domingo, agosto 12, 2018

Para este domingo

Numa passagem por Marvão, em placa de fachada reencontrei João Apolinário, poeta de os Secos e Molhados, que escolhera aquela terra de reencontros para reencontrar  "o silêncio e o tempo para ver mudar a cor das flores".

Com a

PRIMAVERA NOS DENTES


Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera

sábado, agosto 11, 2018

Meteorologista ou bruxo?

Neste tempo de previsões meteorológicas
o "nosso" cartoonista também quis deitar-se a adivinhar...

Obrigado  GR7


segunda-feira, agosto 06, 2018

DEFENDER A PAZ

Foto de Conselho Português para a Paz e Cooperação.73 anos depois de Hiroxima e Nagasáqui

Pôr fim às armas nucleares. Defender a paz

No momento em que passam 73 anos sobre os bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui – perpetrados, respectivamente, a 6 e 9 de Agosto de 1945 –, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a necessidade e urgência de pôr fim a este tipo de armamento de destruição generalizada. O desarmamento geral, simultâneo e controlado é, desde há mais de sete décadas, um objectivo central da acção de todos quantos, em Portugal e no mundo, defendem a paz e a segurança internacionais.

A dimensão do crime que constituiu o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasáqui fica desde logo expressa no número de vítimas e na brutalidade dos seus efeitos: mais de 100 mil mortos no momento das explosões e outros tantos até ao final de 1945, na sequência dos ferimentos; entre os sobreviventes e seus descendentes, disparou a incidência de malformações e doenças oncológicas, devido à radiação – realidade que se sente ainda hoje, mais de 70 anos depois dos acontecimentos.

O facto de estes bombardeamentos terem sido perpetrados sobre um Japão na prática já derrotado só aumenta a brutalidade do crime.

Recordar Hiroxima e Nagasáqui é, hoje, muito mais do que um mero exercício de memória ou merecido acto solene de respeito pelas vítimas. É, acima de tudo, um grito de alerta para os riscos hoje existentes: pela dimensão e potência dos actuais arsenais nucleares, uma guerra nuclear não se limitaria a replicar o horror vivido em Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria por muito.

Existem actualmente cerca de 16 mil ogivas nucleares, a maioria das quais muito mais potentes do que as que arrasaram as cidades japonesas em Agosto de 1945: destas, 15 mil estão em poder dos Estados Unidos da América e Federação Russa e as restantes nas mãos da França (300), China (270), Grã-Bretanha (215), Paquistão (120-130), Índia (110-120), Israel (80) e República Popular Democrática da Coreia (menos de 10); outros cinco países – Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia – acolhem armas nucleares dos EUA no seu território, que se encontram igualmente espalhadas pelo mundo, em centenas de bases militares e esquadras navais.

Bastaria que fosse utilizada uma pequena parte das bombas nucleares existentes para que a vida na Terra ficasse seriamente ameaçada. Para além dos milhões que perderiam a vida em resultado das explosões, uma guerra nuclear provocaria igualmente efeitos duráveis sobre o ambiente e a meteorologia: o chamado «Inverno Nuclear» reduziria a duração (ou eliminaria mesmo) os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

Num tempo tão incerto e perigoso como aquele em que vivemos, o CPPC realça a necessidade de uma mais forte acção em prol da paz e do desarmamento e reafirma a validade da campanha que tem em curso pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, no âmbito da qual foi promovida uma petição que recolheu mais de 13 mil assinaturas em todo o País. Portugal deve assinar e ratificar este Tratado e contribuir activamente para um mundo sem armas nucleares.

A Paz diz-nos respeito a todos e está nas mãos de todos conquistá-la e defendê-la. Pela Paz todos não somos demais!

6 de Agosto de 2018
Direcção Nacional do CPPC

domingo, agosto 05, 2018

Para este domingo - touche pas a mon pote



Touche Pas à Mon Pote
"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'Être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

"Touche pas à mon pote"

Il faut pas oublier que la France
A déjà eu la chance
De s'imposer sur la terre
Par la guerre
Les temps passés ont passé
Maintenant nous venons ici
Chercher les bras d'une mère
Bonne mère

"Touche pas à mon pote"

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

Il fait chanter Charles Aznavour
Il fait filmer Jean-Luc Goddard
Il fait jolie Brigitte Bardot
Il fait petit le plus grand Français
Et fait plus grand le petit Chinois

