quarta-feira, outubro 18, 2017

A não inesperada brutalidade de uma declaração presidencial

Foi o tempo de. Porque foi a oportunidade. Porque foi a oportunidade criada nos tempos idos e que querem voltar. Porque foi a oportunidade de ter o País em estado de choque, de ter o Povo em carne viva e a arder.
Marcelo mostrou a sua outra face de Presidente da República. Com uma dureza que serviu de tema para muitas glosas. Todas a mostrarem a face que estava no reverso da cara que fica nos “selfies” dos afectos à flor da pele.
… Ou quase todas…
Não vi – talvez por não ter visto tudo no tudo que vi – a citação que me fez saltar do lugar de espectador-alvo do discurso anunciado, e me fez arrogar, em irritada agitação, ter visto o mais clarificador, o mais “fundo da questão”. Ou só a ter visto, de passagem..., numa passagem comentada do Observador (onde haveria de ser?...).
Transcrevo a passagem e o comentário:

“O Presidente da República pode e deve dizer que nessas decisões não se esqueça daquilo que nos últimos dias confirmou ou ampliou as lições de junho e olhe para estas gentes, para o seu sofrimento, com maior atenção ainda do que aquela que merecem os que têm os poderes de manifestação pública em Lisboa.” (disse Marcelo)
«Para Marcelo, o barulho dos sindicatos nas ruas de Lisboa não pode valer mais do que o silêncio das vítimas dos fogos. Nas últimas semanas, a mais pequena reivindicação de uma qualquer classe profissional levou o Governo a engordar o Orçamento. Agora, a mesma "atenção" deve ser prestada a quem não consegue encher ruas, decretar greves, mobilizar protestantes, ou exercer poder na "geringonça".» (comentou o Observador)


Trazer para a luz do confronto as reivindicações do trabalho e dos trabalhadores – “os que têm os poderes de manifestação pública em Lisboa” – com a dor, as lágrimas, o sofrimento de populações agredidas (elas sim, brutalmente!) é, na verdade, esclarecedor para quem se quiser libertar da palha das palavras e procurar a semente das coisas.

Só (!) acrescento uma outra esclarecedora citação, lembrada em aspalavrassaoarmas.blogspot.pt:

«Aqueles que durante anos, para não dizer décadas, defenderam "menos Estado" em todas as áreas da governação, foram agora os primeiros a ficar roxos de indignação com as falhas do Estado a propósito dos incêndios no interior. Quem os ouviu quando o País de província foi ficando deserto, sem serviços, recursos e equipamentos? Quem ouviu os gritos abafados das populações? Desse País, alguns conhecerão a versão turística, feita de queijos, carnes e vinhos em restaurantes de estalo e umas quantas piscinas com vista para o rio encravadas numa fraga. Ai Portugal, se ao menos fosses, por uma vez, qualquer coisa de asseado e com memória...»

MIGUEL CARVALHO
(Quando Portugal Ardeu)

terça-feira, outubro 17, 2017

O que não se ouve ou vê e aqui se lê...


SERÁ QUE?

Será que para certa gentinha em política vale mesmo tudo?
Tudo!... sem resquícios de vergonha, sem limites de número de mortes?

sexta-feira, outubro 13, 2017

Crónica internacional - PERIGOS

Leiam, por favor!

 - Edição Nº2289  -  12-10-2017

Perigos

A crise do capitalismo agrava-se de forma avassaladora. Trump dispara ameaças de acções militares em todas as direcções. Numa reunião com os principais chefes militares disse que esta «talvez seja a calma que antecede a tempestade» (cbsnews.com, 6.10.17). Multiplicam-se as indicações de que os EUA rasgarão o acordo nuclear com o Irão (Guardian, 6.10.17), e as ameaças contra a RPD Coreia (CNN, 8.10.17). Até o presidente republicano da Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado dos EUA diz estar alarmado, pois Trump pode «conduzir à Terceira Guerra Mundial» (NY Times, 8.10.17).

