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segunda-feira, outubro 12, 2015

FÁTIMA Num estudo de casos, um caso para estudar

Notas para uma contribuição de intervenção numa reunião partidária de análise de resultados eleitorais, realizada a 10 de Outubro:

·        Como seria de prever, as legislativas de 2015 criaram um caso merecedor de atento, cuidadoso e muito interessante estudo na área da ciência política
·        Para um ”partido de classe” que assenta numa base teórica e faz uma política de massas as eleições são, antes de tudo, um termómetro do “estado” das massas
·        Temos de as ver ao telescópio: olhar os astros e o futuro; e muito e bem o temos feito concluindo haver condições para impedir o ressuscitar do defunto governo
·        Mas temos de o fazer também ao microscópio: olhar casos particulares, locais
·        Num estudo de casos, um caso particular para estudar: Ourém-Fátima
o   Localização de Ourém entre dois distritos (distritos que só existem como círculos eleitorais
o   Influência de Fátima nos resultados
·        Fátima tem 10 mil inscritos (a maioria em conventos e lugares que albergam massas liga das à Igreja Católica (o concelho Alpiarça tem 6,5 mil inscritos!)
·        Em Fátima PSD-CDS teve 4360 votos valendo 74% dos votantes
o   Se os números impressionam, há que logo acrescentar que houve uma queda de 595 votos e de 12% em relação a 2011,  numa subida de 8% de inscritos totais  
o   Em contrapartida subiram:
§  CDU - + 31 votos e 40% (de 77 para 108 votos)
§  BE - + 49 votos e 94%
§  PS - + 154 votos e 33%
§  PAN - + 17 votos e 41%
§  NULOS e BRANCOS – + 48 votos e 24%
·        Dá que pensar…
·        Voltando ao telescópio:
o   Congratular-me vivamente com a escolha do candidato à PR do camarada Edgar (referir pesar pessoal por já não estar no CC para ser um dos unânimes na decisão)
§  Chamar a atenção para a consideração ter - sem cedências ideológicas - com as massas católicos (massas feitas da mesma massa de que todos nós somos feitos, sujeitas a constante e envolvente pressão ideológica)
§  Lembrar textos de Álvaro Cunhal sobre o tema

sexta-feira, outubro 09, 2015

Coisas e loisas que os números dizem...

No Expresso-curto de hoje, o sr. Henrique Monteiro, entre outras “doçuras”, resolveu vir dizer

O QUE DIZEM OS NÚMEROS
Para fazer uma análise mais fina dos resultados eleitorais, aqui ficam alguns dados.
43% dos eleitores preferiram não votar, ou seja 4 059 465 cidadãos.

No PàF (mais PSD e CDS nas Ilhas) votaram 2072462, ou seja, 38,51% dos votantes e 21,9% dos eleitores;
No PS votaram 1742002, ou seja, 32,38% dos votantes e 18,4% dos eleitores;
No Bloco votaram 549838, ou seja, 10,22% dos votantes e 5,8% dos eleitores;
No PCP votaram 444905, ou seja, 8,27% dos votantes e 4,7% dos eleitores;

Daqui se retira que:
61,49% dos votantes e 78,1% dos eleitores não votaram no PàF
67,62% dos votantes e 81,6% dos eleitores não votaram PS
89,78% dos votantes e 94,2% dos eleitores não votaram Bloco
91,73% dos votantes e 95,3% dos eleitores não votaram PCP

De onde se infere que um Governo apoiado pelo PàF e com o beneplácito do PS tem o apoio de 70,89% dos votantes e de 40,3% dos eleitores;
Um Governo apoiado pelo PS com o beneplácito do BE e do PCP tem o apoio de 50,87% dos votantes e de 28,9% dos eleitores.”

