sexta-feira, maio 20, 2011

Boa pergunta: "Salvar quem?"

Boa pergunta, de Ângelo Alves, numa opinião no avante! de ontem 

Salvar quem?
  • Ângelo Alves
As conclusões das reuniões do ECOFIN e do Eurogrupo, o «cenário» que rodeou estas reuniões, a sua agenda de trabalhos e as declarações proferidas à sua margem revelam bem da profundidade da crise estrutural do capitalismo, do aprofundamento da crise económica e social no «velho continente» e das contradições que, no seu desenvolvimento, se intensificam no espaço da União Europeia e desta com os EUA.
As conclusões do ECOFIN confirmam um cenário de grande instabilidade na Europa. O cenário da generalização das chamadas «crise da dívida soberana» é uma real possibilidade e indissociável das tendências de fundo de aprofundamento da crise na tríade capitalista, como o comprovam as recentes declarações de Obama que, alertando para os riscos de um impasse em torno do tecto da dívida norte-americana, afirmou que «poderíamos entrar na pior recessão que já houve. A pior crise financeira pela qual já passamos».
A aprovação da mal dita «ajuda» a Portugal é um passo mais no acelerado processo de concentração e centralização de poder económico e político em curso na União Europeia, no construir de um «cordão sanitário» em torno das grandes potências capitalistas da Europa. Se faltassem provas, as situações na Grécia e na Irlanda, e os resultados das intervenções externas nestes países, aí estão a demonstrar que o que está em causa não é o interesse destes povos, mas sim «desconstruir» económica e socialmente os países da periferia para salvar os grandes grupos económicos das grandes potências.
E se os factos não chegassem para o provar atente-se então em duas declarações de dois altos responsáveis europeus, bem elucidativas de para que serve, e a quem serve, a União Europeia, o Euro e os seus mecanismos e programas «de estabilização»: Olli Rehn, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos afirmou na segunda-feira que «ajudando Portugal (…) protege-se simultaneamente a retoma económica na Alemanha», e Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, vendeu durante uma visita à China a «solidez» do Euro, sustentando essa afirmação na ideia de que o PIB de Portugal, Irlanda e Grécia, «representam apenas 6% do PIB da Zona Euro».

Uma espécie de crónica contra as omissões

Ainda passei os olhos pelos locais em que costumo procurar uma actualização das informações. Não encontrei nem uma notícia sobre acontecimentos que vivi ontem e que estimo da maior relevância. Por eu os ter vivido? Não! Por terem sido vividos por milhares de portugueses, por dizerem respeito a todos os portugueses, por tratarem da nossa História.
Surpreendido? Claro que não. É a evidente luta de classes traduzida na comunicação/intoxicação social. Tudo azul e branco em euforia de diversão, D.S-K e as suas taras pessoais, e não as do FMI a que presidia (com enviadas especiais para acompanharem o escabroso com nome grande e as peripécias), a criação de uma forjada e insistida até à náusea expectativa para o debate Sócrates-Passos Coelho como se fosse... "o decisivo", semelhando uma luta de galos pelo poleiro onde seremos nós a colocá-los a partir de uma inexorável e exclusiva alternância. Isto é mesmo intoxicação!
Sobre as manifestações de ontem, que trouxeram  à rua dezenas de milhares de portugueses, não encontrei nada. Nada! Nem antes, nem depois. Os portugueses não contam nem que aos muitos milhares sejam. Manifestações de protesto? Só em Espanha. Só essas têm merecimento para critérios editoriais comandados por interesses financeiros.
Nada sobre uma sessão na Casa do Alentejo em que, sem revivalismo, com procura séria de verdade histórica, se conversou, numa sala cheia de vontades de não esquecer e de não permitir a mentira e a calúnia, um passado que marcou os dias de hoje e do futuro entre todos testemunhado com emoção, serenidade e determinação. As conquistas da revolução. Vasco Gonçalves.
Nada, evidentemente. E sem surpresa. Mas com indignação.

A luta continua!   

quinta-feira, maio 19, 2011

Para hoje

O que me anima é que o 25 de Abril aconteceu em Portugal
e foi feito por portugueses.
O país existe, as pessoas também,
"fermento" não falta, e do bom.
Portanto...
Campaniça

Foi pouco mais de um ano. Foram cerca de 14 meses. Entre 18 de Julho de 1974 e 11 de Setembro de 1975. precisamente 415 dias! (escreveu Armando Castro).
«… desde o congelamento das rendas urbanas e a nacionalização dos bancos emissores, a que procedeu o II Governo, e a lei de arrendamento rural, obra do III, até às nacionalizações dos sectores-chave e das empresas monopolistas, decretadas quase todas pelo IV Governo, e algumas pelo V, à reforma agrária do IV Governo, e à Lei do controlo operário, aprovado pelo V, mas que não chegou a ser promulgada…» (lembrou o prof. Teixeira Ribeiro).
Foram 415 dias. E o antes e o depois desses 415 dias.
Mas foi nesses 415 dias que houve Povo-MFA, que houve "um homem na revolução".
Vasco Gonçalves e cada um de nós que quis ser Povo e Futuro.  




