Hoje é o dia de encerramento do ano lectivo da Universidade Sénior de Ourém. De confraternizarmos e de "prestarmos contas" do que durante o ano foi feito em cada uma das "cadeiras".
Pela minha parte, meti-me numa aventura - que apenas estará no começo...
Deixei-me das "economias" e fui, com mais 12, um dos artesãos em uma "oficina de escrita e leitura", a contarmo-nos histórias (ou estórias) de nós, da nossa terra, de outros tempos. De vida..
Eu recebia os textos (escritos à mão, em máquinas de escrever recuperadas "de antes da guerra", alguns em devida forma, quase todos excelentes), dava a minha opinião, corrigia alguns erros que resultavam da pouca oficina anterior..., liamos o melhor que cada um podia e sabia (e ia melhorando a leitura).
Foi mais que interessante, Foi - para mim - uma hora semanal de aprendizagem, de confirmação, de convívio.
Hoje, apresentaremos uma amostra da nossa oficinagem. A começar por mim... assim:
Ferramenta: palavras!
Depois de dois anos nesta nossa Universidade… cansei-me da economia (mais dos economistas que da economia…).
Propus que se criasse uma oficina.
A ferramenta seriam as palavras.
Escrevê-las, dizê-las, para nos contarmos histórias. Como se contam histórias a pintar, bordar, modelar, cerzir.
Aceite a proposta, alguns dos que talvez também estivessem fartos da economia... mas não deste economista, vieram comigo para trabalharmos as palavras.
Trouxe uns velhos torno e formão para meter histórias em cem palavras.
Nada forcei, mas exemplifiquei e ajudei.
Com cem palavras ou poucas mais..., muitas histórias nos contámos.
Foram horas bem passadas. Contando-nos histórias.
Se alguém se der ao trabalho (oficional) de contar estão lá 100 palavras... nem mais uma!
Mas vão ter mais notícias deste trabalho...
Como eu me tenho atrasada na leitura dos post!!! É que ando cansada, por nada de especial. A idade pesa e o desalento começa a surgir.
ResponderEliminarUm tempo cada vez mais curto para poder voltar a sentir qualquer coisa como no nosso 25 de Abril. Não considerando o nascimento dos filhos e netos, acho que foi o dia mais feliz da minha vida.
Isto tudo para dizer que foi genial essa dinamização do trabalho da Universidade Sénior de Ourém. Parabéns.
Um beijo.