Claro que Henrique Monteiro o deixa dito com o ar concludente próprio dos “Henriques do Expresso-curto ou cheio”, e até se terá o tolerante beneplácito de não rejeitar a “habilidadezinha” manhosa de manter a coligação PàF enquanto substitui a coligação CDU por PCP.  
Pois é!... mas há mais e outras contas que se podem (e deve) fazer:
  • ·  o “beneplácito”, isto é, a não rejeição de eleitos por 32,4%+10,2%+8,3%=50,9% dos votantes permitirá que eleitos por 38,5% dos votantes venham a continuar a ser o governo que governou até 4 de Outubro;
  • ·    ou seja, os eleitos por 38,5% dos votantes não poderão impedir que os eleitos por 32,4% dos votantes mudem de governo desde que tenham o “beneplácito”, isto é, a não-rejeição de eleitos por 10,2%+8,3%=18,5% dos votantes a somar aos tais 32,4%, logo 50,9%!

quinta-feira, outubro 08, 2015

Não é assim?, pergunta o cidadão que quer perceber...

Como é que se viabiliza um governo (um executivo...) numa democracia parlamentar? Não o rejeitando no parlamento (na AR, por exemplo...).
Logo (se bem percebi  (:-) ... e feitas as contas), um governo PSD-CDS só será viabilizado - porque eleitos CDU e BE se afirmam decididos a essa rejeição - se o PS não o rejeitar
[E se se estão a  fazer pressões (internas ao próprio PS, externas nacionais, "europeias", internacionais) para que assim seja!!!]
Ou, em alternativa..., um governo PS será viabilizado se, na AR, o PEV, o PCP, o BE, o próprio PS não o rejeitarem!!! 
    

quarta-feira, outubro 07, 2015

Conversações...

sapo/Expresso:



JOSÉ CARIA

António Costa chegou à Soeiro Pereira Gomes, 
em Lisboa, para conversações com o PCP. 
Só há declarações à saída

Tomada de posição

"... Neste novo quadro político, o PS só não forma governo porque não quer. Nada o impediria de se apresentar disponível para formar governo, se a sua vontade fosse de ruptura com a política de direita. É essa ausência de vontade política que o PS não pode disfarçar.

Como sempre dissemos e hoje reafirmamos: o PCP não faltará a uma política patriótica e de esquerda, o PCP não faltará a nenhuma proposta ou solução para um Portugal com futuro. É com isto que os portugueses podem contar: todas as soluções e propostas úteis aos trabalhadores, ao povo e ao País terão o nosso voto favorável. Todas as medidas e políticas que signifiquem mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional terão a nossa mais firme oposição e rejeição...
(CC do PCP de 7.10.2015).
quem é que não quer discutir,
quem é que não quer procurar soluções
a partir dos - e com base nos - resultados eleitorais?

segunda-feira, outubro 05, 2015

Objectivos, resultados e insatisfação

A CDU definiu 3 objectivos para si nesta "batalha":

  • aumentar votos em relação a 2011
  • subir em percentagem
  • ter mais deputados
Aumentaram-se os votos, subiu-se em percentagem, tem-se mais um deputado (pelo Porto).
Satisfeitos, "cantamos vitória" a que somamos a queda de 20% da coligação PàF?
Nem por sombras! 
Foi pequeno o passo, foi um passinho... mas não foi o "ambiente" que no final da noite, com o pormenor do retardar da contagem dos deputados por Lisboa e Setúbal, cereja no cimo do bolo envenenado que nos foi servido continuamente,
A luta continua 

domingo, outubro 04, 2015

Mas o que é isto?!...

do sapo (para reflectir... e muito!):












"AVISA"?... 
avisa quem?!

