segunda-feira, outubro 19, 2015

sábado, outubro 17, 2015

... e estão a ficar à vista unhas muito sujas!


Jerónimo de Sousa diz que 

"estalou o verniz democrático a muitos"

sexta-feira, outubro 16, 2015

Candidatura de EDGAR SILVA a PdaR



INTERVENÇÃO DE EDGAR SILVA

Declaração de Candidatura de Edgar Silva

à Presidência da República

Na apresentação da candidatura, e perante uma sala completamente cheia, Edgar Silva sublinhou que "esta é a nossa candidatura, a nossa, de uma extensa e funda energia transformadora. Esta é, e será, a nossa candidatura a Presidente da República, a nossa, de um amplo movimento vital para a libertação de todos e de cada um dos homens e de cada uma das mulheres" e assumiu o compromisso de "como candidato ou como Presidente da República defenderei, intransigentemente, os ideais libertadores de Abril, a nossa Constituição da República e o regime democrático que ela consagra e projecta".

Confesso um inconfessável gozo

A ida a Lisboa (uma longa viagem...), para ser mais um a dizer - explicitamente! - que Edgar Silva é o NOSSO CANDIDATO, afastou-me de algumas rotinas. Sobretudo relativamente à informação... 
Voltei confortado por me sentir mais um de tantos!, e procurei recuperar informação. "OuVi" em concentrado uns e outros, aqui e ali, sobre a formação de governo a partir dos resultados das legislativas de 4 de Outubro.
Fiquei... informado. 
E - confesso! - estou a sentir algum inconfessável gozo.
Talvez seja só sonho, talvez seja apenas pesadelo... mas o facto é que aquilo que a situação está a levantar como "cenários" credíveis (e democráticos porque a partir do voto popular) está a criar umas azias, uns sustos, umas raivas que - confesso! - me encheram de inconfessável gozo. Há cá cada cara... 

quarta-feira, outubro 14, 2015

Vão todos menos um

Há 4 (+1) protagonistas na actual e muito interessante (em termos de ciência política ... e não só) situação que estamos a viver. São eles o duo Passos & Portas, Costa, Catarina, Jerónimo.
Amanhã, os encontros (os palcos das "cenas") não serão a Soeiro, o Largo do Rato, S. Bento e outros lugares cá do burgo, mas parece que todos - menos um - vão a Bruxelas. 
Encontrar-se... com quem? Com as respectivas "famílias" e, em certos casos, com os "patrões".
O que é que vai dar? O regresso o dirá.
Aquele que não vai a Bruxelas, talvez aproveite uma pequena folga para jogar uma rápida "suecada" em Pirescoxe, de que deve estar muito saudoso. E vai, decerto, conversar com os seus camaradas da Soeiro e esperar notícias, que os camaradas em tarefa pelas paragens "europeias" lhe mandem. Enquanto aguarda o que dará o regresso destas viagens. 
Decerto também, com preocupação. Que se partilha. Aqueles não são lugares bem frequentados e de bom conselho para os portugueses, para os interesses nacionais.   

As últimas da RUÍNA DE UM ARCO ou... COISAS QUE CAEM!

































    Obrigado,
GR7

... ou a queda absoluta
da maioria,
ou a unanimidade
em desconstrução,
ou a espera(nça)
sem desespero nem descanso,
ou...



terça-feira, outubro 13, 2015

"Cartoons"

Recebeu-se esta proposta de colaboração, que com satisfação se acolhe e reproduz:

vão dois casos desenho/colagem, politicamente vão dois casos desenho/colagem, politicamente pouco correctos
  1. o das eleições já passou - ou ainda estará actual? - mostra uma visão algo analfabeta, mas também real, de como muito «povinho» vê as eleições e os candidatos.
     2. o da guerra na Síria, que ilustra um país a ferro e fogo, com muitos intervenientes poderosos,             sem santinhos nem anjos, mas com muito sacrifício  e desumanidade


obrigado, 
GR7!


convite
edgar silva 15out2015

segunda-feira, outubro 12, 2015

Já quantas vezes, quando será que, até quando... PS?

