sábado, janeiro 18, 2014

Na procura de "diversão", metem-se em "questões fracturantes"...

Proposta do PSD foi aprovada no Parlamento, mas Cavaco
Silva tem a última palavra. A gestão do dossier na bancada
parlamentar social-democrata já provocou a demissão
de Teresa Leal Coelho da vice-presidência do grupo
(Público de hoje)
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Presidente da República não vê o assunto 
como prioritário, dado o momento 
que o país atravessa.

Notícias Relacionadas

além das declarações de voto!
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... e saem delas 
todos partidos
... é só fracturas!

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Mas o que é isto?.. é "isto"!

Chefe de gabinete de Miguel Macedo
demite-se por causa de contrato
com ARS de Lisboa

Alexandra Campos – no Público de hoje
                                                                   
A divulgação do contrato firmado pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo com uma empresa para serviços de consultoria e assessoria da reforma hospitalar da região, por ajuste directo e no valor de 74 mil euros, já teve consequências.
Criada pelo ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) Miguel Oliveira, a empresa POP Saúde — Planeamento, Organização e Prestação de Cuidados de Saúde, tem como sócia a sua mulher, Rita Abreu Lima, que era chefe do gabinete do ministro da Administração Interna desde 2011.
Rita Abreu Lima decidiu pedir a demissão do cargo, alegando que não teve qualquer influência nem fez “diligências para a celebração do contrato” e que “a criação da empresa não teve por fim esta específica contratação de serviços”adiantou o jornal i. O pedido de demissão foi aceite pelo ministro Miguel Macedo.
Depois de ter passado por vários ministérios, Rita Abreu Lima chegou a ser responsável pelo departamento de recursos humanos do INEM, entre o final de 2006 e 2008.
Nessa altura, o presidente do INEM era o actual responsável pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro.
O acordo entre a ARS e a sociedade de Miguel Oliveira e Rita Lima foi célere, com o procedimento a ser autorizado no dia 2 de Janeiro por Cunha Ribeiro, o contrato assinado a 10 e o ex-presidente do INEM a dar início às suas funções esta terça-feira.
A POP-Saúde foi criada no dia 3 de Janeiro.
Cunha Ribeiro alega que Miguel Oliveira é a pessoa indicada para o cargo, pela experiência e formação que possui. Ao PÚBLICO disse ainda que o valor de 30 euros à hora que o médico recebe é o adequado para a tarefa que vai desempenhar — o acompanhamento da reorganização da urgência metropolitana e da reforma hospitalar na Grande Lisboa.

Esta contratação acontece depois de a ARS ter nas mãos os resultados de um estudo sobre a reforma da rede hospitalar feito pela consultora Antares Consulting e que custou 90 mil euros.

É isto, 
é um istmo, 
é uma ponta (das muitas do iceberg)
Até pode ser tudo perfeitamente legal, 
dentro das regras.
Mas é, evidentemente, 
promíscuo, 
ilegítimo, 
compadrio
 é... "isto"!

É urgente uma outra política para a saúde... e não só

Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa, Encontro do PCP com comissões de utentes da saúde da região de Lisboa

É urgente impedir 

a destruição do SNS 

levada a cabo pelo Governo


À saída do encontro entre o PCP e as comissões de utentes da saúde da região de Lisboa, Jerónimo de Sousa, alertou para que os cortes, o crónico sub-financiamento, os ataques aos profissionais da saúde e o encerramento de serviços, são a forma que o governo arranjou para, de facto, destruir o SNS.
Um testemunho:
grande mexida no Centro de Saúde de Ourém,
entrou em funcionamento uma nova modalidade
- em "unidades de saúde" -, baseada em concurso público
para escolha de empresa "fornecedora de médicos".
Como foi escolhida a que fez melhor preço 
e como, para que esse preço seja possível 
se teria de pagar salários aos médicos 
muito abaixo dos que possam aceitar,
a empresa ganhadora não tem médicos para fornecer!!!
Não há médicos!!!
Quem as vítimas?
Os doentes, os utentes!!!


