sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Última hora - os 10 000 000 000 de €uros

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E ouvi o programa Quadratura do círculo, dedicado ao caso da “falha informática” na Autoridade Tributária, com rede apertadíssima para o peixe miúdo e que nem rede teve para 10 mil milhões que se escaparam para off-shores..
 
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Comentar as intervenções, em “mundos” diferentes… (e diferentes do meu), de Jorge Coelho, Lobo Xavier e Pacheco Pereira sobre escândalo de tal monta (rendo-me à medida/escala do “mundos” deles) seria difícil a esta hora, mas aproveito o foicebook:

22 de fevereiro de 2017

 18. 338 milhões de euros

Saíram uns milhões para paraísos fiscais e Maria Luís, Passos & Portas assobiam para o lado! Há grande preocupação! Agitam se as águas . O debate já não é  sobre se Centeno se escreve com um C curvo ou com um C cedilhado! O PR diz que é necessário investigar. Mas se o PR está mesmo preocupado (…) Talvez seja também de lhe lembrar, se o "estou preocupado" é para levar a sério, que (…) só entre 2011 e 2015, com a intensificação das privatizações saíram do país em dividendos e lucros 18.339 milhões euros.
Fartai vilanagem !


quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Um "salto qualitativo"?

 - Edição Nº2256  -  23-2-2017

Um Estado

Trump acolheu nos EUA o primeiro-ministro de Israel, o carniceiro de Gaza Netanyahu. Por entre declarações de amor mútuo na conferência de imprensa conjunta, Trump distanciou-se da política oficial da ONU ao longo de décadas: a promessa de dois estados em território palestino. Disse que tanto fazia uma solução de dois estados, ou de um Estado, e caberia a Israel e aos palestinos decidir. Falsa ingenuidade e falso distanciamento. A solução 'um Estado' de Trump e Netanyahu não é um Estado para todos quantos vivem no território histórico da Palestina. É o Estado judaico do Grande Israel, exclusivista e xenófobo, anexando a Margem Ocidental e erguido sobre uma ulterior limpeza étnica dos palestinos.


As manobras do imperialismo para dominar o Médio Oriente podem estar prestes a ter um novo salto qualitativo. No seu recente discurso perante a Assembleia Geral da ONU, Netanyahu disse que «as relações diplomáticas de Israel» com os países árabes «estão a sofrer uma revolução» pois estes «começam a reconhecer em Israel, não o seu inimigo, mas um aliado» (Jerusalem Post, 22.9.16). Os 'países árabes' de que fala são as petro-ditaduras do Golfo, os maiores promotores e financiadores do terrorismo fundamentalista que assola a região, ao serviço do imperialismo. Os países árabes laicos, nascidos da luta de libertação nacional dos povos árabes, têm estado a ser destruídos, um a um, pelo imperialismo e Israel. Pelos Bushs, Clintons, Obama e o terrorismo ao seu serviço.


Arábia Saudita, Catar, EAU estão há muito, pela calada, em intensa colaboração com Israel, não apenas na promoção dos bandos tipo ISIL e Al Qaeda mas também na compra de armas e, como relata um recente artigo daBloomberg (2.2.17), em negócios com empresas tecnológicas e de 'segurança' de Israel (uma das quais – a Athena GS3 – chefiada por um ex-chefe dos serviços secretos de Israel, a Mossad). Segundo a Bloomberg «não é que a Paz tenha chegado ao Médio Oriente. Não se trata de converter espadas em arados; é o resultado duma convergência lógica de interesses, baseada em receios partilhados: duma bomba iraniana, do terror jihadista, de insurreições populares, e de uma retirada dos EUA da região». Metade mentira e metade verdade. Não há bomba iraniana e o terror jihadista é obra deles próprios. O que realmente receiam é a resistência e revolta populares, e o enfraquecimento do papel hegemónico dos EUA.
Trump ameaça virar-se contra o Irão, o único país da lista de países a invadir elaborada pelo Pentágono (segundo o General Wesley Clark) que ainda não foi objecto duma agressão militar directa. Os aventureiristas imperialistas sonham com estender a esse grande país as suas receitas: a guerra, o caos e a destruição. As ditaduras árabes que aceitem colaborar terão, a prazo, o mesmo destino do seu antecessor Saddam Hussein: depois de trazerem a desgraça para os povos da região, serão varridas pelas próprias potências imperialistas que serviram, e que apenas cobiçam as suas riquezas. Ou serão varridas pelos seus povos.
O que se compreende mal, no meio disto tudo, é o papel da ONU. Notícias da imprensa israelita referem que Tzipi Livni (ministra da Justiça de Israel durante o massacre de 2014 em Gaza) foi convidada por Guterres para um lugar de sub-Secretária Geral da ONU (Haaretz, 12.2.17). O presidente de Israel Rivlin apoiou publicamente essa eventualidade (Haaretz, 13.2.17). Uma tal nomeação seria premiar o maior infractor de resoluções da ONU. Seria esfaquear pelas costas os palestinos, ao fim de 70 anos de promessas por cumprir. Seria colocar criminosos de guerra nas chefias da ONU.



