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terça-feira, fevereiro 18, 2020

As manigâncias dos maganões

páginas de um quase-diário em actualização:

...
ainda em Cabo-Verde (ou já no avião?) passou-me debaixo dos olhos uma notificação que me "informava" que uma sondagem fora feita e dos seus resultados.

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O PS descia, o PSD recuperava, o Chega subia, na esquerda só um não descia... qual seria?... por não dizerem o nome... adivinhei.

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Só ontem me foi possível comprar o Expresso e folheei-o já na cama (o que é exercício difícil!), e apanhei com isto:



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Só o Chega ??!!, então a CDU não subiria 2 pontos percentuais e mais deputados (e o IL não subiria 1 pp, que poderia não se traduzir em aumentos de mandato)?

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Eu nem quero saber de sondagens, mas esta manipulação a partir desta sondagem é excessiva de despudor, de desvergonha.

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E é útil!... porque denuncia quem é o inimigo, qual é a força a (a)bater, valendo tudo, usando e inventando o que "à mão".

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Mas, também, há que não nos queixarmos, não acontece assim porque nos estejam a perseguir... é porque somos o que somos e temos  que responder como somos.

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Não na "mesma moeda", não "olho por olho"; com a nossa maneira, com a nossa força.

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Com o que faz a nossa força: a nossa informação e esclarecimento.

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Como dizia Brecht, não somos perseguidos por ter razão (o que até seria saboreado se masoquistas fossemos...), somos atacados por ter razão e não ter força ou não a saber utilizar.

sábado, fevereiro 15, 2020

UM VIRUS PELA CULATRA ?!


do DIÁRIO DE NOTÍCIAS;

Estudante de Leiria: 

"Só quando chegámos a Portugal é que vimos alarmismo"


“Na China o clima é de calma e tranquilidade. Só quando chegámos a Portugal, na segunda-feira [10 de fevereiro], é que percebemos o alarmismo". Rodrigo Mendes, 20 anos, aluno do curso de Tradução e Interpretação Português-Chinês/Chinês-Português, do Instituto Politécnico de Leiria, é um dos 21 estudantes portugueses que regressaram de Pequim na segunda-feira passada, por causa da propagação do coronavírus - cujo nome oficial é Covid-19.
A viagem de Pequim para Portugal estava marcada para o início de julho, mas a maioria dos estudantes portugueses acabou por regressar antecipadamente, "sobretudo porque os pais estavam preocupados e contactaram o IPL nesse sentido", contou ao DN o jovem estudante.
Natural de Leiria, Rodrigo Mendes faz parte do grupo de alunos que em setembro passado chegou à China para estudar durante um ano, tal como consta do protocolo assinado pelo IPL com as universidades chinesas. De acordo com o estipulado, os alunos do curso de Português-Chinês/Chinês-Português frequentam o primeiro ano em Leiria, o segundo em Pequim e o terceiro em Macau. No quarto ano regressam a Portugal, já para estágio.
Rodrigo veio passar o Natal com a família, em Leiria, e regressou à China a 6 de janeiro, pronto para iniciar o segundo semestre. Mas quando chegou percebeu que não haveria aulas tão cedo, à conta do vírus. Ainda assim, conta ao DN que ele e os amigos continuaram "a fazer uma vida normal", seguindo as indicações recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde)sair à rua de máscara, lavar bem as mãos, e sujeitar-se ao controlo de temperatura que é feita em todos os locais públicos de maior afluência. "Numa das vezes assisti ao caso de uma pessoa que tinha temperatura mais alta que o normal, e imediatamente a polícia chamou uma ambulância que a levou para o hospital", conta Rodrigo, que porém não conheceu ninguém que tivesse sido infetado, ao contrário de outros portugueses que conhece, noutras cidades, e que foram relatando alguns episódios e estabelecendo contactos com a embaixada portuguesa para poderem regressar ao país.

