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domingo, novembro 27, 2011

A nada sou indiferente...

... muito menos à Raiz e ao Carlos Paredes


... e à Gente da Nossa Terra e à Mariza


... talvez, menos que tudo, ao que somos em Cesário Verde

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
há tal soturnidade, há tal melancolia,
que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia,
despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

(primeira quadra do poema
Sentimento dum Ocidental)

Será este o nosso fado?

6 comentários:

  1. Também gosto muito - de tudo!

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  2. Como digo (mais logo), parabéns a (quase) todos! :-)))

    Abraço.

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  3. "despertam-me um desejo absurdo de sofrer." Gosto muito do Cesário mas incomoda-me este sentimento "mesmo absurdo" de sofrer. Transparece uma certa resignação.

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  4. Justine - fado sentido...

    samuel - ... aos que merecem... que são poucos (quase)>:-)

    cid simões - será um fado... mas, lá mais para diante está um outro desejo (ainda que também) absurdo:
    Se eu não morresse, nunca! E eternamente/buscasse e conseguisse a perfeição das coisas.

    Um beijo e dois abraços (por agora)

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  5. Este fado da Marisa é muito lindo. Arrepiou-me.
    Quanto ao Carlos Paredes, nem falo. É um génio!!!
    E o Cesário Verde,outro génio. Quem sabe se o se seu "desejo absurdo de sofrer" não contém muita raiva e não rdsignação?

    Um beijo.

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