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sexta-feira, janeiro 07, 2022

Outra informação doutros lugares...


 - Nº 2510 (2022/01/6)

Etiópia, «ajudas» e ingerências

Internacional

O governo norte-americano concretizou a ameaça e excluiu a Etiópia de um tratado comercial entre os Estados Unidos da América e países africanos.

Também o Mali e a Guiné sofreram o mesmo castigo, deixando de poder aceder aos «benefícios» da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA, na sigla em inglês), que regula e «facilita» o comércio entre os EUA e parceiros africanos. Ao abrigo do convénio, em vigor até 2025, milhares de produtos africanos exportados para os EUA gozam de reduzidas taxas aduaneiras.

A administração Biden acusa os três países de «graves violações de direitos humanos reconhecidos internacionalmente».

O Mali e a Guiné foram há meses palcos de golpes de Estado militares e essa é a justificação para as sanções norte-americanas.

O golpe de força em Conakry será decerto perdoado e esquecido em breve, já que os golpistas são liderados por um coronel que mantém boas relações com Paris e Washington.

O caso maliano é mais «grave», na perspectiva norte-americana, uma vez que a junta militar instalada em Bamako ousou pôr em causa a «ajuda» ocidental e admitiu reforçar a sua cooperação militar histórica com a Rússia.

Curiosamente, um fiel aliado da França e dos EUA, o Chade – o quartel-general da Barkhane, a operação militar francesa de intervenção no Sahel, está instalado em N’Djamena –, onde o poder também foi tomado pelos generais, ficou de fora da lista dos países sancionados.

Em relação à Etiópia, Washington acusa o governo federal etíope de «aprofundar o conflito» no norte do país, referindo-se à guerra de agressão movida por secessionistas do Tigré.

Adis Abeba defende-se e apresenta provas do apoio actual dos EUA, da União Europeia e aliados à Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF, na sigla em inglês), considerada um grupo «terrorista». E contra-ataca com um artigo publicado há dias pela agência oficial de notícias etíope.

Lembra que desde há muito que os norte-americanos fornecem «ajuda» económica à Etiópia, atraídos pela importância e dimensão do país e pela sua situação geográfica, na região do estratégico Corno de África e do acesso ao Mar Vermelho. E explica que, a partir dos começos da década de 90 do século XX e ao longo dos 27 anos de governação de uma frente de organizações políticas liderada então pela TPLF, os EUA continuaram a utilizar a sua volumosa «ajuda económica» como instrumento para atingir os seus objectivos políticos e não para promover o desenvolvimento sustentável do país. Nesse período – insiste hoje Adis Abeba – os EUA não se preocuparam com as violações de direitos humanos e as atrocidades cometidas pela TPLF e usaram a «ajuda» económica para manter a Etiópia na sua esfera de interesses políticos e económicos.

Esta política imperialista norte-americana não é nem nova nem única. Ao contrário, é antiga e generalizada a prática global dos EUA visando dominar os países para os explorar e pilhar as suas riquezas. Mas, em África e em todo o mundo, os povos cada vez mais resistem e lutam pela sua independência e soberania. E vencerão.

Carlos Lopes Pereira
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.... de outras  gentes
e mundos deste nosso mundo.
Onde encontrá-la?


 

domingo, dezembro 19, 2021

Informa-TE

Enquanto nos "fazem a cabeça" com a  antidemocrática versão de

Costa e Rio vão disputar votos "taco a taco". PS e PSD com empate técnico

Enquanto nos assustam a propósito e a pretexto dos

perigo de guerra com a NATO a leste e a aproximar-se mais e mais da Rússia,

quem é que lê - quem é que tem acesso a informação como esta?!:

Não foi o tornado, foi o capital

António Santos

Cos­tuma-se dizer que não são os de­sas­tres na­tu­rais que matam, mas sim a po­breza. Mais acer­tado seria dizer que o que mata é o ca­pi­ta­lismo. Os vi­o­lentos tor­nados que têm sa­cu­dido o Midwest es­tado-uni­dense ar­ran­caram os te­lhados e ex­pu­seram a po­dridão: na fá­brica de velas da May­feld Con­sumer Pro­ducts, no Ken­tucky, mor­reram oito pes­soas e ou­tras dez estão de­sa­pa­re­cidas.

