FERNANDO LOPES-GRAÇA - POEMA DE DEZEMBRO
domingo, dezembro 15, 2013
sábado, dezembro 14, 2013
Candidato ao Guiness Book... porque não?
Fui convidado pelo autor de um livro - A alma dum povo-75 anos do Notícias de Ourém (1933-2008), José Poças das Neves - para fazer a sua apresentação.
Aceitei o encargo, e tudo ficaria por um acto local, embora significativo, não fosse o caso de, esta manhã, me lembrar de juntar às notas relativas à apresentação, uma talvez-justificação para o facto de ser eu a fazê-la, assim "explicando" a alguns o amável convite.
É que escrevo nesse jornal desde que, em 25 de Maio de 1948 (tinha eu 12 anos), nele saiu um artiguinho (e na primeira página!) por mim assinado.
Como beneficiei do Serviço Nacional de Saúde, e tive o privilégio de encontrar no meu caminho médicos e demais pessoal da área que, fazendo excelente uso das conquistas da ciência, me têm prolongado a vida em estado que me permite continuar a escrever no dito jornal, estou até a pensar numa candidatura ao Guiness Book-livro dos recordes.
Sim, porque a escrever no mesmo jornal há mais de 65 anos (porque comecei cedo e a vida já vai longa...) não deve haver muitos no mundo. E espero continuar a melhorar as minhas marcas...
E, todo contente, aqui o deixo escrito.
Assiste-se...
Assiste-se, com alguma perplexidade, a esforços desesperados e quase caricatos para "CENTRAR" o debate político, e confiná-lo a um plenário da Assembleia da República onde se estaria como numa casa de fados (silêncio porque...) e em gabinetes anexos.
Mas o debate está na rua!
sexta-feira, dezembro 13, 2013
O silêncio da História...
Vi anteontem, num
catálogo de alfarrabista, a indicação de um livro de um tal Visconde de Villa
Nova de Ourém. Encomendei-o.
Chegou-me ontem. Fiz breves pesquisas e descobri
que, dos 3 "viscondes de Ourém", é precisamente esse, o 2º, aquele de que menos
(ou nada!) se diz nos "canais de consulta" habituais. E porquê?
Estou a investigar, eu que investigador não sou,
mas é, decerto, pela razão que está no livro
em que o 2º Visconde de Villa Nova
de Ourém, justifica uma decisão tomada como governador da Índia sobre a revolta
dos maratas de 1895 (a favor destes e contra o poder em Lisboa), decisão que
levou à sua exoneração. E ao silêncio da História!
E o caso é muito interessante.
quinta-feira, dezembro 12, 2013
quarta-feira, dezembro 11, 2013
Dias de agora (e que de agora são) - Ucrânia e Castro/Obama
(...)
A propósito da Léssya
(ou Lécya?), a questão da Ucrânia acompanha-nos cá por casa.
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O mal estará, para esta
ucraniana – e tantos ucranianos –, na Rússia!... e, agora, no Putin.
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A dita União Europeia, com
asinhas brancas e manipulando massas, pretende somar mais uma estrela à
constelação desastrosa que representa para os povos, e não olha a meios.
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A Rússia, com o seu
(filho de) Putin, pretende salvaguardar os restos do que teria sido o fim do império russo – substituído pela União das Repúblicas Socialistas – e reconstitui-lo, e quem paga as contas, por via
do povo sempre massacrado, é a Estátua do Lenine.
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Por este ser comunista e
tudo o imenso que foi (e é!)?
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Não!...por ser russo!
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Já agora, e a propósito
da História e dos séculos e dos milénios de que é feita e nós vamos fazendo, uma
referência – aqui – ao “facto político” mediático do aperto de mão entre Obama
e Raul Castro, como se fosse um sinal positivo de aproximação dos EUA e de Cuba.
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Quando toda a avalanche
mediática o sublinha, como o último contributo, “vivo” ou não, de Mandela, eu
coloco uma questão muito simples: poderia ter sido doutra maneira, naquelas
condições?
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Haverá, logo, quem me venha
dizer: na verdade… como é que, naquelas condições, o Obama
poderia deixar de apertar a mão ao Castro?
