terça-feira, março 11, 2008

Rogério Ribeiro

Morreu Rogério Ribeiro. O artista, o homem afável, simpático, o camarada.

Pelas paredes de nossas casas ficam gravuras, serigrafias, numa ou noutra a "sorte" de um original. Mensagens de luta e de beleza. Ou de luta transformada em mensagens de beleza. Ou de beleza para que fossem mensagens de luta, para a luta.


Tanta coisa! E ainda tanta tinha para nos dar... Mas agradeçamos-lhe o que foi e o que dele ficou.

segunda-feira, março 10, 2008

domingo, março 09, 2008

Tudo isto é um susto!... e uma expectativa

Ao ouver os noticiários televisivos, fiquei em susto. E em expectativa.
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Depois da manifestação de ontem, e do que comentou a senhora ministra (da Educação, porque há uma outra de que também se falou a propósito de Anadia), o senhor primeiro ministro foi interpelado. E falou. Teve de falar. Também achou irrelevantes os números porque, para ele, como para ela, o que conta é… a razão. Que, evidentemente, é a de ele e de ela. Porque é A RAZÃO, por ser a de ele e de ela.
Na verdade (deles-ambos-os-dois, se me permitem usar números em apoio), na rua tanto faz que sejam mil, como dez mil, como cem mil, a dizerem as suas razões. Tanto faz, se elas não forem iguais À RAZÃO. Tanto faz. Como tanto faz que tenham vindo, os que vieram, do Seixal e Baixa da Banheira, ou que também tenham vindo de Chaves, e de Vila Real de Santo António, e de Ourém, e de Castelo Branco. Ou de Freixo de Espada à Cinta, ou de Alguidares de Baixo. Tanto faz, porque as razões que os trouxeram a Lisboa não são A RAZÃO, que é a deles e mais de quem os acompanha.
E, se calhar, têm alguma razão. Embora eles – os dois e mais quem – não aceitem que não a tenham toda, e única, e exclusiva. Têm, em contradição consigo próprios, a alguma razão que lhes foi mandatada pelos números que lhes deram maioria absoluta. Que lhes foi dada por muitos e muitos que, agora, têm as suas razões para vir para a rua gritá-las. Contra o mau uso do número de razões que lhes deram para que os representassem. Pode ser assim a democracia representativa que lhes serve de escudo? (e para que, vá lá..., lutaram Álvaro Cunhal e, agora, Mário Nogueira!)
O que é grave é que se pergunta até quando A RAZÃO, esta que dizem ter como sua e única, se pode impor às razões que são não só de dez, de mil, de cem mil. O que é ainda mais grave é que se pergunte como e o que irão fazer, ele e quem o acompanha, para imporem A RAZÃO, seja a dez, a mil, a cem mil, aos que se forem somando. E que não são números.
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Também na televisão, do alto de um cadeirão, Sua Excelência o Presidente da República veio dizer-nos que está a acabar uma reflexão sobre o uso da palavra em público pelo Presidente da República. E que a vai tornar pública. À reflexão. Que está mesmo a acabar.
O Presidente da República, quando o anunciou, estava a usar a palavra em público como Presidente da República, talvez a última vez antes de acabar a sua reflexão sobre o uso da palavra em público.
E se se vier a verificar que não deveria ter feito aquele uso da palavra em público dizendo que estava no termo de uma reflexão sobre o uso da palavra em público pelo Presidente da República? Ou que não deveria, quantas vezes?, ter usado a palavra em público sem, antes, ter acabado a sua reflexão sobre o uso da palavra em público como Presidente da Republico?
Não importa, ou talvez não importe, mas o facto é que, pessoalmente, fiquei na expectativa do que sairá dessa reflexão. Que fará, decerto, o que, em terminologia adaptada, irá servir de jurisprudência para o uso da palavra em público para presidentes de repúblicas.
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Para a Liga de Honra (é assim que se chama?), o Benfica empatou com o Leiria, último classificado. E na Luz. José António Camacho pediu a demissão. Por tão pouco?

Tenha vergonha!

"Tenho vergonha destes pseudo professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações e transformaram-se em soldados do Partido Comunista»
"escarrado" por Emídio Rangel (no Correio da Manhã de 8.3.2007)
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Este deve ter tido uma pseudo-professora, que o fez trabalhar (muito) pouco, menos (e pior) ainda o ensinou, não o avaliou, e fez dele um soldado raso da provocação.
E, se é o caso (e a responsabilidade...), uma professora das poucas que não vieram (ou que não teriam vindo se viva estivesse) à manifestação de ontem.



o actual Range(l) os dentes

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E, cá por mim, assino como "soldado" do PCP, com todo o respeito e admiração pelos que o não são... e têm vergonha na cara.
(com a "ajuda" do tempodascerejas e samuel-cantigueiro, que agradeço)

Neste domingo, o DN saíu!