(pequenas) Manobras de diversão bem pouco divertidas


Foi aprovado com os votos do PSD o referendo à coadoção e adoção por casais do mesmo sexo. A decisão foi seguida de protestos nas galerias do Parlamento. O Presidente da República tem agora de submeter o diploma a aprovação do Tribunal Constitucional.

o grupo do CDS absteve-se 
(com dois deputados de PS)
PCP, BE e PEV, e PS (menos 2)
votaram contra

interessante e/ou significativo

Viticultores do Douro em protesto pagam 

à Segurança Social 

em batatas e legumes

A iniciativa foi convocada pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDouro) e está agendada para a frente do edifício da Segurança Social, em Vila Real.
"A obrigatoriedade de os pequenos e médios agricultores se coletarem nas Finanças traz encargos bastante significativos, principalmente porque os seus rendimentos são muito baixos ou quase nenhuns", afirmou hoje à agência Lusa a dirigente da AVIDouro, Berta Santos.

quinta-feira, janeiro 16, 2014


"talvez...
talvez...
deixa cá ver...
talvez 
os vendedores de castanhas
e actividades afins!"

5ª feira... avante!


Recuperar para o País o que é do País

Contra o roubo 

do Millennium BCP




... e muito mais
lá dentro
que noutros lados 
não se encontra.
Informação!

terça-feira, janeiro 14, 2014

Aponta mentes

  • do site da Assembleia da República

Além da aprovação do 1º orçamento rectificativo ao orçamento de 2014 (a 10 de Janeiro de 2014!), uma curiosidade (?!):

 DELIBERAÇÃO

Projeto de Resolução n.º 901/XII/3.ª (PCP) – Recomenda ao Governo que garanta condições dignas de sobrevivência e de inserção social aos cidadãos residentes em Portugal com o estatuto de refugiados;

Favor – PS, PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP                        Rejeitado


  • de um mail hoje recebido

ÚLTIMA HORA

A partir de Janeiro de 2014 os pensionistas portugueses passam a viver nas próprias casas em regime MEIA PENSÃO

segunda-feira, janeiro 13, 2014

O que não foi divulgado e é indispensável que o seja

Sobre a visita 

de uma Delegação de Deputados 

do Parlamento Europeu a Portugal 

para avaliação do papel e acção da troika

(Comunicado dos Deputados do PCP ao PE. 07.01)