"Touche pas à mon pote"
Não toque no meu amigo
"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

"Não toque em meu amigo"

Não devemos esquecer que a França
Já teve a chance
De se impor sobre a Terra
Pela guerra
Os tempos passados passaram
Agora vimos aqui
procurar os braços de uma mãe
boa mãe

"Não toque em meu amigo"

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

Ele faz Charles Aznavour cantar
Ele faz Jean-Luc Goddard filmar
Ele faz bela Brigitte BardotCorrigir
Ele faz pequeno o maior francês
E faz maior o pequeno chinês

"Não toque em meu amigo"





domingo, julho 29, 2018

Para este domingo - lembrando



LEMBRANDO
lembrando Adriano
lembrando Catarina
lembrando o que não pode ser esquecido

terça-feira, julho 24, 2018

Quadros de uma exposição - 2

Durante o almoço, na comemoração do 85º aniversário da criação da freguesia da Atouguia, a um canto da mesa formou-se uma pequena tertúlia em que fui centro. Por ser de certo modo "novidade" naquela situação, por curiosidade sobretudo por parte de dois jovens (quem é que o não é quando a referência é a minha idade?...). Curiosidade sadia, particularmente quando encaminhada para os temas da... política e com desejo de esclarecimento, como foi o caso ao serem abordadas as questões em termos de mensagem e de mensageiros (com um interlocutor catequista e um outro comunista...).
Como sempre que se fala com preocupação de seriedade, aprende-se!
Ao regressar a casa e a esta secretária, procurei "arrumar" a conversa e o que delas mais aproveitara.
Saiu-me este quadro a pedir exposição:  

Assim me... "exponho"!

segunda-feira, julho 23, 2018

Quadros de uma exposição...-1


INDIGNAÇÃO… DE PASSAGEM*

É um texto, curto e Expresso, que indigna! Um fulaninho de nome Pedro Candeias, provavelmente com carteira profissional de jornalista e com o qualificativo de editor, desonrando uma e sujando outro, veio dar-nos notícia de “O fim do comunismo…” (mais um!), e comentar, a pretexto do que está a viver o povo cubano.
A jeito de redacção escolar, PC arrola e empola quase todos as usadas caricaturas para caracterizar a História de Cuba desde 1959, esquecendo-se obviamente da ameaça permanente e do feroz bloqueio dos Estados Unidos (periodicamente condenado em votações de moção na AG das Nações Unidas, com únicos votos contra do agressor e de Israel), da ocupação pelos mesmos USA de parcela do território com prisão inqualificável e vergonhosa, ignorando soberbamente a evolução da situação daquele povo – que nem é preciso relativizar com os povos vizinhos – nas áreas da saúde, da educação, da arte, da cultura enfim.
Sua insolência vai ao extremo – para fechar a diatribe, verdadeiro atentado à informação – de dar sentença (em bold) sobre opinião de dirigente cubana (de que sublinha a conotação familiar de quem é filha e sobrinha, e menospreza o cargo e entidade) relativamente a uma realização cinematográfica baseada em obra de autor “mentiroso e pedófilo” ("atributos" que deveria, decerto…, ignorar para não ser condenada como “ligeiramente ambígua”).
Resta o P.S. (Post Scriptum) por onde se fica a saber (vá lá…) que o povo cubano vai ser “consultado” para a (traduziria: participar na) constituição em elaboração entre 13 de Agosto e 15 de Novembro.    




·       - porque só assim me toma o sentimento de indignação e repulsa, no meio de outros e do sentido que quero dar à minha vida: contribuir, à minha dimensão (que outros-que-eu-sou avaliarão) para a transformação do Mundo.  

sexta-feira, julho 06, 2018

Marcelo e os Kiss - últimas notícias


Recebido e logo publicado com muita honra e satisfação (:-):

Obrigado GR/7

terça-feira, julho 03, 2018

para não se dizer que não se falou de... -4

... de futebol (e de quem regressou cedo a casa)

!!!!!!!!!!








GR/7

para não se dizer que não se falou de... -3

futebol (eles lá andam...)



























GR/7

segunda-feira, julho 02, 2018

para não se dizer que não se falou de.. -.2

... futebol (tarde e a más horas!)












GR/7

para não se dizer que não se falou de...

... flores!