quinta-feira, outubro 01, 2015

Para quem quiser reflectir com(o) GENTE SÉRIA

O que está mesmo em causa nas legislativas

A campanha eleitoral está, aparentemente, a ser marcada por demasiada apatia, sobressaindo posições cujas linhas de demarcação parecem ser tão artificiais quanto de difícil escrutínio para os eleitores. Depois de quatro anos de profundos cortes nos salários, pensões e serviços públicos, níveis de desemprego nunca vistos desde o 25 de Abril e uma nova onda de emigração em massa, o eleitorado dá sinais de desmobilização e de resignação.
Parece paradoxal, mas não é: vivemos tempos em que a democracia parece ter sido esvaziada de opções políticas. Tudo já está decidido, tudo é inevitável, diz-nos a sabedoria convencional.
Bom exemplo disso é o artigo de Paulo Trigo Pereira (P.T.P.) no PÚBLICO do dia 6 de Setembro, onde um dos actuais ideólogos do PS analisa os programas dos diferentes partidos. Em relação aos partidos da coligação de direita aponta o histórico da governação, sublinhando as propostas economicamente mais recessivas e socialmente mais regressivas no que toca a cortes. Um histórico que, acrescentamos nós, terá uma continuidade, mais ou menos radical, conforme o andamento da economia mundial, os apetites dos mercados financeiros e as decisões do BCE, os principais factores que influenciam as condições de pagamento de uma dívida, privada e pública, insustentável. Mais do mesmo, em menor ou maior dose, e com as graves consequências conhecidas.
Um dos problemas da análise de P.T.P. é que tudo isto parece unicamente inscrito de forma oblíqua na política de integração europeia. O actual Governo é criticado pela sua “aceitação acrítica de tratados e pactos”, advogando-se uma posição mais crítica e uma aplicação mais “criativa” dos tratados europeus, em linha com a posição aparente do Partido Socialista. É assim invocado o tratamento dado às violações do Pacto de Estabilidade e Crescimento no início da década passada, esquecendo-se a forma como este foi contornado: desde a engenharia financeira assente na promoção do endividamento das empresas públicas (por sinal, mais caro do que o do Estado) à solução das parcerias público-privadas, cujos resultados nem sequer vale a pena continuar a denunciar.
Impõe-se para já uma primeira conclusão: no decisivo âmbito da política económica, decisivo por dele hoje tudo depender, parece que nestas eleições teríamos de optar, se estivéssemos confinados aos partidos do bloco central, por diferenças de retórica em Bruxelas e de “criatividade” contabilística, em Lisboa, para ser aceite pelas instituições europeias. Neste último campo, o Partido Socialista já anunciou o que pensa fazer: uma redução da TSU, temporária ou não, com a qual espera um impulso no consumo das famílias e no investimento das empresas. Sem entrar no jogo dos cenários com modelos macroeconómicos escondidos público, usados por alguns economistas do PS, devemos questionar porque achará a UE aceitável esta medida com impacto orçamental em detrimento de outras (porque não mais investimento público, com o mesmo impacto orçamental, mas maiores efeitos no crescimento?). A resposta é simples e reveladora da integração europeia realmente existente, bem como das cumplicidades do PS: porque a descida da TSU pode ser vista como uma reforma estrutural. No jargão europeu, uma reforma estrutural é uma medida que visa reduzir à escala internacional as protecções sociais e laborais conquistadas à escala nacional, tornando-as variáveis de ajustamento para economias desprovidas de instrumentos decentes de política económica.
Quem não se conforma 
com  o triste declínio do país 
desde a adesão ao euro
é quem quer reduzir o fardo 
de uma dívida impagável