Assim começarei o meu contributo.

Vasco Gonçalves


"O socialismo que queremos consiste também na possibiliaade de cada cidadão ser um homem de lisura, um homem limpo, um homem transparente."
(no "célebre" discurso de Almada)

quarta-feira, maio 18, 2011

Atenção aos locais e horas


Ler e pensar...

Estou a estudar. Tenho "testes" amanhã »(:-)...
Estou a rever matéria, no meio de muita indormação a chegar, e de que quereria ser útil trampolim ou ponto de passagem (>>---<<<).
Entretanto, fico parado a reflectir sobre o que leio:

«(...)
- Se Maquiavel tivesse ao seu discurso de Almada, não hesitaria em sublinhar inúmeras das suas afirmações com uma gargalhada à italiana.
- Sim? Porquê? 
- Não insistiu dessa vez que a política e a moral são inseparáveis?
Baixando os olhos, num esgar vagamente melancólico, o general respondeu.
- De facto é isso que penso, mas é possível que eu seja um pouco ingénuo.
De súbito, porém, o semblante iluminou-se-lhe:
- Vou dizer-lhe uma coisa. Há dias, passando os olhos, por acaso, num texto de Lénine, encontrei uma formulação do mesmo género. Fiquei muito contente, sabe? Sendo aquele homem tão diferente de mim, tão sábio e tão calejado em lutas violentísimas, neste caso pensava, exactamente, como eu, que a política e a moral tinham muito a ver uma com a outra. Se eu imaginase que haveríamos de ter esta conversa, teria marcado a passsagem. Agora nem me lembro sequer em que livro é que vi isso.
(...)»

(de entrevista de Vasco Gonçalves, realizada por Carlos Coutinho, pág. 15 de Companheiro Vasco, Inova, 1977)


Os dados publicados do desemprego/emprego - breve nota

(nota adaptada para informação "blogueira"):

De acordo com o inquérito ao emprego, o desemprego (em sentido restrito) no primeiro trimestre de 2011 situa-se em 688,9 mil trabalhadores, ou seja, uma taxa de desemprego de 12,4%. No entanto, o INE informa que realizou alterações metodológicas no inquérito, pelo que, a partir destes números, não poderão ser feitas comparações com os períodos anteriores.
Ainda assim, é o próprio INE informa que, de acordo com testes realizados, caso a metodologia não se tivesse alterado o número de desempregados (em sentido restrito) seria de 633,3 mil, o que corresponderia a uma taxa de desemprego de 11,4%.
Partindo destas estimativas, pode afirmar-se, com elevado grau de confiança,  que o desemprego se continua a agravar em Portugal. Relativamente ao trimestre homólogo de 2010, existem mais 41,1 mil desempregados, atingindo-se o mais elevado número de desempregados desde que o INE iniciou o inquérito. A taxa passou de 10,6% para 11,4%, um agravamento homólogo de 0,8 p.p., mais de 7,5%.
O número de empregados diminui, o que torna o quadro social ainda mais grave. No primeiro trimestre de 2010 foram estimados em mais de 5 milhões os empregados e, no primeiro trimestre de 2011 ter-se-ia baixado dessa barreira (4,9457 milhões). Tem de se recuar até 1999 para encontrar um primeiro trimestre com menor número de empregados.
Por outro lado, uma vez mais os dados do inquérito a emprego do INE demonstram que os números politizados e governamentalizados do desemprego registado nos centros de emprego do IEFP demonstram que os portugueses que caem no desemprego não acedem aos meios de protecção social no desemprego, nem confiam nas instituições cuja missão é apoiar a colocação e a procura de novo emprego. As chamadas "políticas activas de emprego" não respondem às necessidades, nem substituem os cortes no acesso à protecção no desemprego, ao subsídio de desemprego.
Estes números, apurados e estimados ainda antes dos efeitos que advirão da aplicação do programa comum do das "troikas" PS/PSD/CDS-FMI/BCE/CE, assim como das medidas previstas e chumbadas no PEC-IV, demonstram que a degradação da situação económica e social prossegue e com uma tendência inelutável para se agravarem substancialmente... se a luta pela alternativa não conseguir travar este rumo e fazer com que novas/outras políticas se imponham.
Pelo voto popular.