... de futebol  (embora tarde!)
o nosso intermitente (por responsabilidade partilhada) comentador em cromos mandou-nos um resumo atempado da fase de grupos que nos parece muito interessante e oportuno, apesar de (?) aparentemente anacrónico. 
Sai o primeiro, depois fatiado.


Obrigado, GR7

domingo, julho 01, 2018

DE REGRESSO AO BLOG

depois de uma ausência por motivos vários e por outras paragens, volto ao anónimo do séc.xxi. que, se não falta a mais ninguém, alguma a mim fez... embora tivesse estado bem ocupado (e preocupado) com tudo o que a ele me traz de volta.
S.R.



quarta-feira, junho 20, 2018

terça-feira, junho 12, 2018

UM PASSO

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre a Cimeira entre os Presidentes da República Popular Democrática da Coreia e dos Estados Unidos da América

Tendo em conta a realização da Cimeira entre Kim Jong-un, Presidente da Comissão de Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, dia 12 de Junho, em Singapura, e os compromissos entretanto tornados públicos, o PCP considera que esta Cimeira – na sequência da Declaração Panmunjom, firmada a 27 de Abril, entre a RPDC e a República da Coreia – poderá representar um passo no sentido de uma solução pacífica para um conflito que se arrasta há mais de 65 anos devido à política intransigente e agressiva dos EUA, que mantém na Coreia do Sul um poderoso dispositivo militar.
Recordando que no passado foram estabelecidos acordos e compromissos entre a RPDC e os EUA, que não foram posteriormente respeitados e cumpridos pelos EUA, o PCP considera que uma solução para o conflito exige o respeito dos princípios da soberania e independência nacional, do direito do povo coreano decidir dos seus próprios destinos, no caminho para a concretização da sua aspiração à reunificação pacífica da Coreia.
O PCP reafirma que tal caminho passa necessariamente pelo estabelecimento do diálogo e da negociação, pelo fim das ingerências, pressões e ameaças externas – incluindo das sanções e das manobras militares promovidas pelos EUA na região –, pela normalização das relações, pela implementação de efectivas garantias de segurança para a RPDC, com vista a uma paz estável e duradoura na Península coreana, livre de armas nucleares e de forças militares estrangeiras.

Para que mais fiquem a saber!

De o Cheiro da Ilha:


Homenagem a Vasco Gonçalves



É claro que soube



É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube



Mas tanto me custou desPedir-me Mas tanto me impediu de te rever É claro que nem telefonei à Aida Pensei em redimir-me com uma carta sem pêsames Logo que a resPIRAção autorizasse os meus dedos a escreVer o teu nome É claro que continuas meu companheiro O da vida esperada O da morte inesperada Não te vou recorDar os tempos em que os sonhos eram ilegais e que tu e outros legalizaram Cumprindo o deVer das armas que raramente se usam para sonhar É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube Estou em Agosto e quero dizer àqueles que te apeLidaram de louco Que realmente bem vistas as coisas Só um louco é justo Só um louco é herói Só um louco é poeta E tu Companheiro Cometeste a louCura de aMar o teu Povo Num tempo em que outros Às claras e em segredo Se punham ao serViço do eu e do medo



Recordamos a tua gravata aos ventos da Ibéria Os teus gestos de um Novo Estio na hora de aproFunDar o sonho ou vogar à superfície Depois de Setembro Depois de Março Depois do Passado É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube É claro que exististe antes de nascer e que existirás depois de morrer Porque não és somente um nome a fixar na História mas um nome para transforMar a História Soubeste ser Português e ser Universal Soubeste ser General e ser Soldado Soubeste ser Engenheiro e ser Operário Assim Foste o Governante a quem chamámos Chamaremos Companheiro Porque tu foste propriedade e não proprietário de multidões Porque o teu sonho não foi anDar aos ombros das multidões Mas anDar com as multidões aos ombros Além disso Companheiro Foste um General com Biblioteca Por isso Poetas Escritores Pintores Cantores te dedicaram as elegias inaugurais



É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube



Porque eu já sabia que eras o Vasco da Índia Que fora ignOrada em todas as partidas Eu sabia que declaraste ALMADA o Novo Promontório O das especiarias de cravos O das caraVelas sem escravos Foi então que os senhores de muitos séculos se ALVOroçaram com o Adamastor O Gonçalvismo Sim Senhor E claMARam por socorro aos restantes Senhores do Mundo Foi então que perceberam que se aproximava No meio de Camponeses e SolDados Artistas Professores Funcionários Operários e Marinheiros Cristãos e Ateus com fé no Homem A tempestade temida pelos Geógrafos desde o desenho dos primeiros mapas Temiam eles Ainda temem que o sol não inunde apenas as praias