"Vi um povo a mobilizar-se"
"O que eu vi foi um povo a mobilizar-se para controlar o vírus, sempre com tranquilidade. Não se vê uma pessoa sem máscara, percebe-se que as autoridades chinesas estão a fazer tudo para controlar o vírus. Só quando chegámos a Portugal é que vimos alarmismo, a começar logo pela nossa chegada ao aeroporto", acrescenta Rodrigo. O grupo, constituído por 21 estudantes, vinha de máscara. Já era esperado pelas autoridades e gerou-se todo um aparato.
"Pelo adiamento das aulas nas instituições chinesas, por tempo indeterminado, do início do 2.º semestre, os nossos estudantes, com o nosso apoio, decidiram regressar a Portugal", esclareceu ao DN fonte do Politécnico de Leiria, que confirma ter estado no aeroporto a receber os 21 estudantes, "tendo sido seguidas as recomendações das autoridades de saúde".
A cooperação do Instituto com as universidades chinesas teve início em 2006 e pressupõe a realização de programas de mobilidade de estudantes e de docentes. "Os estudantes podem sempre regressar a Portugal no período referente às pausas letivas existentes nas instituições de ensino superior chinesas, nomeadamente no contexto das celebrações do ano novo chinês", acrescenta a mesma fonte da direção.
Por causa do coronavírus, as aulas do segundo semestre ainda não se iniciaram na China. Por esta altura não há ainda data para esse recomeço. Porém, há cinco estudantes do Politécnico de Leiria que decidiram não regressar a Portugal "por sua vontade". Rodrigo sublinha que consegue perceber essas colegas. "Estudar e viver lá é uma boa experiência. Eu nunca pensei que fosse gostar tanto", conta ao DN, ele que partilha uma residência universitária com os colegas de Leiria mas também com outros, do mundo inteiro.
Entre os estudantes portugueses que não quiseram ainda voltar está também uma aluna da Universidade de Coimbra (UC). A jovem é aluna da Beijing Foreign Studies University, em Pequim. "A Divisão de Relações Internacionais tem estado em contacto frequente com essa estudante, que se encontra bem de saúde e não manifestou qualquer interesse em antecipar o regresso a Portugal", refere fonte da UC, que desde 1994 até hoje tem em vigor cerca de 50 protocolos de cooperação com instituições da República Popular da China.
Por esta altura o Ministério dos Negócios Estrangeiros (que tutela o Instituto Camões, ao qual está afetos os professores de português nos diversos países) com contabiliza 18 docentes portugueses na China, sendo que 17 estão em Macau e apenas um em Pequim.
Questionado sobre eventuais pedidos de ajuda para regressar a Portugal, o MNE esclarece que "não tem neste momento em curso operações excecionais de repatriamento de cidadãos portugueses da China, semelhantes à que foi realizada na cidade de Wuhan". De resto, "até ao momento, nenhum professor fez chegar ao nosso conhecimento a intenção de suspender as suas funções na China, regressando a Portugal".

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

CORONAVIRUS (Covid-19) - A incomensurável e perversa manipulação!



e-mail de 11.02, enviado "por nós"a um amigo, médico, a viver há mais de 40 anos em Macau:

Querido amigo.......
Temos estado a ser bombardeados diariamente com notícias sobre o estado de alerta na China devido ao coronavírus, e hoje surgiram as primeiras notícias de Macau.
Eu tenho sempre reservas em relação à veracidade do que se lê nos jornais, e quando se trata de acidentes ou tragédias, os jornais quase se tornam mórbidos. Contudo, alguma veracidade haverá, e hoje quando li o “Público” fiquei apreensiva e pensei em ti e na tua família. Como está a decorrer a vossa vida aí? Estão confinados a casa ou podem circular? Qual é a tua opinião como médico sobre esta epidemia?
Se não responderes começo a ficar mesmo inquieta...


Resposta do querido amigo, a 12.02:


Minha querida Amiga
Aqui estou eu escrevendo vivo e sem qualquer ponta de infeção viral.  É verdade que a cidade está vazia de pessoas na rua, mas com somente 10 casos de infeção e nenhuma morte.
Não há proibição de andar na rua, mas é aconselhado pelo Governo e bem que se deve por agora evitar aglomerações de pessoas. É mais exigente no uso da máscara para apanhar um autocarro ou um táxi. Sem máscaras vai-se a pé. Mas funciona. Os supermercados estão abertos e cheios de mercadoria e os mercados também. Pouca ou nenhuma gente nos restaurantes, mas estão abertos aqueles mais populares. Os pequenos e pouco conhecidos estão aflitos sem clientes. O turismo caiu a níveis de 80%. A função publica está em casa com o mínimo nos serviços de forma alternada. As escolas fechadas até ao fim do mês com aulas online. Os casinos fechados mas ninguém parece estar muito incomodado pois os vencimentos não foram cortados.
Mas está-se bem com algumas preocupações quando vai acabar.
Continuo a fazer a minha rotina de compras (supermercado/mercado) sem quaisquer problemas maiores para além de usar a máscara. Vou ao trabalho diariamente para casos necessários. É claro que acabei de ter muito mais preguiça que antes
Mas lá voltarei em breve ao dia a dia anterior. O importante é que há um sentido de responsabilidade com as pessoas cumprindo as regras, o que corresponde pelo menos sem novos casos desde a 1 semana.
Mas vai durar até ao fim de Fevereiro.
Fica descansada vai-se bem.
Novidades do teu filho e do Sérgio?
...