Jorge Cadima

Textos e contextos -selecção talvez antológica sobre pobreza, política e economia

do (quase) diário:

Para Dühring, «…tudo está tão suficientemente demonstrado pelo famoso pecado original, em que víamos Robinson escravizar "Sexta-feira"? Esta escravização era um ato de violência e, portanto, um ato político. E, como esse ato de dominação é o ponto de partida e o fato fundamental de toda a história até os nossos dias, introduzindo nela o pecado original da injustiça, embora um pouco atenuado ao se converter mais tarde "nas formas bem mais indiretas da dependência econômica", e, como desse avassalamento primitivo brota toda a "propriedade baseada na força", que vem até hoje imperando, é evidente que os fenómenos económicos têm a sua raiz em causas políticas e, mais concretamente, na violência. E quem não se conformar com essas deduções é (seria) um reacionário camuflado.»

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Contrapõe Engels «… mesmo admitindo, por um momento, que o Sr. Dühring tenha razão ao afirmar que toda a História, até aos nossos dias, tem as suas raízes na escravização do homem pelo homem, não chegaríamos, desse modo, nem aproximadamente, ao ponto nevrálgico da questão. Surgiria imediatamente a pergunta: que levou Robinson a escravizar "Sexta-feira"? Fez isso apenas por diversão? Sabemos que não. O que se nos afirma, pelo contrário, é que "Sexta-feira" era "espoliado como escravo, ou como simples instrumento para serviço económico, e mantido somente na categoria de instrumento". Robinson, portanto, escraviza "Sexta-feira" para que este trabalhe em seu beneficio. E como pode Robinson se aproveitar do trabalho de "Sexta-feira"? Somente conseguindo que "Sexta-feira" crie, por seu próprio trabalho, mais meios de vida do que os que Robinson possui para lhe fornecer, a fim de que se mantenha em condições para trabalhar (satisfação das necessidades para sobreviver). Isto é, Robinson, contra as prescrições expressas e imperativas do Sr. Dühring "não toma como ponto de partida um agrupamento político" criado por meio da escravização de "Sexta-feira", "por si mesmo considerando-o, pelo contrário, exclusivamente, como meios para fins ligados à subsistência" (… à satisfação das suas necessidades), e agora, ele que procure entender-se com o seu dono e Senhor.» 

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«… A mesma coisa que, como vemos, acontece com Robinson e "Sexta-feira", pode ser observada com todos os casos de poder e avassalamento de que nos fala a História. A escravização tem sido sempre, para empregar a elegante expressão do Sr. Dühring, um "meio para fins ligados à subsistência" (concebida a subsistência em seu sentido mais amplo) (… à satisfação das necessidades), sem ter sido em parte alguma um "agrupamento político", implantado graças a si mesmo. É preciso que se seja um Sr. Dühring para se poder imaginar que os impostos cobrados pelos Estados não são mais que "efeitos de segunda ordem" e que o "agrupamento político" de nossos dias, que coloca, de um lado, a burguesia poderosa e, de outro lado, o proletariado oprimido, chegou a existir graças a si mesmo, e não como conseqüência dos "fins de subsistência" dos burgueses dominantes, ou seja, pela produção de lucro e acumulação do capital.»

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Haveria muito mais a transcrever...

POBREZA - Textos e contextos


































A iniciativa, que teve lugar na segunda-feira, no Fórum Lisboa, marca o arranque da campanha «Direitos humanos e erradicar a pobreza», assinalando o Dia Internacional da Justiça Social. O bispo emérito das Forças Armadas participou no debate com Inês Fontinha, que dirigiu a Associação «O Ninho».
Januário Torgal Ferreira afirmou que «erradicar a pobreza só depende da vontade política», considerando que «é necessário um modelo económico e social totalmente diferente daquele que tem governado» o nosso país. Referindo-se à solução política criada após as eleições de Outubro de 2015, sublinhou que «há agora algo, mas está a dar passos muitos pequenos», numa referência aos constrangimentos com que o Governo do PS não rompeu.
«Luta-se contra a pobreza com muitos meios, mas só se acaba com a pobreza acabando com a injustiça social», afirmou Torgal Ferreira. Para o bispo católico, o salário mínimo nacional é um exemplo do que ainda está por fazer no combate à pobreza. «Porque não subiu o salário mínimo nacional para 600 euros? Se há dinheiro para colocar nos bancos?», questionou.
Inês Fontinha, que trabalhou durante muitos anos com mulheres prostituídas, lembrou que o Dia Internacional da Justiça Social foi adoptado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, com o objectivo de «erradicar a pobreza, promover o pleno emprego e o emprego com direitos, a igualdade de género e o bem-estar e a justiça social para todos».
Dez anos depois, os objectivos «estão muito longe de estarem cumpridos e concretizados», sublinhou a ex-dirigente de «O Ninho». Em Portugal, «não há 2,5 milhões de pessoas em risco de pobreza, há 2,5 milhões de pobres», denunciou. «Quem ganha o salário mínimo e paga 300 euros de rende de casa é pobre. Quem vive com o Rendimento Social de Inserção (RSI), 183,84 euros, é pobre», concluiu.

