Esta não é a manhã de ficar aqui, a ler, a escrever, a passear pelos campos. A trocar mensagens.
Esta é mais uma manhã nascida para irmos para a rua. Para fazermos a rua nossa. Para sermos rua.
Esta é a manhã de um dia que será o dia de um dos nossos maiores protestos de sempre. Porque a situação o exige. Porque é preciso. Porque protestar é preciso.
Porque é urgente mostrar que temos força. Ainda que seja apenas uma amostra de toda a força que temos e que tantos de nós desconhecem.
Para mal, já basta assim! Mas não há só que parar com as malfeitorias, há também que fazê-los recuar. Se já tanto nos roubaram do que conquistámos (uns para todos), temos não só que evitar que mais nos roubem como recuperar o que nosso é, foi e será.
E SERÁ!... quando muitos, ainda mais do que os muitos que seremos hoje na avenida-pequena-para-nós, estiverem connosco. Quando os nossos que ficarem em casa, ou a outros sítios forem, distraídos do futuro, os que não estejam em sintonia com os que estivermos na avenida-que-será-pouca-para-tantos-que seremos, quando esses que nossos são tomarem consciência da falta que (se!) estão a fazer, do atraso que podem estar a provocar na caminhada para esse futuro. Nosso. De todos e não de uns poucos que nossos não são.
Viva quem vive. Viva o protesto. Viva o 29 de Maio (*)!
_______________________(*) - que por acaso da cronologia da História é 28 de Maio (triste data em que, em 1926, começoram 48 anos de ditadura, fascismo, guerra colonial) mais um!
Quando os que lá «faltam», comparecerem... tudo será diferente. Para melhor, para muito melhor.
ResponderEliminar(por que será que pensei o mesmo que tu?)
Um abraço grande.
Parce que!...
ResponderEliminarComo diria um português que tem a mania de falar francês... se calhar porque foi emigrante muitos anos...
Ou então... Pois!
Até já, camarada e amigo!
E a "avenida-pequena-para-nós" foi efectivamente pequena para tantos milhares.
ResponderEliminarQuando os que não estiveram hoje tomarem consciência, então aí... será o nascer de um outro e novo dia!
Beijos.
Os que são nossos sem disso se aperceberem hão-de tomar cosciência que ser nosso é ser deles.
ResponderEliminarUm beijo.