Exemplos destes ajudarão a entender a manipulação 
a que estamos a ser sujeitos
num caso de saúde pública 
- de que não se discute a gravidade -,
como a necessidade de vacinas e outras panaceias,
e a perceber a apresentação "oportuna" de "soluções"
tais como
A PRIVATIZAÇÃO (!) DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE,
tais como
 perguntas e respostas da "nossa" D-G de Saúde
sobre a perigosidade de "encomendar" produtos chineses.

No contexto internacional,
 na guerra pela manutenção da hegemonia do capitalismo,,
 não há peias nem constrangimentos éticos...
VALE TUDO!

sábado, agosto 17, 2019

Entidade Reguladora para a Comunicação social (ERC)... o que é isso?

 - Edição Nº2385  -  14-8-2019

O globo da gratidão

A SIC apresentou recentemente os nomeados para o seu programa «Globos de Ouro», que vai para o ar no domingo anterior ao dia das eleições legislativas.
Na categoria de personalidade do ano do jornalismo, surge nomeada Ana Leal, da TVI. Tendo em conta que tinha sido alvo de uma deliberação altamente condenatória por parte da ERC poucos dias antes, a propósito da campanha que moveu contra o PCP, poder-se-ia pensar que seria erro de casting, distracção do júri ou mesmo só ignorância.
É verdade que a generalidade dos órgãos de comunicação social omitiu olimpicamente a condenação da ERC à TVI, numa atitude exemplar de que, quando toca ao PCP, nem a concorrência entre órgãos de comunicação social serve para repor a verdade.
Vale a pena ler de novo o que a ERC deliberou: houve «incumprimento cabal» por parte da TVI «dos deveres de precisão, clareza, completude, neutralidade e distanciamento no tratamento desta matéria, o que originou a construção de uma reportagem marcadamente sensacionalista, sendo factores que fragilizam o rigor informativo por contribuírem para uma apreensão desajustada dos acontecimentos por parte dos telespectadores». É «notório o enviesamento e a falta de isenção da TVI», o «desequilíbrio» e a «descontextualização», bem como a «emissão de conclusões sem identificação de fontes de informação».
Posto isto, seria expectável que a TVI e a jornalista não merecessem dos seus pares nada que não fosse a condenação de tais práticas. Mas não: como o capital reconhece os seus, cá está a SIC para limpar e promover. Ana Leal teve até direito a um dos famosos telefonemas de Cristina Ferreira em directo do seu programa, com elogios «à grande e brilhante investigação» que supostamente pratica. Ora digam lá se devemos acreditar em coincidências? 

Margarida Botelho 

segunda-feira, maio 27, 2019

Um exemplo...

... retirado de umas notas em um (quase-)diário:

(...)
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Chega a impressionar o mais calejado a má-fé da comunicação social, que é constante, impertinente, de classe, ao serviço dos patrões, na sua permanente manipulação da informação, tão habitual que os agentes manipuladores nem a notarão, e até eventualmente se melindrarão com as denúncias que se vão fazendo, aqui e ali.

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Um pequeno exemplo que escapará à esmagadora maioria dos ouvinte/telespectadores (e até aos seus autores): o alarido que está a ser feito com a descida da CDU de 3ª para 4ª força nesta votação…



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Ora na votação para a actual Assembleia da República (em 2015, mais recente que a última para o PE-2014), a CDU foi a 5ª força:

 1ª-PSD com 89 deputados (107 eleitos na coligação com o CDS), 2ª o PS com 86 deputados, 3ª o BE com 19, 4ª o CDS com 18 e 5ª o PCP com 15 deputados (17 eleitos na coligação CDU), 6ª os Verdes com 2 deputados e o PAN a 7ª com 1 deputado.