Erodir a Segurança Social é de resto, para quem esteja atento, um objectivo europeu com vários anos, tendo já marcado a regressiva reforma da Segurança Social realizada pelo PS, em 2007, abrindo assim mais espaço para formas de provisão social privadas, tão ineficientes quanto iníquas.
Neste contexto, as críticas dirigidas por P.T.P. aos partidos à esquerda do PS são injustas. 
Servem apenas, em última instância, para revelar aos mais distraídos o seu conformismo, e o do PS, com a ordem pós-democrática, inevitavelmente austeritária, que está a ser construída todos os dias à escala europeia. Dificilmente podia ser diferente a partir do momento em que se desiste de mobilizar e preparar o país para a necessidade de reestruturar a dívida, controlar publicamente o sistema financeiro e recuperar instrumentos de política económica, incluindo o controlo sobre a moeda. São outros tantos meios para travar um declínio socioeconómico com mais de uma década e a correspondente impotência democrática nacional. Só as formações à esquerda, em particular a CDU, colocam estes temas na agenda desde há muito, tendo de resto alertado a tempo, por exemplo, para as consequências danosas da adesão ao euro. Está tudo escrito e tudo pode ser consultado. Por isso é que as caricaturas das suas posições, e as correspondentes críticas fáceis, são ainda mais incompreensíveis.
Só quem aceita, como P.T.P., o actual enquadramento que esmaga o país, retirando-lhe permanentemente soberania, pode encarar a estagnação (“crescimento moderado”) e o declínio demográfico (“envelhecimento”) como “a realidade” a ser aceite com resignação, justificando assim novas rondas de erosão da provisão social também promovida pelo PS, ainda que de forma mais furtiva. Quem não se conforma com o triste declínio do país desde a adesão ao euro, feito da cumulação de uma dívida externa recorde e de estiolamento das nossas capacidades produtivas, é quem quer reduzir o fardo de uma dívida impagável ou realizar uma reforma fiscal que desonere o trabalho e onere mais o capital, em especial o financeiro, não podendo por isso ser acusado de irresponsabilidade orçamental,  até porque os défices orçamentais resultam no fundamental das dificuldades económicas, ao contrário do que indica o fascínio de P.T.P. por regras europeias artificiais.
Depois da experiência grega, quem recusa consequentemente o triste declínio do país tem de querer reconquistar alguma margem de manobra nos campos orçamental, monetário, cambial ou da política de crédito e industrial. Só com essa reconquista é possível, em simultâneo, dinamizar o mercado interno por via da recuperação do poder de compra popular e reconverter a economia por forma a torná-la mais competitiva, evitando assim acumular mais défices externos insustentáveis. Só com a recuperação de instrumentos de política económica à escala nacional é possível recusar protectorados explícitos e implícitos e a destruição do Estado social. Tudo o resto é a inconsequência que esconde um programa de resignação.
Sabemos também que é fácil falar-se, como faz P.T.P., de “inflação importada” para assustar os cidadãos perante os que, como a CDU, são portadores de alternativas estratégicas relevantes, incluindo a preparação do país para uma saída do euro tão negociada quanto possível, mantendo, e até reforçando, aquelas dimensões da integração que possam ser vantajosas para a maioria dos que aqui vivem. Hoje, são cada vez mais os que compreendem, contra P.T.P., que o euro foi desenhado para fragilizar os Estados democráticos e sociais europeus, condenando ainda as periferias à dependência económica e política.
Hoje, a resignação é a preparação da derrota. A apatia combate-se apresentando alternativas reais. Cremos que é isso que a CDU está a fazer, com o realismo de quem tem provas na luta pela soberania democrática e popular. Cremos também que todos são poucos para esta decisiva tarefa política.

