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quinta-feira, dezembro 15, 2011

José Dias Coelho - nos 50 anos do seu assassinato - 1


(in avante! de 7 de Dezembro)

«A reunião fora marcada para aquele dia, 19 de Dezembro de 1961. Dois dias antes de eu fazer 26 anos.
A “célula dos economistas” reunira com o novo “funcionário” do Partido. Um homem maduro, calmo, discreto, mostrando uma grande solidez e sensibilidade.
Na reunião anterior tinha ficado marcado trabalho. Continuar e melhorar, com as estatísticas possíveis, o “balanço” do ano, para avaliar o impacto da guerra colonial na economia portuguesa, perspectivas. Depois das questões de organização – situação conspirativa, “avantes”, quotas, aliciamentos – e do “ponto político”
A tarefa de ir buscar o camarada era do Herberto. Mas a saúde sempre frágil do filho obrigou-os a uma consulta médica de emergência, e ele procurou-me para que o substituísse, embora não fosse faltar à reunião. Talvez chegasse um pouco mais tarde.
Deu-me todas as necessárias indicações.
Apanharia o camarada numa transversal à Rua dos Lusíadas, Travessa da Tapada, em frente da Escola Ave Maria, às 20 horas.
(...)»
(50 anos de economia e militância, 1ª página)



10 comentários:

  1. Não comento, Sérgio.
    Deixo-te um grande abraço.

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  2. "...e o som da bigorna
    como um clarim do céu
    vão dizendo em toda a parte
    o pintor morreu."

    Grande abraço.

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  3. "De todas as sementes deitadas à terra, é o sangue derramado pelos mártires que faz levantar as mais copiosas searas."

    MANUEL LAVADO e PEDRO FERREIRA, dois dos pistoleiros da PIDE.
    O CRIME FICOU IMPUNE! (como tantos outros que a ditadura fascista cometeu)

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  4. Diremos por toda a parte o pintor morreu...
    Um abraço em nome desse abraço interrompido

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  5. Camarada,

    ainda bem que o escrevestes. Para que se saiba e jamais se esqueça!

    Um grande abraço desde Vila do Conde,

    Jorge

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  6. podes por esta imagem

    http://pcp.pt/sites/default/files/images/dossiers/frontpage/diascoelho.jpg

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  7. Momentos marcantes de raiva, perda e muita dor, porém,reforçaram a luta.

    Grande BJ

    GR

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  8. Momentos marcantes de raiva, perda e muita dor, porém,reforçaram a luta.

    Grande BJ

    GR

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  9. Numa ida a Lisboa, uma amiga minha mostrou-me a casa junto da qual foi assassinado Dias Coelho.
    Foi impressionante porque, automaticamente, "vi" o crime como se estivesse a ocorrer naquele momento.

    Um beijo.

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