E que à beira-mar irrompa um arco-íris



ProclAmando



Existe
Um Mês chAmado Abril



Existe
Um Homem chAmado Vasco



César Príncipe

Obrigado, Maria

domingo, junho 10, 2018

G7 - uma imagem vale quantas palavras?


foto divulgada pela "chancelaria" alemã

A Arma da Dívida

De foiceboook (pena preta):


9 DE JUNHO DE 2018

Um referendo que ninguém fala

Um referendo que não se fala . Sintomaticamente....
Amanhã na Suíça Referendo . 100000 mil assinaturas pediram um referendo para acabar com a criação de moeda pelos bancos comerciais !!!  travar a maquina de fazer dívida... A moeda é um bem público... 

La magie monétaire va-t-elle frapper en Suisse ?

Le rôle à venir des banques centrales, sujet de réflexions académiques hétérodoxes de longue date, n’est plus destiné à un public versé en la matière. Dimanche prochain, les Suisses vont voter à l’occasion d’un référendum portant sur un texte intitulé « Initiative Monnaie Pleine ». S’il en était décidé ainsi, celui-ci accroitrait singulièrement les missions de la banque centrale suisse.

Les auteurs de la pétition, qui ont récolté plus que les 100.000 signatures requises pour obtenir que la question soit soumise à référendum, s’engagent sur le terrain de la création monétaire avec des positions doctrinales communément admises mais fort discutables . Quoi qu’il en soit, leur objectif est d’interdire cette création aux banques commerciales pour la réserver aux seules banques centrales, dans le but de contenir le crédit ainsi que les bulles financières. Remarquons que l’on n’est pas loin de la proposition de supprimer les banques commerciales et d’instituer l’ouverture systématique de comptes aux banques centrales à tout un chacun. Sans aller jusque-là, l’initiative représenterait un changement radical du fonctionnement financier si elle était adoptée..

S’interroger sur le volume du crédit se justifie pleinement. La machine à fabriquer de la dette fonctionne à plein rendement. Cela découle d’une mauvaise allocation des capitaux qui privilégient le rendement financier et négligent l’économie. (...)Blog Deco Francois L.

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(externa ou não!)

quinta-feira, junho 07, 2018


segunda-feira, junho 04, 2018

A nova (?) Itália


“Eurocéticos” no poder em Itália
(a partir da tradução de um artigo de Manon Flausch em EURACTIV.fr)
O primeiro governo de aliança de um movimento anti-sistema e um partido de extrema-direita tomou posse em Roma, sendo 1º ministro Giuseppe Conte, que prometeu uma política anti-austeridade e de segurança.