Debate Eleições 
Nuno Teles, João Rodrigues

(meus sublinhados "a bold"
- S.R.)

segunda-feira, setembro 28, 2015

Mas é para isso que vamos votar?

"Estão a ver o vice-primeiro-ministro 
Jerónimo de Sousa ir aos EUA negociar?"
pergunta uma figurinha deste governo e desta coligação de vendilhões, 
a merecer parangonas num orgão da comunicação social
(o Jornal de Negócios!!!)

Mas é para isso que vamos votar? Para quem melhor negoceie a venda de Pátria?, por grosso e a retalho!
NÃO! 
Vamos votar, SIM!; para que se renegoceie o que os vendilhões provocaram de hipoteca da Pátria, para que seja possível pagar o que haja a pagar e pagável seja, para que os nossos recursos e localização aproveitem a nós, para que se possa produzir e recuperar produzindo. 
Vamos votar pelo trabalho e para que os trabalhadores não sejam olhados - e (mal)tratados - como  párias das finanças transnacionais, mas como os verdadeiros criadores de riqueza.

domingo, setembro 20, 2015

Reflexões lentas - à volta das eleições, campanha, temas e outras coisas mais

A campanha... continua embora só hoje comece. E enche-nos a comunicação social. Quase tanto como o futebol que se sobrepõe aos serviços mínimos de cidadania,csobretudo se há um "derbi", e até se atreve a não parar a 4 de Outubro.Tal como - acabo de saber - será 4 de Outubro o dia da Assembleia Diocesana, com vista ao "aprofundamento da relação com a Virgem Maria na nossa vida cristã, à luz das Aparições de Fátima", cujo lema será votem bem perdão (não querias mais nada, incréu...) "Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia". Para compor a trilogia, as festas do fado em Alfama devem prolongar-se até esse domingo de eleições (ou rejeições?...) 
Entretanto, enquanto se vive e prepara "o importante" - o nosso Fado: Futebol e Fátima! - continua a campanha. 
Com alguns temas a serem impostos, na imposição da "luta de 2-galos 2 por um poleiro":

  • qual dos dois trouxe a troika?
  • qual a posição de cada um dos dois em relação ao próximo orçamento de Estado?
  • qual dos dois ganhou os debates? 
Quanto ao primeiro tema, seria fácil responder se se quisesse esclarecer e não confundir. Foram os dois!, que são três..., os três que desde há 39 anos são alternantes nas maiorias par(a)lamentares e nas governanças. Ponto final!
Quanto à posição relativamente ao próximo orçamento de Estado, incluindo a parte da segurança social, há uma questão prévia que já os dois entre si acordaram ao aceitarem, os dois!, o Tratado Orçamental, de 2012, que entrega a "soberania orçamental" a um Estado que não existe, que é o Estado fictício que já tem uma moeda e um banco central, ambos submetendo a soberania dos Estados-membros de uma chamada União Europeia a um Eurogrupo dominado pelo Estado alemão. Que assim domina todos os outros sem precisar de assassinar fidalgos austríacos ou, mais tarde, eliminar comunistas e judeus, e invadir Polónias e por aí fora. É estranho que só uma força política se refira reiteradamente ao verdadeiro golpe de Estado (sem Estado...) que foi esse Tratado Orçamental, como discutam - os dois -, e acaloradamente para eleitor ver como são diferentes, a aprovação de um nosso orçamento do nosso Estado cuja soberania alienaram.
Relativamente aos debates a dois, enquanto lutas mano-a-mano, parece só interessar qual foi o resultado, se ganhou um ou outro ou se repartiram os pontos, e valorizar a prestação da coordenadora do BE, que tem sido, na verdade, prestigiante... mas também prestimosa na ajuda à recuperação de uma canalização de eleitores em risco de descobrirem que a esquerda consistente está a ganhar pontos como as sondagens não podem esconder...embora possam minorar.Veja-se, só, esta novidade do canal público de televisão


O que se torna ainda mais manipulador quando se deveria sublinhar que o vai se eleito é o elenco que formará a próxima Assembleia da República, o que uma outra sondagem releva... mas com o rabo do gato bem visível de uma inventada e original diversão de poder vir a haver um PS com mais deputados mas com menos votos que uma coligação PàF, ou vice-versa. E pronto, aí está "matéria" para entreter e desviar atenções do que deveria fundamentar as opções da força do povo. Mas... é uma previsão interessante,  com o inefável e nefasto PdaR a meter o bedelho na Constituição que jurou (com os dedos traçados, certamente) respeitar e fazer respeitar.


Entretanto, vamos ver o que dão as eleições na Grécia e aproveitamentos sequentes.

sábado, setembro 19, 2015

Agenda para um sábado em campanha eleltoral: à escolha e em concorrência.

