quarta-feira, dezembro 07, 2016

No dia(rio) de hoje



07.12.2016

Vai ser um dia em cheio!

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Para começar, li o Expresso-curto e, pelo meio de informações interessantes e indignantes, tropecei nesta dúvida (não minha!)

... Pergunta-se: alguém já percebeu verdadeiramente o que se passou na Caixa Geral de Depósitos? A conta, essa, sabemos quem paga.

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De entre quem mexe neste caldeirão, só quem quiser é que pode ter dúvidas que todo este indigno teatro tem na sua génese e objectivo a privatização da Caixa.

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E, para isso, usa-se a política ao mais baixo (e diversificado) nível!

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terça-feira, dezembro 06, 2016

El nécio - retomando com libérrima adaptação





Pós-Congresso (um resumo visto de fora) - 4



(...)
Agora o PCP. Do congresso realizado em Almada sai um reforçado Jerónimo de Sousa, cujo curto discurso final reafirma a vontade de aprofundar aquelas que são as bases teóricas que suportam o trabalho político do PCP. Um dos lugares comuns do jornalismo português é diminuir a importância destes congressos com a alegação da ausência de novidades, como se o que é novo fosse em si mesmo um valor absoluto. Recorro, por isso, à expressão latina “Non nova, sed nove”, para sublinhar algo de muito importante ocorrido durante o encontro dos comunistas que, não sendo uma novidade absoluta, é novo pelo peso e pela acutilância com que as questões foram colocadas: a renegociação da dívida e a presença no Euro. Dois temas abordados em profundidade por Carlos Carvalhas, anterior secretário-geral do PCP. Convém, como o faz a Helena Pereira, recordar que o PCP anda há anos e anos a alertar para os riscos da moeda única. Carvalhas foi muito claro: Portugal deve começar a preparar a saída do euro como forma de recuperar a soberania. Até porque, sublinhou, nos últimos anos pagou 82 mil milhões de euros de juros, o que dá 8 mil milhões por ano. Só esta verba seria bastante, dizem os comunistas, para pagar todo o Serviço Nacional de Saúde. Não se tenha a ilusão, afirmou Carvalhas, “que a positiva política de combate às medidas de austeridade e uma política expansionista só por si resolve os problemas, se não se encarar de frente a questão da dívida e os desequilíbrios colocados pelo Euro. As ilusões pagam-se caras e não será grande consolo virem depois dizer que o PCP tinha razão”. São palavras com destinatário inequívoco: o PS, que continua a manifestar-se indisponível para travar esta batalha na Europa.

Porque é que tudo isto, sem ser novo, é particularmente importante neste momento? É preciso recuar uns dias até a entrevista de Jerónimo de Sousa ao Público quando, ao falar do entendimento com o PS, porque era fundamental afastar PSD e CDS do poder, afirma: “(...) com tanta vida desgraçada, as pessoas perderam o emprego, perderam a sua própria casa, perderam tudo – isso é força de combate. O desespero, a falta de visão de saída da situação das suas vidas e da situação do país não levavam á mobilização, levavam à desmobilização”. E agora, de novo um salto para o Congresso, quando João Oliveira, líder da bancada parlamentar, afirma que o PCP não está comprometido com o Governo, nem está condicionado por qualquer acordo de incidência parlamentar, nem é força de suporte ao Governo. Ou seja, pode ter havido uma pausa necessária na luta, mas o combate é o de sempre, como seguramente se verá na discussão do Orçamento para 2018, durante a qual todas estas diferenças e contradições se avolumarão. Será uma preocupação para o Governo do PS? Veremos, até porque tudo dependerá da correlação de forças então existente. Já agora, e mesmo depois do Congresso, continua a valer a pena dar uma olhada ao 2:59 apresentado por Marim Silva, com Guião da Rosa Pedroso Lima. Começa com uma constatação: “ao longo dos anos as notícias sobre a morte dos comunistas têm-se revelado manifestamente exageradas”. Perceba porquê.
(...)

Expresso-curto
Valdemar Cruz
E la nave va (?)

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Enquanto e após Congresso - 3

Notas à margem, em caderno "à mão de semear"

Entre as nossas pequenas grandes lutas e as grandes pequenas mudanças no mundo; enquanto Cuba é Fidel e tantos o lembram, enquanto os austríacos e os italianos votam o que também a nós diz respeito. 
A ganhar ainda maior determinação para continuar a luta, sempre dura.
Com as massas a saberem o que não querem, falhas da consciência do que são e do que querem. De cabeça erguida, mas também tropeçando, muitas vezes caindo. Como na História vivida, viva, a viver. Só elas capazes de se levantarem e de construirem o futuro mais humano. Sempre mais... mesmo quando passam por tempos em que em tantos lugares hesitam e noutros até perigosamente recuam.