Após quase três meses de negociações, e desenvolvimentos sem precedentes mesmo para um país fértil em crises políticas, o Movimento 5 estrelas (M5S) e a Liga (fascista) chegaram a um compromisso com o presidente Sergio Mattarella (que não é eleito por sufrágio directo), que exigiu garantias quanto à manutenção da Itália no euro.
O presidente tinha oposto o seu veto a uma primeira lista, com a recusa do nome proposto para ministro das finanças, por posições públicas a favor da saída do euro. Depois, aceitou uma nova lista, que empossou sexta-feira e procurará apoio parlamentar nesta semana.
Conte é advogado, professor de direito na Universidade de Florença e tem 53 anos. Já deverá representar a Itália na próxima cúpula do G7 no Canadá. Luigi Di Maio, líder do M5S, e Matteo Salvini, chefe da Liga, fazem parte do gabinete como vice-primeiros-ministros, o primeiro encarregado do Desenvolvimento Económico e do Trabalho. e o segundo do Interior.
O equilíbrio entre os aliados
O fulcral Ministério da Economia e Finanças será ocupado por Giovanni Tria, professor de economia política, próximo das posições da Liga em questões tributárias, mas favorável à manutenção da Itália no euro, embora com posições muito críticas; o inicialmente indicado para esta pasta, Paolo Savona, economista de 81 anos que vê o euro como "uma prisão alemã", será ministro dos Assuntos Europeus, acompanhado pelos “europeístas” Moavero Milanesi, que trabalhou 20 anos em Bruxelas e foi ministro dessa pasta com Mario Monti, e Enrico Letta, que será ministro das Relações Exteriores.
Em resumo, uma equipe de 18 ministros, que inclui apenas cinco mulheres e quase coloca em igualdade os dois aliados, ainda que a Liga tenha tido apenas 17% dos votos nas eleições de 4 de Março contra mais de 32% dos votos para o M5S.
Os mercados financeiros têm estado agitados nas últimas semanas, em particular com um "spread" crescente, a diferença entre as taxas de empréstimo de 10 anos da Alemanha e Itália. Os investidores consideram o programa dos dois aliados perigoso para as contas públicas italianas, mas muitos ainda mais receavam a possível alternativa de novas eleições nos próximos meses.
"Diferente abordagem cultural"
"Vamos trabalhar intensamente para alcançar os objectivos políticos que anunciamos no contrato de governo. Vamos trabalhar com determinação, para melhorar a qualidade de vida de todos os italianos", prometeu Conte depois de apresentar asua equipe.
Este "contrato de governo" negociado durante dez dias, vira resolutamente as costas à austeridade e aos ditactes de Bruxelas, e aposta numa política de crescimento económico para reduzir a enorme dívida pública italiana; promete uma redução da idade da reforma e drásticos cortes de impostos - cavalo de batalha da Liga - e o estabelecimento de uma "renda de cidadania" de 780 euros por mês - principal promessa do M5S.
Síntese de duas filosofias políticas, apresenta tanto a retórica da M5S sobre o meio ambiente, as novas tecnologias ou a moralização da vida pública como uma viragem na segurança, anti-imigrante e anti-islamita da Liga, aliada do Front Nacional Français nas questões europeias.
"Sem prometer um milagre, posso dizer que desejo que depois dos primeiros meses deste governo de mudança, tenhamos um país com um pouco menos de impostos e um pouco mais de segurança, um pouco mais de emprego e um pouco menos de clandestinos", disse Matteo Salvini aos seus partidários, confirmando o tom de sua campanha, e prometeu "uma abordagem cultural ligeiramente diferente", por exemplo, "uma boa tesourada" nos fundos para acolhimento de pedidos de asilo.

O "estado do eixo" da (des)União Europeia


                                No meio da "palha" das palavras, encontrar o "grão" das fotos!

domingo, junho 03, 2018

Para este domingo, transformado em único... como alguns dias o são







































do livro de Margarida Tengarrinha,
um livro a ler,
por mim a ser lido e,
nalgumas páginas,
a ser vivido intensamente...

segunda-feira, maio 28, 2018

Ainda (e por quanto tempo?...) a Venezuela!

Para: Federica Mogherini - Alta Representante de la Unión Europea para Asuntos Exteriores y Política de Seguridad/Vicepresidente de la Comisión 
       Extracto: “Grandes obstáculos a la participación de los partidos políticos de oposición y sus líderes, una composición desequilibrada del Consejo Nacional Electoral, condiciones electorales sesgadas, numerosas irregularidades reportadas durante el Día de la Elección, incluida la compra de votos, obstaculizaron unas elecciones justas y equitativas”. 

Estimada, Sra. Mogherini, 
Yo formé parte del casi centenar de Observadores de las Elecciones Venezolanas del 20 de mayo. Nos reunimos con representantes de alto rango de todos los candidatos y les hicimos planteamientos directamente. Nos reunimos con el presidente y dos vicepresidentes del Tribunal Supremos de Justicia. 
Examinamos el sistema electoral en detalle y, el día de las elecciones, observamos los procedimientos de votación en todo el país. Notamos, en particular, no solo la sofisticación del sistema de votación que, en nuestra opinión colectiva, es a prueba de fraude, sino también que cada etapa, desde la votación misma hasta la compilación de declaraciones, su verificación y presentación electrónica se realizó en la presencia de representantes de las partes contendientes. 
En cuanto a "informar irregularidades", estaríamos interesados en escuchar ejemplos, ya que el sistema de informes es excepcionalmente riguroso y libre de falsificaciones. Dudamos de que tenga alguna evidencia que respalde el reclamo de la UE de “numerosas irregularidades reportadas”. 
Fuimos unánimes al concluir que las elecciones se llevaron a cabo de manera justa, que las condiciones electorales no fueron sesgadas, que las genuinas irregularidades fueron excepcionalmente pocas y de naturaleza muy leve. No hubo compra de votos porque no hay forma de que se pueda comprar un voto. El procedimiento en sí mismo excluye cualquier posibilidad de que alguien sepa cómo un votante emitió su voto; y es imposible, como lo verificamos, que una persona vote más de una vez o que alguien vote en nombre de otra persona. 
En resumen, las afirmaciones en su comunicado de prensa son invenciones del tipo más vergonzoso, basadas en rumores y no en evidencias e indignas de la UE. No ha pasado inadvertido que la UE fue invitada a enviar observadores a las elecciones y se negó a hacerlo. Ninguna de las críticas en su comunicado de prensa de la UE, se basa, por lo tanto, en la observación directa de la UE en el terreno. 

