tenham conseguido atingir as metas que declararam querer alcançar – esmagar a resistência do movimento popular Ansarullah e recolocar no poder o antigo presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi, aliado de Riade.
A intensa campanha militar provocou milhares de mortos e feridos entre a população civil, foi responsável pela destruição de uma parte substancial das infra-estruturas do mais pobre dos países árabes e está na origem de uma situação humanitária que as Nações Unidas classificaram como «catastrófica».

«Situação humanitária agrava-se»
Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, voltou a lembrar, na sexta-feira, que o Iémen vive «a pior situação humanitária do mundo», sendo que 22,2 milhões de pessoas (num total de 28 milhões) necessitam de ajudam urgente. Numa conferência de imprensa na sede da ONU em Nova Iorque, Farhan Haq sublinhou que «ataques aéreos incessantes da Arábia Saudita e dos seus aliados são a principal razão da crise humanitária no Iémen» e instou todas as partes no conflito a cessar os bombardeamentos, indica a HispanTV.
O representante das Nações Unidas mostrou-se particularmente preocupado com a situação na província de Hudaydah, alvo de intensos bombardeamentos de aviação e de artilharia da coligação liderada pelos sauditas.
Referindo-se à ofensiva, disse que nos últimos quatro meses mais de 570 mil pessoas perderam as suas casas e dezenas de milhares ficaram feridas.

Infra-estruturas de produção alimentar, alvo frequente de Riade
Num relatório publicado a 9 de Outubro pela World Peace Foundation, instituição integrada na Fletcher School da Tufts University (EUA), documenta-se a estratégia da Arábia Saudita e dos seus aliados na destruição de infra-estruturas de produção e de distribuição alimentar e agrícola no Iémen, em regiões controladas pelo movimento popular iemenita Ansarullah. O objectivo desta estratégia é que a população passe fome.
Na conclusão, lembra-se que «a destruição deliberada da agricultura familiar e da pesca artesanal é um crime de guerra».

sábado, maio 20, 2017

Abençoadas palavras!

Nem todas as palavras serão abençoadas. Algumas o são, Se para tal (o)usasse a minha humana condição escolheria estas, acabadas de ler:


 - Edição Nº2268  -  18-5-2017

As três vitórias


(... passo adiante o trecho inicial para depressa chegar às abençoadas palavras, não por menos mérito das que não são citadas e preencheriam este espaço "em branco" entre reticências e parênteses ...)

Do mesmo lado
De qualquer modo, fixemo-nos neste último facto, a vinda de Francisco, aqui arrolado como vitória nacional e, como se justificava, com intensa cobertura pela TV. Por muito que tenhamos tido gosto na visita, convém reconhecer que o Papa utilizou a vinda a Fátima não apenas para acrescer mais dois santos à Igreja que lidera, mas também para mais uma vez orar pela Paz no mundo. Sem surpresa: a Paz e a veemente condenação de um modelo social que assenta na pobreza de milhões para proveito de milhares têm sido os temas dominantes das intervenções do Papa, tantas vezes e de tal modo que lhe granjearam a pública reprovação de muitos e a surda hostilidade de uns quantos. E não tente ninguém, farisaicamente, sustentar que o combate de Francisco em favor da Paz e contra a exploração de muitos por alguns (os marxistas dizem isto de outro modo, bem se sabe) foi irrelevante para a maré alta de presenças em Fátima nos passados dias 12 e 13: telespectadores que somos, vimos e ouvimos muitos depoimentos de gente grata ao Papa pelas suas palavras em favor da Paz e da efectiva fraternidade que exclui as injustiças sociais. Assim, os que lutam por um futuro diferente e justo tiveram mais uma vez a confirmação de que Francisco está do seu lado, ainda que porventura de outro modo. E agradecem-lhe pela condição de factual aliado.


Correia da Fonseca 

quarta-feira, abril 12, 2017

Adenda a transcrição anterior (sem comentário!)



«(...) Sean Spicer afirmou que “mesmo alguém tão desprezível como Hitler não desceu ao nível de usar armas químicas”. Hitler usou câmaras de gás nos campos de concentração nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
“É fácil imensos idiotas formarem a opinião pública”, afirma Eric Frattini em entrevista ao Expresso Diário, sobre o fenómeno das “fake news”, notícias falsas, demagogia e desinformação. O espanhol especialista em serviços secretos é autor de “Manipulação da Verdade” (Bertrand).(...)»