(...)

e são tantos mais
(os exemplos)
e tantas mais 
(as notas diárias)!

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

FICÇÃO?!


O Big Chief do Império começou a reunião com os seus (CEOs) capangas da comunicação sucial por fazer o ponto da situação.
Sem grandes elogios ou encómios, congratulou-se com o cumprimento das suas ordens relativamente à situação na Venezuela e ao Brexit, insistiu na insistência e reforçou a necessidade de atenuar os desastres sírios e afegãos, e algumas inanidades a que não se pode fugir, derivadas das características de serventuários como Trump e Bolsonaro, deixando escapar o comentário “é o que temos para aqueles sítios…”.
Depois, o Führer deteve-se em outros casos que disse aparentemente menores mas que considerou serem engulhos, ou borbulhas a terem de serem espremidas. Referiu-se, em particular, a Portugal, mostrando-se preocupado com a persistência de uma resistência (sindical e partidária) que tem a mais perigosa das orientações, que é a base teórica marxista-leninista e sua expressão consciente de que a História é a luta de classes… durante os séculos e milénios em que estas subsistam.
O Boss decidiu, por isso, ordenar a ida à vida dos outros CEOs e promover uma imediata reunião de trabalho com os portuguesinhos presentes, habituais frequentadores bilderbergianos e discípulos sorosentos. O que, como não podia deixar de ser, se fez.
Para começar, o Patrão-mor mostrou o seu desagrado pelo modo como foi recuperada a palavra de ordem gerigonça, que perdeu carga pejorativa não obstante a recuperação que se verifica na obediência social-democrata nesse incómodo quadro (a propósito, elogiou as excelentes prestações do MNE português, a que chamou SS).
 Sua Excelência referiu como positivo o modo como a comunicação sucial tem tratado “aqueles gajos, brrr” (sua expressão), silenciando-os no que os pudesse valorizar pela sua acção a favor das massas (ele disse eleitores) e prestigiar junto dos cidadãos enquanto utentes dos serviços públicos (ele disse clientes). No entanto, considerou essa a faceta do apagamento, como a de negação da actividade, e sublinhou a necessidade de reforçar a faceta positiva, como a de ataque pela insinuação e calúnia sem olhar a meios, criando uma imagem que destrua e substitua a imagem do que são e como são “aqueles gajos, brrr”.
Aconselhou – isto é, deu ordens – no sentido de se continuar no caminho visionado das insinuações especulando sobre factos – casos como Fogaça e Festa do avante! – e no das calúnias mostrando serem iguais aos piores dos “nossos” (disse ele), usando como esTáVIsto e exemplificado, por exemplo, no recurso a La Fontaine “...e se não foste tu, foi o teu genro, ou foi o teu pai!”.   

Encerrou a sessão, e mandou-os trabalhar!

segunda-feira, novembro 05, 2018

O "papel" dos meios de comunicação


 
Brasil

'Queremos saber quem financiou as notícias falsas na eleição', cobra Manuela

Citando uma matéria publicada pelo Congresso em Foco, a deputada estadual e vice na chapa presidencial de Fernando Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) cobrou a apuração do esquema de disparo de notícias falsas por parte da campanha de Jair Bolsonaro que o elveou a ser eleito.

Reprodução
  
De acordo com pesquisa IDEIA Big Data/Avaaz, 83,7% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) acreditaram na informação de que Fernando Haddad (PT) distribuiu o chamado kit gay para crianças em escolas quando era ministro da Educação. No último dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a informação era um fake news e proibiu Bolsonaro de acusar seu adversário no segundo turno de distribuir material que, segundo ele, estimulava a pedofilia.

"Para vocês verem o impacto das fake news nesta eleição: notícias falsas, impulsionadas a partir de um financiamento duvidoso, com o objetivo de confundir a população. Queremos saber: quem financiou a rede de notícias falsas que circulou na eleição?", questionou a parlamentar em sua página no Twitter.

A pesquisa aponta ainda que outras quatro notícias falsas compartilhadas pela campanha de Bolsonaro também tiveram forte influência na escolha eleitoral. Segundo a pesquisa, 98,21% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados foram expostos a uma ou mais mensagens com conteúdo falso.