Estaría encantado de discutir esto más a fondo con usted y ponerle a usted o a sus colegas en contacto con otros observadores, entre los que se encontraban políticos de alto rango, académicos, funcionarios electorales, periodistas y funcionarios públicos de diferentes naciones, incluyendo: España, Reino Unido, Irlanda del Norte, Alemania, Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Honduras, Italia, varios países del Caribe, Sudáfrica, Túnez, China, Rusia y los Estados Unidos. 
Atentamente, Jeremy Fox 
Escritor/ Periodista- RU -- 

Este email foi enviado para sergio_f_ribeiro@sapo.pt pela acr.secretaria@conquistasdarevolucao.pt

sábado, maio 26, 2018

Um esclarecimento esclarecedor...

... sobre uma questão ideológica essencial que se quer transformar num factor de diversão na luta política essencial, numa armadilha politiqueira:

Posição Política do PCP
sobre a provocação da morte antecipada

24 Maio 2018

1. O debate sobre a introdução legal da possibilidade da provocação da morte antecipada não corresponde à discussão sobre hipotéticas opções ou considerações individuais de cada um perante as circunstâncias da sua própria morte. É, sim, uma discussão de opções políticas de reforçada complexidade e com profundas implicações sociais, comportamentais e éticas.
A legalização da eutanásia não pode ser apresentada como matéria de opção ou reserva individual. Inscrever na Lei o direito a matar ou a matar-se não é um sinal de progresso mas um passo no sentido do retrocesso civilizacional, com profundas implicações sociais, comportamentais e éticas que questionam elementos centrais de uma sociedade que se guie por valores humanistas e solidários.
A ideia de que a dignidade da vida se assegura com a consagração legal do direito à morte antecipada, merece rejeição da parte do PCP.
A oposição do PCP à eutanásia tem o seu alicerce na preservação da vida, na convocação dos avanços técnicos e científicos (incluindo na medicina) para assegurar o aumento da esperança de vida e não para a encurtar, na dignificação da vida em vida. É esta consideração do valor intrínseco da vida que deve prevalecer e não a da valoração da vida humana em função da sua utilidade, de interesses económicos ou de discutíveis padrões de dignidade social.

2. A invocação de casos extremos, para justificar a inscrição na Lei do direito à morte antecipada apresentando-o como um acto de dignidade, não é forma adequada para a reflexão que se impõe. Pode expressar em alguns casos juízos motivados por vivência própria, concepções individuais que se devem respeitar mas é também, para uma parte dos seus promotores, uma inscrição do tema em busca de protagonismos e de agendas políticas promocionais.
A ciência já hoje dispõe de recursos que, se utilizados e acessíveis, permitem diminuir ou eliminar o sofrimento físico e psicológico. Em matérias que têm a ver com o destino da sua vida, cada cidadão dispõe já hoje de instrumentos jurídicos (de que o “testamento vital” é exemplo, sem prejuízo dos seus limites) e de soberania na sua decisão individual quanto à abstinência médica (ninguém pode ser forçado a submeter-se a determinados tratamentos contra a sua vontade). A prática médica garante o não prolongamento artificial da vida, respeitando a morte como processo natural recusando o seu protelamento através da obstinação terapêutica. Há uma diferença substancial entre manter artificialmente a vida ou antecipar deliberadamente a morte, entre diminuir ou eliminar o sofrimento na doença ou precipitar o fim da vida.