Pedro Santos Guerreiro, em Expresso Curto




quinta-feira, março 23, 2017

Na contradição da "intranquila normalidade" (ou da anormal tranquilidade)... citando uma crónica do local

«Valdemar Cruz almoçava em Piccadilly Circus, ao início desta tarde, quando se deu o ataque terrorista nas imediações do Parlamento britânico. Eis o seu relato (no Expresso) do ambiente vivido numa das capitais do mundo e da sua “intranquila normalidade”


em Londres

Passavam poucos minutos das 14h30 e, de repente, toda a zona de Piccadilly Circus, onde almoçava, ficava dominada pelo intenso e continuado barulho de ambulâncias a passarem em grande velocidade
Na rua, no restaurante, não se deteta qualquer alteração de comportamentos. É o contraste absoluto com o drama – virá a saber-se mais tarde – vivido uns metros mais abaixo. Impera uma estranha normalidade. Por vezes, nestas circunstâncias, estar perto é estar muito longe.
Já na rua, largos minutos depois, são duas jovens mulheres brasileiras a dar a primeira nota de alarme. Ao perceberem a proximidade linguística mostram-se perturbadas. Uma delas tem um pequeno filme feito escassos minutos antes nas proximidades dos incidentes, mas sem a mais pálida ideia do que se possa ter acontecido. Sabe apenas ter sido impedida de prosseguir o passeio a pé em direção ao Big Ben.
Passam repórteres fotográficos a correr. Em vão. Todas as passagens estão bloqueadas. Ao tráfego automóvel e de peões. Os edifícios públicos são esvaziados de gente. Tudo em escassos minutos.
Prossigo a caminhada por Trafalgar Square. Junto à National Gallery há um amontoado de gente. Em grande parte são funcionários do museu. Continuam a passar ambulâncias a alta velocidade. Há helicópteros no ar. Numa ponte pedonal, um repórter de imagem de uma televisão tenta focar o longe. Não consegue aproximar-se mais. Lá no fundo vê-se uma ponte com o trânsito bloqueado, veem-se os carros da polícia com as luzes ligadas. Ali ao lado está a London Eye. Fechada. Um pouco à frente aparece o Royal Festival Hall. Fechado. Ainda mais à frente, junto ao rio, na zona renovada até à Tate Gallery, de novo um aglomerado de gente. São os funcionários da Tate, convocados a sair para a rua.
É estranho. Chegam as primeiras mensagens de familiares e conhecidos. Trazem angústia. Falam de mortos e feridos. Falam de um possível ataque terrorista. Fala-se de um tempo feito de suspeitas. Fala-se do medo e da dor.
Ao longo da tarde, o centro de Londres é um espaço bloqueado. Paralisado. E, no entanto, não obstante do alarme das notícias impõe-se uma calma assustadora. As pessoas passam, e nada parece ter acontecido. O tempo passa e, na verdade, quem está na rua não sabe o que está a passar. E esta ignorância não remete apenas para Londres. É uma ignorância do mundo. É uma ignorância sobre o mundo em que vivemos. É uma pergunta ainda sem resposta. O que se passa? Até quando?
Em frente à Tate Modern, um homem toca saxofone, interpreta “Baker Street” de Gerry Rafferty. Cai a tarde. Continuam a passar ambulâncias. A melodia daquele saxofone acaricia a languidez da tarde que se esvai. O tempo passa. As pessoas passam. A cidade esfuma-se no espanto da intranquila normalidade.»


terça-feira, fevereiro 28, 2017

Ex - citação

«O país deve muito ao doutor Paulo Núncio 
trabalho de combate à fraude e à evasão fiscal.»
Assunção Cristas

27 de Fevereiro de 2017


deveria acrescentar-se À FRASE: 
... abaixo de 10 mil €uros (ou dólares) 
e não mandando divulgar 
(ou fazendo com que não se divulgasse) 
o que pudesse informar os portugueses do que,
 mesmo que legal, 
estes julgassem 
evidentemente ilícito, 
imoral, 
escandaloso 
face ao "aperto" que estavam a sofrer!

quarta-feira, julho 13, 2016

Duas citações a/de propósito


Os  factos recentes apelaram a que revisse textos sempre "à mão" (de semear):
  1. (...) ela conquistou por fim, desde o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, a dominação política exclusiva no moderno Estado representativo. O moderno poder de Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa. (...)
  2. (...) Resolveu a dignidade pessoal no valor de troca, e no lugar das inúmeras liberdades bem adquiridas e certificadas pôs a liberdade única, sem escrúpulos, de comércio. Numa palavra, no lugar da exploração encoberta com ilusões políticas e religiosas, pôs a exploração seca, directa, despudorada, aberta. A burguesia despiu da sua aparência sagrada todas as actividades até aqui veneráveis e consideradas com pia reverência. Transformou o médico, o jurista, o padre, o poeta, o homem de ciência em trabalhadores assalariados pagos por ela. A burguesia arrancou à relação familiar o seu comovente véu sentimental e reduziu-a a uma pura relação de dinheiro (...)