Apesar de todos os alertas, os pa­trões proi­biram os tra­ba­lha­dores de se re­fu­gi­arem nas casas de banho e man­ti­veram a linha de mon­tagem a fun­ci­onar até ao úl­timo mo­mento. «Per­gun­támos se po­díamos sair dali ou ir para casa. Dis­seram-nos que não. Que se saís­semos éramos des­pe­didos», ex­plicou o ope­rário Elijah Johnson à NBC, em di­recto de uma cama de hos­pital. Nesta fá­brica, o sa­lário é o mí­nimo per­mi­tido à es­cala fe­deral, ex­cepto para os pre­si­diá­rios: esses tra­ba­lham por poucos cên­timos à hora. Quando a fá­brica ruiu, es­tavam 110 tra­ba­lha­dores no in­te­rior.

Não se trata de um caso iso­lado. His­tó­rias se­me­lhantes emergem agora um pouco pelos quatro Es­tados por onde os tor­nados pas­saram: Ar­kansas, Ten­nessee, Ken­tucky e Il­li­nois. Foi neste úl­timo que mor­reram seis tra­ba­lha­dores num ar­mazém da Amazon. Nas ins­ta­la­ções de Edwards­ville, os quase du­zentos tra­ba­lha­dores foram obri­gados a ig­norar as si­renes que, trinta mi­nutos antes da tra­gédia, si­na­li­zavam a ur­gência de pro­curar re­fúgio.

Em de­cla­ra­ções à CNN, Danny Stuart, ope­rador de em­pi­lha­dora, ex­plicou que, nessa al­tura, os pa­trões proi­biram as idas à casa de banho para evitar que os tra­ba­lha­dores pu­dessem salvar-se. Nesse pre­ciso mo­mento, Jeff Bezos, dono da Amazon e o homem mais rico do mundo, es­tava na festa do lan­ça­mento de uma nave de tu­rismo es­pa­cial. Cá em baixo, na Terra, morria a tra­ba­lhar quem lhe criou essa fa­bu­losa ri­queza. Não cabem dú­vidas que para o ca­pital o lucro vale mais do que a vida. Só não sa­bemos se lá de cima con­se­guem ver os tor­nados.


(no avante! de 16.12.2021)

segunda-feira, novembro 29, 2021

Cuidemo-nos!

 Não é só na Atalaia, e no 1º fim-de-semana de Setembro (a começar na 6ª) que fazemos Festa!

Ontem, domingo, 28 de Novembro, houve Festa no Rivoli do Porto.

E foi bonita a Festa, pá!... disse o Chico Buarque e apetece repetir.

Tive a sorte de estar entre muitos (que foram poucos dos que somos) que gritaram/cantaram que assim se vê a nossa força.

Pois é, mas a vida é dura (como a vida o é). E hoje, ao actualizar-me com a "informação" deformadora, entra-me pelos olhos a força que "eles" não têm mas que exibem como se fosse a força que não têm, ou que apenas têm porque calam a nossa...

Veja-se este parágrafo, num dos muitos (tantos...) canais e veículos de desinformação formatadora que entra sem bater à porta do entendimento do funcionamento democrático:

"As eleições para o líder do PSD são este sábado. Paulo Rangel ou Rui Rio, um dos dois vai ser o escolhido pelo partido para enfrentar António Costa a 30 de janeiro. Nesta edição pode ler as reportagens da última de semana de campanha de Rio e de Rangel e ainda esta notícia dando conta da verdadeira campanha de desinformação nas redes que andou a circular."

As eleições a 30 de Janeiro serão um confronto (enfrentamento!) entre Costa e o vencedor do combate de galos pelo poleiro da capoeira PSD, ou serão umas legislativas em que cada cidadão devidamente informado vai escolher os deputados do seu círculo eleitoral que o representarão na Assembleia da República?!

Esta é a verdadeira campanha de desinformação que anda a circular com ou sem rede!  

E têm a lata de dizer, noutra "informação" formatadora da mesma rede anti-social:

"Cuide-se. E siga o mundo no Expresso, Tribuna e SIC."!!!

Não nos cuidemos , não!

qualquer descuido é perigoso!

 

terça-feira, novembro 23, 2021

Aí está a resposta!