Questão prévia: uma coisa é o PS-partido, outra coisa é quem vota no partido-PS.

Já quantas vezes o PS-partido enganou os que votam no partido-PS iludidos que votam na "esquerda"?
Quando será que o PS-partido desilude os que votaram no partido-PS convencidos que votavam contra a "esquerda"? 
Quando será que o PS-partido não dá satisfação aos que votaram no partido-PS porque queriam votar na "direita"?

Até quando o PS-partido é tão de "esquerda", tão de "esquerda", que prefere ser a "esquerda da direita" a ser a "direita da esquerda"? 

FÁTIMA Num estudo de casos, um caso para estudar

Notas para uma contribuição de intervenção numa reunião partidária de análise de resultados eleitorais, realizada a 10 de Outubro:

·        Como seria de prever, as legislativas de 2015 criaram um caso merecedor de atento, cuidadoso e muito interessante estudo na área da ciência política
·        Para um ”partido de classe” que assenta numa base teórica e faz uma política de massas as eleições são, antes de tudo, um termómetro do “estado” das massas
·        Temos de as ver ao telescópio: olhar os astros e o futuro; e muito e bem o temos feito concluindo haver condições para impedir o ressuscitar do defunto governo
·        Mas temos de o fazer também ao microscópio: olhar casos particulares, locais
·        Num estudo de casos, um caso particular para estudar: Ourém-Fátima
o   Localização de Ourém entre dois distritos (distritos que só existem como círculos eleitorais
o   Influência de Fátima nos resultados
·        Fátima tem 10 mil inscritos (a maioria em conventos e lugares que albergam massas liga das à Igreja Católica (o concelho Alpiarça tem 6,5 mil inscritos!)
·        Em Fátima PSD-CDS teve 4360 votos valendo 74% dos votantes
o   Se os números impressionam, há que logo acrescentar que houve uma queda de 595 votos e de 12% em relação a 2011,  numa subida de 8% de inscritos totais  
o   Em contrapartida subiram:
§  CDU - + 31 votos e 40% (de 77 para 108 votos)
§  BE - + 49 votos e 94%
§  PS - + 154 votos e 33%
§  PAN - + 17 votos e 41%
§  NULOS e BRANCOS – + 48 votos e 24%
·        Dá que pensar…
·        Voltando ao telescópio:
o   Congratular-me vivamente com a escolha do candidato à PR do camarada Edgar (referir pesar pessoal por já não estar no CC para ser um dos unânimes na decisão)
§  Chamar a atenção para a consideração ter - sem cedências ideológicas - com as massas católicos (massas feitas da mesma massa de que todos nós somos feitos, sujeitas a constante e envolvente pressão ideológica)
§  Lembrar textos de Álvaro Cunhal sobre o tema

domingo, outubro 11, 2015

Para este domingo - para Flávio




para o Flávio
que - com 19 anos! -
há 10 anos morreu...
mas que não morreu em nós!

(obrigado, Tiago,
pela lembrança na voz do Adriano)

sábado, outubro 10, 2015

Amnésias...

Seis dias passados do dia das legislativas há enorme efervescência... e amnésias.

Neste começo de dia, a procurar informar-me, leio:


«... Já as Presidenciais arrancaram a todo o vapor, com Sampaio da Nóvoa a garantir ter fôlego para a corrida, Maria de Belém a formalizar (para a semana) a sua candidatura e, sobretudo, Marcelo a marcar lugar por "estar na hora de pagar o que o país lhe deu"...»









Como são necessários uns comprimidozitos para a falta de memória...e de ética ou vergonha!

sexta-feira, outubro 09, 2015

Coisas e loisas que os números dizem...

No Expresso-curto de hoje, o sr. Henrique Monteiro, entre outras “doçuras”, resolveu vir dizer

O QUE DIZEM OS NÚMEROS
Para fazer uma análise mais fina dos resultados eleitorais, aqui ficam alguns dados.
43% dos eleitores preferiram não votar, ou seja 4 059 465 cidadãos.