No regresso - ligeiramente cansado - da retemperadora viagem e estadia ao Porto, como hospitalidade que de cada vez se confirma fraterna, de encontros amigos, e de participação numa sessão com quem se aprende sempre e muito gosto de partilhar iniciativas, voltei "à terra". E fui agora ver ao jornal local se haveria programa para hoje que desconhecesse ou me tivesse fugido da memória.
Ora aqui está, à escolha e em concorrência:


Confesso que (não) hesitei. Entre Pedro e Paulo, ou Quim e Zeca, ou encontro de compostagem doméstica... vou passar um sábado caseiro, tranquilo e produtivo.
A começar por me ter entretido a fazer um puzzle de leitura com as peças numa outra ordem, com várias combinações, e fixei-me nesta (dispensando-me de corrigir aquele "a dupla ...  vão" por "a dupla  ... vai"):


quarta-feira, setembro 16, 2015

Uma questão de transporte...

Tirado  da informação geral
perdão!, do espaço PCP-CDU:


CONVÍVIO DE MULHERES CDU

«Transportem para o voto a vossa indignação»

Centenas de mulheres juntaram-se esta tarde, em Lisboa, num convívio de apoio à candidatura do PCP-PEV, momento aproveitado por Jerónimo de Sousa para apelar à expressão da indignação e da vontade de mudança pelo voto na CDU.

Pois é!
Mas "eles" 
transportam... votantes
até às mesas de voto!

domingo, setembro 13, 2015

sexta-feira, setembro 11, 2015

A pobreza criativa... a juntar ao resto!

Ao abrir a caixa do correio caiu-me "isto" nas mãos.

Antes de o depositar no recipiente apropriado, deu-me gozo acrescentar aquele JÁ NÃO antes do PODE MAIS, enquanto me lembrava de picara maneira de falar de si de um querido camarada já bastante idoso aplicando maliciosamente o verbo poder "d'antes podia mas não sabia, hoje sei mas já não... podo!".
E me lembrava, também, perante este espectáculo de pobreza e vazio de ideias publicitárias (PàF?!,por exemplo) da riqueza do nosso riquíssimo espólio nessa área, e para que tanto contribuíram Alves Redol, Ary dos Santos, Alexandre O'Neil... entre tantos outros e não saí da letra A.  

terça-feira, agosto 25, 2015

Na "batalha naval" dos debates para as legislativas, grande "tiro"!

Diz o Expresso curto:


«Quem andou a tentar jogar xadrez com o PCP foi a coligação PSD/CDS, que perante a recusa de Jerónimo em ver Portas nos debates decidiu que ao confronto do líder comunista com Passos a coligação far-se-à representar por… Paulo Portas. O problema é que o xadrez é um desporto em que os comunistas têm tradição, e o PCP respondeu ontem dizendo que já que é assim, então nesse debate estará Heloísa Apolónia.
Passámos de um Passos-Jerónimo para a versão B Portas-Heloísa.»

grande "tiro":
submarinos ao fundo!


quinta-feira, julho 23, 2015

Para o dia 4 de Outubro



QUE CADA UM SAIBA
O QUE ESTÁ EM CIMA DA MESA

quinta-feira, julho 09, 2015

Falta de bom senso?, de pudor?... as sondagens "à maneira"!

Quando, após o desastre  das sondagens na Grécia e o seu evidente carácter manipulador, se poderia esperar ao menos um tempinho de "nojo", de bom senso e pudor, o Público de hoje avança com um enorme destaque na capa e as primeiras páginas com... sondagens Como se as próximas legislativas fossem para esolher entre Passos e Costa.


 É da maior urgência fazer campanha cidadã, por todos os meios (uso este até aos meus limites...), para que os manipulados e manipuláveis saibam que o que  vão ter nas suas mãos é a escolha dos deputados do seu distrito (que só para isso serve...) e lembrar que

e lembrar-lhes que dessa escolha depende o seu futuro, pois dela depende a definição de políticas e do executivo que as deverá executar. E, já agora, lembrar também que - tal como no futebol - nada se joga só entre os 2 primeiros mas entre todos os que concorrem à representação do povo, Será muito diferente um resultado 55-45-0-0-0 (brancos e nulos) de um 35-30-20-10-5! Com este, o dos 35 (ou o dos 30...) precisa mesmo dos outros, e esses outros são representantes escolhidos pelo povo!