 Os vigilantes da democracia ma casa dos suspeitos

La La titular de la misión de observación de la Unión Europea, Isabel Santos, reconoció que las elecciones del 21 de noviembre tuvieron mejores condiciones que en años anteriores. | Foto: EFE

Los veedores agradecieron la acogida del pueblo venezolano y reconocieron la profesionalidad del CNE.La jefa de la misión electoral de la Unión Europea (UE) en las elecciones regionales y municipales de Venezuela, 

Isabel Santos, presentó este martes un informe preliminar sobre las acciones de veeduría en los comicios del domingo "El informe preliminar que presentamos no puede ser objeto de instrumentación política”, expresó Santos, mientras aseguró que el documento se trata de una aproximación técnica al momento electoral vivido. Y una herramienta para mejorar procesos electorales futuros. La titular de la misión indicó que combatiría el intento de interpretación de los datos a favor de intereses partidistas con los que, precisó, “no tienen nada que ver”.


POIS ESTÁ CLARO!!!!!!
E não se dar notícias de como correu,
e dos resultados?,
tem alguma coisa a ver 
... com quê?????

Eleições na Venezuela, sabia-se?...

Leu-se isto no domingo, em as palavras são armas, publicou-se hoje:

DOMINGO, 21 DE NOVEMBRO DE 2021

Que irá dizer esta eurodeputada socialista para não contrariar Augusto Santos Silva

A eurodeputada portuguesa, a socialista Isabel Santos, acompanhada por 130 coadjuvantes é a chefe da Missão de Observadores Eleitorais da União Europeia enviada à Venezuela que seguirá as eleições regionais este domingo 21 de novembro.

No total fazem-se representar 300 observadores internacionais de 5 Continentes e a própria ONU está presente.

Com 30.000 mesas eleitorais os venezuelanos foram chamados a eleger os governadores de 23 Estados, 335 Presidentes de Câmara, 253 Legisladores e 2.471 vereadores.

«La Misión de Observación Electoral de la Unión Europea (MOE-UE) cuenta con unos 130 observadores que visitarán los centros de votación en 23 estados de Venezuela este domingo. Siguiendo la metodología de observación electoral de la Unión Europea, la jefa de la Misión, Isabel Santos, observará la jornada del domingo en varios centros de votación de Caracas. Desde el 14 de octubre la MOE-UE ha desplegado un equipo de 11 analistas, a los que se han unido 44 observadores de largo plazo, 34 observadores de corto plazo, 9 miembros del Parlamento Europeo y más de 30 observadores reclutados localmente entre el cuerpo diplomático acreditado en Venezuela. Estiman que pudieran tener acceso a unos 1.200 mesas electorales de las 30.106 habilitadas.

Se espera que el martes 23 de noviembre, Santos emita una declaración preliminar durante una conferencia de prensa.»

domingo, novembro 21, 2021

Informe-SE - 8.7 e último da série

Depois dos Argumentos, o jornal que se publica desde 1931, e até 1974 (25 de Abril) na clandestinidade, traz três páginas de Lazer (com 2 sudoku's e palavras cruzadas, e com uma sugestão que se releva: dia 25, no Forum Musical Luisa Todi, em Setubal, um concerto no dia internacional para a eliminação da violência contra a mulher,  com a apresentação de um álbum do músico Renato Júnior. Uma mulher não chora, e muitoas convidadosas) e Agenda, uma notícia sobre a luta na Lisnave Yards, dois anúncios - um, sobre a Exposição PCP-100 anos de vida e luta, na Fortaleza de Peniche; outro, sobre a compra antecipada da EP é ajudar a Festa. Na 1ªcoluna, a secção de todos os números, a talhe de foice, com um texto de Anabela Fino 


 - Nº 2503 (2021/11/18)

Raridades

Dois meses passaram desde o anúncio do pacto militar entre os EUA, Reino Unido e Austrália para a região do Indo-Pacífico, conhecido por AUKUS, feito à revelia da UE e a que curiosamente não se juntaram nem a Nova Zelândia nem o Canadá. Nesse interim, enquanto a França remoía a traição de ser posta de lado no negócio, especulou-se sobre uma hipotética reacção militar chinesa visando Taiwan; os EUA acusaram a China de ter testado armas hipersónicas, por acaso (?) o tipo de armas que eles próprios querem instalar na Europa, para o que já reactivaram o 56.º Comando de Artilharia na Alemanha, segundo informava a semana passada o portal The Drive; e subiram de tom as acusações ao «Império do Meio» por alegado empenho na corrida armamentista e falta dele no combate às alterações climáticas, ao melhor estilo dos velhos tempos da Guerra Fria.

