Histórias cem palavras. 100! Nem + 1 nem 1. Que se podem “arrumar” em séries.
Neste mês, dedicadas a Abril. À luta de antes e ao dia que foi o da libertação. Não só minha, o que pouca importância teria (embora enorme para mim!), mas do povo português. Da libertação do fascismo e da guerra colonial. Para um Portugal de liberdade e democracia.
Neste mês, dedicadas a Abril. À luta de antes e ao dia que foi o da libertação. Não só minha, o que pouca importância teria (embora enorme para mim!), mas do povo português. Da libertação do fascismo e da guerra colonial. Para um Portugal de liberdade e democracia.
FÁTIMA – 1
Qualquer pretexto me servia para dizer “sou de Ourém!”.
Sempre alguém ripostava “ah!... perto de Fátima…”. Logo corrigia “Fátima é que é ao pé de Ourém!”.
Numa reunião com taxistas, de que era árbitro sindical, um camarada treplicou “…andas sempre a dizer que és de Fátima… descobri como fazer a greve sem que os fascistas chateiem...”
Todos na expectativa:
“...Pois… faz-se a 13 de Maio. Vamos todos a Fátima em peregrinação. Em Lisboa, vazia de táxis, espalhamos que fomos rezar pela aprovação do contrato colectivo com aumento destes salários de miséria”.
Esteve vai-não-vai. Mas houve receios.
Fiquei frustrado!
Numa reunião com taxistas, de que era árbitro sindical, um camarada treplicou “…andas sempre a dizer que és de Fátima… descobri como fazer a greve sem que os fascistas chateiem...”
Todos na expectativa:
“...Pois… faz-se a 13 de Maio. Vamos todos a Fátima em peregrinação. Em Lisboa, vazia de táxis, espalhamos que fomos rezar pela aprovação do contrato colectivo com aumento destes salários de miséria”.
Esteve vai-não-vai. Mas houve receios.
Fiquei frustrado!

As lutas são difíceis, hoje!
ResponderEliminarAntes de Abril, só alguns as conseguiram concretizar!
Correndo os graves riscos que todos nós conhecemos!
Havia tanta Vontade! Tanta Coragem!
Ourém (hoje) é muito mais importante que Fátima!
Ourém, tem a Som da Tinta. Fátima, não!
GR