É neste contexto que explode a crise catalã, mais uma expressão da profunda crise da UE, inseparável da sua natureza. Reagindo oficialmente à brutal intervenção policial contra quem queria votar no referendo, às prisões de membros do governo regional e à tentativa policial de ocupar sedes de partidos políticos catalães, o vice-presidente da Comissão Europeia, Timmermans, disse que «é dever de qualquer governo defender o primado do Direito, e isso por vezes exige um uso da força proporcional.[...] O respeito pelo estado de Direito não é uma opção – é essencial». As palavras de apoio ao governo de Rajoy podem parecer institucionalmente incontornáveis. Mas isso seria fazer de conta que não vimos a actuação das potências da UE no desmembramento pela força – pela ingerência e guerra – de inúmeros países, sempre violando o «primado do Direito», nacional e internacional. Quão diferente foi a reacção da Alemanha à proclamação unilateral da independência da Croácia e Eslovénia. Quão diferente foi a imposição pela força das armas da NATO da secessão do Kosovo que, mesmo segundo o acordo de cessar-fogo que pôs fim aos 78 dias de bombardeamentos da NATO, era parte integrante da Jugoslávia. As guerras que fragmentaram o Iraque, a Líbia, a Síria e outros países foram todas flagrantes violações do Direito Internacional. Hoje o feitiço balcanizador vira-se contra o feiticeiro. Semearam os ventos e estão a colher tempestades. E o outrora respeitável Washington Post não consegue melhor título para o seu editorial (2.10.17) do que o delirante: «A Catalunha realizou um referendo. A Rússia ganhou».
A situação catalã é complexa. São inegáveis os sentimentos nacionais de longa data e a vontade de soberania do povo catalão, bem expressos nas ruas e nas urnas. São também reais as manobras de sectores da burguesia catalã para canalizar para a questão nacional um descontentamento social crescente. É impossível conciliar a alegada defesa face a Madrid da soberania catalã, com a proclamada vontade de permanecer numa UE que destrói as soberanias nacionais dos povos. E é também impossível não ver a natureza do poder em Espanha, onde o franquismo que sobreviveu à ‘transição’ de 1978 está agora a deixar cair a máscara e a mostrar as suas garras. De saudação fascista em riste, nas ruas, mas também nas declarações dum dirigente do PP, que ameaçou esta semana o presidente catalão de seguir o exemplo de Lluis Companys, que em 1934 proclamou a República Catalã, acabando preso, e fuzilado por Franco em 1940.

É urgente para os trabalhadores e os povos retirar lições dos acontecimentos. Lições sobre a importância da sua acção independente em defesa dos seus reais interesses, de classe e nacionais. Lições sobre a natureza duma UE que – desde sempre – assenta na recusa da democracia e do respeito pela vontade soberana dos povos. Lições sobre a verdadeira face das ‘democracias’ do grande capital financeiro e sobre os enormes perigos que se adensam.

Jorge Cadima

quarta-feira, outubro 04, 2017

segunda-feira, outubro 02, 2017

Campanha pessoal (fecho e abertura nas novas condições)



COMO EM 1985! 
COM A PEQUENA (:-)) DIFERENÇA DE QUE NÃO HOUVE, DESTA VEZ, AUMENTO DE VOTOS... MAS A LUTA CONTINUA CONTÍNUA!

Não apelei ao voto em mim e magoam-me os resultados eleitorais. Reconforta-me a simpatia, o respeito, a amizade, o apoio de quem me conhece e é nosso vizinho, o ambiente por que me sinto envolvido!




Hoje, dia de recobro... de forças

É TUDO UMA MENTIRA

Não estou zangado. Estou triste!
Não tenho ganas de emigrar. Tenho uma enorme vontade de me aCANTOnar!
Não culpo ninguém. Identifico responsabilidades (a começar pelas minhas)!
Não quero partir a louça toda. Procuro juntar os cacos.
Não rasgo vestes carpindo mágoas. Quero remendar o que remendos tenha!
Não mudo de camisola. Despi-la-ei se ela mudar de cor!
Não sigo Mitos nem Chefes. Aprendo com Mestres e desejo continuá-los!
Não pactuo com a mentira instalada. Imponho-me a verdade, certo de que não a há absoluta!

sábado, setembro 30, 2017

"quadradinhos" e "cartoons"

4.
(obrigado, João)

Atenção!: esta publicação não tem a ver com a campanha eleitoral de 2017. Além de cumprir sempre a legislação eleitoral, não há qualquer lista Sérgio Ribeiro 2017 (nem nunca eu consentiria que houvesse!). E este "quadradinho" é de 1985...
De agora, e de sempre, são estes "cartoons" citando escritos de José Saramago:

 (obrigado, Gonçalo)

quinta-feira, setembro 28, 2017

Comunicado 12




CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 12

Ainda no mês de Julho, a CDU-Ourém iniciou esta série de comunicados com a intenção de contribuir para informar os oureenses sobre alguns aspectos que pareceram mais oportunos, e de esclarecer porque e com quem se candidatava à Assembleia Municipal, à Câmara e a 8 das 13 assembleias de freguesia como representantes de todos nós. Este seria o 12º comunicado e, como todos os outros, seria de responsabilidade colectiva. Mas quis o 1º da lista à Câmara, após os debates e entrevistas que protagonizou, fazer uma declaração sob a forma de carta aberta e pública. Ela preencherá este último comunicado, e é de sua exclusiva autoria e responsabilidade.

