14(O)11(L)1(Á)
No isolamento, naquelas celas ao longo do 2ºandar do Aljube, os toques na parede eram “prova de vida”. Nossa. Acompanhada.
A primeira vez que ouvi 2 toques igual a B, seguidos de 14-O, 12-M, pausa, 4-D, 9-I, 1-A, comovi-me. E deu-me força!
Assim comunicávamos.
Como o dia tinha 24 horas, dava para muita coisa. Até para jogar xadrez, como camaradas fizeram. E não importava que os nós dos dedos inchassem enormemente…
De vez em quando, o guarda passava “vamos ácabar c’o batuque…”.
Mas também ele sabia que não valia a pena…
Só se pusessem um guarda em cada cela!
Tinham que estar com muita a atenção!
ResponderEliminarPenso que não conseguiria!
No meio daquele inferno, “BOM DIA!” vindo de “sons” é um cumprimento afectuoso!
No meio daquele inferno, o espírito de solidariedade estava sempre presente!
Histórias reais, dramáticas!
De uma ternura comovente!
GR
25 1_2_17_9_11 18_5_12_15_17_5
ResponderEliminar1 11-20-19-1
ResponderEliminar3-14-13-19-9-13-20-1!
GR
Excelente, betinha e gr!
ResponderEliminarE não precisaram de bater com os nós dos dedos... mas a vossa reacção deu-me grande alegria.
Obrigado.
as histórias e as estórias de quem viveu nunca são demais. justificam olhar para esta página o tempo que for preciso até entender todas as mensagens. nenhuma delas hoje tão sofridas quanto aquele bom dia, mas todas pedras da nossa história.
ResponderEliminarum abraço, sérgio. obrigado pelo conto.