No PàF (mais PSD e CDS nas Ilhas) votaram 2072462, ou seja, 38,51% dos votantes e 21,9% dos eleitores;
No PS votaram 1742002, ou seja, 32,38% dos votantes e 18,4% dos eleitores;
No Bloco votaram 549838, ou seja, 10,22% dos votantes e 5,8% dos eleitores;
No PCP votaram 444905, ou seja, 8,27% dos votantes e 4,7% dos eleitores;

Daqui se retira que:
61,49% dos votantes e 78,1% dos eleitores não votaram no PàF
67,62% dos votantes e 81,6% dos eleitores não votaram PS
89,78% dos votantes e 94,2% dos eleitores não votaram Bloco
91,73% dos votantes e 95,3% dos eleitores não votaram PCP

De onde se infere que um Governo apoiado pelo PàF e com o beneplácito do PS tem o apoio de 70,89% dos votantes e de 40,3% dos eleitores;
Um Governo apoiado pelo PS com o beneplácito do BE e do PCP tem o apoio de 50,87% dos votantes e de 28,9% dos eleitores.”

Claro que Henrique Monteiro o deixa dito com o ar concludente próprio dos “Henriques do Expresso-curto ou cheio”, e até se terá o tolerante beneplácito de não rejeitar a “habilidadezinha” manhosa de manter a coligação PàF enquanto substitui a coligação CDU por PCP.  
Pois é!... mas há mais e outras contas que se podem (e deve) fazer:
  • ·  o “beneplácito”, isto é, a não rejeição de eleitos por 32,4%+10,2%+8,3%=50,9% dos votantes permitirá que eleitos por 38,5% dos votantes venham a continuar a ser o governo que governou até 4 de Outubro;
  • ·    ou seja, os eleitos por 38,5% dos votantes não poderão impedir que os eleitos por 32,4% dos votantes mudem de governo desde que tenham o “beneplácito”, isto é, a não-rejeição de eleitos por 10,2%+8,3%=18,5% dos votantes a somar aos tais 32,4%, logo 50,9%!

Biografia de Edgar Silva - candidato a Presidente da República

Biografia de Edgar Silva

Edgar Freitas Gomes Silva
Natural do Funchal onde nasceu em 25 de Setembro de 1962
Licenciado em teologia pela Universidade Católica Portuguesa
Exerceu as funções de Padre católico.
Foi responsável por diversos projectos como o “Arco”, na Madeira, e por iniciativas sociais e de desenvolvimento local em bairros marcados pelos problemas da ultra- periferia social.
Da obra publicada contam-se livros sobre questões de desenvolvimento humano e social como “Instrangeiros na Madeira” (2005), “Madeira-Tempo Perdido (2007), “Os bichos da corte da ogre usam máscaras de riso” (2010), “Pontes de Mudança – Sociedades Sustentáveis e Solidárias (2011).
Foi membro fundador do MAC – Movimento de Apoio à Criança e da Escola Aberta, integrou movimentos de apoio às crianças de rua, entre 1987 e 1992.
Foi professor na Universidade Católica do Funchal entre 1987 e 1992.
Foi Assistente Nacional do Movimento Católico de Estudantes (MEC), entre 1992 e 1995.
Deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira desde 1996. Foi membro da Assembleia Municipal do Funchal e da Assembleia de Freguesia de Santo António.
Membro do PCP desde 1998. Membro do Comité Central desde o XVI Congresso.
É responsável pela Organização do PCP na Região Autónoma da Madeira.



Esta a biografia oficial.
Junto, com muito gosto, 
o apontamento pessoal 
de o conhecer e admirar
há um quarto de século
(ainda era o Padre Edgar, 
sempre na mesma luta 
em que, como camarada, continua),
e de o fazer MEU CANDIDATO.