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Carta aberta aos conterrâneos

Caros vizinhos,
            Esta não é primeira vez que vos escrevo uma carta aberta e pública. A primeira foi em 1976, só então possível. Há 41 anos, nas primeiras eleições autárquicas! Esta será, muito provavelmente, a última.
Pela 11ª vez me apresento como candidato a vosso representante nos órgãos do Poder Local democrático, como tinha o direito e achei que tinha o dever de o fazer. Sempre o fiz e faço com o único intuito de vos representar e lutar pelo que considero ser o vosso interesse como habitantes desta terra que estimo como nossa. Em 5 mandatos – e apesar de tudo… – as listas em que estava incluído mereceram os votos necessários para que eu tivesse sido membro da Assembleia Municipal. Procurei representar-vos respeitando os compromissos assumidos e com o que tanto prezo: a lealdade e a coerência. Muitos erros terei cometido na minha já longa vida mas nunca poderei ser acusado de ter procurado enganar alguém com falsas promessas e em proveito próprio.
Não apelo ao vosso voto. Não faço apelos a votos na CDU, no Partido de que sou militante há 60 anos, muito menos faço apelos a que votem em mim. Convoco-vos a que tomem posição informada, a que votem onde vos ditar a consciência, a que participem na definição dos rumos que devem ter as nossas vidas.
As saudações de um vizinho
















quarta-feira, setembro 27, 2017

terça-feira, setembro 26, 2017

26 de SETEMBRO

1.

 


Campanha pessoal e "encartoonada" ou aos quadradinhos - 2

2 - 
Este é o 2º quadradinho (em vez de cartoons dizia-se, há décadas, que eram "histórias em quadradinhos"...) que se publica sobre a participação na campanha de 1985. Campanhas, como sempre, DIFERENTEs.
O APUlinário mudou naturalmente, não lhe cresceu a barriga, não perdeu cabelo (mas embranqueceu), tem as mesmas companhias (PCP, PEV e independentes) e convicções de há 32 anos (e antes!), algumas dúvidas de então e dúvidas novas, correu mundo sempre com a bússola a apontar para Ourém, e agora é conhecido por Cê Dê Uh.
  

Ah!... e para 2017 diria (mas não apelaria, que não é de seu feitio!) para votarem no segundo do boletim de voto... porque é lá que está o tal Sérgio Ribeiro!

Parafraseando... e andando.

Alguém terá dito (um Mark Twain, Bernard Shaw, Grouxo Marx, Woody Allen...  ou outro dos que dizem coisas destas) que há três espécies de mentiras e uma delas seria a mentira estatística. Eu, que também gosto de dizer coisas, parafraseio: ele há a mentira inventada, ele há a mentira que falsifica a verdade ou a põe de pernas para o ar, ele há a mentira estatística, com a sub-espécie mais usada na actualidade que é a mentira monetarizada, subdividida em ramos como o da cont(h)abilidade e o da dívida utilizada como armadilha para incautos ou para submissão de países em estado(s) de frágil soberania.
Sobre os factos alternativos à la Trump falar-se-á noutra oportunidade. Que abundam. Perigosamente. 

domingo, setembro 24, 2017

Campanha pessoal e "encartoonada" - 1

Ao participarmos nesta campanha eleitoral, em que cada força concorrente usa as suas "armas" - os seus meios que os seus fins justificam... -, aceitamos que tem de haver personalização porque as listas são compostas por cidadãos apresentados (e aceites) como candidatos formando equipas.
Cá pelo meu lado - aquele em que posiciono desde sempre, desde que tomei consciência cidadã e que se adapta às mudanças societais -, nesta CDU-Ourém não há profusão de cartazes e distribuição de prendas e prebendas, não há esferográficas e outros berloques, não há promessas dourando pílulas de promessas não cumpridas. Há a prata da casa e compromissos com o povo que somos.
Embora avesso à personalização, à fulanização, não posso fugir ao quanto baste para ajudar ao esclarecimento e ao debate com uma desigualdade de meios abissal. E a prata é mais do que da casa, pois já começou no início da pré-campanha com os cartoons do meu filho mais novo (já adulto com décadas avançadas e avantajado fisicamente...). Por exemplo:
e foram duas dezenas de bonecos aqui editados, com base na plasticina da neta... da oureana Oriana!