Foi com este pano de fundo que teve lugar a cimeira virtual entre o presidente norte-americano, Joe Biden, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, no início da semana, com o primeiro armado em pacifista e a bater na tecla dos «direitos humanos», sem deixar transparecer o que está verdadeiramente em causa.

Ora acontece que tal como o Médio Oriente tem o desplante de estar instalado em cima do «nosso» petróleo, também a China tem o descaramento de ser o maior produtor mundial de terras raras, conjunto de elementos químicos existentes na crosta terrestre, fonte de derivados essenciais para o fabrico dos componentes electrónicos indispensáveis à economia digital. Sabendo-se que Pequim controla mais de metade da produção global de metais de terras raras e mais de 85% da respectiva refinação, incluindo o que é extraído nos próprios EUA e segue depois para processamento final nas empresas chinesas, percebe-se que os gigantes do mundo dos negócios tenham tremido com a decisão chinesa, na sequência dos impactos da pandemia, de impor um controlo às exportações neste âmbito.

Biden, que conhece bem a expressão «é a economia, estúpido», estará agora a (re)aprender que na milenar paciência chinesa também funciona «é a política, estúpido». Isso mesmo ficou patente quando, à provocação do AUKUS, Pequim respondeu com o pedido de adesão ao Acordo de Livre Comércio da Ásia-Pacífico, o mesmo implementado por Obama com exclusão da China e posteriormente abandonado por Trump em 2017. O pedido, bem acolhido pela Nova Zelândia, reforça a liderança chinesa no comércio global e deixa os EUA mais isolados, escreveu na altura o «Global Times».

É pouco provável que se ouça falar nestas áridas questões, sem a capacidade mobilizadora dos tão rentáveis «direitos humanos» ou as alegadas intenções bélicas a ver se a provocação pega. Não é de estranhar. A transparência ainda é mais rara do que metais raros.

Informe-SE - 8.6

 As páginas 26 a 28 são de Argumentos

Dos Argumentos deste número destaca-se o Actual - Onde fica a Constituição?, de Ângelo Alves
 (como poderia ser outro ... à escolha do leitor):

 - Nº 2503 (2021/11/18)

Onde fica a Constituição?

«operação miríade», que envolve a alegada participação de militares portugueses em missão da ONU na República Centro Africana em tráficos ilegais e branqueamento de capitais é grave e deve ser esclarecida cabalmente. Está em causa a imagem, autoridade e prestígio das forças armadas portuguesas.

Este está longe de ser o primeiro caso em que forças armadas de diversos países, em missões externas da ONU ou de outras entidades, se envolvem em actividades criminosas. Ao longo de décadas, são inúmeros os exemplos de casos semelhantes, e isso não pode ser dissociado do enquadramento de várias destas missões, determinadas na maioria dos casos por objectivos de domínio imperialista, e muitas vezes de natureza neocolonialista.

Um País como Portugal, com a dimensão, história e enquadramento constitucional que conhecemos, deveria rejeitar e combater as políticas neocolonialistas do imperialismo. Por aquilo que representam de negação de direitos ao desenvolvimento e soberania, e pelo perigo de Portugal ficar amarrado a interesses e políticas que não beneficiam o interesse do País.

