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quarta-feira, maio 29, 2013

Um gajo e a sua gaguez, ou...

... ou como o sistema bancário, criado pelo capital financeiro transnacional, é fautor de contradições intrínsecas ao funcionamento do capitalismo.



será - talvez... - demasiado técnico,
mas vale a pena tentar decriptar.
Ajuda a perceber tanta coisa!
Assim o entrevistador,
para além do embaraço que provocou
(e da gaguez) no entrevistado.
fosse capaz (ou quisesse)
ir ao fundo das questões,
ao funcionamento do sistema,
ao capitalismo, à exploração.
à luta de classes!

Mas tudo se resolverá... porque a poupança vai aumentar!
Ah, se o ridículo matasse....

terça-feira, março 12, 2013

Nobeis hiper-críticos (por dentro do sistema) da austeridade

Tinha “em carteira” alguns comentários sobre coisas lidas no caderno Economia do Expresso de sábado. Daqueles que, muitas vezes, ficam sem tempo para passar a “blog” ou outros veículos de reflexão comum, mas que não se perdem porque vão sedimentando, fazendo lastro.
Pois de sábado a terça, um desses comentários ganhou nova vida com o que acabo de ler no sapo, “pescado” em Económico.
Krugman continua a desempenhar o seu papel de “enfant terrible”, aparentemente partindo muita loiça… embora sem beliscar os móveis. No entanto, algumas das suas observações têm a maior pertinência e colocam problemas reais da economia. Há que sublinhar, não obstante, que essa postura alimenta a interpretação de se estarem a cometer erros crassos quando, noutra perspectiva, o que está em causa não são erros mas as relações sociais e as estratégias da classe dominante para continuar dominante e sobreviver às intrínsecas contradições do funcionamento da economia política capitalista.
O que não invalida o interesse do que se discute…

«Reacção

Rehn responde a críticas de Krugman  

(Económico)

Comissário europeu rebateu as críticas do Nobel da Economia, que o acusou de "negação no que toca aos efeitos da austeridade".
Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, respondeu hoje às críticas de Paul Krugman e a outros que argumentam que as políticas europeias de redução do défice estão a conduzir o Sul da Europa a uma espiral recessiva.
O Nobel da Economia chegou mesmo a apelidar o comissário europeu de "Rehn of Terror", devido à sua insistência de que os países problemáticos deviam manter os seus programas de austeridade no sentido de restaurar a confiança nos mercados.
"Krugman colocou palavras na minha boca que seriam chamadas de verdade modificada no Parlamento da Finlândia", disse Olli Rehn a um jornal finlandês, depois de o economista norte-americano ter considerado que apenas o Banco Central Europeu (BCE) tem a capacidade para acalmar os investidores através do programa de compra de dívida.
Krugman acusou ainda Rehn de ser "o rosto da negação no que toca aos efeitos da austeridade", considerando ainda que o responsável europeu dissemina "ideias de barata".
Na resposta, Olli Rehn diz que Krugman e outros críticos distorceram as conclusões do estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os multiplicadores orçamentais e as consequências das políticas de austeridade para atacar as políticas europeias.
"O documento do FMI não dá origem a conclusões de que o ajustamento económico não seria desejável", lembrou o responsável finlandês, recordando o acordo entre Bruxelas e o FMI sobre a importância das reformas económicas estruturais para impulsionar o crescimento.
"Espero sinceramente que as pessoas mais inteligentes do que eu sugiram alternativas para que o crédito flua para a Europa", constatou.»

Neste “ping-pong”, em que é visível alguma irritação mútua, há verdades que saltam (entre "inteligentes"...). Aproveitemo-las para reflectir.
Aliás, no mesmo caderno do Expresso, outras fortes críticas à estratégia da União Europeia são objecto de artigo de outro Nobel, Stiglitz, que estigmatiza, lá dos EUA, o neo-liberalismo da U.E., fazendo pontaria a uma federalização fiscal e bancária. Mas esse fica para outro “post”... Se houver tempo e disponibilidade. 

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Daria para rir...

... se não fosse dramático!

http://videos.sapo.pt/0gFYZvITDd9Zm14yUPsi




Como diria o Moedas (falsa):
é só... "poupança estrutural"!

terça-feira, janeiro 29, 2013

Tem de se lhes mostrar que a política e a democracia são coisas muito sérias

Saem uns mini istros para aguentar quem?

 

Passos Coelho está a fazer uma mini remodelação governamental. De saída podem estar cinco secretários de Estado.
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Resposta a este "bluff"?

António Costa vai avançar para uma candidatura à liderança do PS, e será recandidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, apurou o Expresso

Notícias Relacionadas

assim se descredibiliza a política,
se indignifica a democracia. 

Pode chegar-se a ditaduras
por cansaço e desinteresse 
de quem tem, na verdade,
o PODER: 
o povo, as gentes!


sexta-feira, janeiro 27, 2012

OUTRA INFORMAÇÃO - o capital financeiro e a situação social nos Estados Unidos

Citado de "frase da semana" (obrigado, Jorge V):
"Nos Estados Unidos, [...] a relação entre economia e política é quase caricatural: os ricos utilizam o seu dinheiro para adquirirem mais poder e o poder para ganharem mais dinheiro"
Atlas da Globalização - Le Monde Diplomatique (2003)

Do avante! de ontem:

Enquanto a pobreza e a desigualdade alastram

Capital financeiro embolsa milhões

Os seis maiores bancos norte-americanos registaram lucros de dezenas de milhares de milhões de dólares em 2011, cenário que contrasta com o alastramento da pobreza e das desigualdades no país.
De acordo com dados divulgados por agências noticiosas, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de 50 mil milhões de dólares em ganhos líquidos durante o ano passado, o que representa um crescimento de cerca de 10 por cento face aos resultados conjuntos anunciados em 2010.
No topo da cadeia, JP Morgan Chase, Wells Fargo e Citigroup destacam-se com cifras na ordem dos 19, 16 e 11,5 mil milhões de dólares em lucros, respectivamente.
(...)
Em contraste, (...) Dados oficiais indicam que (...) mais de 46 milhões de norte-americanos subsistem graças às senhas de alimentação. Estima-se, ainda, que menos de 20 por cento dos norte-americanos detenham 85 por cento da riqueza criada. Somente 15 por cento da riqueza vai para os trabalhadores assalariados.
Neste contexto, não é de estranhar que uma sondagem recente efectuada pela Gallup indique que metade dos norte-americanos considera a redução do fosso entre ricos e pobres «extremamente importante» ou «muito importante», e que outra pesquisa semelhante efectuada pelo Centro de Pesquisa Pew garanta que 66%das pessoas acreditam que existe um conflito «forte» ou «muito forte» entre ricos e pobres, contra apenas 47% que assim pensavam em 2009.
Recorde-se que, em 2010, o número de norte-americanos que viviam na pobreza era superior a 49 milhões, de acordo com gabinete de estatísticas dos EUA.
No território, a linha de pobreza é calculada com base num rendimento anual de 22.350 dólares por ano para uma família de quatro pessoas. O índice é criticado por não contemplar as variações no custo da habitação ou as diferenças nos preços dos géneros essenciais existentes nos vários estados da União.
Se esses factores fossem tidos em conta, em média as famílias de quatro indivíduos necessitaria de aproximadamente 40 mil dólares por ano para fazer face às necessidades básicas.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Desorientação... será?

A imagem é da mais completa desorientação. As informações são desencontradas, se é que não são aos encontrões.
Merkel & Sarkosy isto, os 17 aquilo (ou serão os 27?), as "agências de rating" aqueloutro, os presidentes (do Eurogrupo, do Parlamento Europeu, da Comissão, e outros) mais isto e mais aquilo, e por aí fora, incluindo o mais que é dito vindo do outro lado do Atlântico e na Grande Ilha que fica no meio do caminho.
O euro chega ao Natal? E que euro? E com quantos? 
E nós por cá? Também, claro. Como é natural. Com o Jardim a dar-nos o bailinho habitual com a sua postura apalhaçada, mas agora com questões (e ameaças) muito sérias. Com a chamada "concertação social" em completo desconserto (ou desconcerto). Com muita coisa a mexer.
A ideia que se tem é mesmo de desorientação. Mas será?

Surpresa? Imprevisibilidade?
Se se fizer a interpretação da História com a ajuda do sr. Karl Marx tudo parecerá de outro modo. E foi.
E foi previsto e prevenido. Agora, há que lutar para minorar as consequências (conjunturais...) sobre os explorados e ofendidos. Mas nunca perdendo de vista que o que parece desorientação é o resultado das dinâmicas da História. Que não chegou ao fim com o capitalismo. E que os estertores são sempre difíceis, demorados e provocam o que aparenta desorientação.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Agenda - Que crise é esta?

Mais logo, para o fim da tarde, por iniciativa amiga e camarada, serei confrontado com esta questão «Que crise é esta?». Não se trata de ir responder a uma pergunta, de levar a minha muita experiência e o meu escasso saber a um debate que teria a responsabilidade de animar com respostas ou, como é dito na "promoção", de apresentar a minha versão. Não! Será - vou procurar que seja... - o confronto, em aberta conversa de que serei o primeiro a falar (e tentarei encurtar o mais possível a fala), com a (chamada) crise que estamos a viver.
É verdade que, nestes dias, o que se procuram são respostas. E, nalguns casos, já em situação de desespero pesssoal e familiar. Mas não há respostas sem a compreensão de como se chegou a "isto".
No plano internacional, no planeta - que, por vezes confundimos com a Europa, e, pior ainda, com a "Europa" enquanto União Europeia, e, pior ainda, com a "zona euro" e, pior ainda, com o conluio Alemanha-França -, assaltam-nos notícias com o dramatismo de
Crise
Referendo grego provoca
onda de pânico em Bruxelas
Luís Rego em Bruxelas com Lusa
02/11/11 00:05
Merkel e Sarkozy
convocam reunião de emergência,
hoje em Cannes,
com representantes da UE, FMI e Grécia,

enquanto se não entende o significado (político e não só) de mudanças em chefias militares, numa situação e perspectivas que se estimavam irradicadas com "o fim da história" num sistema e pensamento únicos em estabilidade financeira... que afinal está a ser o contrário.
Não nos podemos deixar enredar neste dramatismo, que é areia a juntar às ondas de pó do absorvente quotidiano. Há que insistir no porquê?, por onde viemos?, para onde nos querem levar?, que fazer?, com quem?, como?. Não na busca de resposta rápidas, imediatas, simples(istas), mas na busca de compreensão para intervir. 
Cada um, por si e para si, não vale nada, como parte de um todo é insubstituível!
E, já que acordei grandiloquente, a minha "versão da crise", a tal primeira fala, apenas quererá sublinhar que a Vida é a luta de contrários, que a História é a luta de classes (enquanto for), que os nossos quotidianos são a luta pela sobrevivência e a qualidade de Vida (a que temos direito, pelo que os antes de nós conseguiram), são a ínfima mas insubstituível (e responsável) parcela de intervenção de cada um na Vida e na História.

Até logo, que temos quilómetros para fazer e, talvez..., um filme para ver antes de.