(Pede-se que seja lido depois do post que está abaixo)
No debate realizado na Escola Secundária de Arganil, dada a introdução feita pela moderadora e, depois, pela presidente do Clube Europeu da ESA, resolvi, após a intervenção da representante do PSD, começar a minha participação dizendo alguma coisa sobre política, partidos e democracia, fazendo a “ponte” para o debate, para o “Tratado de Lisboa”.
Reproduzo o essencial:
No debate realizado na Escola Secundária de Arganil, dada a introdução feita pela moderadora e, depois, pela presidente do Clube Europeu da ESA, resolvi, após a intervenção da representante do PSD, começar a minha participação dizendo alguma coisa sobre política, partidos e democracia, fazendo a “ponte” para o debate, para o “Tratado de Lisboa”.
Reproduzo o essencial:
No “Tratado de Lisboa”, tal como estava na (mal) dita “Constituição” que aquele se diz ter vindo alterar, está, “preto no branco” sobre o princípio da democracia representativa, que “o fundamento da União baseia-se na democracia representativa”. Só no artigo seguinte, sobre o princípio da democracia participativa, se acrescenta que “as instituições, recorrendo aos meios adequados dão aos cidadãos e às associações representativas a possibilidade de expressarem e partilharem publicamente os seus pontos de vista sobre todos os domínios da acção da União”.
Desenvolvi duas ideias:
Desenvolvi duas ideias:
- que, em vez de se complementarem num sentido lato da princípio democrático, o princípio da democracia participativa é subalternizada relativamente ao princípio da democracia representativa, chegando a formulação dessa subalternidade ao cúmulo de serem “instituições” (nem todas derivadas do princípio da democracia representativas, como é o caso da Comissão e do Banco Central Europeu) que DÃO aos cidadãos a possibilidade de… quando se alguma “coisa” dá algo a outra “coisa” são os cidadãos que dão às instituições a possibilidade de os representar;
- que, no exemplo à vista, os cidadãos deram aos deputados a possibilidade de os representar e estes usam o mandato desrespeitando os seus mandantes, quer não cumprindo a obrigação (e compromissos assumidos pontualmente) de até eles se deslocarem para os informar e debater, quer conquistando esse mandato de representatividade prometendo coisas que, depois, pura e simplesmente, se permitem não cumprir, caso da utilização do referendo enquanto forma de ratificar o que entre eles, representantes, fosse acordado, tal foi o caso dos eleitos do PS e do PSD, o que a representante deste partido acabara de aceitar e até estigmatizar, numa louvável e pouco habitual auto-crítica.
(Ainda haverá mais…)
Neste teu blog sempre se servem muito bem a política, a democracia e sobretudo as pessoas. Que não te faltem a saúde e o entusiasmo que sempre te caracterizou para continuares a dar-nos estas fantásticas «aulas». Nunca (ou)vi quem mais claro dissesse destes assuntos que a todos interessam e também é muito raro encontrar quem como tu o expresse com tanta simplicidade, com tanta humildade e tanta humanidade. Bem hajas HOMEM por tudo e ainda mais por seres meu AMIGO. Mia
ResponderEliminarÓ minha amiga, nem sei que te diga.
ResponderEliminarE só a amizade me impede (será só?) de te contrariar.
É bom ter assim aMIgAs.
Obrigado e um grande beijo
Fico espantada com a autocrítica da representante do PSD....
ResponderEliminarÉ pena que essa sessão tenha sido num círculo restrito, mas também percebo que ao poder central não interessa esse tipo de debates na televisão pública....
A arrogância deles é cada vez maior, mas tem a parte positiva de, ao mesmo tempo, o descontentamento alastrar, cada vez mais.....
Vamos ver...
A democracia participativa é uma espécie em vias de extinção...
ResponderEliminarAqui, em Portugal, tivemo-la de Abril de 74 a, mais coisa menos coisa, meados de 76 (quando o dr. Soares disparou o seu primeiro governo)
Acredito que o elemento do PSD, após ouvir a tua intervenção calma, sincera, consequente, sempre muito perceptível e porque não estava a comunicação social, não teve outro remédio se não concordar com a tese, por ti explanada. Ninguém lhe perguntou, porque razão reconhecendo que tens razão e auto - criticando-se, continua a concordar com o partido dela?
ResponderEliminarGR