Conforme a sondagem, 40% das pessoas ouvidas disseram ter mudado de posição nas últimas semanas de "oposição ou com dúvidas sobre" Bolsonaro para "decididos" ou "considerando votar" nele. Isso no mesmo período em que essas notícias falsas atingiram o ápice de popularidade nas redes.

Ainda de acordo com o levantamento, a fake news que ficou entre aquelas em que os eleitores de Bolsonaro mais acreditaram está a que dizia que haveria fraude nas urnas eletrônicas. Para 74% dos seguidores dele, essa informação era verdadeira.

A notícia falsa que atribuía a Haddad a defesa da prática do incesto e da pedofilia (74,6%) também foi uma das que os eleitores de Bolsonaro acreditavam ser verídica.

Em entrevista ao site, o fundador e CEO da Avaaz, Ricken Patel, o Facebook e o WhatsApp precisam tomar medidas urgentemente para impedir que eleições sejam fraudadas com notícias falsas.

"Não podemos deixar que a criptografia do WhatsApp seja uma "terra de ninguém" para atividades criminosas. Ativistas pela democracia em países autoritários usam aplicativos mais bem encriptados como o Signal. No mínimo, o WhatsApp deveria ter como padrão uma 'proteção contra a desinformação', dando aos usuários a opção de protegerem suas democracias e a si mesmos das fake news. Outras eleições se aproximam, como nos EUA, Índia e Europa; Zuckerberg tem semanas, e não meses, para tomar uma atitude", afirmou. 

Do Portal Vermelho, com informações do Congresso em Foco

segunda-feira, setembro 03, 2018

Atenção ao Brasil - 1

Somos inundados de "informação". Que bom seria que fosse informação! Há que procurá-la. Há que descobrir o trigo que pode estar escondido pelo joio que nos inunda. Há que informar-SE!
Por (e para) exemplo sobre a América do Centro e do Sul, sobre a das traseiras dos Estados Unidos da América do Norte. Por (e para) exemplo sobre o Brasil. O joio é muito e de variada espécie. Mas há basto trigo. Até porque a língua é a mesma...
Estávamos nestas elo(u)cubrações, quando da estante próxima (e muito esquecida) nos piscou o olho um livrito editado em 1973. 
Fomos folheá-lo como quem pede ajuda à própria e pequenina história. E recordámos que... antigamente (há 45 anos!) eram a censura e a apreensão de publicações o que, hoje, tem muito mais sofisticadas formas e meios de condicionar a comunicação.
Mas, mas continua a ser muito importante ter Atenção ao Brasil! Como em 1973, ou em 2008. E hoje.  

DOMINGO, AGOSTO 10, 2008

A Prelo Editora - 19

Algumas edições, como já aqui se disse, não se integravam em colecções. Por razões várias.
A deste livro talvez mereça ser contada. Se calhar, como todas. Mas esta foi vivida pelo (a)post(ador).
Sendo colaborador da "economia" do Diário de Lisboa, a direcção do jornal propôs que acompanhasse uma missão do Fundo de Fomento de Exportação ao Brasil, em Abril de 1973.
Eram oito dias, e tudo foi possível. Oito dias, repartidos por Rio de Janeiro e São Paulo. Vividos intensamente. Escrevendo muito, tendo de telefonar uma ou outra notícia, mandando o material mais "pesado" por correio. Nem nets, nem mails, nem "correio azul"...
No regresso, pouca coisa tinha sido publicada, e muita não tinha sequer chegado e não chegaria a chegar (e não por culpa dos CTT...). Além disso, algumas coisas mais "leves" (conversinhas) colocadas no Notícias da Amadora, e que neste sairam, mereceram comentários menosprezadores do género "foi este fulano ao Brasil para vir contar coisinhas destas, de japonesas de perna gorda..." .
Em reacção, quase em desafio, resolvi publicar tudo o que publicado não fora. Em livro. Neste:
As razões foram explicadas num preâmbulo (que terminava «Aqui está o que quero que esteja.»), e tinha mais quatro páginas de anexo que começava assim: «Já com todo o "material" entregue na tipografia, enquanto aguardávamos as provas deste livro, aconteceu o golpe militar, o "putch" chileno. Este acontecimento histórico é daqueles perante os quais as pessoas se definem. (...)». Por isso, sublinhei referências à "Escola Superior de Guerra" do Brasil, conhecida na América Latina pela "Sorbonne brasileira", e ao "plano Alfa" elaborado pelo Pentágono, e com o muito do que se observara e escrevera nesses oito dias mais jus fazia aquele título Atenção ao Brasil!
(a capa é de um jovem brasileiro, TÓPIN, que, então, trabalhava no DL... que será feito dele?)

quarta-feira, março 28, 2018

Afirmações da desinformação!