Mas nada é novo, embora nada se repita!
Nas eleições autárquicas de 1985 foi o meu filho mais velho (então com 18 anos) que criou um boneco - o APUlinário - e fez uma série de 16 "quadradinhos" que então se distribuíram em competição (!?) com a outra propaganda avassaladora como de costume. Vou lembrar 4, chamando a atenção para o facto de a APU (Aliança Povo Unido) ser a primeira da lista para a Câmara Municipal e agora a CDU (PCP-PEV e independentes) ser a segunda.
1. 


ATÉ LÁ, UMA SEMANA DE TRABALHO!
NÃO DE "CAÇA AO VOTO".
DE CONTACTOS, DE ESCLARECIMENTO, DE MUITO ESFORÇO COM A INTENÇÃO DE CORRIGIR A "INFORMAÇÃO" PERMANENTE E MANIPULADORA.




sábado, setembro 23, 2017

O debate (Jornal de Leiria) em/por OURÉM

PARA VER, OUVIR E REFLECTIR:

https://www.facebook.com/soutariatv/videos/1857864394529081/

quinta-feira, setembro 21, 2017

Comunicado11 e -hoje! - Ourém na RDP-antena1




CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 11

Depois das apresentações dos 1ºs das listas da CDU-Ourém à Assembleia Municipal e à Câmara e da lista à AF de Fátima, e de outras acções desta campanha eleitoral DIFERENTE, foi feita a apresentação da lista à AF da N.S. da Piedade, que tem como 1º nome António Lains Galamba que, ao seu estilo, fez uma bela intervenção que só com dificuldade se não transcreve na íntegra (é possível ler no facebook):

“Tenho-vos diante e seria, talvez, fácil de cumprir o que de mim esperam, se apenas fosse minha obrigação ditar-vos as nossas propostas para a nossa terra. O nosso projecto que faz de nós, comunistas e ecologistas, gente diferente na dignidade com que cumprimos a cidadania. Seria fácil papaguear o que, de outra forma, vos obrigaria a ler, procurar, investigar.
Contudo, porque são a minha gente na minha terra – ou também a minha terra, conquanto seja hoje não apenas o menino que se habituaram a ver brincar nestes jardins feitos calçada mas também o alentejano de estaca – quero falar-vos menos daquilo que nos distingue e mais daquilo que nos faz dignos da humanidade que transportamos.
Sou filho da burguesia. Decadente, é certo, mas da burguesia. A minha infância não foi de faltas e ausências como o foi a de muitos meninos com que brinquei e amei.
Muitos de vós (se não todos!) terão de mim, antes da distância que nos trouxe Lisboa e a minha faculdade, a imagem do miúdo activo da JS. Não nego, antes me orgulho, dos bons e irrepetíveis momentos de camaradagem e amizade que passei naquela estrutura partidária. Sem embargo, cedo soube ser um homem de esquerda desalinhado com o rumo daquele partido. Formatado pelo «amplamente difundido» e tendo como tal a verdade, também não me revia nos «crimes horrorosos» do comunismo. Entrei na faculdade e abandonei a JS. Mas estava, sentia-o, órfão de uma casa para partilhar o colectivo que, primatas, sempre ambicionamos.
(…)
Conheci o analfabetismo político, estou por isso em condições de o combater. Conheci a solidão do individuo, partilho pois, hoje, de mim melhor que nunca.
Comigo, trago operários, camponeses, assalariados agrícolas do Alentejo não muito diferentes, na condição, das gentes de Ourém (que vivem à conta da sua força de trabalho) – ainda que em tempos diferentes de aparente transformação. (…) Comigo, como com todos os comunistas, está a força (a dignidade e a coragem, como me disse, num prefácio que fez a um livro meu José Casanova) t\ransformadora do sonho. De homens e mulheres que não estão na politica para dela se servir mas sim para servirem – com o seu sacrifício – os seus iguais. 
(…)
Este é, pois, o linho em que me teço. Com que se tecem os homens e mulheres, gente boa, que ingressando na lista que hoje e aqui apresentamos, têm apenas um compromisso: defender o lado certo da história, porque nele habitam a maioria, exército de excluídos pelo capitalismo e pela sua exploração.
As nossas propostas – autárquicas, para o caso – estão escritas. E nós somos gente de palavra! Palavra! Palavras belas e verdadeiras, como a dignidade e coragem, do meu amigo de que hoje vos falei.”

