Agora, nestes dias de
agora, meteu-se-me um título na cabeça, “no tempo em que os economistas
falavam”, para “chapéu” de um artigo a escrever, de actualização (ou mais
do que isso) de trabalho feito, em 1986, para a 2ª Conferência do CISEP,
para que escrevi um
texto que me parece interessante (“Os Agentes (Económicos da mudança em
Portugal – Reflexões a partir de documentos definidores”, páginas 940 a
956 do Volume II) e de que recolho e transcrevo, para já, as citações de
abertura e de fecho e um esquema a partir das Grandes Opções do Plano para 1985
e para 1986.
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A citação de abertura é
de Marx, de uma carta a Annenkov, nos finais de 1846:
O senhor Proudhon compreendeu que os
homens fabricam o pano, a tela, os tecidos de seda… e é grande o mérito de ter
compreendido tão pouca coisa!
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A outra citação, no
final do trabalho é de um livro de Solange Mercier-Josa (Pour lire
Hegel et Marx), de 1980:
Compreender que são as Pessoas, o Homem,
o Povo, que são o “sujeito real” é o acto teórico que torna possível a
reapropriação do Estado pelo Povo, como reapropriação da sua Objectividade.
Isso torna, assim, a Constituição na sua “obra própria”, no seu “livre
produto”, no desenvolvimento da sua disposição de espírito político.
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A referência à
Constituição (não a nossa, em particular, mas a lei fundamental do Estado, de
qualquer Estado) é de sublinhar.
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O esquema, a mais de duas
décadas e meia de distância – sem excel e outros meios de elaboração e
de visualização –, é, pelo menos, curioso.
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E foi debatido, e
rebatido, nestes termos.
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Que, nestes dias de
agora, tanta falta fazem.
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Foi no tempo em que os
economistas (ainda) falavam!
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Foi no tempo em que as
finanças eram uma área da “ciência económica” e se discutia o
financiamento da economia.
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Hoje, nestes dias de
agora, ou se subalterniza o que é a produção, as necessidades humanas, o
trabalho que cria (e tudo criou) ou, se desconhecem essas minudências.
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Há – e só!, ao que
parece… – os mercados financeiros.
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Circula-se, na
História, em contramão, nas autoestradas das PPP e dos swaps.
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