Neste domingo, 9 de Março, o Diário de Notícias saíu.

No domingo passado é que parece que não. Eu pelo menos recuso-me a aceitar que seja "do dia" um jornal que, na primeira página, não traz uma foto, uma linha, sobre o acontecimento da véspera que foi ter havido um Partido que encheu a deitar por fora o Rossio, e que faça grande manchete com enorme foto a ilustrar chamada para entrevista e afirmações de um dirigente partidário que tem a obsessão (e o serviço) de tirar espaço a esse Partido. Mas não o conseguirá - nem o tal dirigente, nem o DN - até porque, como se viu, mas o DN não quis contar na 1ª página, esse espaço transborda rossios. Até simulei uma zanga com o simpático vendedor de jornais, dizendo-lhe que me recusava a comprar o jornal da véspera que ele me queria impingir como se fosse "do dia"...

Hoje não. Esta é a capa do jornal "do dia"!

O que parece é que há quem considere irrelevante o que se passou! Como é possível que quem tem tantas responsabilidades diga coisas destas? Só por irresponsabilidade e ininputabilidade.

Pois os irresponsáveis e ininputáveis têm outro sítio para estar que não à frente de ministérios. E logo da educação. Que é urgente que seja boa...

E por onde anda o primeiro ministro? Tirou férias?

"Não é relevante"... disse ela!

Como é possível ter ouvido isto?!

E agora... que diz ele?

sábado, março 08, 2008

Este Nicky!

Segredar. O senhor dr. Nuno Melo, insigne senhor deputado da pátria ditosa, eleito sob as insígnia e sigla do cds/pp, não acredita que os senhores deputados do be e do pcp sejam capazes de respeitar um segredo de estado, porque demasiado tentados a usar informação classificada em proveito político próprio e, presume-se, público. Atendendo ao modo como fulanos do cds/pp se comportaram durante o consulado dos dois governos constitucionais imediatamente anteriores ao actual, recorrendo sobejamente ao tráfico telefónico - conforme documentado e noticiado -, compreende-se a incredulidade do senhor dr. Nuno Melo. Ui, o espectro, ele anda aí. Nicky Florentino.
(em albergue dos danados)
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Esta do espectro!... é assim que começa um célebro Manifesto publicado há 160 anos! A minha admiração por este florentino cresce post a post. Às vezes, tenho pena de não poder (ou melhor: de não dever) transcrevê-los todos, mesmo aqueles com que não concordo...)

Que confusos eles estão a ficar...

O Sr. Santos Silva, que é ministro dos assuntos parlamentares, perdeu a compostura à entrada de uma reunião do seu partido, o dito socialista, em Chaves.
Tão perturbado ficou com a manifestação, e com o que ouviu, que deve ter feito confusão e ter perdido o norte, desapercebendo-se que estava em Chaves. É que aquela "recepção", ALI - em Chaves -, não foi com certeza telecomandada da Soeiro Pereira Gomes.
É ao que leva o autismo... É mesmo par(a)lamentar.

Dia da Mulher

Para a companheira
para as camaradas e para as amigas,
para as trabalhadoras,
para as mulheres,
hoje, 8 de Março de 2008:


… as mulheres não têm razão para se queixarem da Internacional, que elegeu uma delas, a Sra. Lan, para o Conselho Geral... Ironia à parte, o último congresso do American Labour Union representa um grande passo em frente: os trabalhadores dos dois sexos foram tratados num completo pé de igualdade. Em contrapartida, os ingleses e mais ainda os galantes franceses mostraram uma grande estreiteza de espírito. O progresso social mede-se pela posição social do belo sexo (incluindo as feias)…