E sobre esta questão surgem-nos duas reflexões: a primeira é que uma das questões mais graves relacionadas com a «operação miríade» passou quase despercebida – o facto de, na prioridade de informação, os órgãos de soberania nacional serem preteridos em favor de uma entidade estrangeira, neste caso a ONU, sob a justificação de que as nossas forças integravam uma missão integrada dessa Organização. Estranhamente, as «razões jurídicas» que impediram os órgãos de soberania de conhecer a existência de uma investigação desta gravidade não se aplicaram no caso da informação à ONU. A segunda é que a serenidade com que o Presidente da República parece aceitar este facto, suscita muitas dúvidas e perguntas. A resposta pode estar numa frase do Presidente proferida na partida de mais um Batalhão para a República Centro Africana. Referindo-se à missão dos militares portugueses, e abordando a questão das migrações, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que «as fronteiras de Portugal começam em África». Como a História já nos demonstrou e demonstra, o facto de Portugal se associar a políticas que visam a soberania de outros países tem sempre um reverso. O caso da «operação miríade» comprova-o mais uma vez, e isso é grave, pois está em causa a soberania nacional e a Constituição da República.


segunda-feira, novembro 08, 2021

Informe-SE!... porque não O informam senão do que e como lhes serve...- 3

de ACR (As Conquistas da Revolução) - No centenário de Vasco Gonçalves 

A Ignorância dos perigos que desconhecemos 

e que corremos

 Marques Pinto

Vogal da Direcção

Penso que muitos de nós vivendo neste pequeno cantinho da Europa, vamos ignorando muitos dos riscos que a nossa espécie corre, de um modo muito mais perigoso do que a grande maioria pensa.

Claro que de um modo geral e porque se têm acumulado nos últimos anos um enorme arsenal atómico na Europa Ocidental - fruto sobretudo das tensões criadas pelos que habitam na outra margem do Oceano Atlantico - que segundo os especialistas em conflitos atómicos bastaria a deflagração de 3 a 5% desse armamento para que grande parte do território mais populoso da Europa Central ficasse um deserto de seres vivos.
Contudo o que me levou a colocar esta chamada de atenção foi um facto muito pouco divulgado ou mesmo quase escondido pelos grandes meios de comunicação e que aconteceu há poucos dias no Mar da China.
O submarino nuclear USS “Connecticut” SSN ( da classe Seawolf ) bateu em imersão num objecto ou relevo desconhecido e terá vindo á superfície perto das Ilhas Paracel - 150 milhas duma base de submarinos Chinesa na provincia de Hainan.
Claro que alem do risco de poluição atómica, com todas as possíveis consequências para a fauna marinha e o próprio ambiente foram denunciadas não só pela China como pelas Filipinas.
Nada se sabe ou pelo menos nada tem transparecido nos meios de comunicação e o que levanta mais suspeitas sobre a gravidade do incidente é que a própria Marinha Americana proibiu a divulgação e toda a guarnição durante uma semana ficou totalmente incomunicável.
Apesar da ocorrência em aguas territoriais de outro país a Marinha Americana não autorizou qualquer investigação ou inspecção.
Evidentemente que só através dos Governos das Filipinas e da China se conseguiu detectar e publicitar tal incidente pois até agora a “ignorância” dos grandes meios de comunicação se tem mantido fiel ao encobrimento de tal incidente.
Penso que este incidente independentemente da causa e dos efeitos mais ou menos graves que tenha provocado ou venha ainda a provocar, demonstra e deve-nos fazer pensar seriamente no que poderia acontecer com uma ocorrência semelhante aquando duma das eventuais “visitas amigas” de tal tipo de navios nucleares aos nossos portos ou mesmo em secretas patrulhas submarinas tão frequentes junto ás nossas costas dado que são rotas de inúmera navegação civil e sobretudo militar de tantos países.

(*) O artigo completo, em inglês, encontra-se neste link

https://www.informationclearinghouse.info/56840.htm

sexta-feira, novembro 05, 2021

Informar-SE!, como? - 1

Com uma relativa frequência, fala-se do Estado da Nação, e também do Estado do mundo. Suscitam-se então reflexões que, sendo sempre oportunas para a reflexão, o posicionamento e a intervenção sobre o estado em que estamos e como se chegou a este estado, se baseiam na informação que se tem. E ela abunda.

No entanto, o facto de haver tanta informação, e tanta inter-comunicação informativa que as chamadas redes sociais vieram provocar, coloca em primeiro lugar das preocupações a orientação e a qualidade da informação e inter-comunicação que há, tanto - ou mais - que a quantidade. E é assustador o  estado em que se está nesse domínio. E se domínio se escreve como maneira de dizer área, também serve para se dizer quem domina, com o significado de manipular.