TEMOS CANDIDATO

DECLARAÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA

Eleições Presidenciais 2016 - Uma candidatura portadora de um projecto de defesa e afirmação dos valores de Abril e da Constituição

O Comité Central decidiu que o candidato do PCP a Presidente da República seja o camarada Edgar Silva. Esta é uma candidatura dirigida a todos os democratas e patriotas, ao povo português, que assume como objectivo dar expressão às preocupações e anseios dos trabalhadores e do povo português, identificar os problemas estruturais do País e apontar o caminho capaz de garantir a concretização do projecto de um Portugal mais desenvolvido, mais justo e soberano.

quinta-feira, outubro 08, 2015

Não é assim?, pergunta o cidadão que quer perceber...

Como é que se viabiliza um governo (um executivo...) numa democracia parlamentar? Não o rejeitando no parlamento (na AR, por exemplo...).
Logo (se bem percebi  (:-) ... e feitas as contas), um governo PSD-CDS só será viabilizado - porque eleitos CDU e BE se afirmam decididos a essa rejeição - se o PS não o rejeitar
[E se se estão a  fazer pressões (internas ao próprio PS, externas nacionais, "europeias", internacionais) para que assim seja!!!]
Ou, em alternativa..., um governo PS será viabilizado se, na AR, o PEV, o PCP, o BE, o próprio PS não o rejeitarem!!! 
    

quarta-feira, outubro 07, 2015

Conversações...

sapo/Expresso:



JOSÉ CARIA

António Costa chegou à Soeiro Pereira Gomes, 
em Lisboa, para conversações com o PCP. 
Só há declarações à saída

Tomada de posição

"... Neste novo quadro político, o PS só não forma governo porque não quer. Nada o impediria de se apresentar disponível para formar governo, se a sua vontade fosse de ruptura com a política de direita. É essa ausência de vontade política que o PS não pode disfarçar.

Como sempre dissemos e hoje reafirmamos: o PCP não faltará a uma política patriótica e de esquerda, o PCP não faltará a nenhuma proposta ou solução para um Portugal com futuro. É com isto que os portugueses podem contar: todas as soluções e propostas úteis aos trabalhadores, ao povo e ao País terão o nosso voto favorável. Todas as medidas e políticas que signifiquem mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional terão a nossa mais firme oposição e rejeição...
(CC do PCP de 7.10.2015).
quem é que não quer discutir,
quem é que não quer procurar soluções
a partir dos - e com base nos - resultados eleitorais?

terça-feira, outubro 06, 2015

Reflexões lentas - N'o dia seguinte e n'os dias que virão

Era de esperar. É sempre de esperar, desde que não se diga quando nem como. O quê?... Tudo.
Mas não se pode esperar sentado. À espera que aconteça! 
O que "era de esperar..." que tivesse acontecido, só aconteceu neste tempo e assim porque foi feito acontecer. Por nós.

Desculpem a divagação. Que, dizem..., não estamos em tempo disso. Mas estamos. O que - este não estar e estar ao mesmo tempo - só alguns entenderão, embora todos o vivam.
Ontem foi o dia seguinte, como titulou o Prós e Contras, com feliz oportunidade mas sem qualquer originalidade (há até uma peça de teatro de Luis Francisco Rebelo, dos idos anos 50...). 
Como era de esperar foi um programa diferente. A justificar -finalmente... - o título genérico. Houve uns pró e outros contra.
Perante o que nos colocou o dia anterior, n'o dia seguinte disseram-se coisas com alguma clareza.  Discutiu-se política.
Houve até quem dissesse, com toda a "candura", que o Partido Comunista só por táctica aprovara a Constituição (a de 1976) e que esse tal PCP é contra o mercado e a democracia (o que implicaria uma discussão de conceitos e sobre quem luto pela democracia e a liberdade... mas não se pode ter tudo); houve até quem rebatesse, com veemência e apropósito, essa posição marxistofoba, em que se adivinhava a ignorância ou falsificada informação a coexistir com o borbulhar das vísceras anti-comunistas (com a insólita afirmação de ser esse PCP o único partido com uma ideologia... como se outra ideologia que professem - ou sirvam - outros partidos não fosse ideológica).
Houve também, claramente, duas posições relativamente à leitura da Constituição da República Portuguesa (era 5 de Outubro, lembram-se?), e sobre o primado dos direitos (o local, o aqui traduzindo a nossa realidade, e o "europeu", algures congeminado por servidores dos superiores interesses do monopólico "mercado" com expressão financeira transnacional).
Aflorou-se o debate político que faltou nos dias anteriores. Mas os dias anteriores tinham sido destinados a levar(ou não) os cidadãos ao voto, devidamente conform(at)ados, que é para isso que há a comunicação de massas. Agora, como era de esperar, trata-se - tão-só! - de encontrar os arranjos para se encontrar executivos que sirvam as políticas que decorrem do exercício da democracia tal como foi expressa. Apesar de fortemente condicionada. 