Citações de quem?
de onde?
de que ano?

domingo, dezembro 27, 2015

Ex-citações

São coisas que muito gostaria de ter sido eu a fazer (e de sei que não foi apenas por ter chegado tarde... e já estarem feitas, que não as fiz). 
Por isso as cito, as divulgo, muito grato a quem mas deu a conhecer.

Ex-citações

São coisas que muito gostaria de ter sido eu a fazer (e de sei que não foi apenas por ter chegado tarde... e já estarem feitas, que não as fiz). 
Por isso as cito, as divulgo, muito grato a quem mas deu a conhecer.

O ANO EM QUE O CALENDÁRIO AVARIOU
(Manuel António Pina)

Foi numa noite de Natal.

Estávamos em maio mas não fazia mal,
tinha havido uma avaria no calendário
e naquele ano saiu tudo ao contrário:
o Natal em maio, a primavera em novembro,
o 1.º de abril a 22 de setembro.

Eu que tenho mais de 100 anos não
me lembro de ter feito tanto calor como em dezembro.

Houve semanas com cinco dias, outras inteiras,
uma em julho teve 16 segundas-feiras!

Até houve a semana dos nove dias.

Muitas promessas foram naquele ano cumpridas!

Foi um ano tão maluco,
tão completamente bissexto,
que para muitos serviu de pretexto
para trocar as voltas ao calendário
e festejar todos os dias o aniversário.

Naquele ano espantoso
cada um podia ter à vontade
as suas manias
porque todos os dias
eram todos os dias.

Eu que não sou menos que os demais,

naquele ano tive vinte natais.

terça-feira, outubro 20, 2015

ex-CITAÇÃO

DE:

Mundo Cão


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

NATO MOBILIZA-SE 

EM DEFESA DO ESTADO ISLÂMICO



A seita terrorista e sanguinária conhecida por “Estado Islâmico”, que também poderá designar-se Al-Qaida, Al-Nusra e Exército Livre da Síria – tiradas a limpo as consequências da existência deste – deixou de estar impune. Praticamente incólume desde que há um ano o todo-poderoso Pentágono anunciou que ia fazer-lhe guerra, bastaram-lhe agora uns dias sob fogo cerrado russo para entrar em pânico. Ou a aviação e a marinha da Rússia têm mais pontaria que as suas congéneres dos Estados Unidos da América e da NATO, o que é bastante improvável tendo em conta que não existem discrepâncias de fundo entre as tecnologias de ponta ao serviço destas potências, ou a diferença está simplesmente entre o que uns anunciam e os outros fazem. Diferença simples, mas de fundo, entre ser contra o terrorismo ou ser seu cúmplice.

De acordo com dados divulgados por fontes moscovitas, a Aviação e os mísseis de cruzeiro disparados de navios da Armada da Rússia destruíram já 112 alvos do Estado Islâmico instalados em território sírio ocupado, danos que incluem centros de comando, centrais de comunicação, bases de operações antiaéreas, além de estarem a provocar deserções em massa e um ambiente de pânico entre os terroristas. Propaganda de Moscovo, dirão muitos, mas sem razão. A desorientação entre os mercenários recrutados através do mundo e infiltrados na Síria a partir do Iraque, da Jordânia e, sobretudo, da Turquia está à vista de quem tem olhos para ver, principalmente os espiões atlantistas, bastando-lhe acompanhar a guerra em directo transmitida pelos satélites.

Esta realidade parece ser tão crua que, para surpresa de tantos que ainda acreditam em histórias da carochinha, induz os dirigentes norte-americanos, incluindo Obama himself, a esquecer-se das aparências e a deixar escapar uma sentida indignação com tanta eficácia russa, capaz de, numa simples semana, ter mais êxito que os seus exércitos num ano inteiro.