É justo perguntar-se como e onde informar-se, que jornal ler, que rádio ouvir, que televisão ver. Quais os meios a escolher para que a informação... informe. Mas a preocupação acresce se, e porque, há jornais, rádios, televisões que, sem que haja escolha, se impõem, entram em casa do cidadão, nos seus 5 sentidos e (in)formatam a sua informação.

Não há solução? 

Claro que há, mas é muito difícil a alternativa. Têm de se  vencer barreiras, inércias, cansaços. Se se reparar bem, tem de combater uma poderosa máquina de informação padronizada, que se repete com diferenças muito mais (ou tão-só) aparentes que reais. Independentemente dos veículos ou meios veiculadores.

No actual momento da "política portuguesa" detectam-se - ou podem detectar-se se se estiver atento ao fenómeno relevantíssimo da informação - factos, imagens, linhas de interpretação da realidade viva e vivida, que se repetem, por vezes até à exaustão. Vencendo pela repetição que cansa e convida à resignada aceitação de posições, de interpretações e "leituras", como únicas, sem alternativa, e que de nenhum modo são únicas nem incontroversas. Enquanto outros factos, imagens, linhas de interpretação da realidade viva e vivida são ignorados, escondidos ou... mascarados e confinados.

Não havia alternativa para que de um "chumbo" ao OE apresentado à votação da AdaR resultasse a dissolução do parlamento e eleições legislativas? Ou, de outra maneira, pelo facto do PdaR ter afirmado o que seriam as suas intenções, de acordo com as suas competências, essa sua ingerência (pressão, ameaça... o que lhe queiram chamar) em dois dos outros orgãos políticos do País além do seu (com mais os Tribunais os quatro orgãos de soberania), tornavam inevitável essa solução. 

Não! 

Porque não seria a primeira vez que aquele orgão institucional, e aquele seu titular, não faria o que antes afirmara ou insinuara, ou ameaçara que iria fazer... E a prova disso é que Marcelo deu todo o espectáculo de audições e de reuniões e de aConselhamentos de Estado, como se todo esse ritual viesse homologar a decisão pré-tomada se acontecesse o que aconteceu... E que NUNCA aconteceria tal e qual como previsto e prevenido, ao tomar a decisão sobre a decisão que iria  tomar (e já tomou... uff!).

Este é um exemplo.   

O tratamento dado pela informação veiculada de forma massiva e impressiva, como se fosse a isenta e desideológica, foi de cristalina transparência. A outra informação, por vezes referida ou apresentada na informação massiva e impressiva como nota de pé de página em tipo 6, existiu (e existe) para quem a procurou (e pode procurar). Para quem, além de informado, quis informar-se! E o tenha conseguido. Sim, porque não é fácil.


continuarei  

terça-feira, março 27, 2018

Actualizando informação

Do (quase) diário:

26.03.2018

(...)
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Para (re)começar… lá por fora, no mundo, as coisas azedaram seriamente e, em vez de registar e comentar dia-a-dia, vou aproveitar uma informação de blog brasileiro (à maneira deles) que me parece dar bem o ambiente que se vive…

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No fio da navalha!


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NOS CONFLITOS A PERGUNTA, NOS EVENTOS A RESPOSTA.
MAIS SINAIS DE MAIS GUERRAS:
UM JOGO MAIS PERIGOSO.

(sublinhados e “retoques” a azul meus)