Poderia continuar as reflexões. Falta-me tempo mas não queria perder estas reflexões no turbilhão do que é a vida, ou o viver neste tempo (como em qualquer outro).

Apenas acrescento que, enquanto esperava que se fizesse a hora do sono chegar (sempre atrasada...), li a entrevista de Vasco Vieira de Almeida na revista do Expresso e... adormeci reconfortado com boas (embora duras) recordações e algumas anotações. Talvez para breve. Depois de conversadas. 

segunda-feira, outubro 05, 2015

Viva a República!

GR7


...e este era o dia em que,
há 50 anos atrás,
íamos ao Alto de S. João
prestar homenagem aos republicanos
e procurar escapar
às xanfalhadas da GNRepublicana!

Objectivos, resultados e insatisfação

A CDU definiu 3 objectivos para si nesta "batalha":

  • aumentar votos em relação a 2011
  • subir em percentagem
  • ter mais deputados
Aumentaram-se os votos, subiu-se em percentagem, tem-se mais um deputado (pelo Porto).
Satisfeitos, "cantamos vitória" a que somamos a queda de 20% da coligação PàF?
Nem por sombras! 
Foi pequeno o passo, foi um passinho... mas não foi o "ambiente" que no final da noite, com o pormenor do retardar da contagem dos deputados por Lisboa e Setúbal, cereja no cimo do bolo envenenado que nos foi servido continuamente,
A luta continua 

domingo, outubro 04, 2015

BOM DIA!

Que sejamos capazes de assim o fazer...

Mas o que é isto?!...

do sapo (para reflectir... e muito!):












"AVISA"?... 
avisa quem?!

sábado, outubro 03, 2015

Resposta sábia ...e a universalizar!

MJ - ... então... aprendeste alguma coisa?
SN - ... quando se sabe pouco aprende-se sempre muito!



resposta "à Einstein",
que sempre achou que sabia pouco!

VOTO CONTRA A MODERNA ESCRAVATURA


sexta-feira, outubro 02, 2015

Reflexões lentas - Gente séria é outra coisa!

Gente séria é outra coisa. De gente séria quero ser parte. Por gente séria tomei partido, e faço o que e como posso para de gente séria ser parte, ou parcela. Não quer isto dizer que apenas por onde eu tomei partido haja gente séria, nem  só haja gente séria no partido que tomei (o que me doí e, às vezes, arde... para curar).
Perante o espectáculo triste, degradante, que foi esta campanha eleitoral, sinto necessidade de dizer isto. Que gente séria é outra coisa. Com a satisfação de ver esta frase - gente séria - erigida em palavra de ordem na nossa campanha eleitoral. Bem diferente das outras.
Foi verdadeiramente escandalosa a utilização da arma-sondagens, de tomar o que "se prevê" pelo que "virá a ser", a feitiçaria das expectativas, para manipular, para criar "um" ambiente, para desviar o debate do que deveria debater-se - a política. A política que é o que todos fazemos todos os dias. Desde a cama onde acordamos até à cama onde adormecemos (e não só...).
Por isso, neste último dia de campanha, publico a única "sondagem" que me serve, como gente séria de que quero ser. Aquela que confrontarei com os resultados do dia 4 de Outubro, inevitavelmente influenciados, perturbados, pela vergonhosa campanha que importámos e a que assistimos.