Será mesmo isto que os preocupa? Talvez não. O que os responsáveis políticos e militares dos Estados Unidos alegam é que os russos, ao fazerem uma guerra tão certeira contra o terrorismo, estão a “ajudar o regime de Assad”. De onde pode deduzir-se que eles tratam o terrorismo com meiguice para não ajudar Assad, se possível para conseguir até que os bandos de assassinos a soldo derrubem Assad. Não é novidade, aliás, porque Julien Assange e Edward Snowden o revelaram através do WikiLeaks, que os Estados Unidos e os seus parceiros da NATO decretaram em 2006 o derrube do presidente sírio. Pelo que, imagine-se o atrevimento, os russos não estão a combater criminosos sanguinários mas sim a desobedecer a um decreto emanado há nove anos pelos que se olham como senhores do mundo – e dos mercados, claro está.

Quando seria de supor, levando a sério o discurso antiterrorista que se ouve de Washington a Paris, de Londres a Bruxelas, que a NATO iria conjugar esforços com Moscovo para liquidar de vez o Estado Islâmico tanto na Síria como no Iraque, o que acontece? A aviação norte-americana provoca um banho de sangue num hospital dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, certamente um albergue dos mais fanáticos islamitas; as forças especiais de operações do Pentágono para a Síria (CJSOTF-S), que têm estado no Qatar, receberam ordem de transferência para a base da NATO de Incirlik, na Turquia, de modo a acompanhar de perto o treino de terroristas a infiltrar na Síria, terroristas “moderados”, claro, assim definidos depois de uma exaustiva avaliação pelos profilers de serviço; análise essa tão exaustiva e competente que todo o grupo de assassinos cujo treino acabou em 12 de Julho se transferiu logo depois, com bagagens e armas, para a Al-Qaida, percebendo-se agora a irritação de Washington com a eficácia russa: lá se foi o investimento em tão acarinhados terroristas, sem dúvida uns “moderados” acima de qualquer suspeita. Como se não bastasse, a NATO prepara-se para reforçar o contingente de agressão na Turquia a pretexto de supostas violações do espaço aéreo turco por aviões russos, apesar de não se lhe ouvir um pio quando caças turcos fazem operações quase diárias na Síria há vários anos. Fica assim claro que a mobilização da NATO em território turco é em defesa do terrorismo islâmico, e não para o combater.

Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita e o Qatar, aliados preferenciais da NATO, praticamente ao mesmo nível que Israel, perdem o amor a mais uns milhões de petrodólares para tentar rearmar o Estado Islâmico e outros do mesmo jaez, agora tornados vulneráveis pela ofensiva russa. Têm boas razões para isso, além de muitas cumplicidades: os grupos de mercenários activos na Síria e no Iraque gerem um mercado negro de petróleo através do qual se financiam e de que tiram chorudos lucros, como exportadores, não apenas as ditaduras do Golfo mas também Israel e a Turquia.

A ofensiva russa não acabou apenas com a impunidade do Estado Islâmico e outros bandos de mercenários; põe em causa a hipocrisia da guerra oficial “contra o terrorismo” proclamada pelos Estados Unidos e a NATO – que tem como exemplos mais trágicos as situações no Iraque, na Líbia e na Síria.

domingo, julho 26, 2015

Ex-citações sobre Grexit não faltam... apesar do adiamento e da surdina

No Expresso desta semana, no suplemento Economia, que vale sempre a pena ler, encontra-se um texto deste professsor da Universidade Católica de Louvaina, que começa assim:





























(...)

e o artigo continua interessante, mostrando como chegam às "torres de marfim" os ecos da realidade, desde que se tenham janelas abertas (e olhos, e ouvidos), embora fique sempre um sentimento acre da "falta de qualquer coisa", de ausência de mais um passo que leve ao modo de produção (ou de não-produção mas de especulação), às relações sociais.
De qualquer modo, termina assim:

"(...) Portanto, preparemo-nos para o desfazer da zona euro."

Preparemo-nos?... onde é que já ouvi, ou li, isto?

sábado, maio 16, 2015

O assassinato de Aldo Moro - 37 anos depois

Da mesma fonte - amiga e refrescante - recebi outra chamada de atenção e mail para um post de José Goulão no seu "Mundo Cão"
Há, na verdade, que lembrar (ou não esquecer!) alguns factos. E procurar, sempre, encontrar as ligações entre todos eles, numa leitura da História em que se aprenda. Sempre! 

