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O governo decidiu apresentar como troféu o alegado
equilíbrio da balança comercial. Uma subida das exportações de mercadorias de 9%
e uma descida das importações em 5,6% face ao período homólogo, deram campo para
reproduzir até à exaustão a tese do “país no bom caminho”.
2 - Na verdade os valores das exportações apresentados – mantendo um perfil
assente em produtos de baixo valor acrescentado - não traduzem uma qualquer
consolidação, e muito menos, um pujante dinamismo do aparelho produtivo
português. Resultam, isso sim, de uma significativa desvalorização do Euro face
ao Dólar de 13,5% ao longo do último ano – confirmando todos os efeitos
negativos que um Euro sobrevalorizado face à economia portuguesa teve ao longo
destes anos – a par de um aumento excepcional das exportações de “combustíveis
minerais” de 42,5% aproveitando a capacidade disponível das refinarias e a
redução da procura interna, assim como, do incremento da exportação de outras
mercadorias, numa lógica de empobrecimento do país, como o ouro, as pedras e
outros metais preciosos que registaram uma saída superior a 356 milhões de euros
- mais 78,6% do que no ano anterior - e quando, a título de exemplo, o valor das
saídas destes mesmos bens em todo o ano de 2007 se limitou a 6,9 milhões de
euros. No fundo, são as poupanças de toda uma vida de milhares de portugueses
que estão a ser extorquidas pelo agravamento da situação económica e social.
Quanto à redução das importações, ela é sobretudo o reflexo de uma economia
em profunda contracção e de um povo cada vez mais empobrecido que está a fazer
cair a pique, quer o consumo, quer o investimento. Assim, diminuem as
importações de bens alimentares e bebidas (-6,1%) – valor que aliás aparece em
linha com a quebra histórica registada no consumo de bens alimentares pela
população portuguesa - mas também de bens para a indústria (-5,9%), de máquinas
e outros bens de capital (-8,2%). Uma significativa redução das importações com
uma forte incidência nos chamados bens de equipamento, ou seja na reposição e
modernização da capacidade produtiva do país, cujas consequências irão ser pagas
no futuro.
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Em cheio!!!
ResponderEliminarAbraço.
Não deve ser verdade.Não passou na RTP, serviço público,em horário nobre...!?
ResponderEliminarAbraço
Um espanto!...
ResponderEliminarQuer dizer aquilo a que chamam bom caminho resulta do empobrecimento do país. E ainda se vangloriam!!!!
ResponderEliminarUm beijo.
Não podia ser melhor explicado.
ResponderEliminarNão se pode esperar de exploradores,ladrões,aldrabões,cínicos e lacaios,alguma vez tivessem,um laivo sequer,um resquício de honestidade,mesmo que só,de análise.
Um abraço,
mário