2011

quinta-feira, outubro 01, 2015

A 5ª feira antes de UM domingo


O voto que conta para derrotar o Governo 

e a política de direita

Votar CDU com confiança

Para quem quiser reflectir com(o) GENTE SÉRIA

O que está mesmo em causa nas legislativas

A campanha eleitoral está, aparentemente, a ser marcada por demasiada apatia, sobressaindo posições cujas linhas de demarcação parecem ser tão artificiais quanto de difícil escrutínio para os eleitores. Depois de quatro anos de profundos cortes nos salários, pensões e serviços públicos, níveis de desemprego nunca vistos desde o 25 de Abril e uma nova onda de emigração em massa, o eleitorado dá sinais de desmobilização e de resignação.
Parece paradoxal, mas não é: vivemos tempos em que a democracia parece ter sido esvaziada de opções políticas. Tudo já está decidido, tudo é inevitável, diz-nos a sabedoria convencional.
Bom exemplo disso é o artigo de Paulo Trigo Pereira (P.T.P.) no PÚBLICO do dia 6 de Setembro, onde um dos actuais ideólogos do PS analisa os programas dos diferentes partidos. Em relação aos partidos da coligação de direita aponta o histórico da governação, sublinhando as propostas economicamente mais recessivas e socialmente mais regressivas no que toca a cortes. Um histórico que, acrescentamos nós, terá uma continuidade, mais ou menos radical, conforme o andamento da economia mundial, os apetites dos mercados financeiros e as decisões do BCE, os principais factores que influenciam as condições de pagamento de uma dívida, privada e pública, insustentável. Mais do mesmo, em menor ou maior dose, e com as graves consequências conhecidas.
Um dos problemas da análise de P.T.P. é que tudo isto parece unicamente inscrito de forma oblíqua na política de integração europeia. O actual Governo é criticado pela sua “aceitação acrítica de tratados e pactos”, advogando-se uma posição mais crítica e uma aplicação mais “criativa” dos tratados europeus, em linha com a posição aparente do Partido Socialista. É assim invocado o tratamento dado às violações do Pacto de Estabilidade e Crescimento no início da década passada, esquecendo-se a forma como este foi contornado: desde a engenharia financeira assente na promoção do endividamento das empresas públicas (por sinal, mais caro do que o do Estado) à solução das parcerias público-privadas, cujos resultados nem sequer vale a pena continuar a denunciar.
Impõe-se para já uma primeira conclusão: no decisivo âmbito da política económica, decisivo por dele hoje tudo depender, parece que nestas eleições teríamos de optar, se estivéssemos confinados aos partidos do bloco central, por diferenças de retórica em Bruxelas e de “criatividade” contabilística, em Lisboa, para ser aceite pelas instituições europeias. Neste último campo, o Partido Socialista já anunciou o que pensa fazer: uma redução da TSU, temporária ou não, com a qual espera um impulso no consumo das famílias e no investimento das empresas. Sem entrar no jogo dos cenários com modelos macroeconómicos escondidos público, usados por alguns economistas do PS, devemos questionar porque achará a UE aceitável esta medida com impacto orçamental em detrimento de outras (porque não mais investimento público, com o mesmo impacto orçamental, mas maiores efeitos no crescimento?). A resposta é simples e reveladora da integração europeia realmente existente, bem como das cumplicidades do PS: porque a descida da TSU pode ser vista como uma reforma estrutural. No jargão europeu, uma reforma estrutural é uma medida que visa reduzir à escala internacional as protecções sociais e laborais conquistadas à escala nacional, tornando-as variáveis de ajustamento para economias desprovidas de instrumentos decentes de política económica.
Quem não se conforma 
com  o triste declínio do país 
desde a adesão ao euro
é quem quer reduzir o fardo 
de uma dívida impagável
Erodir a Segurança Social é de resto, para quem esteja atento, um objectivo europeu com vários anos, tendo já marcado a regressiva reforma da Segurança Social realizada pelo PS, em 2007, abrindo assim mais espaço para formas de provisão social privadas, tão ineficientes quanto iníquas.
