segunda-feira, novembro 05, 2018

O "papel" dos meios de comunicação


 
Brasil

'Queremos saber quem financiou as notícias falsas na eleição', cobra Manuela

Citando uma matéria publicada pelo Congresso em Foco, a deputada estadual e vice na chapa presidencial de Fernando Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) cobrou a apuração do esquema de disparo de notícias falsas por parte da campanha de Jair Bolsonaro que o elveou a ser eleito.

Reprodução
  
De acordo com pesquisa IDEIA Big Data/Avaaz, 83,7% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) acreditaram na informação de que Fernando Haddad (PT) distribuiu o chamado kit gay para crianças em escolas quando era ministro da Educação. No último dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a informação era um fake news e proibiu Bolsonaro de acusar seu adversário no segundo turno de distribuir material que, segundo ele, estimulava a pedofilia.

"Para vocês verem o impacto das fake news nesta eleição: notícias falsas, impulsionadas a partir de um financiamento duvidoso, com o objetivo de confundir a população. Queremos saber: quem financiou a rede de notícias falsas que circulou na eleição?", questionou a parlamentar em sua página no Twitter.

A pesquisa aponta ainda que outras quatro notícias falsas compartilhadas pela campanha de Bolsonaro também tiveram forte influência na escolha eleitoral. Segundo a pesquisa, 98,21% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados foram expostos a uma ou mais mensagens com conteúdo falso.

Conforme a sondagem, 40% das pessoas ouvidas disseram ter mudado de posição nas últimas semanas de "oposição ou com dúvidas sobre" Bolsonaro para "decididos" ou "considerando votar" nele. Isso no mesmo período em que essas notícias falsas atingiram o ápice de popularidade nas redes.

Ainda de acordo com o levantamento, a fake news que ficou entre aquelas em que os eleitores de Bolsonaro mais acreditaram está a que dizia que haveria fraude nas urnas eletrônicas. Para 74% dos seguidores dele, essa informação era verdadeira.

A notícia falsa que atribuía a Haddad a defesa da prática do incesto e da pedofilia (74,6%) também foi uma das que os eleitores de Bolsonaro acreditavam ser verídica.

Em entrevista ao site, o fundador e CEO da Avaaz, Ricken Patel, o Facebook e o WhatsApp precisam tomar medidas urgentemente para impedir que eleições sejam fraudadas com notícias falsas.

"Não podemos deixar que a criptografia do WhatsApp seja uma "terra de ninguém" para atividades criminosas. Ativistas pela democracia em países autoritários usam aplicativos mais bem encriptados como o Signal. No mínimo, o WhatsApp deveria ter como padrão uma 'proteção contra a desinformação', dando aos usuários a opção de protegerem suas democracias e a si mesmos das fake news. Outras eleições se aproximam, como nos EUA, Índia e Europa; Zuckerberg tem semanas, e não meses, para tomar uma atitude", afirmou. 

Do Portal Vermelho, com informações do Congresso em Foco

domingo, novembro 04, 2018

O bloqueio económico a Cuba - um verdadeiro escândalo anualmente repetido

No Expresso:


Assembleia Geral da ONU aprova resolução anual
para fim do embargo económico
dos EUA contra Cuba
02.11.2018 às 10h09

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou esta quinta-feira de maneira esmagadora a sua 27.ª resolução anual pedindo o fim do embargo económico dos EUA a Cuba. A aprovação segue-se a uma tentativa fracassada de Washington de emendar o texto no sentido de pressionar Cuba a melhorar o seu registo de direitos humanos, revela a agência de notícias Reuters.
Apesar de a votação da ONU poder ter peso político, apenas o Congresso americano pode suspender o embargo de mais de meio século. Os Estados Unidos e Israel votaram contra a resolução e 189 países votaram a favor, enquanto a Ucrânia e a Moldávia não votaram.
Segundo a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, ao votarem a favor da resolução, os países estão a dizer ao regime cubano que é “aceitável” a forma como trata o seu povo.

24 ANOS INTERROMPIDOS POR OBAMA E RETOMADOS POR TRUMP
Os Estados Unidos votaram consistentemente contra as resoluções da ONU durante 24 anos mas abstiveram-se pela primeira vez em 2016 quando Barack Obama era Presidente, numa altura em que Washington e Havana tentavam uma aproximação. No entanto, as relações deterioraram-se drasticamente desde a tomada de posse de Donald Trump em janeiro de 2017, com o regresso da retórica da Guerra Fria e com a reimplementação das restrições de comércio e viagens que tinham sido aliviadas por Obama.
No ano passado, apenas os EUA e o aliado Israel votaram contra a resolução, enquanto os restantes 191 membros da Assembleia Geral votaram a favor. Este ano, os Estados Unidos propuseram oito emendas à resolução, designadamente apelando a Cuba que “conceda plenamente aos seus cidadãos direitos e liberdades civis, políticos e económicos internacionalmente reconhecidos, incluindo liberdade de reunião, liberdade de expressão e livre acesso à informação”. No entanto, todas as emendas fracassaram, apenas com os EUA, Israel e a Ucrânia a votarem favoravelmente todas as oito emendas.
O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, disse que a Administração dos EUA não tem “autoridade moral” para criticar Cuba e outros países em matéria de direitos humanos. “O embargo é uma violação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. É um ato de agressão e um ato de guerra económica, que perturba a paz e a ordem internacional”, disse o governante antes da votação.

sexta-feira, novembro 02, 2018