sábado, maio 04, 2019

A embaixada da Venezuela em Washington


De cómo los protectores de la embajada de Venezuela 

en Washington hicieron huir 

al fracasado embajador de Guaidó en la sombra

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Los protectores de la embajada celebraron otro éxito. Habían frenado el intento de toma en una jornada crucial, mientras el golpe de Guaidó se desplomaba en Caracas. Foto: The Grayzone.
Se suponía que iba a ser un día de triunfo para Juan Guaidó y sus fuerzas en Washignton DC. En Caracas, la oposición había lanzado la “operación verdad”, un intento de golpe de Estado con el que esperaba hacer cambiar de postura a altos responsables en el Ejército y en el gobierno, para entregar el Palacio de Miraflores a Guaidó.
Mientras, en Washington el auto-declarado embajador Carlos Vecchio estaba preparado para tomar control de la embajada de Venezuela y hacer a un lado a los representantes del gobierno de Nicolás Maduro.
Pero ya para el final del día feriado del Primero de Mayo el complot de Guaidó había sido rotundamente derrotado, y se vio a Vecchio salir huyendo de la embajada luego de que su discurso ante medio centenar de seguidores fanáticos de derecha fue empequeñecido por un grupo de manifestantes anti-golpe fuera y dentro de la sede diplomática. Fue una derrota humillante para la oposición apoyada por EE.UU., que no ha alcanzado una sola victoria concreta desde que lanzó su nuevo plan golpista hace más de 75 días.
Por más de una semana, un grupo de ciudadanos estadounidenses, que se llamaron a sí mismos Colectivo de Protección de la Embajada, han impedido el plan de la oposición de tomar la embajada por la fuerza, negando al liderazgo opositor la fachada de legitimidad que ha estado buscando desesperadamente.
Miembros del Colectivo se mudaron al interior de la embajada tras una invitación de los funcionarios que representan al gobierno de Venezuela, y han mantenido su presencia las 24 horas para impedir que un grupo opositor ocupara las instalaciones.
El 3 de abril, el grupo pro-golpe fuera de la embajada se tornó violento, agrediendo físicamente a integrantes del grupo protector y profiriendo insultos racistas, sexistas y homofóbicos contra ellos.
Al día siguiente, un opositor irrumpió en la embajada y comenzó a saquear una habitación antes de ser sacado por oficiales del Servicio Secreto. Horas después, una pequeña banda de miembros de la oposición destruyó cámaras de seguridad instaladas en la embajada. El Servicio Secreto (de EE.UU.) no ha hecho nada para prevenir o sancionar actos que violan el código civil del Distrito de Columbia y el artículo 22 de la Convención de Viena sobre protección de sedes diplomáticas.
A las 5:00 p.m. del Primero de Mayo, Vecchio arribó con una bandada de seguidores muy bien peinados y en traje formal, con la imagen de un equipo de profesionales listo para ponerse a trabajar. Mientras esperaban para hacerse cargo de la sede, trajeron un letrero de apariencia legal y equipamiento para fijarlo a la puerta delantera.
Pero el cambio de la guardia nunca tuvo lugar. Tan pronto Vecchio se lanzó en lo que se suponía era un discurso de victoria, sus palabras quedaron ahogadas por cantos desde adentro de la embajada y desde el otro lado de la calle, donde manifestantes contra el golpe llenaban la acera.
Minutos después de su resumido discurso, Vecchio se alejó del mitin y huyó acera abajo, mientras agentes del Servicio Secreto y opositores que lo protegían empujaban alejando a los reporteros. Su apurada salida de la escena marcó el fracaso de un obvio truco publicitario muy mal concebido.
Luego de que Vecchio abandonara la escena, los integrantes que quedaban del grupo opositor retornaron a sus prácticas favoritas: lanzar invectivas racistas y sexistas y amenazas de muerte contra quienes protegían la embajada, vandalizar la sede diplomática y pasar el tiempo con los agentes del Servicio Secreto.
Dentro de la sede diplomática, los protectores de la embajada celebraban otro éxito. Habían frenado el intento de toma en una jornada crucial, mientras el golpe de Guaidó se desplomaba en Caracas.
“Hoy fue una gran victoria del Colectivo de Protección de la Embajada”, declaró a The Grayzone Kevin Zeese, uno de los organizadores de la acción para proteger la embajada.
“Vecchio sufrió el bochorno de venir a ‘su’ embajada y ser callado. No pudo exigir que abandonáramos la embajada. Ahora podemos decir que el golpe está fracasando incluso en Estados Unidos”.
(Tomado de The Grayzone/ Traducción de Cubadebate)

segunda-feira, abril 29, 2019

Resultados


Congresso dos Deputados[editar | editar código-fonte]