Uma delegação de deputados ao Parlamento Europeu (PE), decidida no âmbito da sua Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON), conclui hoje uma visita oficial de dois dias a Portugal, realizada no âmbito de uma suposta avaliação da acção da troika em Portugal. Saliente-se que os deputados portugueses que integram esta delegação o fazem na qualidade de observadores, o que, por si só, não deixa de ser revelador do espírito e objectivos que a norteiam.
Esta visita, inicialmente prevista ser realizada aos demais países alvo de programas UE/FMI (Grécia, Chipre e Irlanda), surge na sequência da elaboração de um relatório sobre o papel e a acção da troika no âmbito dos chamados programas de assistência financeira a países da Zona Euro.
Concluída esta visita, e conhecido que é o teor do projecto de relatório mencionado (de que são relatores um deputado austríaco do Partido Popular Europeu e um deputado francês do grupo dos Socialistas e Democratas), os deputados do PCP ao Parlamento Europeu entendem necessário e oportuno esclarecer o seguinte:
1. Os relatores deste relatório e os grupos políticos a que pertencem – onde se incluem PSD, CDS e PS – caucionaram no Parlamento Europeu, no essencial, quer a constituição da troika e sua composição, quer o teor e natureza política dos chamados memorandos de entendimento.
2. Os relatores deste relatório e os grupos políticos a que pertencem – onde se incluem PSD, CDS e PS – caucionaram e defendem no Parlamento Europeu os conceitos de "consolidação orçamental" e de "ajuste estrutural" que dão corpo aos programas UE/FMI, a processos como o semestre europeu, a governação económica ou que foram incluídos no chamado Tratado Orçamental (que estes três partidos votaram favoravelmente), procurando garantir a eternização das políticas ditas de austeridade mesmo depois do fim do período de vigência destes programas.
3. Procurar avaliar "o que correu bem e o que correu mal" na acção da troika sem olhar ao conteúdo, objectivos centrais e natureza de classe dos chamados "memorandos de entendimento" não pode resultar senão numa grosseira operação de branqueamento dos programas UE/FMI, das responsabilidades dos partidos e grupos políticos que constituem a maioria do PE e, sobretudo, do carácter ilegítimo da própria intervenção. Trata-se de uma intolerável tentativa de legitimação das opções políticas que enformam estes programas: a redução brutal dos custos unitários do trabalho e um volumoso programa de privatizações, ambos concorrendo para uma colossal redistribuição dos rendimentos nacionais em favor do capital e em desfavor do trabalho e para uma ainda maior concentração e centralização de capital.
4. Perante a evidência do desastre, não basta “identificar”, "lamentar" ou mesmo "deplorar" algumas das gravosas consequências dos programas UE/FMI, sobretudo quando não se põem em causa os próprios programas. Limitar as críticas à acção da troika à alegada desadequação dos multiplicadores utilizados na estimação da evolução de um conjunto de indicadores económicos, sem colocar em causa os fundamentos e objectivos dos memorandos de entendimento, é uma iniludível e confrangedora manifestação de comprometimento com o caminho seguido e de incapacidade para seguir um caminho diferente.
5. O problema da troika e o que "correu mal" nestes anos – do desemprego à profunda e persistente recessão, passando pela pobreza galopante, pelo encerramento de milhares de pequenas e médias empresas, pela emigração, as desigualdades, o aumento do peso da dívida, etc. – foi a própria existência do memorando de entendimento, que se confirmou como um autêntico pacto de agressão contra o país e o seu povo, um pacto de agressão subscrito por PS, PSD e CDS que agora se acotovelam para o “avaliar”.
6. Neste cenário, a solução não passa por mudar o nome à troika, ou por substituir o FMI por um Fundo Monetário Europeu (como sugerem os relatores) ou por qualquer outro mecanismo que mantenha as mesmas políticas. A solução passa pela ruptura definitiva com os programas UE/FMI e com as políticas e orientações que a eles presidem.
Uma alteração que tenha como ponto de partida uma renegociação da dívida destes países – nos seus juros, prazos e montantes – e a indispensável recuperação de instrumentos de soberania (incluindo no plano monetário) que lhes permita uma recuperação das respectivas economias e a redução e inversão da dependência e subordinação crescentes para que foram remetidos, indissociáveis do enquadramento comunitário, do mercado comum, da UEM e insustentáveis constrangimentos que lhes estão associados e das demais políticas comuns. Esta é uma alteração que os relatores e os respectivos grupos políticos – onde se incluem PSD, CDS e PS – evidentemente não propõem, nem estão em condições de protagonizar.
7. Da mesma forma que Portugal e os portugueses não precisam de uma troika estrangeira que semeia a destruição, o desemprego e a pobreza, também não precisam de uma dita avaliação feita exclusivamente por aqueles que defendem as opções e orientações que presidem aos programas UE/FMI. Não precisam de uma suposta avaliação que, aparentando um distanciamento face às catastróficas consequências do Pacto de Agressão, visa defender e até propor a “naturalização” das políticas dos programas UE/FMI por outras vias, instrumentos e mecanismos no quadro do dito aprofundamento da União Económica e Monetária e do salto federalista em curso.
Os trabalhadores portugueses, os jovens, os reformados, pensionistas e idosos, os pequenos e médios empresários, os agricultores e todos os que, no dia-a-dia, sentem na pele as consequências do Pacto de Agressão das troikas são quem está em melhores condições de a avaliar. Essa avaliação está feita e o seu resultado bem claro na luta que percorre o país, pela exigência da demissão do governo e pelo fim do pacto de agressão, por uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que projecte os valores de Abril no presente e no futuro de Portugal.