José Goulão:  

Aldo Moro, 37 anos depois

aldo moro.png
8 de Maio de 2015
   




Nestes dias em que se celebra o fim da Segunda Guerra Mundial passam também 37 anos sobre o assassínio do antigo primeiro-ministro italiano e dirigente democrata cristão Aldo Moro.
Aldo Moro, morto pelo grupo esquerdista Brigadas Vermelhas, é o que reza a História, mentindo, pois os contadores da História oficial também mentem ou, pelo menos, como acontece neste caso, omitem parte dos acontecimentos, por sinal os fundamentais.
Os assassinos a soldo que invocaram as Brigadas Vermelhas poderiam ter invocado outra coisa qualquer, a Mafia, uma lógica maçónica como a Propaganda Due (P2) quando reivindicaram o sequestro de Moro e a sua execução, 55 dias depois. Jamais poderiam, porém, ter invocado os que de facto os manipularam, os serviços secretos italianos e os braços tentaculares de grupos clandestinos dentro da NATO, como a Gladio, cuja existência foi confirmada em 1990 pelo antigo primeiro ministro italiano Giulio Andreotti, que foi, na prática, um dos mandantes da morte do seu companheiro de partido.
Qual foi o crime cometido por Aldo Moro para ser executado, sem culpa formada nem julgamento, por serviços do Estado italiano e de uma aliança militar que leva a democracia a todos os cantos do globo? Um só: defendeu uma coligação entre os dois maiores partidos, a Democracia Cristã e o Partido Comunista, para governar Itália.
Aldo Moro pisou assim um risco vermelho e fatal. Ele, como qualquer outro dirigente do arco da governação, na altura não se dizia assim com tanta desvergonha mas o conceito existia implicitamente, sabia que não poderia, em situação alguma de resultados eleitorais ou crise política, abrir as portas do governo aos comunistas. Nem quando os comunistas fossem o partido mais votado, como chegou a acontecer em Itália. Nem a CIA, nem a NATO o permitiam. Todos os dirigentes que poderiam facilmente formar maiorias com os comunistas em países da Europa Ocidental obedeceram a essas ordens. Em Portugal também, como se sabe, desde que o PREC passou à história e a situação se “estabilizou”. Aldo Moro desafiou as ordens. E foi abatido.
“Vai pagar muito caro por isso”, ameaçou Henry Kissinger quando a estratégia de governo defendida por Aldo Moro se tornou pública. Foi Eleonora, a viúva de Moro, quem revelou a sentença ditada pelo então secretário de Estado norte-americano, Nobel da Paz e padrinho do grande pacifista chileno Augusto Pinochet.
“Matámos Moro”, confessou Steve Pieczenik, “negociador” enviado pelo Departamento de Estado norte-americano e pelo presidente James Carter para impedir que houvesse qualquer outra saída que não fosse a eliminação. Moro foi “sacrificado pela estabilidade de Itália”, admitiu Pieczenik em livro. Estabilidade? Onde já ouvimos isto? Mal chegou a Roma, Pieczenik integrou a “comissão” de crise que incluía o ministro do Interior Francesco Cossiga e os chefes dos três serviços secretos, todos eles membros da P2 e tutores, por inerência, das Brigadas Vermelhas. Foi a Comissão de Crise que lançou um primeiro anúncio público, e falso, atribuído às Brigadas Vermelhas, de que Moro estava morto. Cossiga, igualmente dirigente democrata cristão, confessou mais tarde que essa manobra foi uma maneira de preparar a opinião pública para o desfecho já determinado.
A execução de Aldo Moro é um episódio de guerra. De uma guerra que não acabou em 9 de Maio de 1945, nem com a queda do Muro de Berlim, uma guerra na qual os poderes financeiros ocultos ditam as regras através de marionetas políticas e militares descartáveis para acumularem sempre mais lucros, escorra o sangue humano que tiver de escorrer como garantia da sua “estabilidade”.


Um (des)entendimento de base

Voz amiga (a que se seguiu mail de consequência e coerência) chamou-me a atenção para esta opinião publicada no Público,
Li-a com crescente apreço e prazer. Porque diz muito bem coisas que penso e que gostaria de tão bem escrever. E de transmitir a muitos outros. 
Por isso aqui está. Com alguns sublinhados. 
Embora saiba que a poucos visitantes chegará. A um que seja (ou que venha a ser) terá valido a pena. Se pena houve na releitura e na transcrição para que comunicação fosse...

15/05/2015 - 02:05 
Público:
Fábula política para principiantes António Guerreiro
Numa sociedade ideal, cujas leis fossem a delicadeza, a cortesia e a afabilidade, num mundo sem constrangimentos nem fricções que fosse a combinação de todas as possibilidades compatíveis, de tal modo que o resultado fosse a bondade máxima, nesse mundo descrito por Leibniz, na sua Monadologia, como o melhor dos mundos possíveis, Daniel Oliveira reuniria as suas crónicas num volume intitulado A Década dos Psicopatas e teria Marcelo Rebelo de Sousa a fazer a apresentação do livro. 

