sexta-feira, outubro 20, 2017

"Eles" dão-nos dados para pensar?... lá isso dão!

"eles" são (por exemplo):

Henrique Monteiro no Expresso curto


«(...) Apenas um dado para pensar: a Autoridade Nacional de Proteção Civil tem como dotação o mesmo que o Governo prometeu de acréscimo aos enfermeiros perante uma ameaça de greve. A informação foi dada à RR e ao ´Público’ pelo líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães.(...»

que foi buscar a informação ao dito Nuno Magalhães no Público (e RR)

«(...) Esta é a grande lição e uma parte do discurso do sr. Presidente diz isso. Estamos a falar de um orçamento da Protecção Civil que tem andado nos últimos anos — deste e do anterior Governo — entre os 200 e os 220 milhões de euros. Ora, só o acordo com os enfermeiros custa 200 milhões de euros. Não estou a dizer que é mau que o Governo tenha chegado a acordo com os enfermeiros, estou a dar esta ordem de grandeza para se perceber que, para termos nova vida nesta matéria, vai ser preciso muito dinheiro, mas tem de haver. (...)»

cujos dizeres se inspiraram no "sr. Presidente" e seu discurso, em que deu o mote quando foi buscar as "manifestações" reivindicativas em Lisboa para as confrontar com o "sofrimento destas gentes" e as "lições de Junho"! 

Só lições... para que se pense! 
Pois pense-se - e bem... - para se descobrir onde está o gato escondido com o rabinho do discurso a abanar! 

Conselho Europeu - "unidade de fachada"!, "um contra todos"?

















A informação informa pouco, quando não desinforma!
Nesta minha auto-assumida tarefa de informação, faz-se o que se pode...
Espera-se que o francês seja acessível:
No Conselho Europeu, unidade de fachada apesar da Catalunha e do Brexit... ou unidade de fachada por causa da Catalunha e do Brexit?!;
A Bélgica contra todos face à crise catalã... não será por ser o único Estado-membro assumidamente federalista e querer manter a doméstica "unidade de fachada"?! 

quarta-feira, outubro 18, 2017

A não inesperada brutalidade de uma declaração presidencial

Foi o tempo de. Porque foi a oportunidade. Porque foi a oportunidade criada nos tempos idos e que querem voltar. Porque foi a oportunidade de ter o País em estado de choque, de ter o Povo em carne viva e a arder.
Marcelo mostrou a sua outra face de Presidente da República. Com uma dureza que serviu de tema para muitas glosas. Todas a mostrarem a face que estava no reverso da cara que fica nos “selfies” dos afectos à flor da pele.
… Ou quase todas…
Não vi – talvez por não ter visto tudo no tudo que vi – a citação que me fez saltar do lugar de espectador-alvo do discurso anunciado, e me fez arrogar, em irritada agitação, ter visto o mais clarificador, o mais “fundo da questão”. Ou só a ter visto, de passagem..., numa passagem comentada do Observador (onde haveria de ser?...).
Transcrevo a passagem e o comentário:

“O Presidente da República pode e deve dizer que nessas decisões não se esqueça daquilo que nos últimos dias confirmou ou ampliou as lições de junho e olhe para estas gentes, para o seu sofrimento, com maior atenção ainda do que aquela que merecem os que têm os poderes de manifestação pública em Lisboa.” (disse Marcelo)
«Para Marcelo, o barulho dos sindicatos nas ruas de Lisboa não pode valer mais do que o silêncio das vítimas dos fogos. Nas últimas semanas, a mais pequena reivindicação de uma qualquer classe profissional levou o Governo a engordar o Orçamento. Agora, a mesma "atenção" deve ser prestada a quem não consegue encher ruas, decretar greves, mobilizar protestantes, ou exercer poder na "geringonça".» (comentou o Observador)


Trazer para a luz do confronto as reivindicações do trabalho e dos trabalhadores – “os que têm os poderes de manifestação pública em Lisboa” – com a dor, as lágrimas, o sofrimento de populações agredidas (elas sim, brutalmente!) é, na verdade, esclarecedor para quem se quiser libertar da palha das palavras e procurar a semente das coisas.

Só (!) acrescento uma outra esclarecedora citação, lembrada em aspalavrassaoarmas.blogspot.pt:

«Aqueles que durante anos, para não dizer décadas, defenderam "menos Estado" em todas as áreas da governação, foram agora os primeiros a ficar roxos de indignação com as falhas do Estado a propósito dos incêndios no interior. Quem os ouviu quando o País de província foi ficando deserto, sem serviços, recursos e equipamentos? Quem ouviu os gritos abafados das populações? Desse País, alguns conhecerão a versão turística, feita de queijos, carnes e vinhos em restaurantes de estalo e umas quantas piscinas com vista para o rio encravadas numa fraga. Ai Portugal, se ao menos fosses, por uma vez, qualquer coisa de asseado e com memória...»

MIGUEL CARVALHO
(Quando Portugal Ardeu)

terça-feira, outubro 17, 2017

O que não se ouve ou vê e aqui se lê...


SERÁ QUE?

Será que para certa gentinha em política vale mesmo tudo?
Tudo!... sem resquícios de vergonha, sem limites de número de mortes?

sexta-feira, outubro 13, 2017

Crónica internacional - PERIGOS

Leiam, por favor!