Em Expresso curto de hoje, "informando" e comentando a (dita) "... crise russa – a maior, recorde-se, desde os tempos da guerra fria e da guerra fria, se tivermos em conta que nunca houve uma expulsão de diplomatas desta dimensão...":


É certo que o Governo é de maioria de esquerda

NÃO É,
 NEM NUNCA FOI!

segunda-feira, março 12, 2018

A russofobia na "comunicação sucial"


do (quase) diário:

12.03.2018

(...)

Quero começar a trabalhar seriamente, abro o computador e logo chegam as notificações ao canto inferior direito do ecrã.

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Espreito-as, nesta insaciável sede de estar informado, e apanho com a informação de que “Putin mandou abater avião de passageiros…”.

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 Não resisto, e vou confirmar.

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Putin mandou abater avião de passageiros em 2014
Por ZAP
12 Março, 2018






Vladimir Putin determinou que um avião de passageiros fosse abatido em pleno voo, em 2014. A ordem foi dada porque havia a suspeita de que a aeronave carregava uma bomba com destino à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

A revelação foi feita pelo próprio presidente russo num documentário de duas horas para o qual foi entrevistado, revela a BBC. No documentário, Putin diz ter sido informado de que um avião tinha sido sequestrado quando a Olimpíada de Inverno estava prestes a começar.
A aeronave ia da Ucrânia à Turquia, mas a rota teria sido desviada para atingir a cidade russa de Sochi. O presidente russo conta, porém, que se tratava de um falso alarme – e o avião nunca chegou a ser abatido.
O filme foi divulgado dias antes das eleições presidenciais marcadas para 18 de março, que devem consolidar a sua reeleição. O presidente russo disputa o lugar com outros sete candidatos, mas nenhum parece ameaçá-lo. O principal líder da oposição, Alexei Navalny, foi impedido de concorrer.
“Disseram-me que um avião na rota da Ucrânia para Istambul tinha sido capturado e que os sequestradores exigiam aterrar em Sochi”, recorda Putin no filme, segundo a Reuters.
Boeing 737-800 da companhia aérea turca Pegasus Airlines voava de Kharkiv para Istambul com 110 passageiros a bordo. No estádio onde se iria celebrar a cerimónia de abertura dos Jogos – e que seria alegadamente o destino do avião – estavam mais de 40,000 pessoas. Segundo o jornalista Andrey Konrashov, os pilotos afirmaram que um passageiro disse ter consigo uma bomba e ordenou que mudassem a rota para aterrar em Sochi.
No filme, Putin relata que os seus auxiliares da área de segurança lhe disseram que o procedimento de emergência para uma situação como essa era abater a aeronave. “Disse-lhes: façam o que tem de ser feito”.
O presidente conta ter recebido, minutos depois, uma chamada a informá-lo de que se tratava de um falso alarme. Logo depois, Vladimir Putin seguiu para Sochi para a abertura dos Jogos de Inverno. Na origem do incidente terá estado um passageiro embriagado e o avião acabou por se dirigir, como previsto, para a Turquia.
(…)
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Fico “informado” e indignado!

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Como se pode levar tão longe (e tão baixo) a manipulação da comunicação social!

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Eu, que nunca tive qualquer simpatia pelo senhor Putin, com esta campanha de russofobia, estou a sentir-me Putinófilo!

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Mas quantos dos alvejados com tal “informação” terão alterado os seus pequenos projectos de trabalho (ou diversão) para melhor se informarem e terão ficado com o conhecimento de que o presidente russo mandou abater um avião de passageiros (talvez de população síria a fugir do inferno Assad aguentado por Putines)?

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Tenho de voltar ao trabalho… mas só depois de postar, para não pactuar, pela passividade, com esta ignomínia!