Nos convites e nos comunicados à imprensa haveria de ler-se: “Deus calcula e o mundo faz-se”. Mas essa luz fina que emana do sistema leibniziano, onde tudo concorre para uma ordem hierarquizada e harmoniosa, não penetra onde há política, nem sequer ilumina os doces costumes da democracia. 

Ainda assim, sem ser preciso supor a existência desse mundo — onde tudo se faz e se desfaz por correspondências, harmonias e concordâncias — vamos ter na mesma Marcelo Rebelo de Sousa a apresentar os Psicopatas de Daniel Oliveira. Sob tais condições, o acontecimento não é propriamente uma mónada, um mundo fechado sem portas nem janelas, mas uma escancarada fábula política do nosso tempo. 

Ou melhor, uma parábola, como é — por exemplo e para regozijo de quem gosta de fábulas para metafísicos — O Silêncio das Sereias, de Kafka. Não é que a convocatória feita a Marcelo Rebelo de Sousa, para o lançamento do livro, seja obrigatoriamente um sinal de partilha, com o autor, de opiniões e escolhas políticas. Devemos, aliás, presumir o contrário. 

Mas há, logo à partida, um dado com base no qual se institui um consenso fundamental: ambos aceitam entrar no jogo de encenações e papéis completamente estereotipados que empesta todo o debate político e desencoraja a simples ideia de entrar nele. A questão é esta: Marcelo Rebelo de Sousa representa, ao mais alto nível, um discurso que quer passar por análise ou comentário políticos, mas de onde a política foi evacuada. 

Ele assimilou completamente a política quer à luta pelo poder, quer ao exercício e ao objecto desse poder. Para ele, toda a política é uma questão de tácticas e estratégias, de fintas e simulações. E ganha o que for mais cretino. É desta matéria que são feitas as suas prelecções, enquanto animador do crochet televisivo. 

E, nesse posto, ele é “o professor”, isto é, aquele que ocupa o lugar da verdade e detém o saber do expert. Esta ideia de uma inteligência que sabe da coisa política e se dirige às pessoas que não sabem, e que por isso lhe fazem perguntas para obter a resposta oracular, é uma negação da política. 

Na melhor das hipóteses, aquilo de que Marcelo Rebelo de Sousa fala pertence à ordem da polícia (ele próprio transformou-se num cartoon de polícia sinaleiro) e não à ordem da política, para nos referirmos a uma oposição já clássica. Esta noção de polícia deve ser entendida não no sentido da repressão, mas da lógica puramente gestionária que ordena a sociedade por funções, lugares e títulos a ocupar. 

Ora, um cartoon pode chegar até a Presidente da República (não seria, aliás, o primeiro), mas não serve para iniciar qualquer conversa ou diálogo que tenha como tarefa repolitizar o espaço político. Em relação ao que Marcelo Rebelo de Sousa diz e opina não importa discordar, estar mais à direita ou mais à esquerda, ou convidá-lo para o espectáculo pluralista do conflito das opiniões. É outra coisa que se exige, se a tarefa é também a de impedir a cretinização comunicativa e opinativa. Essa coisa chama-se “diferendo” e significa um desentendimento de base.


sexta-feira, setembro 19, 2014

citações

final de artigo de opinião de Aurora Teixeira no Expresso-diário on-line, de hoje


«(...)
Pode parecer despropositado, mas estas sucessões de eventos e as desculpas apresentadas por parte dos nossos ministros relembrarem-me a definição de 'hipócritas' de Abraham Lincoln: "indivíduos que depois de matarem os pais imploram por misericórdia alegando que são órfãos".»

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nem-nem-e-nem-nem-nem-desculpas-para-que=f890123#ixzz3DmSqJCm4


A mim 
não me parece nada despropositado
por isso: 
cito!

domingo, julho 07, 2013

Ex-citações antológicas

  • de Rei dos Leittões ("post" de Pata Negra)
Quinta-feira, 4 de Julho de 2013

Há tanto tempo que esperava este momento


Tínhamos acertado que um dia voltaríamos à terra da avó dela à Gramatinha, montaríamos a tenda no quintal, limparíamos a velha casa abandonada a umas centenas de metros da velha aldeia e ali ficaríamos distantes do mundo por uns dias.