«Os pobres têm fome. Mas têm fome porquê?»

Algumas das medidas de combate à pobreza foram alvo da crítica dos participantes no debate, ambos membros da comissão promotora do Movimento Erradicar a Pobreza. Inês Fontinha denunciou a «fiscalização da sua pobreza» a que são sujeitos os beneficiários do RSI, dando nota de que «o plano de inserção não é cumprido e as pessoas vão perdendo a esperança».

«Uma esmola pode curar uma situação, mas não cura o sistema», defendeu Januário Torgal Ferreira. Perante a constatação de que «os pobres têm fome», o prelado deixou uma questão: «Mas têm fome porquê?». Para o bispo, «o assistencialismo não é solução», sublinhando que «o que é necessário é curar as causas da pobreza».
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Há sentimentos contraditórios ao ler textos destes...
e a necessidade de ler coisas como Anti-Duhring,
de Engels... e de continuar a luta!

domingo, fevereiro 19, 2017

Para este domingo

Bom dia, Manel
Bom dia, Sidónio Muralha



Pequenos deuses caseiros
que brincais aos temporais,
passam-se os dias, semanas,
os meses e os anos
e vós jogais, jogais
o jogo dos tiranos.
o jogo dos tiranos.
o jogo dos tiranos.

Pequenos deuses caseiros
cantai cantigas macias
tomai vossa morfina,
perdulai vossos dinheiros
derramai a vossa raiva
gozai vossas tiranias,
pequenos deuses caseiros.
pequenos deuses caseiros.

Erguei vossos castelos
elegei vossos senhores
espancai vossos criados,
violai vossas criadas,
e bebei,
o vinho dos traidores
servido em taças roubadas
servido em taças roubadas

Dormi em colchões de pena,
dançai dias inteiros,
comprai os que se vendem,
alteai vossas janelas,
e trancai as vossas portas,
pequenos deuses caseiros,
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas.

sábado, fevereiro 18, 2017

Quando os lobos...


Ainda a CAixa e os biltres

em abrilabril

Política e negócios misturam-se na polémica dos SMS

Depois de Lobo Xavier dar conhecimento das comunicações entre Domingues e Centeno ao Presidente da República, o seu conteúdo é publicado pelo jornal de que é administrador.






António Lobo Xavier à entrada para uma reunião da
Assembleia-geral do BPI, banco de que é vice-presidente,
e onde foi colega de António Domingues, ex-presidente
da Caixa Geral de DepósitosCréditos/ Agência LUSA

ARTIGOS RELACIONADOS


Tarrafal, memória, hoje

Associo-me - anonimamente neste século xxi - a este convite e recordo, emocionado, a chuvada que tantos e tantos apanhámos há 40 anos aquando desta manifestação aos tarrafalistas.



Não poderei ir... mas irei ler, aqui no meu canto de Ourém, umas tantas páginas de um livro de José Luandino Vieira, um tarrafalista (da segunda fase dessa nódoa da nossa história, a da guerra colonial) sobre o Tarrafal, que é uma obra notável. Que pode ser lida como um romance, mas melhor o será como um documento de consulta frequente:



sexta-feira, fevereiro 17, 2017

O alvo CGD e promiscuidade

Abril Abril

Hoje

Sexta, 17 de Fevereiro de 2017



Política e negócios misturam-se na polémica dos SMS

Depois de Lobo Xavier dar conhecimento das comunicações entre Domingues e Centeno ao Presidente da República, o seu conteúdo é publicado pelo jornal de que é administrador.
Política e negócios misturam-se na polémica dos SMS
VER:
https://www.facebook.com/ostruques/videos/586731568190802/

(e mais... informe-se!
o alvo não é Centeno,
é a CGDepósitos)

A Rangel os dentes

"Tirado" à pressão da Rádio Renascença:


não haverá terapias
para estas psicofobias?
 