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Mas, desculpem lá!, eu coloco
a questão exactamente ao contrário, às avessas: como é que, naquelas
condições, o Raul Castro, representante do povo de Cuba, poderia não
apertar a mão ao Obama?
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Faz a sua diferença (ideológica),
não?
O homem do dia (de ontem e não só)
Tirado, com enorme gosto (e autorização!), de aspalavrassaoarmas (e não é que são mesmo?!).
Quem é José António Pinto
José António Pinto deixou medalha de ouro no Parlamento em sinal de protesto
«Troco esta
medalha
por
outro
modelo de
desenvolvimento
económico»
«Para os amigos é o Chalana. Para outros é o doutor Pinto, José António Pinto. É assistente social no Lagarteiro, o bairro mais pobre do Porto. Foi ele, quanto a mim, a «estrela» da conferência da Visão Solidária/Montepio, em Lisboa, organizada pela Visão. A ideia era dar voz a pessoas que transformam o mundo em que vivem para melhor. Entre os convidados estavam personalidades que, nas mais diversas áreas, inspiram os outros. São «histórias de pessoas comuns com ideias extraordinárias». Mas foi a intervenção do «Chalana» aquela que marcou a conferência e arrancou mais palmas do auditório. »
8º Candidato à Câmara Municipal do Porto
«Membro do
Partido
Comunista
Português (PCP,
em
que se filiou
muito
novo»
JOSÉ ANTÓNIO PINTO
Tem 48 anos de idade e é Assistente Social. É Mestre em Sociologia e promotor de projectos culturais
em territórios socialmente desfavorecidos.
Foi fundador e dirigente de várias associações e Presidente da Associação de Estudantes do Instituo Superior de Serviço social do Porto.
Foi dirigente da JCP. Foi membro da Assembleia de Freguesia de Macieira da Lixa, em Felgueiras, e membro da Assembleia Municipal de
Felgueiras.
É colaborador regular de diversos órgãos de comunicação social.
terça-feira, dezembro 10, 2013
Reflexões lentas em "dias de agora"
10.12.2013
A passagem pelo prós
e contra de ontem deu-me que pensar (durante o sono...).
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Ou melhor: sintetizou
algumas reflexões que por aqui circulam.
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Estes fulanos (aqueles
da “direita” que não se limitam ao pragmatismo aproveitador de curtíssimo
prazo) andam um tanto para o perdidos.
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Alguns mesmo para o
desesperados.
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O liberalismo já deu o que tinha a dar, e não oferece
quaisquer perspectivas para o futuro, enquanto persiste na mesma senda.
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E “eles” estão
enrolados em dicotomias, assim como quem quer ver como caminhar e esbarra contra paredes
laterais quando o caminho é em frente.
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Ontem, predominava (ou
predominou enquanto ouvi... de passagem) a dicotomia economia-política,
mas já teria havido (como tem havido) a Estado-privado, individuo-colectivo e outras.
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O que se verifica é a
incapacidade de passarem o tempo pré-hegeliano, a marcarem passo à porta da
dialéctica na abordagem Marx e pós-Marx-mas-marxista.
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Trata-se, quanto a mim,
da evidência da ideologia de classe e das suas inevitáveis limitações por impossível
superação das contradições.
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O que me parece
interessante (?) é o recurso bombeiral ao Francisco que é papa.
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Valha-lhes ele (que “eles”
porão com maiúscula: Ele, o Papa).
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Recurso com alguma
diversidade de interpretações e o cuidado, em quase todos, de não deixarem que se escorregue
para a excessiva condenação do capitalismo, que poderia fazer vislumbrar
coincidências com “leituras” marxistas.
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Como a realidade vai
(re)impondo.
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E lá têm de vir as advertências
securitárias e o alerta para o espectro do espectro referido em 1848, no Manifesto.
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Mas… apetece perguntar,
já quantas vezes a igreja católica, via papal, desempenhou esta tarefa?
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Quantas encíclicas –
desde a Rerum Novarum, de 1891, espécie de manifesto-contra-O Manifesto com versões periódicas e recauchutadas – e quantas
exortações?
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Que não serão mais do
que aproveitadas bóias de salvação para, em nome do social-caritativo, vir em
socorro do naufrágio anunciado de um sistema de exploração que não encontra
saída sem esse recurso.