Ex-citação

Tive acesso a este esclarecedor (pelas questões que levanta) texto de comentário do Ricardo Oliveira, que reproduzo com gosto (e gozo):

Angela Merkel
candidata a primeiro-ministro de Portugal?

Segundo o Jornal de Negócios (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=485241), a chefe do governo alemão exige que o número de férias e a idade de reforma de Portugal e dos restantes países periféricos sejam iguais às da Alemanha. A tentação imperial alemã assume novo patamar.
Desculpando-se com supostos desequilíbrios orçamentais no seio da União Económica e Monetária, na zona euro, o governo alemão demonstra que considera legitimo exigir e determinar as políticas sociais daqueles que dizem serem seus parceiros.
No entanto, a Alemanha não exige que do ponto de vista social os países periféricos obtenham o mesmo nível de protecção social e de rendimento disponível que a própria Alemanha. Mais, se tivermos em conta que, exceptuando a Espanha, estamos a falar de países com um peso insignificante na despesa e PIB europeus, perceberemos que o objectivo não é garantir a solidez monetária na região e protege-la de desequilíbrios.
Estamos perante a intenção de garantir que estes países forneçam mão-de-obra barata e precarizada (para ser ainda mais barata) para a produção que não compensa realizar no centro da UE e que ainda não pretendem que seja transferida para outras regiões do mundo. E em simultâneo pretendem garantir que a banca e o grande capital alemão obtenham elevados lucros com a intervenção (que apelidaram de ajuda!) junto destes países.
Mas estará Angela Merkel a dizer alguma novidade que não esteja já prevista nas linhas ou nas entrelinhas do memorando? Claro que não!
E perante este tipo de declarações o que diz o PS, o PSD e o CDS, os partidos do programa comum?»

Boa! E boa pergunta...

Sim!, há alternativa para/contra a ingerência - 19 de Maio, Porto e Lisboa

Da CGTP-In:
«CONTRA A RECESSÃO, HÁ ALTERNATIVA!

Os dados agora divulgados pelo INE e as projecções da Comissão Europeia confirmam que Portugal entrou em recessão económica. A quebra do PIB em 0,7% no 1º trimestre deste ano, é o resultado directo das medidas do Orçamento de Estado para 2011, que levaram ao aprofundamento da degradação da procura interna e da redução do investimento. Tal como a CGTP-IN alertou, esta redução não aconteceu por acaso ou fatalidade. Os cortes nos salários, o congelamento de pensões e a redução e/ou a retirada de prestações sociais tiveram como consequência a diminuição significativa do poder de compra da generalidade da população, dando assim um forte contributo para a quebra da riqueza produzida no país, para o definhamento do sector produtivo, com evidentes repercussões no aumento do desemprego.»

Conquistas da Revolução - Vasco Gonçalves

Debate - 35 Anos da Constituição da República.
Acção e papel dos Governos de Vasco Gonçalves

19 de Maio – 21h00
 Casa do Alentejo

Intervenientes

Duran Clemente - Capitão de Abril
Modesto Navarro - Escritor
Ernesto Cartaxo - Sindicalista
Oliveira Batista - Min.Gov.de Vasco Gonçalves
Manuel Gusmão - Deputado constitucionalista
Sérgio Ribeiro - Economista

Moderador
Manuel Begonha - Capitão de Abril

terça-feira, maio 17, 2011

"Em carteira"

No anterior "post" referi não ter usado "novas tecnologias" na sessão da UBR (União dos Bancários Regormados e Pensionistas), na Casa do Alentejo.
Não terá feito falta.
Embora na "pen" levasse este gráfico retirado de um um artigo do Pedro Carvalho, em O Militante que tem grande interesse. E que deixo para eventual estudo de uns e futuro aproveitamento meu.

No expresso do regresso...

Correu bem!
Na Casa do Alentejo, um almoço de convívio amigável e muito agradável (estou para rimas, hoje... foge!), e uma sessão de 3 horas de conversa, em que a maior dose de "paleio" foi meu, embora com muitas intervenções pelo meio (!!!).
Não houve recurso às "novas tecnologias"... O microfone já é das antigas tecnologias, e até teria sido dispensável, embora a sala estivesse com cerca 40 pessoas (houve população flutuante, com a maior parte - mais de 30 - atenta e participativas.
Aprendi. Como sempre. Entre outras coisas, como os bancários podem explicar (aos vizinhos, aos amigos, aos familiares) que as dívidas são renegociadas para serem pagas! Como, por exemplo, se faz(ia) na reforma de letras...
Ainda tive um prelúdio e um complemento de debate "especiais", com um participante "especial" (para mim...) que me acompanhou da Rodoviária ao almoço (e almoçou) e me devolveu à Rodoviária.

