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segunda-feira, março 24, 2008

As lições de Maio (de 1968)

De um (novo) trabalho em curso, sobre Maio de 1968, não resisto a transcrever (em tradução... livre) um trecho de um livro de Laurent Salini, Mai des prolétaires, editado pelas editions sociales, em Novembro de 1968, que estou a revisitar:
.
«Os ataques convergem sobre o Partido Comunista Francês, e todos têm por finalidade enfraquecê-lo, dividi-lo, destrui-lo se possível, de acabar, enfim, com um partido que a classe operária francesa há meio século vem construindo.
Para desorientar o movimento operário e levá-lo à parede e à derrota, para levantar obstáculos à marcha para o socialismo por vias novas e francesas, para retardar a inevitável chegada de uma democracia avançada, nunca a grande burguesia empregou tantos esforços. E o traço novo destes ataques (e que são, também, a sua defesa), a mais recente jogada, é a critica de “esquerda”, a tentativa de criar um partido rival do PCF, um partido que o venha a reprovar, não por ser radical e revolucionário, mas por ser morno, reformista, moderado, frouxo. Enquanto, por dentro, o procuram descaracterizar, esquecer a sua base teórica, abandonar as suas formas de organização, aceitar que a história não é a luta de classes.»

11 comentários:

  1. Claro que hoje já nada disto se passa...

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  2. Claro que não...
    Às vezes parece fotocópia!
    Por isso chamo ao meu trabalho "lições de Maio de 68". O pior é que há quem estude pouco e esteja sempre na página 1, ou não passe da capa.

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  3. Há também quem "estude" muito!
    Arriscando ter nota positiva! Tentam «descaracterizar, esquecer a sua base teórica, abandonar as suas formas de organização, aceitar que a história não é a luta de classes.»
    Os vírus sempre existiram!

    GR

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  4. Já ouvi isto em qualquer lado... ou estarei enganado?

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  5. Enganado?
    Ouviste, ouviste... e olha que só a parte final da tradução é que foi ligeiramente "adaptada".
    Mas o que vem a seguir, igualmente datado de 1968, também parece estar na "máquina do tempo".
    Já agora, estas notas, estas leituras são para aproveitar para trabalhos a publicar no Militante.

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  6. não ligues

    a luta continua

    força

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  7. Acompanhei de perto o ultra revolucionário Cohen Bendit e assisti às armadilhas montadas ao PCF que preferiu mais tarde construir as suas próprias ratoeiras.

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  8. Essa é uma evidência... mas que é preciso estar sempre a repetir: a luta continua.
    Quanto ao sr. C-B, (des)encontrámo-nos nos corredores do Parlamento Europeu. Será referido no trabalho para o Militante.

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  9. As coisas hoje estão diferentes, não é?
    Mas olhem que tenho a impressão que em Portugal temos muito mais força. O que me leva a pensar:
    O que seria se tivéssemos ao nosso lado, na luta, portugueses com a "garra" dos franceses, no que toca a defender os seus direitos. Em França já se fizeram greves muito marcantes.

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  10. Ó Sal, obrigado pelo teu (tão jovem!) comentário. Tens de ler o que vai ser publicado no Militante.

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  11. É pena que esses que em 68 tentavam destruir o PCF, quase o tenham conseguido, sendo que o actual PCF pouco faz lembrar o heroico partido que manteve a honra da França quando ocupada pelos nazis, o PCF dos quase 40% a nivel nacional e do camarada Thorez. E depois há o espanhol e italiano...Mas o caminho é em frente, e acredito que todos eles podem recuperar a força e dignidade que tiveram, quem sabe olhando para o nosso, o grego e outros. (espero ansioso pelo novo numero do militante)

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