... e cá voltámos com mais uns aponta mentes de um (quase ou mais ou menos) diário!
O livro
- ou os cadernos com o seu original -, foi
escrito por Álvaro Cunhal na Penitenciária e em Peniche, tendo os manuscritos
acompanhado o seu percurso de preso político... menos a fuga (acho eu!)
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Em “cadernos da
prisão” vêem-se alguns pormenores dessa verdadeira “epopeia” que foi a
luta diária de Álvaro Cunhal para ter documentação e material de escrita (e
pintura) e creio que só a minha inépcia a funcionar com o vídeo das edições
avante! me impede de trazer alguns deles para aqui, como seria
interessante.
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O pedido e a recusa da
máquina de escrever por uns dias, por exemplo,,,
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O pedido pelo punho do
Álvaro, a recusa… dactilografada e assinada pelo director da prisão.
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O pedido, em 1950, para
ver o sobrinho, então nascido, e a autorização de meia-hora no gabinete do
director… mas vigiado!
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O tempo que eu aqui
ficaria!
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Mas, sobre a questão
agrária, quero registar, como o faz Francisco Melo, o quanto Álvaro Cunhal
insiste na recusa da tecla fascista (e não só) da pobreza de recursos de
Portugal.
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O estudo a que Álvaro Cunhal
procedeu é, dir-se-ia, exaustivo, para as condições em que foi feito.
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Aliás, são muito interessantes
e elucidativos, quer o prefácio ao tomo III quer as notas que acompanham a publicação
– em 350 páginas compactas de tipo miúdo – da intitulada “contribuição para
o estudo da questão agrária”.
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Essa mudança de título foi,
decerto, provocada por Álvaro Cunhal, por lhe parecer que seria pretensioso o título
da edição brasileira e mais adequado seria chamar, ao estudo, contribuição para…
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É mesmo de Mestre!
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Releio (recreio-me?) com
dois parágrafos:
(…)


A pobreza natural do País ainda hoje serve para justificar as más políticas,acrescentada da preguiça dos portugueses, em particular dos funcionários públicos.
ResponderEliminarGrande visão tinha Álvaro Cunhal!!!
Um beijo.