----o----o----

Entretanto, a 19, começou a campanha eleitoral. A oficial.
A juntar aos muitos questionários e entrevistas a que os nossos candidatos têm dado resposta, vai iniciar-se um ciclo de debates com diferentes promotores, entre os cabeças de lista à Câmara Municipal:
- na 5ª feira, 21, na RDP-antena 1, às 15 horas nos estúdios da RTP, em Coimbra, com transmissão directa;
- na 6ª feira, 22, às 21 horas (com público) na Escola Profissional de Ourém, promovido pelo Jornal de Leiria;
- na 3ª feira, 26, às 21 horas (com público) também na EPO, promovido pelo jornal digital médio-tejo.net.

E, naturalmente, procurarão intensificar-se os contactos e um fecho de campanha com uma sessão sempre com intenção de esclarecer as nossas posições e contrariando o dispendioso espectáculo e promessas vazias.


sexta-feira, setembro 15, 2017

quinta-feira, setembro 14, 2017

COMUNICADO 10

CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 10

ßß      No enunciado de pontos de referência de PROPOSTAS (sucintos pois a sua explanação só é possível no conhecimento de situações a que a CDU está alheia e após participação real das populações), é necessário afirmar claramente que, no plano autárquico, a cidade de Fátima (e de certo modo a freguesia urbana da Senhora da Piedade) tem de ser vista como parcela integrada e mobilizadora de equilibrado desenvolvimento, não como corpo estranho no todo municipal, nunca como pólo agravador de desigualdades.
Propostas da CDU-Ourém (algumas e sucintas)
   Avançar, no quadro de um plano de urbanização da freguesia da Piedade, com a requalificação da “avenida” e vias de circulação no interior e circulares da cidade
   Defender a melhoria do ambiente e a salvaguarda do património cultural, nomeadamente na vila medieval
   Estabelecer relações de cooperação com o Santuário relativamente á gestão autárquica de Fátima
   Concretizar o projecto de extensão de saneamento básico a todo o concelho
   Potenciar a riqueza de uma floresta ordenada, facilitando assim a fixação das populações, com especial incidência nas freguesias do norte do Concelho.
   Apoiar a formação de associações de proprietários florestais, particularmente nas zonas mais afectadas ou com riscos de incêndios
   Reforçar a cooperação com a ZIF de Seiça (Zona de Intervenção Florestal), estimular o seu alargamento.
   Melhorar a mobilidade pedonal, nas povoações e nos caminhos para Fátima
   Acompanhar o desenvolvimento de iniciativas empresariais, nomeadamente em novas áreas de investimento
   Apoiar o movimento associativo
   Exigir a reposição das freguesias extintas, com a participação e o acordo da vontade popular, e reforçar papel das freguesias no órgão deliberativo
   Defender a gestão pública da água como bem público
   Tomar posição em favor dos serviços públicos e do acesso à saúde, à educação, à protecção social, à habitação e à mobilidade
   Valorizar a situação dos trabalhadores da autarquia
   Ponderar e rever a articulação com as empresas municipais
Na continuidade do comunicado nº 9, transcrevem-se as anteriores propostas da CDU-Ourém, pontos de referência para um programa, de que outros se arrogam mas não cumprem. Estes pontos são aspectos suspensos ou de necessária realização, alguns encetados há décadas e há mandatos sucessivos de gestões sucessivas se iniciam ou não, ficam por realizar para comporem promessas programáticas que nunca cumprem objectivos e calendários. Estes pontos serão referências para discutir com as populações e realizar em definidas linhas de forças:
uma POLÍTICA DIFERENTE
com uma ESTRATÉGIA CONCELHIA
no quadro dum ORDENAMENTO TERRITORIAL E DA FLORESTA
através de um PODER LOCAL descentralizado e democrático
exigindo uma atenção particular para o caso de FÁTIMA.
Assim se apresenta a CDU-Ourém, coerente com programas anteriores, de que se destaca o de 2009, no anunciado tempo de mudança que um participado CONGRESSO fez vislumbrar mas de que nem uma página sobrou enquanto se repetem “encomendas” de estudos a gabinetes de consultadoria exteriores, de que se não conhecem resultados.
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Com o acórdão do Tribunal Constitucional relativo ao recurso do PS estará, finalmente!, encerrado o processo pré-eleitoral. Seguir-se-á o propriamente (ou impropriamente) dito período eleitoral. Que será evidentemente muito marcado por este preâmbulo que se desejaria ver encerrado. Mas foi sendo criado um ambiente de emotividade, quase de irracionalidade, que se lamenta. O contrário do que deveria ser um tempo de informação, debate sereno, reflexão.
Com o risco de ir contra uma corrente de solidariedade alimentada por afirmações peremptórias e grandiloquentes de se estar face a uma injustiça que assentaria numa armadilhada interpretação da Lei (do que rege a nossa convivência cívica). De novo, e sempre, lamenta-se o tempo ocupado com tal questão, o que, objectivamente, desviou o debate dos temas que importa trazer ao conhecimento e discussão das populações para escolha informada e consciente de quem as deve representar. Desvio que não acontece por acaso.
Que fique claro: a CDU participa em todos os debates e qualquer interlocutor, desde que respeitadas regras e não se contribua para confundir deliberadamente.