(...)

sábado, março 03, 2018

Manipulação deshumana, repugnante

 - Edição Nº2309  -  1-3-2018

Mas as crianças, senhores?

É sabido que a guerra na Síria está longe de terminar, e é igualmente sabido que não terminará enquanto potências ocidentais capitaneadas pelos Estados Unidos se obstinarem em derrubar o governo de Bashar-el-Assad, réu do imperdoável delito de se entender muito bem com a Rússia, para esse tão nobre objectivo derramando sobre grupos efectivamente mercenários da região uma abundante chuva de dólares sob a forma de armas modernas, munições altamente eficazes e mão-de-obra bastante para a execução da empreitada. Entretanto, de ambos os lados da região fronteiriça com a Turquia, o povo curdo obstina-se no sonho de conseguir a autonomia/independência do Curdistão, seu país, objectivo de que a Turquia de Erdogan não quer nem sequer ouvir falar. Por tudo isto, e decerto ainda por mais motivos que aqui nos escapam, a tragédia instalou-se em Goutha, situada já nos arrabaldes de Damasco, a capital, e sobre Goutha se desencadeou uma intensa tempestade de bombas que mata não apenas os que combatem o governo mas também, talvez sobretudo, a população civil que dificilmente se lembrará ainda do tempo em que a Síria era o país mais tranquilo e socialmente mais avançado daquela zona. E, de entre os que morrem, serão mais numerosos os que mais dificuldade tenham em fugir, os velhos e as crianças. Quanto aos velhos, não há registo mediático de grandes comoções: afinal são velhos, já viveram uns tempos, estão maduros para a morte e são geralmente feios, mas a morte de crianças é uma dor de alma. Por isso as câmaras das televisões buscam os seus corpitos inertes para os mostrarem ao resto do mundo. 

Inertes e usados

A esses momentos de reportagem move-os decerto o dever de informar. Não é, porém, um dever que venha só, digamos assim. O caso é que o governo de Damasco, que até ver é o único com a legitimidade confirmada por reconhecimento internacional, tem a fama e o proveito de ser apoiado pelos russos, esses mais-que-maus, de onde ser imputada à Rússia a responsabilidade pelos bombardeamentos aéreos a Goutha, dominada pelos rebeldes. É o pavor instalado, como se imaginará, e no meio dele estão crianças a morrer em conjunto com adultos. Atentas, as reportagens dão-nos imagens desses pequenos corpos, pois que os cadáveres dos adultos já não têm interesse informativo, e dir-se-ia por vezes só faltar que sobre essas penosíssimas imagens seja posto um letreiro com a legenda «made in Russia» a fim de tornar explícita a acusação. Entendamos claramente do que se trata: é a utilização de crianças mortas como arma no combate propagandístico que sempre acompanha os conflitos bélicos, e esse processo tem na verdade uma designação que não é simpática: é uma forma peculiar de profanação de cadáveres. Talvez os pais dessas crianças tenham sido apoiantes do governo de Damasco, mas desse crime, se de crime se trata, estão os filhos inocentes. Contudo, ali estão eles, inertes, transformados em argumentos no quadro sinistro de um conflito de facto accionado de muito longe. Inertes e usados. Sem que ninguém ou quase ninguém se dê conta dessa sua última condição.

Correia da Fonseca

sábado, dezembro 30, 2017

Não será demasiado descaramento?

do quase-diário:
(...)




Isto é de tal modo irrisório, 
construído a partir de uma frase que teria sido dita, 
que até me pergunto se não estarei, 
com a minha insistência, 
a “ajudar à festa”.
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 Talvez, mas além de tal contributo ser insignificante 
 - um pequeno fósforo num imenso fogo de artifício - 
sempre denuncia uma presença e… ajuda ao desabafo.
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(...)

sexta-feira, dezembro 29, 2017

VENEZUELA, a falta de pernil e o impéri(alism)o

do quase-diário:

«(...)
(ontem, na madrugada) ainda li o Correia da Fonseca no avante!.