Karl Marx
(de uma carta a Kugelmann, 12 de Dezembro de1868)

sexta-feira, março 07, 2008

Vamos lá a ver uma coisa

Eu até podia não saber nada do que está em causa. (Embora me tenha informado um bocadinho).
Eu até podia não ser professor. (Mas sou, apesar de reformado).
Eu até podia estar de acordo com muita coisa que se diz fundamentar as "políticas". (E estou... com algumas coisas que se dizem para servir de desculpas esfarrapadas para o que se faz).
Eu até podia achar que os professores devem ser avaliados pelos seus desempenhos. (E acho que todos devemos ser avaliados pelos nossos desempenhos, embora nunca assim, à maneira de programa de televisão, todos uns contra os outros todos).
Eu até podia considerar que esta ministra tem toda a razão. (Mas não considero nada, bem pelo contrário!, e considero que alguma razão que pudesse ter tido a perdeu toda com a sua estratégia de confrontação e intransigência).
Eu até podia estar entre os que apoiam a política que o Exmo. Senhor Engenheiro Sócrates está a levar a cabo. (Evidentemente que não estou, e venho-o dizendo desde o início, porque se viu logo onde ele queria chegar... ou onde há quem queira que ele chegue).
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Agora, mesmo que eu nada soubesse, nada fosse, estivesse de acordo com, achasse que, considerasse que, estivesse entre os, o que eu nunca aceitaria (e espero que ninguém aceite!) é que isto seja tudo feito a "cabo de esquadra" , com este cheiro a enxofre que já conheci em outros tempos.
Por isso... "é preciso avisar toda a malta"!

A "nossa terra" nas bocas do mundo!

Não resisto a reproduzir um comentário num outro blog (o cantigueiro) de um oureense (vá lá que não escreveu ouriense...):
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"Maldezentes".
Eu p'ráqui todo contente com o nome da nha terra nos jornais, televisão e rádio, e sem ser por umas malfeitorias do sr. perzidente da cambra e bocês a mandarem vir..."

Insisto...

Porque o caso o justifica. Infelizmente!
Com a devida vénia, transcrevo de o castelo:

março 7, 2008
no reino da dinamarca
Também na tarde de hoje, dois agentes da PSP da esquadra de Ourém deslocaram-se a duas escolas da cidade para saber quantos professores iam participar na manifestação de sábado, em Lisboa. O Comando Distrital da PSP de Santarém assegura desconhecer a situação.
O adjunto do comandante da esquadra de Ourém, Basílio Duarte, pediu para transmitir ao PÚBLICO que os agentes se limitaram a “cumprir uma solicitação do Comando de Santarém”, a que a esquadra pertence. Contudo, o oficial de Relações Públicas do Comando Distrital da PSP de Santarém, Jorge Soares, desmente ter sido dada qualquer ordem nesse sentido. “Até parece que estou no 23 de Abril de 1974. Não passaria pela cabeça de ninguém com bom senso dar esse tipo de orientação ou diligência. Acho muito estranho que isso tenha acontecido. Este tipo de atitude não é admissível num estado de direito”, afirma Jorge Soares.
notícia completa no público.
Publicado por pfig em 8:28 AM

quinta-feira, março 06, 2008

Confirmação no Público

Acabo de ler o público digital e a indignação cresce.
Ao mesmo tempo que não consigo aceitar que, havendo quem não concorde, com toda a legitimidade, com manifestações por não as entender como formas de resolver problemas, e até esteja, também legitimamente, do lado de (algumas) das posições da "senhora ministra", não veja que coartar ou intimidar quem está na disposição de manifestar, como bem entende e democraticamente, o seu desacordo é um gravíssimo atentado à democracia! É fascizante. As palavras têm de ser ditas.

Ourém falada na RTP1

O telejornal da RTP1 de há pouco acaba de informar que, cumprindo ordens da sua Direcção Nacional, agentes da PSP visitaram, entre outras, escolas de Ourém para saber quantos professores destas escolas participariam, no próximo sábado, na manifestação que se realizará em Lisboa.
Não, decerto, para melhor organizarem o trânsito na(s) cidade(s), no sábado de manhã; não, decerto, para reforçarem o serviço de vigilância de casas que ficarão eventualmente vazias.
Porquê Ourém? Por amostragem? Por ser estranho também de escolas de Ourém haja quem queira juntar-se a um protesto? Por se avaliar ser mais fácil, através de formas subtis de intimidação, desmobilizar em Ourém do que em Avis, Seixal ou Marinha Grande?
Isto já não é falta de vergonha ou despudor, é verdadeiramente uma ameaça a juntar a outras!
Quem já viveu muito não pode deixar de lembrar um "ambiente" no ar que nos querem fazer respirar, de reconhecer algumas práticas que a derrota do fascismo faria crer que não voltariam.
O que está em causa é muito mais que esta obsessão de nos pôr a avaliar uns aos outros, a olharmo-nos como rivais, concorrentes, inimigos, a vivermos vazios de solidariedade para com o vizinho, de confiança nos próximos, de entre-ajuda no trabalho.
Há que acabar com a distracção, com a falta de vigilância, com o laxismo que nos trouxe até este ponto tão baixo, tão anti-democrático, tão desumano.