PartidosVotos%+/-Deputados+/-
Partido Socialista Operário Espanhol7 480 755
28,68 / 100,00
Aumento6,05
123 / 350
Aumento39
Partido Popular4 356 023
16,70 / 100,00
Baixa16,31
66 / 350
Baixa71
Cidadãos - Partido da Cidadania4 136 600
15,86 / 100,00
Aumento2,80
57 / 350
Aumento25
Unidas Podemos3 732 929
14,31 / 100,00
Baixa6,84
42 / 350
Baixa25
Vox2 677 173
10,26 / 100,00
Aumento10,06
24 / 350
Aumento24
Esquerda Republicana da Catalunha1 019 558
3,91 / 100,00
Aumento1,25
15 / 350
Aumento6
Juntos pela Catalunha497 638
1,91 / 100,00
Baixa0,10
7 / 350
Baixa1
Partido Nacionalista Basco394 627
1,51 / 100,00
Aumento0,32
6 / 350
Aumento1
Partido Animalista contra o Mau Trato Animal326 045
1,25 / 100,00
Aumento0,06
0 / 350
Estável
Euskal Herria Bildu258 840
0,99 / 100,00
Aumento0,22
4 / 350
Aumento2
Compromís172 751
0,66 / 100,00
-
1 / 350
Baixa3
Coligação Canária137 196
0,53 / 100,00
Aumento0,20
2 / 350
Aumento1
Soma Navarra (PP-UPN-C's)107 124
0,41 / 100,00
Novo
2 / 350
Novo
Partido Regionalista de Cantábria52 197
0,20 / 100,00
-
1 / 350
-
Outros536 674
2,82 / 100,00
0 / 350
Votos Inválidos474 921
1,80 / 100,00
Aumento0,13
Total26 361 051
100,00 / 100,00
350 / 350
Eleitorado/Participação36 893 976
75,75 / 100,00
Aumento9,27
Fonte[131]
123 + 42 +15 = 180 +... > 176
                                           !!!???
 66 + 57 + 24 = 147 +... < 176

Em resumo, claro e sem especulações

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre as eleições em Espanha

Os resultados das eleições que ontem se realizaram em Espanha expressam a rejeição do PP e seus aliados.
As forças de direita e da extrema-direita franquista assumida (PP, Ciudadanos e VOX), tendo-se apresentado de forma fragmentada, não conseguem alcançar a maioria no parlamento mesmo aglutinadas.
O PSOE, embora aumentando a sua votação, fica significativamente aquém da maioria absoluta.
A coligação eleitoral Unidas Podemos, promovida pela Esquerda Unida – que integra o Partido Comunista de Espanha –, o Podemos e diversas forças políticas em várias regiões de Espanha, embora vendo reduzida a votação do conjunto das forças que a compõem, alcançam um resultado que lhe permite pesar na concretização de uma política que corresponda a uma efectiva mudança.
O PCP expressa a sua solidariedade aos comunistas, aos trabalhadores e aos povos de Espanha, confiante de que pela sua luta, e nas condições específicas da realidade social e política de Espanha, conquistarão o caminho que dê uma efectiva resposta aos seus interesses e legítimas aspirações.

domingo, abril 28, 2019

Para este domingo... Hino de Caxias

Assim encerro as minhas pessoais e (in)transmissíveis comemorações de 45 anos do 25 de Abril 
(mais dois dias de bónus...)

sexta-feira, abril 26, 2019

É bom ler...

Serei Abril
no lugar e tempo que for
onde e quando Abril quiser


... é bom ler textos como este, e com eles construir Abril. Sempre por construir, sempre em construção (como o operário):

Valdemar Cruz
Valdemar Cruz
Jornalista

O Redondo Vocábulo

26 de Abril de 2019




Abril. Os equívocos e ditames do novo Acordo Ortográfico apoucaram-lhe a ortografia. Não lhe diminuíram a grandeza. Abril. Em abril nos queremos. Em abril nos vemos. Em abril nos revemos. Abril não é sonho, nem utopia. Abril não é um estado de espírito. E, ainda assim, não há abril sem a dimensão do sonho. Não há abril sem o desejo de utopia. Não há abril sem esse imenso e solidário espírito de entrega. De dádiva. Abril não é um estado de exceção. É uma forma de ser. E de estar. É a normalidade adquirida de um país reencontrado com um povo sedento de liberdade. A ansiar democracia.