Os dias de Donald Trump de jogar “às escondidas” como em jogos de reality-television estão chegando ao fim. Ou ele atira todos os aprendizes que hesitem levemente em fazer uma guerra mundial muito maior e deixar as bombas voarem, ou será substituído por um que o fará. Sinais é que ele aprendeu o que o trabalho dele implica e o mundo sofrerá mais morte e destruição como resultado.
De volta aos dias da primeira Guerra Fria – o final da década de 1950 até o início da década de 1960, quando nosso pequeno mundo chegou perto da extinção – minha família muito grande apareceu em muitos programas de televisão americanos. Seus nomes contaram a história daqueles tempos: “Quem você Confia”, “Para dizer a verdade”, “Charadas”, “Jogue seu Palpite” e “Bater o relógio”, para citar alguns. Era como se aqueles programas de jogo tolos sugerissem inconscientemente que investigássemos um pouco mais atrás das manchetes para descobrir o que realmente acontecia antes que o Relógio do Apocalipse estivesse vazando.
Hoje, as coisas são muito mais sofisticadas e sinistras, com uma guerra enorme e implacável contra a verdade que a mídia corporativa ocidental, um braço da CIA, o exército invisível do capitalismo. É um espetáculo torcido com consequências fatais. Seu método é enfrentado por Janus. Por um lado, repete uma e outra vez mentiras ousadas e sempre faltam evidências – por ex. Russiagate, Armas de Destruição em Massa no Iraque, o governo sírio usou armas químicas, a Rússia é um agressor que planeja invadir a Europa Oriental, três edifícios do World Trade Center cairam em suas próprias pegadas na velocidade virtual de queda livre por causa de incêndios, etc. - por outro lado, sugere ao público que … sabem mais … porque assistem a shows apoiados pela CIA como “Homeland“, filmes como “Zero Dark Thirty” e estão sendo informados por todos os chamados ex-CIA e comentaristas de “inteligência” que povoam a mídia corporativa e explicam o que realmente está acontecendo. (…) a CIA”, de certa forma, se transformou imperceptivelmente em “Sim, podemos; confie em nós”.
Agora, temos a primeira-ministra britânica, Theresa May, acusando a Rússia de envenenar na Inglaterra o agente duplo Sergei Skripal e ameaçando a Rússia a dar uma explicação “credível” por que eles mataram esse homem ou então, um homem que vendeu a identidade de agentes russos ao Reino Unido por dinheiro, colocando-os em grave perigo. Ou então, ela diz,
O Reino Unido “conclui que esta ação equivale a um uso ilícito da força pelo Estado russo contra o Reino Unido”.
Naturalmente, ela não apresentou nenhuma prova do envolvimento da Rússia, mas a BBC, como é costume, especula sobre como os britânicos podem punir a Rússia tal como outros meios de comunicação corporativos. Mas nos deixamos perguntar para onde isso está a levar.

Poderia ser a Síria? O ex-diplomata britânico Craig Murray sugere que poderia ser uma configuração de bandeira falsa destinada a levantar a russofobia a proporções histéricas. Mas para que fim?
Se olharmos para as Nações Unidas e as acusações e ameaças que voam da boca do embaixador dos EUA, Nikki Haley, “sósia” da embaixadora da ONU em Samantha Power na guerra, vemos que a imagem se expande. Haley ameaçou que os EUA tomariam ações unilaterais na Síria contra as forças sírias e russas se a ONU não adotasse sua resolução que permitiria aos terroristas anti-governo tempo suficiente para escapar de Ghouta Oriental. Disse, ecoando as palavras que ouvimos várias vezes:
“Não é o caminho que preferimos, mas é um caminho que demonstramos que vamos tomar, e estamos preparados para retomar … Quando a comunidade internacional não atua, há um tempo quando os estados são obrigados a tomar suas próprias ações”.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, adverte que outro ataque dos EUA às forças do governo sírio teria sérias conseqüências. E o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, dizendo:
“Temos informações confiáveis ​​sobre militantes que se preparam para falsificar um ataque químico do governo contra civis. Em vários distritos de Ghouta Oriental, uma multidão estava reunida com mulheres, crianças e pessoas idosas, trazidas de outras regiões, que representariam as vítimas do incidente químico”.
Ele acrescentou que os ativistas de “Capacetes Brancos” (comprovadamente financiados pelos EUA e o Reino Unido) já haviam chegado à cena com transmissores de vídeo via satélite prontos para filmar a cena e que os russos descobriram um “laboratório para a produção de armas químicas na aldeia de Aftris que foi libertada dos terroristas”. Após o ataque planejado de falsas bandeiras, os EUA iriam bombardear o governo em distritos em Damasco cumprindo a ameaça de Haley.
E aqui nos EUA, o coronel Lawrence Wilkinson, que era o chefe de gabinete do secretário de Estado, Colin Powell, quando Powell mentiu na ONU em 2003 para obter apoio ao ataque criminal contra o Iraque, falou com o lobby de Israel e a Conferência da Política Americana de 2018 dez dias atrás e disse, falando sobre o primeiro-ministro israelense Netanyahu e o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, que:
“Ambos estão à frente da guerra. Com isso estou convencido. Eles usarão a presença alegadamente existencial (sic) do Irão para a presença de Israel na Síria, que está se tornando cada vez mais, de uma perspectiva militar todos os dias, o acúmulo do Hezbollah de cerca de 150 mil mísseis se acreditarmos em nossas agências de inteligência.”
(…).
Agora, Rex Tillerson está fora como Secretário de Estado e chefe da CIA, e Mike Pompeo, muito mais de guerra, desliza naturalmente para o papel. Cadeiras musicais para a elite de poder. Como Trump disse sobre Pompeo,
“Estamos no mesmo comprimento de onda”.
Equivocando o mesmo comprimento de onda, Nikki Haley, um trio cuja aliança é um sinal frágil para a paz do Oriente Médio ou para qualquer aproximação com a Rússia. O jogo torna-se mais mortal quando o Aprendiz Presidencial” aprende as regras e o império se prepara para derramar sangue mais inocente em uma aliança profana com Israel, Arábia Saudita e outros “jogadores da equipe”.
Mas desta vez o jogo não será, nas palavras de outro mentiroso da CIA, “favas contadas”. Os oponentes estão prontos desta vez. O jogo mudou.
E no leste da Ucrânia, a neve deve estar derretendo nas próximas 3-4 semanas.
Faça as suas apostas