Parabéns e Para Bem



Com as devidas vénias (e abraços de camaradagem) ao Cravo de Abril e ao Canhotices

Visto de longe (de Florença?)

Blank state. Na pátria ditosa, parece que os gentios estão sobressaltados, anda muito povo largado na rua. É mau sinal. Tem chovido pouco. As leiras estão a começar a ficar secas. A novidade vai ser afectada. Nicky Florentino.
(em albergue dos danados)
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ai estão, estão... os gentios sobressaltados!,
ai anda, anda... muito povo largado na rua!
Para quando as primicias?

quarta-feira, março 05, 2008

A propósito de certidões de óbito mal passadas

No domingo, na reunião do CC que se seguiu à marcha qur desaguou e fez cheia no Rossio, comecei uma intervenção referindo o programa prós e contras que começara aquela semana que assim terminava em beleza. E com que beleza!
Disse, mais ou menos, "assisti ao programa (o que raro acontece) e ganhei, para a minha militância, a lição de um debate que não foi um ping-pong entre a ministra, intérprete de uma política, e um comunista, sindicalista de classe. E não o foi porque foi muito mais que isso..." E por aí fora.
Logo na noite seguinte, ao voltar a casa de uma reunião, acendi a televisão, vi de que tratava o prós e contras, que estava no fim, e li ainda um bocado, com olhares de soslaio para o televisor a que tirara o som.
Mas fiquei a pensar no raio da descarada escolha do mesmo tema para dois programas seguidos e o segundo claramente com a finalidade de amortecer a situação, de vir em socorro de quem já se afundou, de seguir conselheirais recomendações do PR.
Se a semana que passou foi... muito interessante, esta está a dar-lhe boa continuidade, com alguma desorientação em certas hostes, que estrebucham e, mais uma vez, temos aquele programa de televisão a abrir e um sábado de manifestação a fechar.
Vamos a ver... mas, ou eu me engamo muito (o que acontece, o que acontece) ou há por aí umas certidões de óbito que estavam passadas com nomes errados, e que vão ter de ser corrigidas para se juntarem a outras que já o foram nas áreas da saúde e da cultura....

terça-feira, março 04, 2008

O grau zero

Sábado, porque foi O sábado, houve "aquela coisa"...
Antes, face à oposição que alastrava contra as políticas de saúde e de cultura, o primeiro ministro decidiu mudar de ministros-executores para ver se conseguia continuar as mesmas políticas com menos sobressaltos.
Esta semana, na luta dos professores contra o que a ministra e o governo lhes quer impor, sucedem-se as formas de expressar a indignação, e as manifestações culminarão com uma "outra coisa" para o dia 8 de Março.
O PS, a assobiar para o ar, adia para 15 de Março o comício que veio dizer ter convocado para 8 de Março, no Porto.
Mas há um ministro que afirma que é ele-PS, que é ele-governo, quem marca a sua "agenda política" e que "não vai a reboque" nem de ninguém nem de nada.
Confesso ter chegado ao grau zero da literacia do "politiquês". Ou será que foram outros que chegaram ao nível máximo - de saturação... - do autismo e da desvergonha?

domingo, março 02, 2008

Ontem... foi O sábado!

Ontem foi o sábado em que nós e quem se juntou a nós dissemos o que vimos dizendo há anos mas, ontem, nas ruas, com mais vozes e mais alto do que poderiam esperar os mais optimistas.
Foi uma festa na tarde de sol e calor. Foi uma tarde nas ruas de Lisboa e no Rossio como se na tarde, nas ruas, no Rossio - um Rossio a transbordar de gente e bandeiras vermelhas como nunca - coubessem os 3 dias da Festa do Avante!

sábado, março 01, 2008

Porque hoje é sábado...

... o Vinicius também ajuda à festa:

Há um renovar-se de esperanças
porque hoje é sábado

Há uma tensão inusitada
porque hoje é sábado

Há uma comemoração fantástica
porque hoje é sábado

Todos os namorados estão de mãos entrelaçados
porque hoje é sábado
(e muitas mãos livres vão levantar um cartão vermelho)

Há uma perspectiva de domingo
porque hoje é sábado