domingo, janeiro 12, 2014

A ideologia e o ódio... a pontapé

Ainda há pouco aqui se escreveu sobre esta fúria ideológica do governo e seus mandantes. Sobre esta desabrida ofensiva contra tudo o que possa ter a ver com o Estado, no esquecimento ou ignorância de que, sendo nós todos o Estado, não pode ficar sem resposta esta fúria e esta ofensiva. Ainda que demore mais tempo que o se quereria, e com grandes custos sociais.
De Nicolau Santos tem-se reproduzido, aqui, muita coisa. Porque vale sempre a pena lê-lo e, por vezes, divulgá-lo. É um homem em cima do muro, talvez convencido que, do outro lado, não há nada. Mas nem por isso deixa de observar e comentar o que vê, do lado de/para onde olha, com sentido crítico e por vezes com pertinência e contundência. Por exemplo, ontem:  



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Cuba - 55 anos, em Almada


Para este domingo

Uma homenagem (também auto!) aos velho(te)s, em duas versões de uma mesma canção desse grande Brel, que não chegou a velho mas os soube cantar.
E isto sem falar das pensões de reformas e de outras malfeitorias...







Em português
(um pouco "cuco")


Os velhos já não falam muito
ou, então...
só...,
por vezes...,
pelo que dizem os olhos

Mesmo os ricos são pobres,
já não têm ilusões
e só têm um coração para dois

Nas suas casas cheira a tomilho,
a lavado,
a lavanda
e a aromas de antigamente

Vivam eles nas cidades,
vive-se sempre na província
quando se vive para além do tempo

Será por tanto terem rido
que a sua voz soa rachada
quando falam de ontem?
E por tanto terem chorado
que as lágrimas deixaram
gotas nas suas pálpebras?

E se eles tremem um pouco,
será por verem envelhecer
o pêndulo de prata
que ronrona no salão
que diz sim, que diz não,
que diz que os espera?

Os velhos já não sonham,
os seus livros ensonam-nos
os seus pianos estão fechados

O pequeno gato morreu,
o licorzito dos domingos
já não os faz cantar

Os velhos já pouco se mexem,
seus gestos estão cheios de rugas,
seu mundo cada vez mais pequeno

Da cama à janela,
depois da cama ao sofá,
depois, da cama à cama

E se eles ainda saem
braço-dado braço-dado,
vestidos em rigor
é para acompanharem, ao sol,
o enterro de um mais velho,
o enterro de uma mais apressada

E no tempo de um soluço,
esquecem em toda uma hora
o pêndulo de prata
que ronrona no salão
que diz sim, que diz não
e que, assim, os espera

Os velhos não morrem,
adormecem um dia
e dormem demasiado tempo

Eles dão-se as mãos,
têm medo de se perderem,
e no entanto perdem-se

E o outro fica ali,
o melhor ou o pior,
o doce ou o severo,
mas isso não importa,
o dos dois que ficar,
fica num inferno

Podem vê-lo, talvez...,
podem vê-la por vezes,
à chuva e em solidão,
atravessar o presente,
a desculpar-se por não estar já mais longe

E a fugir, diante de nós,
por uma última vez,
ao pêndulo de prata
que ronrona no salão,
que diz sim, que diz não,
que lhe diz: estou à tua espera

Que ronrona no salão,
que diz sim, que diz não,
e, enfim..., nos espera!

sexta-feira, janeiro 10, 2014

A ideologia ao nível mais baixo e rasca

O ministro da defesa (que raio de título para tal fulano...), a propósito do negócio da venda dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo, teve a virtude de ser claro.

