segunda-feira, setembro 16, 2019

sábado, setembro 14, 2019

Social-democracia e... luta de classe!




OH!... se dá!


Sondagens e... silêncios!

Eis que surge, em toda a força, a mistificação da sondagens
Com toda a força que é dada à "informação". Manipulada para manipular.
Parece tudo ter sido preparado, esquematizado. 
E tê-lo-á sido, ainda que não num gabinete de espertos experts, com régua, compasso e excel. Mas resultado de uma dinâmica das forças sociais na sua permanente e variável correlação.

E os silêncios. Como o caso caricato  de apresentar resultados e comentários sobre os lugares primeiro (PS), segundo (PSD) e terceiro (BE), e a competição para o quinto e sexto (entre o PAN e o CDS). Sem uma palavra, uma vírgula..., sobre o quarto (a CDU?,.. brrrr!, cala-te boca!).
O silêncio depois das afirmações mentirosas, caluniosas, algumas condenadas por quem regula (ou devia), nenhuma desmentida como a lei manda com igual volume e alcance. Depois de outros silêncios como a selecção do que dizer ou mostrar porque não pode ser escondida porque não pode ser calada uma Festa como aquela.

Siga a dança! E continue a luta... 

terça-feira, setembro 10, 2019

absurdos semióticos


  1. dizem umas certas leituras das estatísticas que tem sido um partido chamado Partido Social-Democrata (PSD) a impedir a maioria absoluta do PS... que é partido social-democrata!
  2. quando parecia estarem de "contas certas" vem um Bloco de Esquerda" baralhar tudo e dizer que também é social-democrata, isto é, ele é tudo que dê votos...
  3. e quantos votos de eleitores do partido da foice e martelo se têm desviado ou perdido, desde 1975 (há 44 anos e dezenas de actos eleitorais!), por ter sido colocado a cruzinha onde está uma "coisa" que usa a foice e o martelo como símbolo?


                             e
















segunda-feira, setembro 09, 2019

Não há FESTA como esta!... Prová-lo?.... É a FESTA, estúpidos.

No regresso da Festa, quase faz sorrir o início de uma notícia (?):

O PCP diz que não há festa como esta. Trata-se, claro, de um slogan que fica no ouvido e que ajuda a vender bilhetes, mesmo que seja difícil de provar.



É o veneno que é destilado em cada parágrafo, 
em cada frase, 
em cada palavra, 
em cada silêncio.
Não há jornalismo como este! 
É tão fácil de provar!

sexta-feira, setembro 06, 2019

disse, repito e repetirei: NÃO A INTERPRETAÇÕES E INTERPRETATIVOS -

de as palavras são armas

Não se pode aceitar que se adopte, quase consensualmente, 
a designação de Estado Novo para o período de 1926 a 1974 
que, até constitucionalmente (no preâmbulo da CRP),
 se define, 
sem ambiguidades e resistindo a todas as revisões, 
como “Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo”, 
de que se teria libertado em Abril de 1974.

quinta-feira, setembro 05, 2019

A FESTA DO LIVRO



Serão lançados na Festa do Livro mais dois livros da Edições Avante!:
O último volume de discursos de Álvaro Cunhal, entre 1995 e 2003, com importantes reflexões sobre democracia, soberania, o comunismo, o Partido e o futuro, e o documento «Coimbra – Dois anos de Luta Estudantil», publicado pela primeira vez há quase 50 anos, que evidencia com rigor os traços fundamentais de um dos mais massivos, duros e prolongados confrontos dos estudantes portugueses com o fascismo, e o empenho e firmeza do PCP nessa luta.
Este último será apresentado no Sábado, pelas 22h00, no nosso Auditório.

A Festa do Livro
na Festa do Avante! 
é já este fim-de-semana!


Este é, sem dúvida, um lugar muito especial na Festa do Avante!
Espaço para muitas expressões literárias, da poesia ao teatro, do ensaio à literatura infantil, tudo isto enriquecido por debates, apresentações, autógrafos, oficinas e, sobretudo, um grande convite à leitura e à reflexão, confirmando que o livro é um bom camarada.
 