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E vale bem a pena – como sempre! – ler o artigo de Jorge Cadima em o último O Militante,  A tempestade que se avizinha.

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Com “ponte” para este rectangulozinho, onde se fazem contas (em euros…) sobre se e quantos diplomatas russos expulsar, o oportuno post do Cid Simões:


DOMINGO, 25 DE MARÇO DE 2018

É o trabalho que escreve a História



  
Como acontece todas as quintas-feiras, li o Avante!, e, uma vez mais, conclui que a história do meu país, nestes últimos 90 anos, não pode ser escrita com seriedade sem consultar este jornal. Nele encontramos todo o pulsar social, os anseios e lutas do povo trabalhador, que os media corporativos escondem ou aviltam, além da luta de todos os Povos pela liberdade e pela Paz.

Exemplo: Títulos e temas tratados nesta edição.
- Prepara-se em todo o País a manifestação de 28 de Março.
- Manifestação nacional da Administração Pública.
- Normas gravosas da legislação laboral têm de ser revogadas.
- PCP apresenta propostas para valorizar a escola pública. (amplo anfiteatro repleto de participantes)
- Livro regista luta dos bancários.
- PCP desafia Governo a investir na floresta. Passa-culpas não resolve os problemas da floresta.
- Contactar 5000 trabalhadores para afirmar o PCP e a luta.
- Audição do PCP com assistentes aeroportuários.
- Jerónimo de Sousa critica convergências que mantêm o retrocesso em direitos laborais.
- Dignificar a contratação colectiva e pôr cobro à desregulação dos horários que prejudicam a vida dos trabalhadores.
- Manifestação nacional [dia 16] exige opções diferentes,
- Professores em greve.
- Começa quinzena de luta na hotelaria e turismo.
- Greve amanhã [23] nos têxteis.
- Novas lutas no comércio.
- Marcada greve na Cultura.
- Jovens saem à rua «para acabar» com precariedade e baixos salários.
- Utentes reclamam soluções para a Transtejo e a Soflusa.
- Degradação do Metro.
- Semana de luta por Educação pública.
- Vítimas dos incêndios protestam em Coimbra.
- Utentes protestam em Faro. / Mais saúde para o Hospital de Marvão.
- Pôr fim à ingerência externa para conquistar a paz na Síria.
- Defender a soberania da Venezuela. / Venezuela denuncia ingerência norte-americana.
- Ferroviários franceses decidem três meses de greve.
- Manifestações massivas em defesa de pensões dignas, em Espanha.
- Assassinato de vereadora mobiliza contra discriminação, Brasil.
- Washington, distrito canibal.
- Ggouta quase livre e Afrine a saque.
- Entre «becos sem saída» e a luta emancipadora das mulheres.
Tudo isto e mais pequenas notícias e artigos de fundo.
COMO É QUE NÃO SABEMOS PASSAR A MENSAGEM SE ELA É ABAFADA AO SAIR DA FONTE!
CID SIMOES