Neste contexto, as críticas dirigidas por P.T.P. aos partidos à esquerda do PS são injustas. 
Servem apenas, em última instância, para revelar aos mais distraídos o seu conformismo, e o do PS, com a ordem pós-democrática, inevitavelmente austeritária, que está a ser construída todos os dias à escala europeia. Dificilmente podia ser diferente a partir do momento em que se desiste de mobilizar e preparar o país para a necessidade de reestruturar a dívida, controlar publicamente o sistema financeiro e recuperar instrumentos de política económica, incluindo o controlo sobre a moeda. São outros tantos meios para travar um declínio socioeconómico com mais de uma década e a correspondente impotência democrática nacional. Só as formações à esquerda, em particular a CDU, colocam estes temas na agenda desde há muito, tendo de resto alertado a tempo, por exemplo, para as consequências danosas da adesão ao euro. Está tudo escrito e tudo pode ser consultado. Por isso é que as caricaturas das suas posições, e as correspondentes críticas fáceis, são ainda mais incompreensíveis.
Só quem aceita, como P.T.P., o actual enquadramento que esmaga o país, retirando-lhe permanentemente soberania, pode encarar a estagnação (“crescimento moderado”) e o declínio demográfico (“envelhecimento”) como “a realidade” a ser aceite com resignação, justificando assim novas rondas de erosão da provisão social também promovida pelo PS, ainda que de forma mais furtiva. Quem não se conforma com o triste declínio do país desde a adesão ao euro, feito da cumulação de uma dívida externa recorde e de estiolamento das nossas capacidades produtivas, é quem quer reduzir o fardo de uma dívida impagável ou realizar uma reforma fiscal que desonere o trabalho e onere mais o capital, em especial o financeiro, não podendo por isso ser acusado de irresponsabilidade orçamental,  até porque os défices orçamentais resultam no fundamental das dificuldades económicas, ao contrário do que indica o fascínio de P.T.P. por regras europeias artificiais.
Depois da experiência grega, quem recusa consequentemente o triste declínio do país tem de querer reconquistar alguma margem de manobra nos campos orçamental, monetário, cambial ou da política de crédito e industrial. Só com essa reconquista é possível, em simultâneo, dinamizar o mercado interno por via da recuperação do poder de compra popular e reconverter a economia por forma a torná-la mais competitiva, evitando assim acumular mais défices externos insustentáveis. Só com a recuperação de instrumentos de política económica à escala nacional é possível recusar protectorados explícitos e implícitos e a destruição do Estado social. Tudo o resto é a inconsequência que esconde um programa de resignação.
Sabemos também que é fácil falar-se, como faz P.T.P., de “inflação importada” para assustar os cidadãos perante os que, como a CDU, são portadores de alternativas estratégicas relevantes, incluindo a preparação do país para uma saída do euro tão negociada quanto possível, mantendo, e até reforçando, aquelas dimensões da integração que possam ser vantajosas para a maioria dos que aqui vivem. Hoje, são cada vez mais os que compreendem, contra P.T.P., que o euro foi desenhado para fragilizar os Estados democráticos e sociais europeus, condenando ainda as periferias à dependência económica e política.
Hoje, a resignação é a preparação da derrota. A apatia combate-se apresentando alternativas reais. Cremos que é isso que a CDU está a fazer, com o realismo de quem tem provas na luta pela soberania democrática e popular. Cremos também que todos são poucos para esta decisiva tarefa política.

Debate Eleições 
Nuno Teles, João Rodrigues

(meus sublinhados "a bold"
- S.R.)

Cromos da campanha - 2xdia - 4





















«mais depressa porá o pézinho
 na água de Marte que na governação»
anónimo chegado de Bilderberg














GR7