Estado “falhou como gestor” nos Estaleiros de VianaEstado “falhou como gestor” nos Estaleiros de Viana

Segundo ele, o Estado não foi/é solução, o Estado foi/é problema. Segundo ele, este governo (e este ministro que ele é...) é que foi solução para o problema criado pela gestão do Estado.
Para além da confusão nada inocente entre Estado e governo, como se o governo não fosse parte e executivo do Estado (poderia contrapor-se que foram os governos que criaram o problema e que este desgoverno o resolveu contra os interesses do Estado, interesses que tinha a estrita obrigação de defender), o que este ministro tornou claro é que está (ele e o governo que o acollhe) ao serviço dos privados para que, ao correr dos negócios e das negociatas, alguns possam ter a concessão do que era de todos, a pretexto de uma concepção de gestão em que só uns poucos beneficiem do trabalho de muitos.  

Para além de todos os "crimes" sociais, que "crimes" económicos são!



Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Mais um crime económico 

contra o país



A decisão do Conselho de Ministros de hoje, de vender 80% do capital social das empresas seguradoras (Fidelidade, Multicare e Cares), que culmina o processo de privatização do Grupo Caixa Seguros e Saúde, processo pouco transparente e pouco credível, como se pode verificar no facto de, ainda há pouco tempo, e antecedendo o anúncio da privatização, ter sido reduzido em 37% o Capital Social da Fidelidade para assim tornar o negócio mais apetecível aos potenciais compradores, constitui, tal como o PCP já tinha afirmado, um crime contra os interesses da economia nacional e dos trabalhadores.
A venda de 80% do capital destas empresas à Fosun Internacional Limited por mil milhões de euros, significa que o Estado abdica de intervir num sector da maior importância para o país, deixando a quase totalidade da actividade seguradora em Portugal nas mãos do capital estrangeiro.
Recorde-se que as seguradoras do Grupo Caixa, onde trabalham cerca de 3000 trabalhadores e que vêem agora perigar os seus postos de trabalho, são responsáveis por 30% da actividade seguradora em Portugal e são uma importante fonte de receita (mais de 600 milhões de euros desde 2006 até hoje) para o único Grupo Financeiro Público no nosso país.
O PCP condena mais este atentado contra o interesse nacional por parte do Governo PSD/CDS-PP e apela à luta dos trabalhadores destas empresas no sentido de defenderem os seus direitos laborais, nomeadamente o direito ao trabalho.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

No começo de 2014

1º do ano - avante!

Avante!














Continente
«Banco» de horas

Muitos trabalhadores dos hipermercados Continente declararam por escrito que não aceitam o «banco» de horas, o que levou a empresa a situações extremas, denuncia o CESP/CGTP-IN. O sindicato decidiu pedir a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.


2014
Preços sobem

O PCP denunciou, no dia 2, o aumento dos preços de bens e serviços essenciais, que acompanha mais um ano de cortes nos salários e pensões. Para o Partido, o Orçamento do Estado para 2014 promulgado pelo Presidente da República é o pior desde o fascismo.


Itália
Pobreza aumenta

O número de pobres em Itália é o mais elevado dos últimos 16 anos, afirmam estatísticas oficiais. 12,7 por cento dos italianos estão em situação de pobreza relativa e 6,8 por cento são considerados pobres em termos absolutos. O desemprego e a precariedade batem recordes.


Síria
Armas químicas

O primeiro carregamento de armas e agentes químicos foi retirado da Síria, passo fundamental de um acordo que evitou uma intervenção militar dos EUA contra o país, onde, paralelamente, se desenrolam intensos combates entre facções «rebeldes».


Cuba
55 anos da revolução

No dia 1 de Janeiro assinalou-se o 55.º aniversário da revolução cubana, processo que a embaixadora de Cuba em Portugal, Johana de la Torre, em entrevista ao Avante!, sublinha ter culminado a longa luta popular pela verdadeira independência do país.


CGTP-IN reforça apelo à luta
Jornada nacional a 1 de Fevereiro

segunda-feira, janeiro 06, 2014

No tempo em que os economistas falavam...