Na programação do Auditório da Festa do Livro, chamamos a atenção para três debates que se vão realizar no sábado:
Às 16 horas, um debate com o título A Europa em Questão, com a participação de João Ferreira, António Avelãs Nunes e Miguel Viegas, a partir de livros destes autores, nomeadamente A União Europeia não é a Europa;
Às 17h30, um debate sobre A política patriótica e de esquerda, com a participação de Vasco Cardoso com referência ao livro Alternativa Patriótica e de Esquerda;
E às 22 horas, um debate sobre A luta da juventude nos últimos anos do fascismo, durante o qual Jorge Seabra irá apresentar o livro Coimbra, Dois Anos de Luta Estudantil, e que contará também com a presença de José Veloso e João Frazão.
 

Como vem sendo hábito, estarão presentes escritores para conversas descontraídas e informais sobre a sua vida e obra, bem como para sessões de autógrafos.
Também por lá estarão para autografar os seus livros:
Ágata Pereira, Ana Margarida de Carvalho, António Avelãs Nunes, Arlindo Fagundes, Armando Sousa Teixeira, Carlos Tomé, Catarina Sobral, Cláudia Dias, Cristina Nogueira, Domingos Lobo, Fausto Neves, Fernando Correia, Francisco do Ó Pacheco, Francisco Duarte Mangas, Joana Bértholo, João Ferreira, José Goulão, José Veloso, Kalaf Epalanga, Lídia Jorge, Mário de Carvalho, Mário Moutinho de Pádua, Miguel Tiago, Miguel Viegas, Modesto Navarro, Nuno Gomes dos Santos, Patrícia Portela, Pedro Estorninho, Quim Almeida, Sérgio Ribeiro, Susana Matos, Victor Correia, Vítor Pinto Basto, entre outros.


O destaque da festa deste ano vai para os 45 anos da Revolução de Abril.
Na nossa praça central poderá encontrar os livros das Edições Avante! abrangidos pela campanha que decorre este ano sob esse tema.
 


Toda a programação pode ser consultada em:
www.festadoavante.pcp.pt/2019/festa-do-livro

segunda-feira, setembro 02, 2019

COMENTA DOR(es)-3 - entrevista de Jerónimo de Sousa


COMENTA DOR(es)-3

no Expresso de 31 de Agosto
(a entrevista de Jerónimo de Sousa
e mais uns trocos)
  
A entrevista de Jerónimo de Sousa é… de ver e ler (uma, duas, três vezes?... as que forem precisas!). É um exemplo de seriedade, de humildade revolucionária, de sentido de Estado.
Contra o habitual (para com ele e outros seus camaradas), a paginação, as fotos, merecem ser vistas e – a meu ver – merecem o entrevistado.
Uma cara marcada pela idade, pela vida dura e de entrega, um homem cansado, que por vezes parece no limite das capacidades humanas mas que continua, firme e lúcido, na luta de sempre. Que se sente magoado… porque é boa gente e nem a tudo pode ficar indiferente quem boa gente é!

Para os entrevistadores, apetece-me o comentário de que, na sua postura, talvez apesar do encargo que tinham, para além da leitura que terão da vida e da sociedade, foram… correctos, profissionais, respeitadores.
Não foram usados truques, manhosices, não mostraram a cretina auto-suficiência que por aí abunda na comunicação social de dito topo.

Jerónimo, na minha leitura, esteve excelente no relativo a este mandato da AR, de que nunca será demais lembrar a sua frase histórica (não exagero!) que interrompeu as felicitações de António Costa a Passos Coelho pela “vitória” deste nas eleições de 2015 (como se as legislativas fossem o que não são!), de cuja autoria, aliás, Jerónimo não reclama autoria, na sua coerente e natural modéstia. Frase que abriu um caminho que, para poder ser começo do que veio a ser, tinha de confrontar um PR politicamente reaccionário até dizer basta e medíocre culturalmente até dizer chega!
E, na sua sequência dessa frase e da “angústia” e desespero de Cavaco perante a alternativa, Jerónimo sublinhou a necessidade de um… papel, de um “acordo” que nada teve de pré-nupcial, mas sim de compromisso que só exigem os que precisam de provas escritas para acreditar que se cumprirá palavra dada ou intenção afirmada.