Abril é um estado em construção. Não é um ponto de chegada. É tão só um início de viagem. Cada um terá o seu próprio abril. Cada um esboçará a sua própria representação de abril. Cada um terá as suas próprias frustrações. A cada um as suas muito particulares revoltas e devoções. Pelo abril que (não) se cumpriu. Em cada rosto se idealiza um percurso. Em cada rosto se narra uma história. Em cada história se desvenda um mundo. São muitos e infinitos os mundos de abril. Às vezes contraditórios. Às vezes incompatíveis. Às vezes conflituais.

Em cada instante abril nasce de novo. Reformula-se. Reequaciona-se. Interpela-nos. Desafia-nos. Abala certezas adquiridas. Questiona verdades tidas por intocáveis. Absolutas. Essa a grandeza de uma data. Essa a glória derramada pela memória do tempo vivido e construído. Em abril. Por abril. E pelo abril sem o qual jamais seríamos o país que somos. Com todas as suas fragilidades. Com todas as suas grandezas. 25 de Abril foi ontem. 25 de Abril é hoje. 25 de Abril será sempre. Se soubermos lutar. Se o soubermos defender. Se o soubermos preservar . Se o soubermos continuar.

Liberto. Sem amarras. Sem donos. Abril é o absoluto e redondo vocábulo.

(Expresso curto)

quinta-feira, abril 25, 2019






























(...)

terça-feira, abril 23, 2019

sexta-feira, abril 19, 2019

China - Uma faixa, uma Rota


Interessante!
eppure si muove...

quinta-feira, abril 18, 2019

Venezuela


Maduro exige ao Novo Banco “1500 milhões que nos roubaram”

Nicolás Maduro exortou o Governo português a desbloquear os ativos do Estado venezuelano retidos no Novo Banco, defendendo que o dinheiro será usado para comprar “todos os medicamentos e alimentos”.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exortou o Governo português a desbloquear os ativos do Estado venezuelano retidos no Novo Banco, sublinhando que o dinheiro será usado para comprar “todos os medicamentos e alimentos”.
“Libertem os recursos [da Venezuela] sequestrados na Europa. Peço ao Governo de Portugal que desbloqueie os 1,7 mil milhões de dólares [cerca de 1,5 mil milhões de euros] que nos roubaram, que nos tiraram” e estão retidos no Novo Banco, afirmou o Presidente da Venezuela, esta terça-feira.
Nicolás Maduro falava numa cerimónia de simpatizantes do regime, por ocasião do 16.º aniversário do programa de assistência social “Misión Barrio Adentro”, transmitido em simultâneo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.
“Com isso [os fundos retidos em Portugal] compraríamos todos os medicamentos (…) sobrariam medicamentos e alimentos na Venezuela. Eu faço um apelo ao Governo de Portugal: desbloqueie esses recursos. Porque nos tiram este dinheiro? É nosso“, afirmou.
Maduro insistiu ainda que se os Estados Unidos e a Europa querem “realmente ajudar” a Venezuela, então devem desbloquear esses recursos.
“Já que afirmam que querem ajudar a Venezuela, há uma fórmula muito simples. Não têm que tirar um dólar das vossas contas, desbloqueiem todos os recursos económicos que nos roubaram”, afirmou, dirigindo-se ao Presidente norte-americano, Donald Trump, e à Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini.
No dia 15 de janeiro, o Parlamento, maioritariamente da oposição, aprovou um acordo de proteção dos ativos da Venezuela no exterior e delegou numa comissão a coordenação e o seguimento de ações que protejam os ativos venezuelanos na comunidade internacional.
ZAP // Lusa

sem comentários
... apenas informando!

Coisas para a arca do velho...

No quase-diário de ontem:

(...)
Entretanto, almocei no Curral, uma excelente e bem saboreada jardineira, a ouVer a televisão a dar as notícias da greve dos camionistas.

&-----&-----&

Num ambiente algo diferente, particularmente tenso (hostil?...), assustado ou assustadiço.

&-----&-----&

COISAS na toalha de papel:

Há um direito à greve. Conquistado (não oferecido!).

Como de todos os direitos há quem deles abuse, quem exorbite. Será este o caso?
Um facto todas as greves demonstram:
            sem o trabalho, sem os trabalhadores nada anda
                        nada se faz
                        nada se cria
             com o trabalho, com os trabalhadores
                         tudo se transforma
                         tudo anda!
(...)
             


quarta-feira, abril 17, 2019

domingo, abril 14, 2019

Para começar (e encher) este domingo...