Agora, nestes dias de agora, meteu-se-me um título na cabeça, “no tempo em que os economistas falavam”, para “chapéu” de um artigo a escrever, de actualização (ou mais do que isso) de trabalho feito, em 1986, para a 2ª Conferência do CISEP,


para que escrevi um texto que me parece interessante (“Os Agentes (Económicos da mudança em Portugal – Reflexões a partir de documentos definidores”, páginas 940 a 956 do Volume II) e de que recolho e transcrevo, para já, as citações de abertura e de fecho e um esquema a partir das Grandes Opções do Plano para 1985 e para 1986.  

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A citação de abertura é de Marx, de uma carta a Annenkov, nos finais de 1846:

O senhor Proudhon compreendeu que os homens fabricam o pano, a tela, os tecidos de seda… e é grande o mérito de ter compreendido tão pouca coisa!  

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A outra citação, no final do trabalho é de um livro de Solange Mercier-Josa (Pour lire Hegel et Marx), de 1980:

Compreender que são as Pessoas, o Homem, o Povo, que são o “sujeito real” é o acto teórico que torna possível a reapropriação do Estado pelo Povo, como reapropriação da sua Objectividade. Isso torna, assim, a Constituição na sua “obra própria”, no seu “livre produto”, no desenvolvimento da sua disposição de espírito político. 

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A referência à Constituição (não a nossa, em particular, mas a lei fundamental do Estado, de qualquer Estado) é de sublinhar.

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O esquema, a mais de duas décadas e meia de distância – sem excel e outros meios de elaboração e de visualização –, é, pelo menos, curioso.


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E foi debatido, e rebatido, nestes termos.

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Que, nestes dias de agora, tanta falta fazem.

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Foi no tempo em que os economistas (ainda) falavam!

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Foi no tempo em que as finanças eram uma área da “ciência económica” e se discutia o financiamento da economia.

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Hoje, nestes dias de agora, ou se subalterniza o que é a produção, as necessidades humanas, o trabalho que cria (e tudo criou) ou, se desconhecem essas minudências.

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Há – e só!, ao que parece… – os mercados financeiros.

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Circula-se, na História, em contramão, nas autoestradas das PPP e dos swaps.

(...)


domingo, janeiro 05, 2014

Dias em que fomos Peniche!

03/04.01.2014

Manhãs tristes. Sob temporal. Também dentro de mim chove e venta.

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Mas eu não sou só eu, eu sou – também – todos os outros, os de antes, os de agora e os de depois.

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Dias em que não só estivemos em Peniche, em que não só fomos a Peniche.

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Dias em que fomos Peniche!

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Dias que foram do mesmo dia e do mesmo mês em 1960, e que foram de 10 de Novembro de 1913 e de 25 de Abril de 1974, em que tantos tanto fomos e que tantos fizemos dias tão nossos.

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Dias 3 e 4 de Janeiro de 2014! De chuva e ventania. De temporal. De alertas de várias cores e desastres que despertam solidariedade.

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Dias de chuva e ventania. Menos em Peniche. Em que até sol houve e nos aqueceu.

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Fomos Peniche nestes dois dias. Muitos!

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 Não todos os que o somos.

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Porque uns temeram, timoratos, as intempéries, uns perderam o autocarro (!), uns não se/nos encontraram, porque outros… porque não!

(em 60 anos de luta, edições avante!, 1982)

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Não somos, os que fomos, um grupo que sonha utopias, que está fora do tempo real, do espaço em que vive e firma os pés.

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Fomos os que sabemos e queremos que sejam, aqueles dias, dias marcados na nossa agenda histórica, e que outros se lhes somem e que faremos nossos.

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Não fomos/somos um grupo que se afirma em grito e luta apenas porque não quer o que está mas que também se afirma e conquista no espaço e em espaços em que já é poder –ainda que nunca estático, definitivo –, em que, aqui, é Poder Local.

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Dias e espaço simbólicos e reais, por nós vividos no tempo e no espaço em que somos.