a "minha campanha"



terça-feira, setembro 12, 2017

SOBRE NOVAS E ESPERADAS

Depois de uma madrugada/manhã de algum afã(!) motivado por novas e esperadas sobre a inelegibilidade do candidato a presidente da Câmara de Ourém pelo PS, não resisto a transcrever títulos de 2 de 9 comunicados da CDU-Ourém até agora emitidos pelos quais sou (colectivamente!) responsável:
DESAFIO INSENSATO OU HÁBIL MANOBRA -Comunicado nº 4, de 2 de Agosto
CRÓNICA DE UMA INELEGIBILIDADE ANUNCIADA (e de uma impugnação fora de tempo e para fins inconfessos) -Comunicado nº 5, de 9 de Agosto

Que, com o acórdão do TC se tenha terminado o insensato desafio, ou a hábil manobra e se comece a fazer um pouco (que seja...) de OUTRA política!

E transcrevo a lembrança trazida por um amigo que encara tudo isto seriamente e com verdadeiro amor a Ourém, seus termos e gente:

"não pode ser verdade
que tanto afã escave na insolvência."
(adélia prado, "pistas", in bagagem, lisboa, edições cotovia, 2002, p. 28.)


domingo, setembro 10, 2017

Crónica internacional

 - Edição Nº2284  -  7-9-2017

Ventos de guerra e luta pela paz

O Verão tornou mais evidentes os perigos de guerra que pairam sobre a Humanidade. A situação mundial deteriora-se, com as ameaças militares de Trump à Venezuela, Coreia do Norte e outros países; as manobras e presenças militares dos EUA/NATO nas fronteiras da Rússia e China; a fúria sancionatória generalizada; a nova escalada dos EUA no Afeganistão (com o Paquistão na mira).
Há meio século, Martin Luther King descreveu o seu país como «o maior agente de violência do Mundo». King seria assassinado pouco depois, e a violência do imperialismo norte-americano não parou de crescer, em particular após o desaparecimento do contrapeso que a União Soviética e o campo socialista representavam. Hoje, Trump ameaça o planeta inteiro com intervenções militares. Já foi assim com Obama.
As contradições estalam por toda a parte. No seio das classes dirigentes do imperialismo norte-americano há um enfrentamento feroz, que apenas se acalma em momentos de afirmação do belicismo imperialista. As relações entre EUA e as potências europeias são publicamente caracterizadas como as piores desde a II Guerra Mundial, e apenas se compõem quando se trata de provocar a Rússia e agredir outros estados e povos. A União Europeia vive em crise permanente. Tudo isto é reflexo da crise estrutural do capitalismo. Uma crise que não foi resolvida pelos apoios extraordinários ao sistema financeiro pelos estados e bancos centrais, apoios que alimentam bolhas insustentáveis (veja-se as bolsas) e um sistema financeiro já sem qualquer relação com a realidade produtiva. De cada vez que se ensaia a redução das subvenções, estremece o castelo de cartas em que se tornou o ‘sistema financeiro internacional’. As contradições generalizadas reflectem também o declínio das velhas potências imperialistas (que no caso dos EUA se arrisca a ser explosivo) face à emergência de novas potências, com destaque para a aparentemente imparável ascensão da China à posição de maior economia mundial.
As classes dominantes reagem com o aumento brutal da exploração de classe e a imposição pela violência da sua hegemonia planetária. O inevitável corolário é o crescente autoritarismo, mesmo no seio das velhas democracias burguesas, alimentado também pelo alastramento dum terrorismo misterioso, cujos alegados autores têm sempre ligação aos serviços secretos e às guerras sujas patrocinadas pelo imperialismo. O autoritarismo aumenta à medida que as políticas de empobrecimento acelerado dos povos abrem fendas no controlo ideológico sobre os povos (até nos EUA e Reino Unido).
A guerra sempre foi intrínseca ao imperialismo. Hoje, como noutras fases de crise aguda, o ‘partido da guerra global’ ganha força. Mas a guerra não é inevitávelEstá nas mãos dos povos afastar a catástrofe para onde o grande capital os conduz, erguendo-se para derrotar os senhores da guerra e da miséria. É por isso que é tão importante a solidariedade com todos quantos resistem aos ditames do imperialismo – na Venezuela e na Síria, em África e no Extremo Oriente, e também nos países do centro imperialista. A luta pela paz e a luta contra o imperialismo são cada vez mais indissociáveis. E urgentes.