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É, enfim!, a luta de classes, com o apoio institucional de quem se coloca na posição de não tomar
posição, de pretender a aparência de pairar acima das coisas terrenas, com fornecimento
de bancos alimentares e exortações analgésicas que tornem suportável o insuportável.
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Mais uma dicotomia... e o
inferno das boas intenções!
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E, já agora, achei
curiosa a precisão de um dos interlocutores naquele fórum com o seu
preciosismo dos 97% (não 96% nem 98%...) dos crentes que existem no mundo todo e
o seu correspondente (e patético) apelo a um concílio ecuménico globalizado!
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“Crentes de todo o
mundo, uni-vos!”
segunda-feira, dezembro 09, 2013
Reflexões lentas - a propósito
Nada fazemos sozinhos.
Cada um de nós de per-si ou os grupos a que cada um de nós pode pertencer,
muito pouco pode fazer pelo que se defende e luta se se esquecer que precisa(mos)
de outros para conseguir os objectivos por que se luta(mos).
Entre as muitas lições
que o camarada e Mestre Álvaro nos foi dando, e nos deixou!, esta é uma das
mais importantes, na esteira de outros que, como ele – e seus Mestres – foram.
Por isso a saliência sempre
dada à “política de alianças”.
Sobretudo pelo
esclarecimento, e para tomada de consciência, das massas. Que são o motor da
História, e que, na sua complexidade, têm diversas (in)formações, sofrem
pressões constantes e manipuladoras, em que domina quem domina os meios de
comunicação, quer formais quer informais.
Estar com os outros,
fazer com que outros estejam connosco, através da insistência e persistência do
esclarecimento e da verdade contra a mentira e a manipulação, é uma necessidade
intrínseca para quem – só e/ou com quem se associa num mesmo denominador comum –
luta pelo progresso social, contra a exploração de seres humanos por outros
seres humanos.
Mas essa necessidade
exige a devida ponderação e treino de uma atitude de convivência e respeito mútuo
no plano individual, ou de política de alianças enquanto grupo ou partido.
E há uma premissa
indispensável, que é a do respeito próprio, que leva à exigência de uma
afirmação, explícita mas não exibicionista ou arrogante, do que nos identifica,
isto é, do que nos dá identidade… e nos leva à procura dos outros, e de com
eles conseguir alianças claras para fins claros.
Reflexões lentas - os ecos e os (des)ecos
Estas reflexões começaram - ou despertaram, ou continuaram outras bem frequentes - quando, a caminho de Lisboa, naquele tempo de viagem e informação que o rádio do carro nos traz, ouvi falar de uma comemoração dos 40 anos do Congresso de Aveiro de 1973, com fartas referências a Mário Soares e a Carvalho da Silva.
Logo me assaltaram recordações da participação, quer nesse Congresso, quer no de 1969, lembrando a viagem de comboio na companhia do José Saramago. Mas mais me assaltou a recente referência, lida a correr no avante!, a paralela assinalação do Congresso de Aveiro sem destaque ou referência na comunicação social outros que a do jornal partidário.
Depois, com o fim-de-semana que passei, essa anotação foi sendo relembrada e reforçada, em reflexões lentas.
Sobre a 24ª Assembleia da Paz e o debate que se lhe seguiu, no sábado, não dei conta de qualquer referência ou destaque da dita comunicação social.
Com a enorme agravante de, por ter coincidido com todo o noticiário e comentário sobre a morte de Nelson Mandela, nada se ter feito (ou eu nada ter ouvisto) sobre a ligação do 25 de Abril, do CPPC e do movimento da Paz português,do Movimento contra o apartheid, a Mandela - e como este o reconheceu várias vezes e em várias circunstância! Como foi lembrado na Assembleia até com impressionantes testemunhos pessoais.
O que ainda mais deve ser sublinhado no meio da hipocrisia que a morte de Mandela tanto fez ressaltar e tornar repugnante.
No dia seguinte, isto é, ontem, participei na Convenção Democrática Nacional, iniciativa que vem do início do ano e tem motivado várias realizações culminando com esta de ontem na Faculdade de Medicina Dentária, com a participação de prestigiadas individualidades de diferentes quadrantes profissionais e político-partidários,
e que, a des-exemplo de iniciativas que se querem semelhantes, e que de outras bandas sucederam a esta, mereceu o mais significativo silêncio.