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Em que, na ressaca de muitos quilómetros, de muita conversa descozida e de alguns silêncios, de muitos (imensos) encontros e abraços e beijos, de reconstituições emocionadas, de vozes e bandeiras ao alto, de duas bifanas no mesmo canto esconso povoado de gente como nós (sabê-lo-á?), em que, nestoutro tempo e espaço tão próximos, tenho o querer de escrever isto. 
  

E de isto dedicar, 
assim, com caras, corpos e nomes, 
ao Luís e ao Pedro, 
à Sara e à Yolexis 
(viva Cuba!
o exemplo e a força da solidariedade internacionalista).

Para este domingo - o hino de Caxias (e não só!)

quinta-feira, janeiro 02, 2014

REFLEXÕES E CONTA(RE)S DE AMIGO E MAL-DIZER (à vida…)

Era uma vez um país P., à beira mar plantado, na periferia do que se considerava, arrogante e prepotente, o centro do Mundo,
P. tem uma longa História. 
Muitos, uns raros com talento e ofício, a foram (e vão) escrevendo, mais raros ainda os que o fizeram (e têm feito) com verdade e respeito pelo Povo de P. Não pretende este modesto escriba mais que registar factos recentes e ora vividos, embora para isso deva recorrer à anotação de antecedentes, de dinâmicas históricas, de influências aparentemente exteriores, e assim procure deixar pontes para um quadro (e moldura) de conjunto.

Vivem as gentes de hoje, que são o P. coevo, uma hora de agora – que por décadas se contará – dita de desdita ou difícil ou, para se ser mais directo e moderno, de crise.
P. viveu (sofreu!) transformações profundas, resultado de entradas (por saídas) de fundos destinados a fazer atravessar P. de vias (ou veias) em todos os sentidos,  nalguns casos em duplicações e triplicações sem sentido, de muita construção civil como estádios de futebol e pavilhões desportivos para práticas, encontros esporádicos e assistências ralas quando não desertas, ao mesmo tempo que se destruía a dita (e bem dita) economia produtiva, desaproveitando os seus recursos com o financiamento de abate de frotas pesqueiras e a colocação de terras em pousio.
P. transformou-se. Com estes exemplos e mais o que melhor se contaria se sobrasse tempo (e houvera engenho e arte), apenas ficando dito que assim se integrava um país no redil de um sistema de que dera mostras de ser capaz de tresmalhar.
Negócios em cadadupa reconstituíram grupos do antigamente, antigamente constituídos nem se cuidando de mudar nomes e títulos. Grupos reconstituídos em conluio com outros de outras sedes, e que enveredaram pela multiplicação das finanças e não da riqueza cuja a si chamavam como se sua fosse.
E, importante é sublinhá-lo, foi criada uma camada de "pequena e média burguesia compradora" (PMBC), consumista e satisfeita que, quando não dispunha de meios, os tinha à disposição em fartas quantidades e diferidos pagamentos.

Foram tempos efémeros de muito crédito e alguma moeda, esta a tornar-se única, num caminho de desvio e desvario. Com crescente procura interna enquanto decrescia a produção também interna.
Só podia dar no que deu!, como foi previsto, alguns preveniram e lutaram contra, outros calaram, estimularam e aproveitaram... dentro de regras conhecidas, ou para além delas, com abusos desmedidos e não (ou não suficientemente) castigados.
E agora? Bem, aquilo que, agora – hoje, 2 de Janeiro de 2014 –, o escrevinhador quer deixar escrito é que, confirmando o tantas vezes dito, e a que foram feitos ouvidos de mercador e negociante, é que o busílis está no povo, nas massas.
Como exemplo transparente, embora opacizado, o que tanto se apregoa, se propagandeia, como sinais de recuperação, comprova o que dito foi e não teve ouvidos. Por efeito de muita movimentação e luta, de decisões de quem tem a estrita obrigação de vigiar o cumprimento das normas básicas da convivência em P., em Novembro e Dezembro houve ligeira recuperação do poder de compra, com recebimento de remunerações que se davam por perdidas, e a procura interna animou. E animou de forma que chegou a surpreender quem observa a realidade que nos rodeia, que nos cerca e garroteia. Foi a PMBC no tempo de um suspiro, de um respirar fundo, e em festas de espavento mediático, suspiro de quem se vinha habituando, à contrafé, a respirar pouco e mal.
Tempo efémero. O orçamento para 2014 está aí. Dispensado de fiscalização preventiva pelo maior responsável de P. hoje (ou só protagonista visível como 1º ministro, ontem, como presidente da República, hoje), e de P. estar como está. A bacanal do mando e da austeridade continua, embrulhada em palavras descoloridas e ocas sem efeito analgésico para o que se vai seguir.