Onde vou. Isto vai! 

Mais uma sobre o debate (?) de ontem

Muito bem observado num comentário (do Pata Negra) ao anterior "post" (que reproduzo, com ligeiras alterações):

«Repetidamente, o "artista" começa as suas intervenções dizendo que o interlocutor disse ou defendeu aquilo que não disse nem defendeu. Exemplos de ontem:
"o que Jerónimo de Sousa está a dizer é que não quer pagar a dívida"; "o que JS defende é nacionalizar tudo..."
Para a próxima vou contá-las!»

Eu também. Depois, conferimos...

Um porMAIOR que (des)qualifica um homem

Em política (como no resto... embora tudo seja política) há quem use e abuse do truque, da batota, ao fim e ao cabo da desconsideração do outro, seja este o interlocutor ou o assistente-alvo do debate que forma (ou devria formar) opinião.
Sócrates é um expert, o que quer dizer que consegue ultrapassar-se na esperteza em que abunda. Tudo no seu discurso e na sua postura é cálculo e falta de escrúpulo. Faz parte da escola do "em política, vale tudo" como se não fosse (não devesse ser) a política a avaliadora do que vale ou não vale nos comportamentos cidadãos.
Do debate com Jerónimo de Sousa - a que eventualmente aqui se voltará - retive um porMAIOR que identifica essa "experteza".
Para o debate, Sócrates terá levado a lição estudada de passar algumas ideias-chave para reforçar, em seu benfício (eleitoral), o preconceito anti-comunista tão bem adubado. Por agora, apenas se refere a mais de uma vez repetida ideia de que renegociar (ou reestruturar) a dívida é igual a não pagar!
Bem esteve Jerónimo de Sousa (mas sem a "força" que  Sócrates encontra na falta de vergonha e no treino demagógico) ao afirmar, com serena convicção, que não!, que não renegociar agora é adiar, e por pouco tempo, a reestruturação da dívida. Como se verá se não houver força para que seja agora e para impedir que se transfira, por via do sacríficio dos trabalhadores e da população em geral, para nossa casa todo o "lixo" criado pelos mecanismos de endividamento, pelo dinheiro fictício e negócio do crédito especulativo. 
Importaria que os portugueses (os que ouviram e se quiseram informar) não tivessem retido aquela frase batida, e sim que renegociar, agora, seria, em condições mais favoráveis (ou menos desfavoráveis), prazos, quantitativos e taxas de juro do que quando tiver de ser feito por a dívida, aumentada se continuar o mesmo rumo, não ser pagável.
Agora, estaríamos em condições de maior soberania, até porque perante negociadores que, do outro lado (da renegociação), em defesa do capitalismo financeiro de que são os donos e senhores, estarão ... "à rasca". Lúcida e perigosamente!

Este é só um apontamento. Ou um apontamentes.

segunda-feira, maio 16, 2011

"60 minutos" difíceis de "ou(vi)ver"

Quem tenha "ouvisto" ontem o programa da Sic-noticias com o título 60 minutos terá, decerto, sentido algum desconforto. Foi insuportável!
Talvez o tenha sido mais para aqueles que apoiaram Obama, e o erigiram em grande exemplo, esperança, mito, justo Prémio Nobel da Paz,sei lá que mais, e que não tenham perdido lucidez e sentido crítico. Deve ter sido muito penoso!
Em entrevista a um homem ao seu serviço (podem ver-se videos anteriores em que o mesmo "jornalista" faz o seu "trabalho"... porque este de ontem não está - ainda? - acessivel, pelo menos na versão legendada), Obama vai respondendo a questões sobre o ataque a Ossama bin Laden e a sua morte.
Que história mal contada! Que descarada encenação ao nível da tragédia à maneira da Casa Branca!
Os preparativos da operação "Gerónimo" e a sua execução, aqui em pormenor absolutamente infantil, ali em completa nebulosidade ou opacidade total, o corpo lançado ao mar, um pedaço de pele para comprovar o ADN, as fotos ou não fotos...
Não está em causa, neste "post", bin Laden. Este homem, que teria sido um "monstro" teria sido assassinado pelos seus criadores. Se o foi... Mas não, decerto, daquela maneira, ou já o terá sido numa das 9 anunciadas vezes anteriores, ou sê-lo-á qualquer dia... ou morrerá num hospital qualquer ou num lar para velhos ricos. Talvez nos Estados Unidos.
O que está em causa é toda a encenação para nos fazerem acreditar numa versão de um acontecimento que, ao ser contado, apesar da inegável capacidade de efabulação e demagogia do contador, se revela uma mentira insustentável, uma aldrabice incrível, uma hipocrisia despudorada.
Vê-se como, lá na Casa Branca, avaliam as gentes, as pessoas, os homens e as mulheres comuns: tão ingénuos e estúpidos quanto, por lá, se é imaturo e criminoso.    

