Às vezes digo que não tenho tempo para nada. Passam-se os dias e as rotinas instaladas. Paro. Sento-me um pouco e mergulho terra dentro como água que escorre e não seguro. Então de uma assentada dou um murro ao relógio, mastigo-o a custo e engulo. Mais tarde, como as vacas, deito tudo fora e mastigo novamente.
"Foi ontem, e o mesmo é dizermos, Foi há mil anos, o tempo não é uma corda que se possa medir nó a nó, o tempo é uma superfície oblíqua e ondulante que só a memória é capaz de fazer mover e aproximar" José Saramago (Evagelho sgundo Jesus Cristo)
O melhor do tempo que passa, inexorável, é descobrirmos, tantos anos depois, que aquele rosto, apesar de sulcado pelas rugas, permanece inalterável na fisionomia da dignidade. Quando se olha um ser humano honrado, o que menos conta são as alterações físicas. És tu companheiro, ainda podemos caminhar juntos, partilhar convicções, continuar a empunhar a digna bandeira que descobrimos há uma imensidão de tempo. Quero lá saber que contes por décadas a tua existência, se a mão que me estendes é tão juvenil, se o teu sorriso confiante no devir me faz tão bem. Se o teu exemplo posso mostrar, sabendo que me vai trazer novos rostos solidários, orgulhosos por seres tão nosso. Obrigado por do tempo teres feito coerência. Por teres ficado onde estás, avançando sempre. Por não teres perdido, e tantos pretextos invocam os que no tempo se esvaiem, as referências que te moldaram o carácter.
Ó Pedro... não me faças corar! Gostei particularmente, pela forma e porque gostaria de estar "à altura", dessa de "por teres ficado onde estás, avançando sempre". Vale a pena lutar! Grande abraço
Descobrir de repente a passagem dos anos, porque descubro uma foto antiga de vinte anos onde não me reconheço...tão estranho
ResponderEliminarÀs vezes digo que não tenho tempo para nada. Passam-se os dias e as rotinas instaladas. Paro. Sento-me um pouco e mergulho terra dentro como água que escorre e não seguro.
ResponderEliminarEntão de uma assentada dou um murro ao relógio, mastigo-o a custo e engulo. Mais tarde, como as vacas, deito tudo fora e mastigo novamente.
"Foi ontem, e o mesmo é dizermos, Foi há mil anos, o tempo não é uma corda que se possa medir nó a nó, o tempo é uma superfície oblíqua e ondulante que só a memória é capaz de fazer mover e aproximar"
ResponderEliminarJosé Saramago (Evagelho sgundo Jesus Cristo)
Ó meus queridos comentadores...
ResponderEliminarvocês estão a puxar por mim!
Logo logo colocarei outro post ao jeito deste para tentar suscitar comentários como os estes.
Se vocês soubessem o bem que me fazem...
"L'amore fa passare il tempo. Il tempo fa passare l'amore".
ResponderEliminarVivamos então apaixonadamente cada segundo como se não houvesse amanhã.
A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.
ResponderEliminarVictor Marie Hugo
O melhor do tempo que passa, inexorável, é descobrirmos, tantos anos depois, que aquele rosto, apesar de sulcado pelas rugas, permanece inalterável na fisionomia da dignidade. Quando se olha um ser humano honrado, o que menos conta são as alterações físicas. És tu companheiro, ainda podemos caminhar juntos, partilhar convicções, continuar a empunhar a digna bandeira que descobrimos há uma imensidão de tempo. Quero lá saber que contes por décadas a tua existência, se a mão que me estendes é tão juvenil, se o teu sorriso confiante no devir me faz tão bem. Se o teu exemplo posso mostrar, sabendo que me vai trazer novos rostos solidários, orgulhosos por seres tão nosso.
ResponderEliminarObrigado por do tempo teres feito coerência. Por teres ficado onde estás, avançando sempre. Por não teres perdido, e tantos pretextos invocam os que no tempo se esvaiem, as referências que te moldaram o carácter.
Ó Pedro... não me faças corar!
ResponderEliminarGostei particularmente, pela forma e porque gostaria de estar "à altura", dessa de "por teres ficado onde estás, avançando sempre".
Vale a pena lutar!
Grande abraço