A revolução não acontece! A revolução não tem data, dia, hora. Para se fazer, ou para ter sido feita. A revolução faz-se. Dia a dia. Hora a hora. Semeia-se, ao espalharem-se sementes; planta-se, quando se enraiza na terra, raiz a raiz, bolbo a bolbo. Conversando-se e informando-se, homem a homem, mulher a mulher. Por isso, não acontece revolução… mas acontecem momentos revolucionários em que tudo pode mudar, começando novos caminhos. Que se farão caminhando. Porque não aconteceu uma revolução. Criaram-se, revolucionariamente, condições para que a revolução continue por caminhos novos. Revolucionários. Como escreveu (mais ou menos…) José Gomes Ferreira- que era poeta e militante - as revoluções perdem-se quando os revolucionários desistem de lutar pelo aparentemente impossível, ou de alcançar a inacessível estrela, como cantava (em francês... e mais ou menos) Jacques Brel.
«... Et puis lutter toujours
Sans questions ni repos...»
A revolução faz-se dia a dia, hora a hora, contacto a contacto, conversa a conversa. A revolução faz-se de bancada em bancada, de fábrica em fábrica, de escritório em escritório, de gabinete em gabinete. A revolução faz-se de rua em rua, de bairro em bairro, de vila em vila, de região em região, de país em país.
ResponderEliminarA revolução constroe-se.
A revolução não se decreta, não está marcada, não tem hora, nem dia, nem mês e ano. A revolução não vai acontecer no próximo dia 5 de Junho. Mas no próximo dia 5 de Junho, até ao próximo dia 5 de Junho e depois do próximo dia 5 de Junho, estaremos a construir e a fazer a revolução.
Todos os dias foram, são e serão decisivos. O próximo dia 5 não é o Dia! Será um dia, um dia muito importante que poderá reforçar as condições em que fazemos e construimos a revolução.
O próximo dia 5 de Junho não é o Dia! É um dia, são muitos dias que no meio de muitas contradições, no empenho e na capacidade de resistirmos, esclarecermos e mobilizarmos, em que o povo poderá conquistar melhores condições para lutar.
Vamos à luta! que é longa, dificil, mas é justa e bela!
Tu também és poeta e militante - muito bem acompanhado pelo músico!
ResponderEliminarPara os revolucionários não há impossíveis. Há dificuldades que eles sempre ultrapassam, muitas vezes dando a própria vida.
ResponderEliminarUm beijo.
Brel. Para começar o dia ainda com mais força.
ResponderEliminarPena... que tanta gente não veja a importância desses segundos luminosamente revolucionários que vão iluminando instantes do caminho... e fique nostalgicamente agarrada a uma "revolução" que haveria de se fazer, toda de uma vez... lá longe... se...
ResponderEliminarAbraço.
Que post bonito, logo de manhã!
ResponderEliminarE com brinde...
Obrigada, Sérgio.
Beijo.
toujours... Porque ainda fazem falta muitos imprescindíveis.
ResponderEliminarAbraço