Este é o meu Partido,
eu sou este Partido.
embora não o seja sempre 
nem incondicionalmente.

Eu tenho décadas
o meu relógio tem horas
mas também tenho dias
e o meu relógio minutos
O meu Partido é um colectivo
mas tem, um-a-um, militantes e quadros

Enquanto Congresso - 2


Cumprindo, mais uma vez, a tarefa maior.
No meio de tantos como eu,
ouvindo, votando, anotando.

Com orgulho por ser este Partido, 
               instrumento da luta colectiva em que quero estar
               e ser!




sexta-feira, dezembro 02, 2016

Antes e enquanto Congresso - 1

Estava preparado para ser um "post". Esta história bem o merece. Atenção à data em que foi criada a canção.


... e repare-se, curiosamente, neste verso:

(....)
yo quiero hacer un congreso del unido
(...)






quarta-feira, novembro 30, 2016

15 minutos de conversa e lembranças... sobre tudo!

... mas... sobretudo a propósito e 25 de  Abril e depois, a pedido de Cláudia Gameiro, para o Médio-Tejo-net.  Falando do que veio à conversa. com parte transcrita, em toda a liberdade, com coisas ditas umas bem, outras mal e muitas assim-assim, incompletas todas elas, algumas talvez excessivas.



Com o acrescento, à "entrevista", de um apontamento do que foi uma festa-convívio, iniciativa da Câmara, em que se apresentou o meu livro e se homenageou a memória de Artur de Oliveira Santos, na casa que foi sua e é, hoje, o Museu Municipal de Ourém (cheio, com muitos amigos). Com o "fim-de-festa" animado por dois dos amigos (um dos quais meu filho) e muitas crianças (três delas meus netos). 
Que mais queria? Não podia querer mais para o dia, para este dia! Que assim sentisse muitos dias... 

terça-feira, novembro 29, 2016

Fidel, sempre!


Video da OSPAAL ( Organização para a solidariedade dos povos da Ásia, África e América Latina) para os 90 anos de Fidel Castro.


É uma canção de Sílvio Rodriguez (a pensar em Fidel e nele próprio, como disse depois...) que a apresentou assim:

"Es una canción de marketing, de precios. Y para que nadie se imagine que soy santo, voy a poner el mío: El levantamiento del bloqueo a Cuba y la entrega incondicional del territorio Cubano que Estados Unidos usa como base naval en Guantánamo."

Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
Me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.

yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví, 
yo me muero como viví.

yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un "hijo nuestro".
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví, 
yo me muero como viví. 

yo me muero como viví,
como viví 
yo me muero como viví. 
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy resulta necio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.

yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
allá dios, que será divino.
yo me muero como viví.

yo me muero como viví.





Isto é muito sério - A CAIXA GERAL DOS DEPÒSITOS

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

A propósito da demissão de António Domingues de presidente da CGD

A demissão do presidente do conselho de administração da CGD e de outros dos seus membros, culmina um processo que marcado por erradas opções do governo é inseparável da operação que PSD e CDS têm desenvolvido no ataque ao banco público e às soluções com vista à sua recapitalização.
Num processo arrastado ao longo de meses, iniciado com a intolerável sujeição à União Europeia e ao BCE daquilo que devia ser matéria de competência soberana, multiplicaram-se os actos de desestabilização visando perturbar e impedir o normal funcionamento da CGD e da sua capacidade para corresponder ao seu papel.
Sem iludir o conjunto de erradas decisões adoptadas – quer quanto à escolha dos administradores, ao regime excepcional de vencimentos que se lhe atribuiu ou de eventuais expectativas quanto ao não preenchimento de requisitos exigidos a gestores públicos – é necessário lembrar que a ofensiva do PSD dirigida contra a CGD se iniciou com a criação da comissão de inquérito. Uma ofensiva que assente sempre em falsos argumentos e cínicas preocupações para disfarçar o real objectivo de contribuir para a destruição da CGD e para a sua privatização, teve como último episódio a aprovação na Assembleia da República (com os votos favoráveis de PSD, CDS e BE) de uma proposta inútil - porque nada acrescentando aos prazos e decisões já assumidas pelo Tribunal Constitucional e que teriam efeito antes da entrada em vigor do Orçamento do Estado – serviu de pretexto para a decisão anunciada por António Domingues.
O PCP reafirma a imperiosa necessidade de serem adoptadas decisões que garantam uma gestão da CGD vinculada ao interesse público e a um pleno desempenho do banco público enquanto garante de apoio ao desenvolvimento económico e de financiamento à economia, e instrumento de afirmação de soberania.
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Há que tomar a sério o que é muito sério!