La quête - Jacques Brel! (d.quixote-que-eu-sou...)


(et puis lutter toujours
peu m'importe le temps)


Versão de Chico Buarque, cantada por Maria Bethânia



Sonhar Mais um sonho impossível Lutar Quando é fácil ceder Vencer O inimigo invencível Negar Quando a regra é vender Sofrer A tortura implacável Romper A incatível prisão Voar Num limite improvável Tocar O inacessível chão
É minha lei, é minha questão Virar esse mundo Cravar esse chão Não me importa saber Se é terrível demais Quantas guerras terei que vencer Por um pouco de paz E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão Vou saber que valeu delirar E morrer de paixão E assim, seja lá como for Vai ter fim a infinita aflição E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão

terça-feira, abril 09, 2019

Nos 70 anos de um aborto: a OTAN/NATO!

O que é aborto?
No seu sentido pejorativo, a infopédia diz-nos que é uma aberração, uma monstruosidade.
Pois a OTAN, mais conhecida por NATO, é a abreviatura de uma organização chamada Organização do Tratado do Atlântico-Norte, mal nascida a partir de uma aliança militar intergovernamental, base de um Tratado do Atlântico Norte e  sua organização, assinados em 4 de Abril de 1949 por Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega e Portugal.
A OTAN tinha por objectivo/pretexto a defesa perante a ameaça de uma outra organização, só criada em 14 de Maio de 1955, por Albânia, Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Polónia, República Democrática Alemã, Roménia e União Soviética.
Há aqui, por isso, um anacronismo que justifica o sentido pejorativo utilizado. E que é reforçado por, em 31 de Março de 1991 ter sido extinto o Pacto de Varsóvia, mantendo-se a OTAN/NATO. Mais o justifica o facto da organização de Estados (na designação) do Atlântico Norte se ter estendido no hemisfério, sem ter alterado o nome mas confirmando objectivos que não os afirmados na sua fundação. Nada defensivos mas bem ofensivos.

É evidente que isto são, apenas, preciosismos de quem gosta de entender as coisas a partir dos seus nomes, e de lhes identificar objectivos e datas, dando-lhes nomes que as coisas merecem.



segunda-feira, abril 08, 2019

ISRAEL:

.... AVANÇAR PARA UMA GUERRA...
 PARA GANHAR UMAS ELEIÇÕES?!

"Fisco fofinho" para eventuais investidores... privados, precisa-se!

Depois de, como responsável-maior do ISEG, se ter salientado por distinguir com  doutoramentos honoris causa (et pour cause... com discursos empolgados) personalidades como Ricardo Salgado, João Duque prossegue, incansavelmente, a sua cruzada em prol do investimento privado. Para cumprir essa missão, sugere e apoia tudo o que possa contribuir para que alguns privados tenham condições de fartura suficiente e livre que lhes possibilite aplicar algumas eventuais sobras dos seus rendimentos nesse investimento, que  (segundo ele e outros) é o único necessário e aconselhável.
De tal afã, foi-me dada notícia, que gostosamente (?!) reproduzo: 

«...o catedrático Duque cuja obra científica referenciada produzida nos últimos 25 anos desde que se doutorou no inicio da década de 90 se pode vislumbrar aqui
https://www.scopus.com/authid/detail.uri?authorId=23102678900 escreveu no passado sábado indignada crónica sobre a tal noticia que se comentou no email abaixo, relativa ao tal grupo de contribuintes que ganham mais de 50.000 euros/mês ou possuem mais de 5 milhões de euros de património, a quem o fisco anda a prestar especial vigilância, não vá dar-se o caso de terem alguma amnésia e se esquecerem de cumprir as suas obrigações fiscais.

Escreve o genial catedrático que isto é basicamente perseguir os grandes investidores de que o país tanto precisa para criar emprego, esquecendo contudo no referido artigo várias coisas a saber:
-  que os 10 mais ricos deste país, cujo património totaliza 14.600 milhões de euros são responsáveis somente pelo emprego de 1.3% dos Portugueses,
-  que nem neste nem noutros países, há investidores do género caridoso, daqueles que investem movidos por bondade pura
-  que só quem tem um elevado património pode pagar milhões para corromper funcionários das finanças como aqueles de que fala hoje a imprensa https://observador.pt/2019/04/08/tres-funcionarios-das-financas-acusados-de-corrupcao-conhecem-acordao-em-lisboa/
-  e que lá fora há quem tenha sistemas fiscais muito menos simpáticos do que o nosso, como sucede ali ao lado na vizinha Espanha onde os tais "grandes investidores" são ameaçados com cadeia sempre que incumprem nas suas obrigações fiscais e não consta que por conta dessa "antipatia" fiscal os tais grandes investidores tenham abandonado aquele país.