 - Edição Nº2289  -  12-10-2017

Perigos

A crise do capitalismo agrava-se de forma avassaladora. Trump dispara ameaças de acções militares em todas as direcções. Numa reunião com os principais chefes militares disse que esta «talvez seja a calma que antecede a tempestade» (cbsnews.com, 6.10.17). Multiplicam-se as indicações de que os EUA rasgarão o acordo nuclear com o Irão (Guardian, 6.10.17), e as ameaças contra a RPD Coreia (CNN, 8.10.17). Até o presidente republicano da Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado dos EUA diz estar alarmado, pois Trump pode «conduzir à Terceira Guerra Mundial» (NY Times, 8.10.17).

É neste contexto que explode a crise catalã, mais uma expressão da profunda crise da UE, inseparável da sua natureza. Reagindo oficialmente à brutal intervenção policial contra quem queria votar no referendo, às prisões de membros do governo regional e à tentativa policial de ocupar sedes de partidos políticos catalães, o vice-presidente da Comissão Europeia, Timmermans, disse que «é dever de qualquer governo defender o primado do Direito, e isso por vezes exige um uso da força proporcional.[...] O respeito pelo estado de Direito não é uma opção – é essencial». As palavras de apoio ao governo de Rajoy podem parecer institucionalmente incontornáveis. Mas isso seria fazer de conta que não vimos a actuação das potências da UE no desmembramento pela força – pela ingerência e guerra – de inúmeros países, sempre violando o «primado do Direito», nacional e internacional. Quão diferente foi a reacção da Alemanha à proclamação unilateral da independência da Croácia e Eslovénia. Quão diferente foi a imposição pela força das armas da NATO da secessão do Kosovo que, mesmo segundo o acordo de cessar-fogo que pôs fim aos 78 dias de bombardeamentos da NATO, era parte integrante da Jugoslávia. As guerras que fragmentaram o Iraque, a Líbia, a Síria e outros países foram todas flagrantes violações do Direito Internacional. Hoje o feitiço balcanizador vira-se contra o feiticeiro. Semearam os ventos e estão a colher tempestades. E o outrora respeitável Washington Post não consegue melhor título para o seu editorial (2.10.17) do que o delirante: «A Catalunha realizou um referendo. A Rússia ganhou».
A situação catalã é complexa. São inegáveis os sentimentos nacionais de longa data e a vontade de soberania do povo catalão, bem expressos nas ruas e nas urnas. São também reais as manobras de sectores da burguesia catalã para canalizar para a questão nacional um descontentamento social crescente. É impossível conciliar a alegada defesa face a Madrid da soberania catalã, com a proclamada vontade de permanecer numa UE que destrói as soberanias nacionais dos povos. E é também impossível não ver a natureza do poder em Espanha, onde o franquismo que sobreviveu à ‘transição’ de 1978 está agora a deixar cair a máscara e a mostrar as suas garras. De saudação fascista em riste, nas ruas, mas também nas declarações dum dirigente do PP, que ameaçou esta semana o presidente catalão de seguir o exemplo de Lluis Companys, que em 1934 proclamou a República Catalã, acabando preso, e fuzilado por Franco em 1940.

É urgente para os trabalhadores e os povos retirar lições dos acontecimentos. Lições sobre a importância da sua acção independente em defesa dos seus reais interesses, de classe e nacionais. Lições sobre a natureza duma UE que – desde sempre – assenta na recusa da democracia e do respeito pela vontade soberana dos povos. Lições sobre a verdadeira face das ‘democracias’ do grande capital financeiro e sobre os enormes perigos que se adensam.

Jorge Cadima

quarta-feira, outubro 04, 2017

segunda-feira, outubro 02, 2017

Campanha pessoal (fecho e abertura nas novas condições)



COMO EM 1985! 
COM A PEQUENA (:-)) DIFERENÇA DE QUE NÃO HOUVE, DESTA VEZ, AUMENTO DE VOTOS... MAS A LUTA CONTINUA CONTÍNUA!

Não apelei ao voto em mim e magoam-me os resultados eleitorais. Reconforta-me a simpatia, o respeito, a amizade, o apoio de quem me conhece e é nosso vizinho, o ambiente por que me sinto envolvido!




Hoje, dia de recobro... de forças

É TUDO UMA MENTIRA

Não estou zangado. Estou triste!
Não tenho ganas de emigrar. Tenho uma enorme vontade de me aCANTOnar!
Não culpo ninguém. Identifico responsabilidades (a começar pelas minhas)!
Não quero partir a louça toda. Procuro juntar os cacos.
Não rasgo vestes carpindo mágoas. Quero remendar o que remendos tenha!
Não mudo de camisola. Despi-la-ei se ela mudar de cor!
Não sigo Mitos nem Chefes. Aprendo com Mestres e desejo continuá-los!
Não pactuo com a mentira instalada. Imponho-me a verdade, certo de que não a há absoluta!

sábado, setembro 30, 2017

"quadradinhos" e "cartoons"

4.
(obrigado, João)

Atenção!: esta publicação não tem a ver com a campanha eleitoral de 2017. Além de cumprir sempre a legislação eleitoral, não há qualquer lista Sérgio Ribeiro 2017 (nem nunca eu consentiria que houvesse!). E este "quadradinho" é de 1985...
De agora, e de sempre, são estes "cartoons" citando escritos de José Saramago:

 (obrigado, Gonçalo)