Ao fazer esta revisão do que foi editado - por minha inteira (ir?)responsabilidade - deparo-me com algumas surpresas e procuro responder-me a algumas dúvidas (porque é que editei isto?). As respostas que a mim próprio dou variam muito.
Por exemplo (e há um caderno por exemplos...), este caderno de aponta mentes nº4 surpreendeu-me, agora que o revejo passados mais de 5 anos. Naturalmente. Porque ele foi todo construído numa espécie de nuvem, não só sentido em cada papel em que pegava e seleccionava, como nalguns caso com a nuvem real de pó que levantava. é que são papéis escolhidos entre papéis que não têm arca que os contenha.
Mas não só por isso. Este caderno teve colaboração, pedida e correspondida dos meus filhos, teve apresentações ( e por quem!... o Rogério, o Miguel Tiago), teve quem lesse trechos na apresentação que me surpreenderam (o Rui Vaz Pinto)... foi vendido, porque uma dessas apresentações foi na UNICEPE, a antiga e querida cooperativa do tempo da resistência (e não será que todo o tempo o é?!).
Não gosto mais dele que dos outros. De cada livro editado, o autor tem dele uma relação que vai muito para além da relação com as coisas, é também consigo próprio como coisa (coisas do arco da velha...). Mas este é especial. Percorre-me...
Hesito quanto a novo volume. Material não falta pois todo o meu espaço envolvente são papéis. Para uma nova arca do velho? Talvez alguns se aproveitem. Quais?


Gostei desta obra.Papéis compilados em livro em que não falta muito sarcasmo em poesia.Bjo
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