Isto já para não falar de alguns países anglo-saxónicos, onde os infractores fiscais não só pagam o que devem mas ainda uma penalização de 75% para que não voltem a ter esquecimentos https://www.hrblock.com/tax-center/irs/tax-responsibilities/prision-for-tax-evasion/ algo que contrasta com a nossa simpática taxazinha de 5%  https://expresso.pt/sociedade/a-historia-dos-perdoes-fiscais-para-o-dinheiro-escondido-la-fora=f899571#gs.4pzx95 a qual demonstra que o fisco Português tem sido muito fofinho com os milionários e bilionários deste país.»

quinta-feira, abril 04, 2019

terça-feira, abril 02, 2019

Boas lembranças...

Acabadinho de ler no Expresso-curto:

António Costa lamentou também ontem o “imenso artificialismo e muita mentira” relativa a este tema dos passes sociais. E uma das questões que se têm levantado nos últimos tempos é também a de quem foi a ideia de avançar com a medida. A SIC estreou ontem, no Jornal da Noite, a rubrica Polígrafo e concluiu que é falso que o passe único tenha sido uma ideia exclusiva do Governo. A medida é reivindicada pelo PCP pelo menos desde 1997.

segunda-feira, abril 01, 2019

Made on USA (e abusa)

 - Edição Nº2365  -  28-3-2019

Made in EUA

Donald Trump está a deteriorar a «figura presidencial» trabalhada com minúcia pelos EUA, que desde o século XX quiseram que o seu Presidente – que comanda a governação do país – fosse respeitado como um «rei sol» à paisana (o original é Luís XIV, o rei que gostava de dizer, de si próprio, que «o Estado sou eu» - «l'État c'est moi»).
Mas as execráveis características pessoais de Trump não concentram todos os malefícios deste cargo e deste regime, proclamado abundantemente como o alfobre da «democracia ocidental».
Anote-se: seja quem for o ocupante da Casa Branca, a política predatória dos EUA é sempre a mesma e em nome de Deus, como declaram na própria moeda... Por isso importa pouco quem desempenhe o cargo, porque a tal política predatória é sempre prosseguida, como o prova a História do país.
Os EUA assumiram um papel cimeiro no planeta apenas no pós-II Guerra Mundial, em que estiveram, pela única vez, no lado certo da História e de onde emergiram não apenas como co-triunfadores militares sobre o nazi-fascismo, mas sobretudo como a potência económica incólume às destruições em sua casa e pronta a assumir a reconstrução da Europa Ocidental do pós-guerra, com tão gigantescas vantagens económicas para os EUA, que os tornaram, até hoje, a cabeça do capitalismo mundial.
Hoje anatemiza-se tanto Trump, que já se diz que «dantes é que era bom».
Não era. Trump não faz esquecer a imbecilidade lorpa de George W. Bush, dois mandatos atrás, a quem os atentados de 2001 às torres gémeas salvaram a presidência e lhe permitiram declarar guerra ao Iraque e ao Afeganistão, nem apaga o reaccionarismo cavernícola de Ronald Reagan, que pôs os «boys de Chicago» a lançar o caos do neoliberalismo e a colocar uma colossal bomba relógio na economia, que rebentou em 2007/8 por todo o mundo capitalista, lançando-o num vórtice de destruição que continua a girar, nos dias de hoje.
Nem os incensados John Kennedy ou Barack Obama se distinguem. O primeiro, ganhou direito ao mito na defesa dos direitos cívicos e na luta contra o racismo dos EUA, o que dá para mal disfarçar que foi ele a lançar a guerra do Vietname, a maior hecatombe e humilhação militares do país. Obama entrou com grandes foguetórios progressistas do «yes, we can!» e a primeira coisa que fez foi dar 700 mil milhões de dólares à banca para a salvar das vigarices cometidas, tendo continuado Guantánamo e as guerras imperialistas e etc. tal como dantes.
Trump é um ambicioso egomaníaco, um mentiroso compulsivo, uma criatura inculta e desprovida de carácter. É um fruto dos EUA que, finalmente, levaram ao poder supremo um bronco formado na sua autocracia dos poderosos mascarada de grande democracia. Só que é tão bronco, que nem põe a máscara.

Henrique Custódio