Jorge Cadima 

sexta-feira, setembro 08, 2017

COMUNICADO 9




CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 9

A semana a que se reporta este comunicado foi marcada pelo episódio da situação de insolvência do “cabeça de lista à câmara” apresentado pelo PS, pelo correspondente despacho da juíza encarregada de decidir da elegibilidade das candidaturas apresentadas, recurso desse despacho para o Tribunal Constitucional pelo mandatário do PS e pela situação criada relativamente ao agendado debate promovido por médio-tejo.in entre os “cabeças de lista à câmara”. 
Não obstante a disposição da CDU-Ourém (em plena concordância com decisões centrais) de não se imiscuir em tal questão enquanto do foro pessoal em sede de justiça e sua aplicação, as suas inevitáveis implicações políticas obrigaram a tomar posição local, nomeadamente em consequência do debate marcado para 6 e reagendado para 26 de Setembro, após a decisão sobre o recurso do TC. Do que não se pretende a vanglória mas se reivindica o contributo[1].
Lamenta-se o tempo ocupado com tal questão, o que, objectivamente, desviou o debate dos temas que importaria trazer a conhecimento das populações para escolha informada e consciente de quem as deve representar. O que não acontece por acaso ou inocentemente. A CDU participa em todos os debates com qualquer interlocutor, desde que respeitadas regras e não se contribua para confundir deliberadamente.

Entretanto, foi a Festa do Avante!. A festa do jornal do PCP, onde nos encontrámos todos. Diferentes e iguais na solidariedade à volta de um projecto comum. Militantes uns desde há décadas, independentes de organizações partidárias outros. Também alguns de outras forças políticas cujas opções não foram minadas pelos preconceitos que impediriam a convivência, pelo que estiveram em festa naquela Festa.
Depois da Festa, em que a presença de Ourém foi muito significativa e estimulante, retomou-se o trabalho (que, aliás, para alguns, nunca se interrompeu, mas tão-só passou a outras e imprescindíveis tarefas) e avançou-se com o rascunho de “miolo” de texto local para distribuir como programa. Transcreve-se a primeira parte:
Em mais umas eleições autárquicas, a CDU apresenta-se em Ourém. Como alternativa. E, como sempre, DIFERENTE das outras candidaturas!
A CDU, com verdade e transparência, está fora dos “jogos pelo poder”, sem carreirismos, está à margem de situações confusas e de aproveitamentos oportunistas. Apresenta-se, de novo, com a única intenção de representar os trabalhadores e as populações, de estimular a participação de todos na vida social. Como se pode comprovar onde o voto dos eleitores põe a sua gestão autárquica à prova. Gestão que se mostra DIFERENTE, apesar do ambiente e condicionalismos gerais.
Em Ourém é notória a ausência de uma ESTRATÉGIA concelhia. Que é reconhecida e serve de pretexto para afirmações demagógicas, para iniciativas inconsequentes, para “encomendas” a consultorias externos.
Essa indispensável definição estratégica tem de ser, também, contributo para um ORDENAMENTO TERRITORIAL E DA FLORESTA que recentes e dramáticos acontecimentos tornaram exigência urgente.
Para a CDU-Ourém, o objectivo do serviço público para melhor qualidade de vida das populações torna mais evidente a evolução demográfica e social do concelho, no quadro dum PODER LOCAL parte imprescindível de ordenamento político-administrativo.
Por integrar FÁTIMA como freguesia, o concelho de OURÉM exige uma atenção particular dada a muito específica e relevante realidade social que essa sua parcela se tornou em vários aspectos. A evolução demográfica da freguesia de Fátima, no contexto concelhio e nacional, a enormíssima quantidade de peregrinos e a população flutuante, obrigam a articulação que é leviano encarar sem exigente estudo e tratamento no âmbito do poder local e sua gestão, bem para além de aproximações turístico-económicas.
                             seguiráà

Houve FESTA!