E assim foi. Partimos no domingo, chegámos hoje.
Para recordar ou respeitar verdadeiramente a memória dos nossos antepassados é aconselhável que nos coloquemos, tanto quanto possível, na pele deles: sem água canalizada, sem energia eletrica, sem comunicações e sem contraceptivos.
Que bons foram estes dias sem ouvir o telemóvel, sem ouvir o filho pedir "ó pai quero um aipode", sem me irritar com o ruído de fundo da geladeira, sem a filha me acabar com a água quente, sem cartas de contas para pagar, sem me cruzar com a minha colega de trabalho, sósia da miss pig.
Vivemos tão intensamente que nos esquecemos que existia outro Portugal, o Portugal que paciente, aguenta a teimosia de Passos, que ignorantemente observa a competência de Gaspar, que humildemente suporta a vaidade de Portas, que se conforma com a imortalidade do Américo de Tomás.
Só um recolhimento como o destes dias me podia trazer a vontade de escrever estas linhas. Termino aqui, vou ver as notícias para ver se por cá também aconteceu alguma coisa, cinco dias sem comunicações foi um bom momento. Perdi alguma coisa?

  • de avante! (excerto de O estoiro, de Henrique Custódio
«(...) Na segunda-feira de manhã a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, realiza o breefing com os jornalistas – uma luminosa invenção do ministro Poiares Maduro – e nada diz sobre o que horas depois lhe desabou em cima: a demissão do ministro Vítor Gaspar e a sua ascensão ao lugar vago. No dia seguinte, o Presidente da República adverte que não contem com ele para derrubar o Governo, empurrando a decisão para a Assembleia da República, e marca a tomada de posse da nova ministra das Finanças para as 17 horas. Mas, uma hora antes, Paulo Portas anuncia a sua demissão e dá a estocada final na coligação e no Governo, o que não impediu Cavaco Silva de, grotescamente, «dar posse» à nova ministra e aos respectivos secretários de Estado.
Conclui-se que os protagonistas andaram afincadamente a aldrabar-se uns aos outros, seja Portas a ludibriar Passos e Cavaco Silva, seja Passos a driblar Portas e o Presidente, seja este último a enganar o País.(...)»




sexta-feira, maio 17, 2013

Citações (Alpendre da Lua)

de Alpendre  da Lua, um "blog" a visitar e onde fazer paragens:

«Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Notas do meu rodapé:
Na Saúde e na Segurança Social,
Portugal não gastou acima das suas possibilidades




Uma intensiva e tóxica campanha mediática está atualmente a ser desenvolvida pelo primeiro-ministro Passos Coelho, no sentido de fazer passar a imagem de que dois dos pilares do Estado Social, em Portugal, a Saúde e a Segurança Social, se constituíram num sorvedouro dos dinheiros públicos, com os valores despendidos a ultrapassarem em larga escala as possibilidades da economia do país. Como as declarações dos responsáveis da troika e as dos dirigentes europeus, a apelar para o emagrecimento do Estado, através dos cortes na despesa naqueles dois pilares, já não convencem ninguém, Passos Coelho, para tentar dar maior credibilidade aos seus objetivos sinistros, encomendou um estudo à OCDE, que, tal como o FMI, é um dos instrumentos dos interesses do capitalismo financeiro, hoje dominante à escala global.

O estudo da OCDE replica os dados estatísticos do Eurostat, juntando aos valores referentes aos países europeus os valores dos outros países da organização, fora do espaço comunitário, que, por terem um PIB per capita inferior, acabam por baixar a média percentual do total de países em estudo, na sua relação com o PIB nominal (em Paridade de Poder de Compra), conseguindo assim uma maior exposição para os valores percentuais da despesa do Estado português com a Saúde e a Segurança Social. É o que se chama manipulação estatística, alinhando os números da maneira mais conveniente para a conclusão que se pretende retirar.

Com este engenhoso sofisma estatístico, o estudo da OCDE indica que Portugal, em 2009, gastou 26 por cento do PIB com a Segurança Social e com a Saúde, enquanto os 34 países daquela organização se ficaram pelos 22 por cento. Nesta perspetiva, para a OCDE, Portugal é um país gastador, conclusão que deveria ter provocado a Passos Coelho um sorriso de orelha a orelha. Mas a realidade não é essa. O Eurostat, procurando os mesmos indicadores estatísticos no espaço dos países europeus, onde existem maiores afinidades estruturais, que transmitem uma maior fiabilidade à comparação das variáveis utilizadas, encontrou para Portugal um posicionamento diferente, ligeiramente inferior ao do conjunto dos países da UE(27) e ao conjunto dos países do euro, que apresentam uma média do PIB superior à média dos países da OCDE.