Quer esta reflexão (lenta e dorida) dizer que se está surpreendido? Não!
Se o estivesse, ou para quem o estiver, parafraseio a célebre expressão dedicada à economia: é a luta de classes, estúpido!
Extractos de "dias de agora" com continuação por ""reflexões lentas"
06.12.2013
Um dia… incrível.
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Resolvera, antes de
sair para Lisboa (e arredores) deixar, calmamente, uns “posts” no anónimo
sobre Mandela, mas tudo se complicou…
(…)
Ainda sobre Mandela,
apesar de ter conseguido cumprir o programado quanto a “postagens”, faltou-me
dizer umas coisas sobre o… Prémio Nobel da Paz.
&-----&-----&
Talvez amanhã, na
Assembleia da Paz, de que estou a caminho.
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Se for oportuno, talvez
dizer que Mandela não merecia aquele prémio com tais companhias, como Ramos Hortas,
Obamas e Uniões Europeias.
&-----&-----&
Porque não criar um
Prémio da Paz Silas Cerqueira ou Maria Lamas, e começar por o atribuir a
Mandela?
(…)
07.12.2013
Cheguei a tempo à
Universidade Nova para a 24ª Assembleia da Paz… apesar de ter tido de correr por eventual atraso
&-----&-----&
Quem não chegou a tempo
foi a Ilda Figueiredo, que vinha de autocarro do Porto, com a GR e
Alex e a Graciete. Tudo bons encontros!
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Cheguei a enervar-me com a espera provocada pelo atraso mas a presidência do Avelãs Nunes começou impecavelmente, respeitando quem
chegou a tempo… ou com pequeno e aceitável atraso.
&-----&-----&
De manhã, a 24ª
Assembleia da Paz correu bem, votaram-se todos os documentos, e houve
intervenções interessantes, tendo eu feito uma sobre a eventual criação de um
núcleo do CPPC em Fátima, aproveitando o jantar de convívio de 15 de Dezembro.
&-----&-----&
Além disso, propus alterações que me pareceram pertinentes, como substituindo o constitucional "dos
blocos militares" por "de blocos militares", e uma referência, no
programa de actividades e na declaração da Assembleia, a Guantanamo.
&-----&-----&
Não me pareceu oportuno
concretizar aquela ideia de ontem, do Prémio da Paz com nome português.
(…)
À tarde foi o debate
sobre “construir a paz com os valores de abril”.
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Intervim… mas não me saiu
bem, a ideia era boa mas embrulhei-me.
&-----&-----&
A ideia em que insisto
e insistirei – e persistirei! – é a que venho formulando, e que me terá saído bem melhor num "pinça mente" que deixei, à noite, no anónimo:
Pinça mentes de hoje (e de ontem, e de amanhã)
Com uma saudação
calorosa e fraterna
para os que militam
pela PAZ
... a PAZ não é uma condição para que...
... a PAZ não é uma necessidade para que outras necessidades possam ser
satisfeitas (pelos que fizeram da guerra uma sua necessidade?!) ...
... a PAZ É uma necessidade do ser humano!
(…)
08.12.2013
Fui à Convenção Democrática Nacional - em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido, onde
cheguei a tempo (sempre!) e onde estive toda a manhã.
&-----&-----&
Uma boa iniciativa
unitária, já com muito trabalho.
&-----&-----&
Estive a ver e a ouvir
intervenções dos que vieram e a ouvir mensagens dos que faltaram, e a que uma que eventualmente
fizesse não acrescentaria nada.
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Aliás, estou a ficar
cansado (mas passa-me...) de ouvir verdades esparsas mas inconsistentes (porque
lhes falta a consistência do enquadramento histórico, do materialismo histórico!) …
embora verdadeiras, e mais ainda de ouvir “descobertas das pólvoras”, e
de me sentir (embora não o seja, claro!...) o “velhote tontinho” que insiste em escrever e dizer o que diz e escreve há décadas, quando oportuno foi, e que
alguns estarão agora a “descobrir” e a
revelar como descoberta sua, e outros ainda vêm dizer que (e acusar) “nunca ninguém nos disse nada sobre isto…”.
