De tanto ter lido, afastou-se-me a necessidade de escrever sobre Gabriel Garcia Marquez. Acontece.
Não que não sentisse a sua morte como uma perda a anotar e a comentar. Mas, de tanto ter lido resultou aquela pessoal recusa de ser formiga no carreiro. Se o que sou é ser mais um, parece que tenho uma relutância visceral a ser mais um que não acrescenta nada.
Por isso, e porque sinto algo a acrescentar, aqui estou, neste cantinho, a dizer que senti a morte um dos "meus escritores". Para acrescentar o quê? Que, de tanto ler coisas certas e justas, me cansou o quase permanente, aparentemente inevitável, salpico da "amizade com Fidel", "ter sido fiel a Fidel" e quejandas glosas. Assim como se se tivesse de dizer que o homem, Gabo em particular, não pode ser perfeito, e que o grande escritor e jornalista tinha aquele pecadilho. Ou pecadão. Ou "pancadão"...
Como transborda, como um vómito, um arroto, o preconceito, a reaccionária incontinència!
Este é um exemplo, como o da descoberta de humanidade na música de Lopes Graça... apesar de ele ser comunista!
Esta fica para outra altura... mas como estava nas mesmas páginas, veio "à boleia".
Há sempre salpicos de maledicência quando alguém é "grande" mas que, na realidade, são verdadeiros elogios.
ResponderEliminarUm abraço.
Ahumanidade existe porque há o comunismo por objectivo.
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ResponderEliminarÉ bom desabafar...
Consta, até… que Saramago gostava da mãe… e que Cunhal costumava sorrir… apesar dessa coisa do co… do com… comun… isso!!! :-)
ResponderEliminarAbraço.
Gabriel Garcia Marques viveu em casa de Fidel Castro. Ele foi embaixador itinerante de Cuba durante vários anos. Abandonou tudo pela perseguição da cia e refugiou-se no México.
ResponderEliminarNo YouTube podem-se ver filmes de alegre confraternização entre os 2.
Agora os mexicanos, eles são o menos, e o amigo de Cavaco João Manuel Santos da Colômbia armam-se em patronos culturais do nosso querido falecido.
Fidel Castro mandou uma coro de flores amarelas. mas a família continua a protegê-lo mesmo depois da morte. calculo. Esse medo perseguiu da mesma forma Hemingway que com outros medos o levou ao suicídio mas ainda se comemora o histórico encontro de Castro com ele.
Aprendi com Garcia Marquez a exclamar quando abro a caixa do correio vazia: Ninguém Escreve ao Coronel. Digo sempre e o meu neto já diz comigo. Ninguém escreva ao coronel.