Acções - convite E convocatória

Acção em Vila de Conde - Fotos e nota para uma reportagem

Fotos (de vários “fotógrafos” e máquinas) e notas por arrumar para uma reportagem que não se fará… além desta:
  • Sessão integrada na campanha CDU para as legislativas 2011
  • No dia seguinte a um comício em Matosinhos, logo ali ao lado (alguns camaradas “de rastos” com o trabalho da véspera).
  • Uma "comissão de recepção", reforçada com amizade trazida de Espinho.
  • Local: Biblioteca Municipal (excelentes instalações, muito frequentada.
  • Sala a encher-se aos poucos.
  •  Mesa com o camarada Jorge Marques, Valdemar Madureira, candidato pelo distrito do Porto, e Sérgio Ribeiro, economista e do CC do PCP.
  • Depois da apresentação, intervenção do VM, centrada nos problemas económicos da região , com ênfase sobre as dificuldades crescentes da descentralização, regionalização e actividade autárquica, bem apoiada em números como os dos PIDDAC, desequilibradores e sempre a minguar.
  • Intervenção fechada (com "chave de ouro"...") com a "ajuda" do Acordai do poeta militante José Gomes Ferreira..
  • As eleições de 5 de Junho (de deputados, representantes do povo!), acto numa luta muito mais larga, de antes e para depois.
  • As responsabilidades de todos e cada um.



  • A nossa força e o Futuro como horizonte certo.
  • Quando? Como?




  • Uma sala cheia e sempre interessada, atenta (lá fora, um dia de sol a convidar para passeio à beira-água…)
  • Debate com muitas participações (6) até esgotar o tempo, continuado com conversas "à porta da rua".
  • Muito “trabalho para casa”!
  • Também hospitalidade, convívio, camaradagem, amizade. Do melhor.
  • Também turismo. Do bom.

domingo, maio 15, 2011

No regresso...


Na preparação para a iniciativa de Vila do Conde, quis fazer um gráfico com a evolução do câmbio euro-dolar desde a criação da moeda única e estabelecimento, em Janeiro de 1999, com a taxa de 1 euro a valer 1,1607 dólares, até hoje.
Várias coisas provam essa evolução, que arrumei em dois gráficos - um entre Janeiro de 1999 e Janeiro de 2011, todos os anos em Janeiro e Julho; outro, durante 2011 - que aqui deixei para comentário futuro, depois de eventual aproveitamento em Vila do Conde.
  • Mostrar (ou demonstrar...) como a taxa inicial era excessivamente valorizadora do euro relativamente ao dolar prejudicando as actividades exportadoras para fora da área - e muito particularmente aquelas dos países cuja moeda foi substituída pelo euro a partir de uma taxa de câmbio exageradamente alta, como foi o caso do escudo português -, como tal foi corrigido, passando de 1,1607 em Janeiro de 1999 para pouco acima de 0,8 em Julho de 2001; 
  • como se deu um movimento tendencialmente inverso, comprovando a instabilidade do que foi criado com o argumento da estabilidade cambial, até atingir quase 1,6 em Julho de 2008;
  • como se provocou uma queda brutal, para pouco acima de 1,1 em Janeiro de 2009, queda de que recuperou, com agravada instabilidade;
  • instabilidade que bem se nota nas oscilações de 2011, de 1,34 em Fevereiro, a passar para o máximo acima de 1,48 já em Maio e 1,428 em 13 de Maio;
  • uma verdadeira "roleta"!
Acabei por não me "meter" por estes caminhos na animada sessão de Vila do Conde, apesar de ter chegado a expor os gráficos, porque outros foram mais adequados ao tão animador debate (pelas presenças e participação).

Acções...

Vamos a esta!

sábado, maio 14, 2011

Da preparação para Vila do Conde



No regresso... depois comento.