&-----&-----&
A última intervenção da
manhã foi do Octávio Teixeira (…) de que retive, pela positiva, a excelente
frase-síntese “a armadilha da dívida eterna”.
&-----&-----&
(…)
_____________________________
A este “post” se
seguirão dois outros como reflexões lentas a propósito. Este está a ser o espaço público
privilegiado (senão único…) para ir "dizendo coisas" ao correr dos tempos.
domingo, dezembro 08, 2013
Pinça mentes de hoje (e de ontem, e de amanhã)
Com uma saudação calorosa e fraterna
para os que militam pela PAZ
... a PAZ não é uma condição para que...
... a PAZ não é uma necessidade para que outras necessidades possam ser satisfeitas (pelos que fizeram da guerra uma sua necessidade?!) ...
... a PAZ É uma necessidade do ser humano!
sexta-feira, dezembro 06, 2013
Mandela - 4 (11 de Fevereiro de 1990)
100
No dia da minha libertação, acordei, após algumas horas de sono, às 4.30 da manhã. O dia 11 de Fevereiro foi um dia sem nuvens, de fim de Verão, típico da Cidade do Cabo. Fiz uma versão abreviada dos meus exercícios de ginástica do costume, lavei-me e tomei o pequeno almoço. Telefonei depois a algumas pessoas do ANC e da UDE na cidade do Cabo, para virem à minha casa a fim de nos prepararmos para a minha libertação e trabalharmos no meu discurso. O médico da prisão apareceu para me fazer um breve exame. Não me preocupava com a minha libertação iminente, mas com o muito que tinha de fazer antes dessa altura. Como acontece tantas vezes na vida, a importância de um determinado momento perde-se na confusão dos milhares de pormenores.
(...)
Um dos problemas a serem resolvidos era onde passaria a minha primeira noite de liberdade. Eu inclinava-me para a passar em Cape Flats, nas townships animadas de mestiços e negros da Cidade do Cabo para assim mostrar a minha solidariedade para com o povo. Mas os meus colegas, e depois a minha mulher, argumentaram que, por razões de segurança, devia ficar com o Arcebispo Desmond Tutu em Bishopscourt, uma zona residencial num subúrbio de brancos. Não era um sítio onde me tivesse sido permitido viver antes de ir para a prisão, e achei que passar a minha primeira noite em liberdade numa zona rica de brancos transmitiria uma impressão errada. Porém, o comité explicou que Bishopscourt se tinha tornado mulrirracial sob a tutela de Tutu e simbolizava um não-racialismo aberto e generoso.
(...)
Mandela - 2
11
Não sei identificar com exactidão o momento em que me tornei politizado, em que soube que dedicaria a minha vida à luta de libertação. Ser africano na África do Sul significa que se é politizado desde a nascença, quer se queira ou não. Uma criança africana nasce num hospital Só para Africanos, é levada a casa num meio de transporte Só para Africanos, vive numa zona Só para Africanos e frequenta escolas Só para Africanos, se chegar a frequentar alguma escola.
Quando se torna adulto, apenas pode ter um emprego Só para Africanos, alugar uma casa em áreas residenciais Só para Africanos, andar em comboios Só para Africanos e ser mandado parar a qualquer hora do dia ou da noite para mostrar o passe, se lho ordenarem, pois que, caso não o faça, será preso e metido na cadeia. A sua vida está circunscrita por leis e regulamentos que lhe tolhem o crescimento, diminuem o potencial e restringem a vida. Era esta a realidade, e uma pessoa pode encará-la de muitas e variadas formas.
Não tive nenhuma iluminação, nenhuma revelação singular, nenhum momento de verdade, mas uma acumulação constante de mil desfeitas, mil indignidades, mil momentos esquecidos produziram em mim uma ira, uma rebeldia, um desejo de lutar contra o sistema que tinha aprisionado o meu povo. Não houve nenhum dia em particular em que eu tivesse dito «daqui para a frente dedicar-me-ei à libertação do meu povo»; em vez disso, dei comigo a fazê-lo, e de uma forma irreversível.
