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quarta-feira, maio 23, 2012

Uma notícia, dada com toda a naturalidade e que nem o rabo do gato esconde

Notícia lida, ao passar dos olhos

«Seguradoras da Caixa propõem seguro contra cancro

A Fidelidade-Mundial e a Império-Bonança, seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), lançaram o "Seguro Mulher", um seguro de vida com coberturas de doenças graves para o segmento feminino, nomeadamente cancro da mama ou ginecológico.»

Comentários:
  1. A CGD, logo as empresas do seu grupo, é instrumento-institucional da estratégia do Estado.
  2. Existe um Serviço Nacional de Saúde, que responde a um imperativo constitucional que define a saúde como um direito.
  3. Este "seguro de vida" é, na sua concepção, um ramo de negócio.
  4. As seguradoras do Grupo CGD, procurarão extrair lucro, como qualquer seguradora de fins privados (e legítimos), que se aceitaria que tivesse este ramo de negócio, complementarmente (mas não em concorrência) com s cuidados assegurados pelo SNS.
  5. Embora executoras da estratégia do Estado, estas "seguradoras" do Grupo CGD vêm "oferecer", a quem possa pagar prémios de seguros que sirvam os seus objectivos negociais, o que é um direito.
  6. Quem quiser "coberturas de doenças graves para o segmento (de mercado...) feminino, nomeadamente cancro da mama ou ginecológico", paga-as... apesar de ter pago os seus impostos, e de existir um SNS!
Diria que é... escandaloso!

10 comentários:

  1. José Rodrigues23/5/12 12:29

    Outra:Espirito Santo e J.Mello disputam Caixa saúde com estrangeiros... se o povo deixar, eles "chupam o sangue fresco da manada". CGTP dias 9-Porto e 16 de Junho-Lisboa há que dar forte resposta aos vampiros!

    Abraço

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  2. Entretanto as companhias seguradoras em portugal (mesmo ligadas ao sector público) não fazem seguros de vida a pessoas que tiveram doenças oncológicas...

    As pessoas que tiveram doenças oncológicas, e a quem tinha sido atribuída uma incapacidade superior a 60%, têm direito a bonificação do empréstimo bancário. Mas...a banca exige seguro de vida; as companhias seguradoras não fazem (as que o fazem agravam tanto o risco que não compensa a bonificação).

    É só negócio é o que é! Eles querem lá saber das pessoas.

    O paradigma da vigarice dos seguros de saúde são os EUA. Vale a pena relembrar o filme do Michael Moore sobre o serviço de «saúde» existente nos EUA (há pouco tempo o programa 60 minutos também dedicou tempo a
    esta questão, confirmando o que M.Moore apresentava no seu documentário).

    Estejamos atentos porque caminhamos para lá.

    Parabéns pelo seu blog. Embora venha cá com regularidade é a primeira que cá escrevo.

    Ana Cristina Duarte

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  3. O negócio é sagrado. O lucro é a verdadeira doutrina... e o capital o verdadeiro "deus".

    Felizmente... sou ateu!

    Abraço.

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  4. Subscrevo e assino por baixo o comentário do Samuel.

    Dia 9 lá estaremos, na rotunda da Boavista!

    Abraço,

    Jorge

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  5. O senhor tem cancro e não está seguro pelo Espírito Santo?! Então só pode recorrer ao extinto SNS!
    De facto é escandaloso mas infelizmente há quem ache normal.
    Um abraço pela nossa saúde

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  6. Não tarda nada,se deixarmos,quem não tem seguro,ou melhor,quem não tem dinheiro,é deitado fora,para o lixo,barbaramente assassinado pelo sistema.

    Um abraço,
    mário

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  7. O verdadeiro problema não está na CGD ter lançado essa iniciativa, o verdadeiro problema é que o SNS deixa morrer uma data de doentes por falta de meios. Vamos lá virar as agulhas para o sítio certo ou vamos deixar-nos morrer solidariamente?...

    Já agora, quais são as seguradoras dos outros grupos bancários que fazem seguros para este tipo de doença?

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  8. Pintassilgo23/5/12 19:24

    Saúde para o SNS e morte para as seguradoras.

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  9. Quem foi que disse que o ser humano é o capital mais precioso?

    Um beijo.

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  10. Os seguros de saúde, além de muito caros, não abrangem, como aliás qualquer seguro, “todos os riscos” pois, logo à partida, excluem as doenças pré-existentes e, como diz um comentário anterior, as seguradoras podem recusar a aceitação. Podem também anular arbitrariamente os contratos nos vencimentos e muitos estabelecem limites de idade. Não é muito extraordinária a modificação de condições contratuais sem a anuência expressa do titular. As coberturas têm máximos de responsabilidade e acontece, por exemplo em doenças oncológicas, depois de esgotadas as garantias, as pessoas serem empurradas para os serviços de saúde públicos. Acrescentar ainda que os contribuintes estão a suportar subsistemas de saúde, mesmos sem estarem abrangidos, que em última análise satisfazem os hospitais privados (exames caros e às vezes dispensáveis) que pertencem aos grupos económicos que por sua vez têm a sua seguradora. Em resumo, os seguros, mesmo para os que têm algumas posses, não substituem o SNS universal que urge defender e impedir a continuação da sua degradação ao serviço dos grandes interesses. Jorge Domingos

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