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Com o  gosto e proveito semanais…

 - Edição Nº2300  -  28-12-2017

Uma espécie de sigilo

A televisão portuguesa, dividida nas suas diferentes empresas operadoras como pessoas distintas de uma só realidade verdadeira (o que talvez nos recorde qualquer outra coisa), tem para connosco cuidados que por vezes parecem verdadeiramente maternais: não só nos educa, é claro que segundo critérios seus, como permanentemente está alerta para que nada nos desvie do bom caminho e nenhuns eventuais maus exemplos nos venham perturbar. Um caso concreto deste desvelo aconteceu recentemente e não decerto por força da proximidade do Natal. É que há poucas semanas se realizaram na Venezuela, esse país terrivelmente mal comportado que se atreveu a nacionalizar o seu próprio petróleo, eleições autárquicas para disputa do poder local em 335 municípios e 23 capitais regionais. Parecia, naturalmente, que os venezuelanos se atreveriam a contestar a dura repressão que os mediademocráticos não se cansam de denunciar e, para tanto, acorreriam aos lugares de voto para derrotar os candidatos apoiantes do governo Maduro. Também desta vez terá havido observadores do acto eleitoral, sem o que teriam ocorrido denúncias públicas e veementes. Feitas as contas, porém, os resultados foram desanimadores: os apoiantes de Maduro venceram em 300 dos 335 municípios e em 19 das 23 capitais de distrito! Sejamos sinceros: com tão fragorosas derrotas nem dará gosto ser democrático nem é rentável o generoso e permanente apoio dos Estados Unidos da América. 
Cumprir a norma
Felizmente, a televisão portuguesa vela por todos nós e não gosta de nos afligir com notícias tristes: quanto a amarguras, bem basta o constante regresso aos lugares queimados no nosso País desde 17 de Junho a 15 de Outubro, regresso que não apenas tem o sinal de solidariedade para com as vítimas da desgraça como a vantagem de nele sempre poder ser incluída uma seta envenenada dirigida aos responsáveis supostos ou não. Assim, decerto para não nos entristecer com notícias amargas, a informação acerca dos referidos resultados eleitorais na Venezuela foi reduzida a um mínimo tempo de antena quando não de todo esquecida. Repare-se que nem sequer houve o trabalho de noticiar os resultados havidos, assim se neutralizando antecipadamente uma eventual acusação de eliminação por puros métodos censórios, para logo de seguida se pulverizar a informação com suspeitas de viciação que mesmo sem qualquer prova teriam algum efeito: para sementeiras desse género é que o terreno, que neste caso são as cabeças dos telespectadores, está sempre bem preparado. Mas a opção escolhida foi a de envolver esses resultados eleitorais numa espécie de sigilo. Como em tempos dizia um estribilho publicitário, é fácil, é barato e dá milhões. Neste caso os milhões são duvidosos, não sendo plausível, bem pelo contrário, que tenham um directo carácter financeiro. Mas em verdade continua em vigor o dever, agora já não expresso em letra de forma, de «activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas». Cumprir a norma pode continuar a ser obrigatório, a obediência tem muitos caminhos e os diversos poderes estarão atentos.
Correia da Fonseca

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E teria sido útil mostrar esta imagem:
  
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E, hoje, comecei o dia por vir procurar notícias na net, para me actualizar sobre a Venezuela… e o caso do pernil de porco J !

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pt.euronews.com/tag/venezuela

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Se isto não fosse tão sério, seria de um ridículo hilariante

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Mas… logo se ultrapassam a si próprios os nossos meios de comunicação social ao serviço do impéri(alism)o, dos USA e seus cúmplices.

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O Público de hoje já me veio notificar que, afinal, o pernil de porco ficara retido na Colômbia!

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«Agora a culpa pela falta de pernil no Natal venezuelano já não é de Portugal. Afinal, o pernil está retido na Colômbia, segundo afirmou o ministro da Agricultura e coordenador dos Comités Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), Freddy Bernal.
"Informo a Venezuela que 2200 toneladas de pernil estão retidas na Colômbia. A sabotagem não é só dos EUA ao congelar as contas dos que vendem comida ao país, agora o governo colombiano retém os pernis há sete dias na fronteira de Paraguachón", escreveu Bernal no Twitter.»

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Isto é insuportável… de riso e de lágrimas!

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Para protesto e indispensável DENÚNCIA. 

Até pela exigência de lembrar o bloqueio a Cuba e o golpe criminoso do Chile, e a tão recente vergonha (para todos nós) do Brasil. 
O impéri(alism)o em todo o seu esplendor (e ridículo!). Que não precisou de Trumps ou outras diversões, de que, agora, se socorre!