(...)
edição Campo das Letras
tradução de Ana Saldanha
Mandela - 1
Não quero ser mais uma voz a juntar-se a um imenso coro a que não pertenço. Mas, se a minha voz se não calaria se fossem poucos a falar de Mandela, não é por isso que deixarei de a fazer ouvir.Mesmo que sejam muito poucos a ouvi-la, ou melhor, a lê-la.
Morreu Mandela. Mas não terminou o seu contributo para o Longo caminho para a Liberdade
Morreu Mandela. Mas não terminou o seu contributo para o Longo caminho para a Liberdade
Hoje, queria ser capaz de vencer as cinco dificuldades para escrever a verdade de que fala Brecht, e ter a coragem, a inteligência, a arte, o discernimento e a habilidade para contar, aos que não viveram o dia 11 de Fevereiro de 1990, tudo o que senti quando, na televisão, me foi dado ver a saída de Nelson Mandela da prisão de Victor Verster, na cidade do Cabo, após 27 anos de prisão.
Quando, na pequena Europa, parecia ruir tanto em que tantos acreditávamos, quando muitos eram arrastados nessa queda, ver aquele homem sair da prisão onde a luta o levara e vê-lo sair para a luta, para continuar a luta de que era um símbolo e afirmando-se apenas mais um, foi inapagável na minha vida e, decerto, na de muitos outros.
Mas, hoje, depois desta noite em que refolheei a sua autobiografia, vou transcrever breves trechos que vieram -com muitos outros e o exemplo de uma vida - dar força à vontade de também ser caminho, cada um à sua medida de ser humano.
quinta-feira, dezembro 05, 2013
Antologia
Este confrade acerta (quase) sempre.
Quando o visitamos... sai (quase) sempre um brinde.
(Este quase é o melhor que pode acontecer a todos os que procuramos acertar).
Mas às vezes exagera. Esta é demais. É em cheio no centro do alvo.
E, como fui autorizado (e agradeço!),transcrevo. Como antológico.
Até porque há coisas que também não tolero! Não sei é desenhá-las, nem (d)escrevê-las assim
Quando o visitamos... sai (quase) sempre um brinde.
(Este quase é o melhor que pode acontecer a todos os que procuramos acertar).
Mas às vezes exagera. Esta é demais. É em cheio no centro do alvo.
E, como fui autorizado (e agradeço!),transcrevo. Como antológico.
Até porque há coisas que também não tolero! Não sei é desenhá-las, nem (d)escrevê-las assim
Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013
O crânio da classe dirigente
Um dirigente nato é um indivíduo
que,
numa conjuntura difícil ou
inesperada,
invoca aos berros o auxílio de
outrem
Rex Stout, in A
caixa vermelha
.
Desde há algum tempo
que me propus ir fazendo uma, tanto quanto possível alegre, iconografia da
classe dirigente lusitana.
Dentro das minhas
limitadas possibilidades tenho vindo a desenhar retratos em forma de caricatura
(esta é uma espécie de retrato resumido ou sintético, portanto parcial,
opinativo) de alguns indivíduos que de certo modo representam essa classe
de pessoas que, “numa conjuntura difícil ou inesperada, invocam aos berros o
auxílio de outrem”.
.
Estes meus retratos
padecem no entanto de uma latente ambiguidade que lhes retira, reconheço, alguma
capacidade de agradar, de se tornarem populares, virais quiçá; como já
referi aqui,
“se repararem bem (de mais
perto), o rosto da classe dirigente portuguesa é, sem tirar nem pôr, o
reflexo invertido (na vertical) da classe portuguesa dirigida. Vejam bem.
A cara de um é o focinho do outro. E vice-versa.” A verdade é que acho
bastante inverosímil que um povo que se deixa representar ou dirigir por vermes
ou por cretinos não nutra uma natural condescendência pela estupidez e uma
assinalável imunidade à repugnância.
.
O
“contemplado” de hoje não é apenas um “rosto”. É um cérebro. Um crânio (o homem
é só cabeça, vi-me fodido para lhe captar os traços - andei três dias a fazer
este desenho). Um ideólogo. Um filósofo. Vítor Bento é um
especialista em finanças doutorado em filosofia. Não se trata portanto de um
“dirigente” qualquer.
