Chefe de
gabinete de Miguel Macedo
demite-se
por causa de contrato
com ARS
de Lisboa
Alexandra
Campos – no Público de hoje
A divulgação do contrato firmado pela Administração
Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo com uma empresa para serviços
de consultoria e assessoria da reforma hospitalar da região, por ajuste directo
e no valor de 74 mil euros, já teve consequências.
Criada pelo ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência
Médica (INEM) Miguel Oliveira, a empresa POP Saúde — Planeamento, Organização e
Prestação de Cuidados de Saúde, tem como sócia a sua mulher, Rita Abreu Lima, que
era chefe do gabinete do ministro da Administração Interna desde 2011.
Rita Abreu Lima decidiu pedir a demissão do cargo,
alegando que não teve qualquer influência nem fez “diligências para a
celebração do contrato” e que “a criação da empresa não teve por fim esta
específica contratação de serviços”, adiantou o jornal i. O pedido de demissão foi aceite
pelo ministro Miguel Macedo.
Depois de ter passado por vários ministérios, Rita Abreu
Lima chegou a ser responsável pelo departamento de recursos humanos do INEM,
entre o final de 2006 e 2008.
Nessa altura, o presidente do INEM era o actual
responsável pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro.
O acordo entre a ARS e a sociedade de Miguel Oliveira
e Rita Lima foi célere, com o procedimento a ser autorizado no dia 2 de Janeiro
por Cunha Ribeiro, o contrato assinado a 10 e o ex-presidente do INEM a dar
início às suas funções esta terça-feira.
A POP-Saúde foi criada no dia 3 de Janeiro.
Cunha Ribeiro alega que Miguel Oliveira é a pessoa
indicada para o cargo, pela experiência e formação que possui. Ao PÚBLICO disse
ainda que o valor de 30 euros à hora que o médico recebe é o adequado para a
tarefa que vai desempenhar — o acompanhamento da reorganização da urgência
metropolitana e da reforma hospitalar na Grande Lisboa.
Esta contratação acontece depois de a ARS ter nas mãos
os resultados de um estudo sobre a reforma da rede hospitalar feito pela
consultora Antares Consulting e que custou 90 mil euros.
É isto,
é um istmo,
é uma ponta (das muitas do iceberg)
Até pode ser tudo perfeitamente legal,
dentro das regras.
Mas é, evidentemente,
promíscuo,
ilegítimo,
compadrio
é... "isto"!
O que mais preocupa
ResponderEliminaré a canalha ter sido eleita
Ê sô lodo!A apetencia que esta gente tem para tratar das suas vidinhas,deixaria qualquer delinquente envergonhado.E sabemos que nao sao casos isolados.
ResponderEliminarUm beijo
Tudo caminhando no mesmo sentido.
ResponderEliminarUm beijo.