Tudo isto dito de forma que ajuda a reflectir (quem o queira fazer, esteja onde estiver) e se confirma nas posições sobre o futuro, sobre o que vem aí.
Em tudo está um fundo e fundamento de classe, da classe que Jerónimo quer e sabe representar, apenas me parecendo um pouco peado na afirmação explícita de que há classes de que há luta de classes. Não falta a permanente preocupação com a correlação de forças, mas este leitor/comenta dor gostaria de maior clareza (marxista-leninista) na definição da fronteira de clivagem.
Por outro lado, a entrevista, se muito me diz, e com ela reflicto e aprendo[1], não  atenua (bem pelo contrário) as preocupações pela ausência de alerta para o que pode estar para vir, para o que me esfalfo, por outras paragens e comentários, a fazer contas que desejava úteis.
E, se é certíssima a assumpção da centralidade da AR na legislatura que acaba, esta centralidade pode ficar inquinada com resultados que exijam o reforço de outras centralidades.

A propósito, nesta edição do Expresso, calhou-me (é o caso… desafiado pelo título) ler texto de Ricardo Costa de onde retiro parágrafo que será oportuno (ou não) comentar :

“O raciocínio de Boris Johnson é simples e, na origem, correto: a democracia representativa decidiu dar a palavra à democracia direta num referendo em 2016; agora tem de consumar a vontade popular” (Lenine chegou a St. Pancras, pg. 40 do Expresso).

As mangas para que daria este pano…:
·       “a democracia representativa decidiu…
o   … mas a democracia (para ser democracia…) não tem de ser representativa E PARTICIPATIVA?;
·       “(dar a palavra) à democracia direta num referendo…”
o   … mas a democracia directa é o mesmo que democracia participativa?, e o referendo é única forma (e redutora) da democracia que não é a representativa?
·       “agora tem de consumar a vontade popular.”
o   … e quantas vezes a democracia representativa, depois de decidir (!) dar a palavra (!) à democracia participativa, só assume o que esta decide (!) desde que seja o que ela já antes assumiu… antes de dar a palavra.
O que  se chama a isto? Democracia? SEM ASPAS?


[1] - e começam, hoje, os debates entre as figuras cimeiras dos partidos e coligações candidatas, fazendo esquecer que se elegem deputados por 22 círculos eleitorais, debates em que muito menos se aprende e menos se encontra matéria para reflectir (sobre o que importa, é urgente!, reflectir e aprender).

Nota pessoal - subvenções vitalícias


Porque procuro, sempre, ser coerente
Porque aceito sem reservas os estatutos do partido que sou
Porque me identifico com as suas posições relativamente às
            subvenções vitalícias

Sinto necessidade de esclarecer os meus camaradas e amigos que desconheçam porque estou na lista agora tornada pública

Quando, em 1999, não fui eleito para o PE e me reformei, coloquei, na direcção regional do PCP, a minha situação, mostrando documentadamente que o art. 34º.4 dos estatutos tinha sido cumprido no que respeita a não ter sido beneficiado financeiramente como eleito para cargos públicos, mas já o mesmo não acontecia quanto a não ter sido prejudicado, por ter interrompido a carreira de funcionário público e a carreira de docente universitário (doutorado em 1986), não me tendo candidatado e prestado provas que me estavam abertas nessas carreiras, também com reflexos muito negativos na pensão que iria passar a receber.
Pareceu-me justificar-se a subvenção a que tinha direito, e que – a meu critério – deveria ser relativa a reintegração em carreiras profissionais de quem tenha estado em tarefa de serviço público, e em regime de exclusividade como foi o meu caso.
Tal foi acordado partidariamente, e suspendi essa subvenção quando voltei ao PE, não por desejo ou vontade pessoal, em 2004 e Janeiro de 2005, tendo depois retomado a referida subvenção, aliás retirada temporariamente no âmbito das decisões da “troika”.