Há tempos o Banco de
Portugal promoveu-o mesmo sem ele lá trabalhar havia oito anos. Não é para
qualquer um. O homem tem sei lá, convenhamos, um jenesécoá. E é conselheiro
de estado. Do estado a que isto chegou. Mas não é um conselheiro qualquer.
Ele é o conselheiro suplente do desinfeliz Dias Loureiro e - tal como o
titular, também foi escolhido a dedo pelo “pguesidente da república”
para, digamos assim, o aconselhar.
Vítor Bento é o género de
dirigente nato que, na conjuntura difícil que o país atravessa, invoca o
auxílio de outrem - invariavelmente da classe dirigida, pois então. Ele acha que
os portugueses mais pobres devem trabalhar mais. E receber menos. E pagar mais
impostos. E ter menos direitos sociais. Para, “num esforço nacional
ultrapassarmos juntos este momento difícil”. Por isso aconselhou o
pguesidente a promulgar dois orçamentos gerais do estado
inconstitucionais, a abençoar a privataria em curso por terra, mar e ar e a
apoiar, a pés juntos e mãos ambas, a governança da firma Passos & Portas,
SA. E mais, ele diz que não existe alternativa credível pois ele acha
(tiens, eu também) que mesmo que o partido sucialista fosse
eleito, governaria mais ou menos tal e qual. Porque assim o exigem os
deuses, perdão, os mercados.
.
Ainda estou para saber
porque raio é que tão douto conselheiro não propôs já, em sede de conselho de
estado já agora, que eles (os partidos do arco da governação) se
reunissem num só partido a que pudessem até, porque não, chamar ÚNICO; e usar
como símbolo, sei lá, uma couve. De bruxelas. Ou uma salsicha. Alemã claro, uma
bratwurst. Ou então ambas, uma couve e uma salsicha. Parece que já o
estou a ver - o partido da couve e da salsicha. A cor podia ser um cor-de-rosa
alaranjado. Às bolinhas amarelas.
Em todo o caso, aqui
fica a ideia. É grátis.
.
Ora, não
tem nada que agradecer. Não me peçam é que também conceba o logótipo. Isso
são outros quinhentos.
É que, ao contrário da
maioria dos portugueses, há coisas que não tolero. Invariavelmente são as que me
repugnam.
ositiodosdesenhos
.
É 5ª feira! É avante!
Para o futuro progressista do País
Soberania reside no povo
O exercício da
soberania e da independência nacionais
é essencial para garantir o
desenvolvimento do País
e o bem-estar dos trabalhadores e do povo.
Esta foi uma
das ideias centrais que sobressaiu
da sessão pública sobre este tema,
realizada
no domingo, 1 de Dezembro, em Lisboa,
inserida nas comemorações do
centenário
do nascimento de Álvaro Cunhal.
quarta-feira, dezembro 04, 2013
Isto é possível?
Recebi hoje uma carta. De remetente que desconhecia (Be Water), e que me dava conta de que a partir de 16 de Dezembro de 2013 tenho um débito de 8,89 euros, que me será descontado directamente da minha conta bancária. De quê? De facturação do período de 2013-10-16 a 2013-11-20 relativa a consumo de água (receita Be Water, dizem eles...) mais Tar Disponibilidade (também de receita deles...) mais RSU (receita CMO, isto é, Câmara Municipal de Ourém) mais TRH (Receita do Estado, continuam eles a informar-me) mais IVA (que não dizem mas todos sabemos muito bem o que é!).
Ou seja, 2,28 euros de consumo de água mais alcavalas que somam 6,61 euros (74,4% do total, e quase 3 vezes o que de água teria consumido), sem estar ligado a saneamento básico nem nada dessas coisas! Mas não é isso que intriga e aqui me traz.
Que é essa tal Be Water que me cobra, e que passa a ter acesso a um débito directo que a outros autorizei mas a ela não (disso tenho a certeza)?
Há muitos anos, quando aqui à aldeia chegou a água canalizada, terei feito um contrato com os serviços municipalizados da tal CMO para ser fornecido de água, enquanto utente de um serviço público. Passado algum tempo, andava eu por longe, esse serviço passou a ser-me prestado por uma Compagnie Génèrale des Eaux que, ao que parece, teria feito, nas minhas costas, um negócio com os "senhores da Câmara". Não gostei, mas calei.