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

A(s) voz(es) incómoda(s) - T(á)Visto

 - Edição Nº2255  -  16-2-2017

A voz incómoda

Fátima Campos Ferreira não resistiu e interrompeu Arménio Carlos. No «Prós e Contras» da passada segunda-feira, é claro, com as leis laborais como tema do programa. E não é que o dirigente da CGTP estivesse a falar durante muitos minutos: a questão é que Arménio Carlos incomoda, dispara factos e números capazes de causarem escândalo, não se mostra inclinado a encarar com serenidade que os trabalhadores cumpram o seu destino natural que é o de serem explorados das muitas e variadas maneiras que ele, Arménio Carlos, bem conhece. E depois há a voz e talvez também o modo como ele a usa: aquela voz surge sempre impregnada de uma indignação que reforça o efeito dos dados que ele exibe e que por si já seriam indignantes. É claro que uma voz assim a desfiar factos fundamentados e fundamentais não fica lindamente numa reunião onde desejavelmente todos deviam ser, se não amigos, pelo menos tranquilos e pacíficos. Ouve-se Arménio Carlos e é fácil perceber que ele não é homem para certas omissões ou, no mínimo, para certos esquecimentos: para esquecer que são muitos os portugueses que trabalham sem deixarem de estar afundados na pobreza, que a famigerada troika veio com o objectivo de destruir a legislação laboral que defendia ou ainda defende os direitos dos trabalhadores, que 25 por cento das crianças portuguesas vivem abaixo da linha técnica que identifica a pobreza, que subsistem condições de trabalho que engendram a morte em pleno acto laboral. É claro que uma voz assim que enumera coisas destas assusta, injecta mal-estar em gente serena e bem sentada nas suas cadeiras, e em consequência é preciso calá-la. Por isso Fátima acudiu a interromper Arménio, como era exigido pela serenidade geral e o desejável bom entendimento entre todos. Fátima é sem dúvida uma boa senhora que não gosta de ver gente incomodada. 

Em terrível incerteza 
Ora, entre o muito que Arménio Carlos enumerou no estreito tempo de antena que apesar de tudo conseguiu, talvez mereça referência destacada a epidemia de precariedade laboral que percorre o País. A questão é que a precariedade elimina a expectativa natural, dir-se-ia que quase instintiva, de uma existência compatível com necessidades humanas básicas e continuadas: alimentação, reprodução, habitação. Quem não sabe se terá trabalho remunerado na semana seguinte, no mês seguinte, e assim vai manter-se ao longo da sua vida laboral, vive em terrível incerteza: não pode estar certo de continuar a ter duas ou três refeições diárias, de assegurar a si próprio e à sua família um tecto sob o qual sobrevivam, de manter a esperança de dar aos filhos o pão e o ensino de que eles carecem absolutamente. Em verdade, a precariedade que vem sendo apregoada como inevitável e tendencialmente «natural» é a semente de todas as angústias, a intensificadora de muitas subserviências, a estimulante de todos os abusos, a propiciadora de muitas infâmias. Arménio Carlos decerto sabe muito bem tudo isso e muito mais, faz parte do seu trabalho conhecer esse peculiar monstro que foi introduzido no cenário laboral, e porque o sabe é tão firme nas denúncias que aliás documenta. É nesse quadro que bem se entende que Fátima o tenha interrompido, ela, que é boa senhora e por isso gostaria de ver todos amigos ou pelo menos todos cordeais. Percebe-se, porém, que Arménio Carlos é diferente: que é saudavelmente exigente na escolha de amigos e na selecção de cordialidades. Acontece que também ali, no improvisado estúdio que a RTP montou no auditório da Fundação Champalimaud, Arménio Carlos está a bater-se por direitos humanos fundamentais, e essa é uma situação enormemente séria. E, contudo, mesmo com aquela voz incómoda, com aquela veemência que a muitos parecerá excessiva, Arménio Carlos tem muitos milhares de amigos. Que lhe chamam camarada. Que gostam de ouvi-lo. E detestam que Fátima Campos Ferreira lhe corte a palavra.


Correia da Fonseca

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

No meio da palha das palavras e dos números, a semente das coisas...

Para lá do "folhetim" e do burburinho em volta quase insuportável, o que importa? Por exemplo, o acabado de ler no Expresso curto


«... É de esperar que este folhetim continue, ajudando a esconder o que de facto se passou na gestão da Caixa para levar à necessidade de tantas imparidades. Depois de tantas horas de CPI ainda não sabemos quem foram os grandes beneficiados com os créditos da Caixa, e acima de tudo, quem serão os grandes prejudicados se o registo de 2,7 mil milhões de imparidades extra forem registados, as garantias exigidas e o devedores penhorados...»