3. Num quadro em que o valor da vida humana surge relativizado com frequência em função de critérios de utilidade social, de interesses económicos, de responsabilidades e encargos familiares ou de gastos públicos, a legalização da provocação da morte antecipada acrescentaria uma nova dimensão de problemas.
Desde logo, contribuiria para a consolidação das opções políticas e sociais que conduzem a essa desvalorização da vida humana e introduziria um relevante problema social resultante da pressão do encaminhamento para a morte antecipada de todos aqueles a quem a sociedade recusa a resposta e o apoio à sua situação de especial fragilidade ou necessidade. Além disso a legalização dessa possibilidade limitaria ainda mais as condições para o Estado promover, no domínio da saúde mental, a luta contra o suicídio.

4. O princípio da igualdade implica que a todos seja reconhecida a mesma dignidade social, não sendo legítima a interpretação de que uma pessoa “com lesão definitiva ou doença incurável” ou “em sofrimento extremo” seja afectada por tal circunstância na dignidade da sua vida. E ainda mais que ela seja invocada para consagrar em Lei o direito à morte, executada com base numa Lei da República.
A vida não é digna apenas quando (e enquanto) pode ser vivida no uso pleno das capacidades e faculdades físicas e mentais e a sociedade deve assegurar condições para uma vida digna em todas as fases do percurso humano, desde as menos autónomas (seja a infância ou a velhice) às de maior autonomia; na presença de condições saudáveis ou de doença; no quadro da integridade plena de faculdades físicas, motoras ou intelectuais ou da deficiência mais ou menos profunda, congénita ou sobreveniente.
O que se impõe é que o avanço e progresso civilizacionais e o aumento da esperança de vida decorrente da evolução científica sejam convocados para garantir uma vida com condições materiais dignas em todas as suas fases.

5. O PCP afirma a sua oposição a legislação que institucionalize a provocação da morte antecipada seja qual a forma que assuma – a pedido sob a forma de suicídio assistido ou de eutanásia –, bem como a eventuais propostas de referendo sobre a matéria.
O PCP continuará a lutar para a concretização, no plano político e legislativo, de medidas que respondam às necessidades plenas dos utentes do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no reforço de investimento sério nos cuidados paliativos, incluindo domiciliários; na garantia do direito de cada um à recusa de submeter-se a determinados tratamentos; na garantia de a prática médica não prolongar artificialmente a vida; no desenvolvimento, aperfeiçoamento e direito de acesso de todos à utilização dos recursos que a ciência pode disponibilizar, de forma a garantir a cada um, até ao limite da vida, a dignidade devida a cada ser humano.

6. É esta a concepção de vida profundamente humanista que o PCP defende e o seu projecto político de progresso social corporiza. Uma concepção que não desiste da vida, que luta por condições de vida dignas para todos e exige políticas que as assegurem desde logo pelas condições materiais necessárias na vida, no trabalho e na sociedade.
Perante os problemas do sofrimento humano, da doença, da deficiência ou da incapacidade, a solução não é a de desresponsabilizar a sociedade promovendo a morte antecipada das pessoas nessas circunstâncias, mas sim a do progresso social no sentido de assegurar condições para uma vida digna, mobilizando todos os meios e capacidades sociais, a ciência e a tecnologia para debelar o sofrimento e a doença e assegurar a inclusão social e o apoio familiar.
A preservação da vida humana, e não a desistência da vida é património que integra o humanismo real – e não proclamatório – que o PCP assume nos princípios e na luta.


sexta-feira, maio 25, 2018

Que futuro?


UMA CONVERSA SOBRE O FUTURO
Sábado, 26 de maio,
às 15H00, na UPP

Enfrentamos hoje, nesta nossa casa comum que é o Planeta Terra, situações de risco que põem em causa a própria sobrevivência da vida. As alterações climáticas causadoras de fenómenos extremos, as ambições geopolíticas de grandes potências que procuram servir-se dos progressos fulminantes da Ciência e da Tecnologia para alcançar os seus objectivos egoístas — novas armas e novas formas de guerra — fazem recair sobre as mulheres e homens, trabalhadores da Ciência, a pesada responsabilidade de informar e alertar os seus concidadãos para as ameaças presentes e para o futuro que se vai construindo na sombra, as mentiras e os enganos, que condicionam a nossa forma de pensar e o futuro das novas gerações. A Paz é um bem supremo que, de mãos dadas, devemos defender.
Vamos conversar sobre isso na UPP.