Depois, decorrido algum tempo, passou a ser a Veolia que tomou o lugar da Compagnie des Eaux, e agora aparece esta coisa da Be Water, sem me dizerem água vai!?...
("somos a sua água"?, ah!, são?... obrigadinho pela informação!, iá podiam ter dito...)
Isto é possível? Parece que sim!
Assim querem que siga a dança. E nós deixamos?
Claro (como água...) que são os mercados quem mais ordena, e tudo isto são jogos de bolsa e especulação.
Mas só quero afirmar que as águas estão cada vez mais turvas. E que não são só as águas!
A propósito, por este caminho o serviço público dos correios (CTT queria dizer Correios, telégrafo e telefone, e era serviço público) vai ser-me prestado por qualquer empresa de designação inglesa, alemã, chinesa ou japonesa, cotada em bolsa e... coitados de nós porque o que passa a contar (com desconto nas nossas contas bancárias "mixurucas") são as variações dessas cotações e jamais os direitos e as necessidades enquanto cidadãos e utentes de um serviço público.
Vamos deixar?
Só para lembrar (e neste ano de 2013)
Torna-se evidente, no nosso quotidiano local, que a questão do Estado é a questão central. Da revolução como caminho da História, mas também da contra-revolução como marcha-atrás na História. História que não se pode encarar (ou medir) em dias, anos, décadas, mas apenas em séculos e milénios. Lenine escreveu O Estado e a Revolução, em 1917, Álvaro Cunhal, em 1967, lembrando-o cinquentenariamente, A questão do Estado, questão central de cada revolução.
Hoje, em Portugal, quando, por exemplo, se privatizam as redes nacionais da distribuição da electricidade, se privatiza o serviço público dos correios, como sendo meras operações financeiras e se argumenta com o papel regulador do Estado, regulação a ser comandada pelos privados e privatizantes, é necessário, é indispensável!, "rever a matéria dada", estudar a sua adequação à realidade coeva, impedir que a areia prejudique a visão do futuro.
Este pequeno extracto, retirado da edição, neste ano de centenário, do Tomo IV das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, muito nos pode ajudar.
(...)
1.
A teoria marxista da luta de classes permite explicar a origem e a natureza do Estado e os seus diversos tipos e formas.
Marx descobriu e demonstrou que o Estado é um poder que nasce da sociedade numa fase determinada do seu desenvolvimento, como resultado da divisão em classes e do antagonismo irreconciliável das classes, como necessidade do recurso à coacção por uma minoria exploradora para manter a exploração da maioria.
O Estado é uma «organização especial do poder», «um poder especial de repressão», «a organização da violência», um aparelho militar e burocrático constituído especialmente pelas forças armadas, pela polícia, pelos tribunais, pelos órgãos legislativos e executivos, pelo funcionalismo. Aparentemente acima da sociedade e das classes, o Estado é na realidade um instrumento de dominação e opressão de uma classe sobre outras classes.
A correcta compreensão da natureza do Estado é essencial para toda a acção revolucionária do proletariado, particularmente quando se coloca na ordem do dia a conquista do poder.
Marx descobriu que a luta de classes, que se trava na sociedade capitalista, conduz necessariamente à revolução da classe operária, à conquista do poder político pelo proletariado, a um novo Estado definido no Manifesto Comunista como «do proletariado organizado como classe dominante».(4)
Esta é a conclusão fundamental da teoria marxista da luta de classes. Não podem pretender ser marxistas aqueles que a rejeitam. Falando da sua teoria da luta de classes, Marx lembrava que não lhe cabia a ele o mérito, nem de ter descoberto a existência das classes, nem de ter descoberto a luta de classes.
(...)
terça-feira, dezembro 03, 2013
Ontem, dizia Platão...
Numa correria de um lado para outros, ou de algures para nenhures (ando com esta formulação a assaltar-me), faço uma pequena paragem para ser a "ponte" entre um amigo que me mandou isto (obrigado!), de que muito gostei, e os amigos que ainda me vão visitando, e agradeço o estímulo.
domingo, dezembro 01, 2013
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