Olhando, nos dois gráficos, a linha da evolução dos valores percentuais, em relação ao PIB, das despesas da Saúde e da Segurança Social, desde 2001, conclui-se que Portugal se foi aproximando dos padrões europeus, sem nunca os ultrapassar, exceto em 2005, quando as despesas da Saúde atingiram 7,2 do PIB, ultrapassando a média dos países europeus. Não foi por aqui que Portugal gastou acima das suas possibilidades, como Passos Coelho pretende fazer crer, para dar cumprimento às pretensões e aos interesses da Alemanha e de outros países ricos europeus. Os desmandos financeiros devem ser procurados noutras rubricas.

Já em relação às despesas com a Educação, a despesa, em valores percentuais em relação ao PIB, andou sempre acima da média dos países europeus, o que poderá significar ou um número excessivo de professores ou as respetivas remunerações terem sido muito elevadas em termos relativos, em relação aos seus congéneres da Europa, ou, até, ambas as coisas. No entanto, a situação alterou-se a partir de 2010, com a descida abrupta da despesa.

por: Alexandre de Castro»

Obrigado, Alexandre,
pela autorização

quinta-feira, maio 09, 2013

É preciso lembrar


Recordando:
_____________________________
  
Não desesperem! Portugal é um país velho de muitos séculos e estamos mais que habituados a estes percalços.

Agora estamos a levar forte e feio mas é só para lembrar que há 30 anos já era assim (onde é que já ouvimos isto?):

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.
6 de Junho de 1984

Bem, pelo menos desde já há 630 anos (1383-85) que andamos nisto! Até não somos dos piores ao nível europeu! Só que nunca, a não ser agora, os credores instalaram cá o escritório 

RR

Obrigado, amigo e camarada
e quem era, há 30 anos,
o 1º ministro, quem era?,
quem era o herói a prazo de 6 meses?

segunda-feira, maio 06, 2013

Transcrição... com a devida vénia

não se resiste a transcrever:

Sábado, 4 de Maio de 2013


o coelho da páscoa ortodoxa

[enquanto um Portas abertas 
procura bálsamos e adesivos
para escapar ao castigo (eleitoral),
embora talvez não lhe desagrade a posição...]

de ositiodosdesenhos
com a autorização implícita
e o agradecimento a Fernando Campos
pelo seu trabalho e pela disponibilidade

domingo, maio 05, 2013

Reproduzindo... com a devida vénia:


de as palavrassaoarmas.blogspot.pt:

Sábado, 4 de Maio de 2013


NÃO HÁ TEMPO A PERDER!

1.     Maria Luís Albuquerque era directora financeira da REFER.

2. A REFER contratou swaps tóxicos enquanto Maria Luís Albuquerque era a sua directora financeira.

3. Maria Luís Albuquerque é nomeada secretária de Estado e tutela o IGCP.

4. O IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), sujeito às orientações de Maria Luís Albuquerque, define o que são swaps tóxicos.

5. O IGCP, tutelado por Maria Luís Albuquerque, vem dizer que os swaps tóxicos contratados pela REFER enquanto ela era directora financeira não são, afinal, tóxicosapenas exóticos.

6. A REFER fica com os prejuízos e Maria Luís Albuquerque continua a ser secretária de Estado de Vítor Gaspar (um ministro tóxico ou exótico?), dá-lhe total cobertura.

"Contratos da Refer foram inteiramente adequados e transparentes" 

diz Maria Luís Albuquerque

"Assumo total responsabilidade pelos contratos da Refer"
confirma Vitor Gaspar

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«Presidente do IGCP pode ganhar até 10 mil euros por mês»

O Governo autorizou nesta quarta-feira salários mensais até 10 mil euros para o presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), João Moreira Rato, e até 6998 euros e 7960 euros para os dois vogais. (Lusa 10/04/2013)

«Processo entre a Câmara de Milão e quatro bancos resultou numa pena total de 90 milhões de euros, condenação de gestores bancários a penas de prisão e num acordo extrajudicial no valor de 450 milhõesJPMorgan e Deutsche Bank entre os condenados. Governo usa precedente legal

«Tanto Vítor Gaspar como Maria Luís Albuquerque se congratularam com a criação de uma comissão de inquérito a estes contratos, considerando ser o meio adequado para o apuramento das responsabilidades, mas permitindo "manter confidenciais" um conjunto de informações "que não podem ser tornadas públicas neste momento "de modo a salvaguardar o interesse do Estado".»
in «Dinheiro Vivo», 30.04.21013
Ou seja, podemos saber tudo o que eles querem que saibamos.
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NÃO HÁ TEMPO A PERDER!






















com a autorização implícita
e o agradecimento ao Cid Simões