Só a luta! Só a luta que não pode parar. 
Que continua. Que tem de continuar.       

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Temerário é a palavra

A mensagem de Cavaco é uma espécie de discurso de auto-elogio fúnebre. No enterro próprio, a prazo.
Estava a tentar digeri-lo, quando de um comentador habitualmente contido e dos de discurso mais "ouvível" saiu com um erro crasso, inacreditável. Disse - e mais que uma vez - que Cavaco foi temerário, querendo dizer exactamente o contrário do significado, em português, da palavra. Temerário quer dizer arrojado, corajoso e não cauteloso, timorato.
Arrepiei-me ao ouvir o erro. Como é possível tratar-se tão mal a nossa língua?!
Mas o facto é que desse erro se pode "tirar o retrato" ao discurso de Cavaco: é cauteloso porque não passa de chavões e completamente vazio de ideias - mesmo para se corresponder aos chavões -, e é temerário na definição ideológica quando faz afirmações sobre a democracia e, concretamente, sobre o 25 de Abril. e os seus 40 anos!    

2014... um comentário/mensagem

Como por vezes acontece, alguns comentários (ou trechos destes) ao que  por aqui se publica suscitam-me vontade de transcrição. Como este pedaço sobre o ano começado. Substitui, com evidente vantagem, o que estamos obrigados a "ouver" da mensagem de ano novo do cavalheiro que ocupa o lugar de Presidente da República, e que tem um conceito de democracia redutor e abstruso.

«(...)

O Ano 2014 vai ser muito mais difícil.

Idêntico? Quase. Mas muito pior.
Entramos o ano esboçando um falso sorriso, já com coração dorido de saudade, nos aeroportos. 
Fazemos contas à vida, tentando que o dinheiro chegue.
Esperamos que num amanhã próximo não nos encerre o local de trabalho, não mutilem ainda mais a nossa Carta Magna, esperamos…esperamos…esperamos sempre por um melhor Futuro.
É aqui que nós somos diferentes, pois enquanto esperamos, vamos lutando, reivindicando, exigindo, vamos fortalecendo o Futuro que tanto desejamos.
Foi assim que os nossos Heróicos Resistentes nos ensinaram e nós fomos aprendendo, uma caminhada difícil, mas como eles 48 anos depois de duras lutas Venceram, nós iremos Vencer também.

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Obrigado, GR!
Em 2014, continuaremos a luta!
Qual a alternativa?
Não há!

5ª feira antecipada - avante por um ano nOVO



O encerramento das comemorações do centenário de Álvaro Cunhal tem lugar nos próximos dias 3 e 4 de Janeiro com uma recriação histórica da fuga do Forte de Peniche – que disponibilizou para a luta revolucionária um valioso conjunto de quadros do PCP determinantes para o êxito Revolução de Abril e para o seu desenvolvimento – e um comício com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP. As duas iniciativas marcam o início das comemorações do 40.º aniversário da Revolução de Abril, acontecimento maior da história do País que libertou Portugal do fascismo e abriu o caminho para um futuro de liberdade, democracia, paz, progresso e independência nacional. Defender estes valores, que a contra-revolução quer liquidar, exige o total empenhamento dos comunistas e demais democratas na luta por uma política alternativa, patriótica e de esquerda, afirmando o projecto inscrito na Constituição da República Portuguesa.