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Ah! G'anda FESTA!

quinta-feira, setembro 07, 2017

sexta-feira, setembro 01, 2017

Comunicado nº 8

CDU2017.jpg

CDU – autárquicas de 2017
COMUNICADO nº 8
INTERVALO?
(para quê?, para quem?)

Enquanto outras campanhas se enovelam em actos e entre-actos, parecem paralisadas na expectativa do que possa vir de fora ou de interpretações e decisões de bastidores, se mostram por festas e feiras, preparam acções de espavento, a CDU-Ourém vai cumprindo o seu roteiro eleitoral com os meios que dispõe, e cumpre os seus objectivos.

No domingo, 27 de Agosto, foi a apresentação da lista de candidatos à Assembleia de Freguesia de Fátima, no mercado local.
O primeiro candidato da lista à Câmara de Ourém fez a intervenção de abertura, começando por breves palavras sobre o significado da apresentação de uma lista em Fátima, pelo que representa a presença da CDU neste lugar de enorme relevância social, e pela necessidade do estudo que ele merece para melhor e mais responsavelmente se agir. Depois, apresentou os candidatos presentes da lista cujo primeiro nome é o de Helena Cardinali, com assinalável e reconhecida intervenção sindical, também o terceiro nome da lista para o executivo camarário.
Nessa lista, com idades entre os 23 anos e os 81 anos, com a média de 42 anos entre os 13 efectivos, estão 6 mulheres e 7 homens, e 6 são independentes de organizações partidárias.

A seguir, a primeira da lista para a Assembleia Municipal, Brígida Batista, fez uma intervenção em que, citando Sérgio Ribeiro, que é o segundo dessa lista, sublinhou a importância da democracia participativa, e adiante disse:
«(…)Fátima, com a sua especificidade e crescente importância no País e no mundo, tem uma dinâmica muito particular e única, potenciadora de desenvolvimento local, social e económico, torna mais evidente ainda a carência de um plano estratégico global, cuja falta está na origem de um Município dividido em dois, com necessidades que se duplicam e oportunidades desaproveitadas, que podiam beneficiar o conjunto e as populações.
«Fátima é uma realidade e um local diferente de outros. Mas é – também - um local onde vive e trabalha muita gente. Que merece toda a nossa atenção e que queremos bem representar e ajudar a fazer participar nos seus próprios destinos. Propomo-nos por isso como uma escolha DIFERENTE, como vêem o voto na CDU, nunca é um voto perdido, nunca é um voto em vão!
«O voto na CDU é um voto que reforça o lado participativo da democracia, é um voto no TRABALHO, HONESTIDADE E COMPETÊNCIA. O que não se afirma como um slogan ou demagogia, mas como maneira de estar na vida e na política.»
Depois, falou Helena Cardinali:
«…Fátima é um mundo. É também um mundo de trabalho, uma terra de muitos trabalhadores. Que têm os problemas de todos os trabalhadores e a que só unidos, solidários, podem procurar dar resposta.
«Sou trabalhadora. Sou sindicalista. E sei que há situações que são de todos os trabalhadores, sejam eles católicos ou não, só por serem trabalhadores. Porque há patrões que, sendo católicos ou não, sendo instituições religiosas ou não, são patrões e que, por isso, por vezes se “esquecem” das leis do trabalho.
«Somos trabalhadores. Somos sindicalistas. Apenas queremos defender os nossos direitos, que sempre tanto custaram a ganhar.
«Nestas eleições autárquicas, os trabalhadores têm de saber quem os defende, e têm de estar com esses. Como um simples gesto de defesa, ao lado dos outros trabalhadores, sem intenção de atacar ninguém.
«Eu estou com a CDU. De cara levantada e sem receios, sem medos. «Estou com a CDU. Porque estou com os que defendem o mesmo que eu. Que sou trabalhadora. Que sou sindicalista.
«Se no dia 1 de Outubro derem força à CDU... se no dia 1 de Outubro me derem força, no dia 2 de Outubro usarei essa força na Assembleia de Freguesia de Fátima para fazer – também ali! – o que procuro fazer em todos os sítios onde estiver: trabalhar com honestidade e competência, defender os meus direitos, os direitos dos trabalhadores e das populações em geral!»
Para terminar abriu-se um espaço de debate em que Brígida e Sérgio esclareceram aspectos relacionados com as eleições de 1 de Outubro.

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