quarta-feira, março 18, 2015

O euro e a União Económica e Monetária




Sexta-feira, Seminário do PCP-GUE/NGL: 

“O Euro e a União Económica e Monetária: 

Constrangimentos e Rupturas”

Esta sexta-feira,
dia 20 de Março,







irá realizar-se um Seminário, promovido pelo PCP e pelo GUE/NGL,
no Hotel Sofitel, pelas 14h30, subordinado ao tema
“O Euro e a União Económica e Monetária:
Constrangimentos e Rupturas”.
A iniciativa contará com intervenções de
João Ferreira, Inês Zuber e Miguel Viegas
(deputados do PCP no Parlamento Europeu),
Stavros Evagorou (AKEL, Chipre),
Paloma Lopez Bermejo (Esquerda Unida, Espanha),
David Cullinane (Sinn Fein, Irlanda)
e Ângelo Alves, da Comissão Política do Partido.
Uma oportunidade para aprofundar o conhecimento
sobre as propostas do PCP sobre este tema
e ter um conhecimento directo da realidade
de outros países afectados pela chamada crise do Euro,
como o Chipre, Espanha e Irlanda.
(ver convite carregando na imagem).







Para ler!

http://resistir.info/v_carvalho/capital_ficticio_11mar15.html

Quer o o artigo de Daniel Vaz de Carvalho, quer o livro. 
.E reflectir. 
E  debater.

Não TAPes os olhos, desTAPa as orelhas


















Não deixes que façam
de nós
   TAPete

Coisas da arca do velho em Espinho










antes de tudo,
a alegria de 
encontrar,
conviver.
conversar,
com amigos.
depois: debater.
sempre: lutar.

terça-feira, março 17, 2015

O Brasil deveria preocupar-nos muito!

Por todas as razões. Deixa-se uma. Universal. É o "nosso" BRIC!, e é um país que saíu de uma ditadura militar para uma democracia. Pela força do seu  povo. Do povo que está a ser manipulado, e em que há gente a pedir o regresso de militares. Não dos militares que são povo, mas dos militares que massacraram povo. Há que estar muito atento. E fazer o pouquissimo que possamos fazer para o impedir 

falta aqui o mais importante,
o instigador e coordenador:
a CIA!

Da Rádio Vermelho

Durante o programa Ponto de Vista, o editor do Vermelho esclareceu o que há por trás da palavra de ordem “Fora, Dilma!”. "É a expressão do revanchismo das forças derrotadas nas eleições presidenciais de 2014. Algo desprovido de sentido, uma vez que o segundo mandato mal começou". 

José Reinaldo lembra também que "as manifestações contaram com financiamento empresarial, a infraestrutura de uma central sindical que traiu os trabalhadores brasileiros e tiveram a seu serviço uma ampla, massiva e nauseante agitação política e propagandística realizada durante mais de um mês e desde as primeiras horas do dia pela Rede Globo de Televisão, estações de rádio e as edições on line dos principais jornais monopolistas".
Ao sinalizar o papel da esquerda consequente nesse momento complexo, o jornalista indicou: "O que se espera das forças consequentemente de esquerda e progressista é que compreendam a natureza e o sentido dos acontecimentos, marchem e se coloquem à altura dos desafios, com nitidez programática e adequados métodos de luta, o que pressupõe conhecer a natureza do inimigo e a convicção de que está descartada a conciliação com este".

segunda-feira, março 16, 2015

A Islândia, a UE e a informação em Portugal

de RESISTIR.info:


"A ISLÂNDIA, A UE E A TV PORTUGUESA 



A notícia mais importante do dia 12 de Março foi certamente a decisão do governo da Islândia de retirar a sua candidatura a membro da União Europeia. O pedido fora apresentado em Julho de 2009 e as negociações decorriam até agora, quando o governo (conservador) islandês disse um não definitivo à UE. A notícia tem importância internacional e de múltiplos pontos de vista, o que justificaria o destaque devido dos media assim como análises e comentários. No entanto, os noticiários da noite de 12 de Março da TV portuguesa praticamente ignoraram-na. A omissão de informação é a forma de censura preferida do telelixo português."

A Venezuela, os EUA e a UNASUR

La UNASUR solicita 

la derogación 

del decreto ejecutivo de EUA

sobre Venezuela


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Internacional/Resumen Latinoamericano/ RT/ 14/03/2015.-  La Unasur ha solicitado a EE.UU. derogar el reciente decreto ejecutivo que calificaba a Venezuela como una amenaza para su seguridad nacional.
Tras celebrarse en Quito una reunión extraordinaria, la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur) ha solicitado a EE.UU. la derogación del decreto ejecutivo que califica a Venezuela como una amenaza para la seguridad nacional del país norteamericano, e introducía sanciones contra algunos funcionarios venezolanos.
Al inicio de esta reunión extraordinaria, el secretario general de la Unasur, Ernesto Samper, subrayó que la organización había sido creada bajo el principio de la paz.
“Los principios capitulares que dieron origen a la Unasur fueron la preservación de esta región como zona de paz, el fortalecimiento de la democracia y garantizar los derechos humanos”, expresó Samper, informa Telesur. “Esos son los tres principios alrededor de los cuales nos hemos y nos seguiremos moviendo en la Unasur”, añadió

domingo, março 15, 2015

Para o fim do dia de domingo: poesia no meio das economias

Gostei de ler...
é que havia um fiscal no paraíso, lembram-se?











se clicarem sobre a imagem 
lerão melhor

Reflexões lentas - austeridade e produção

Muito nos ensinam os tempos que vivemos. Desde que queiramos aprender. 
Quase todas as últimas horas destes dias destes mais próximo-passados meses me tenho disponibilizado para aprender e tenho desfrutado de verdadeiros cursos ao domicílio. 
À boleia do "caso Pinto de Sousa" (mas não só porque outros têm contribuído... e mais virão) tenho vindo a acumular conhecimentos sobre processo jurídico-penal. Investigação, detenção, inquirição, arguidos e medidas cautelares, recursos, competências, "habeas corpus", imunidades (e prazos destas) para detentores de cargos públicos, constitucionalidades e etc.
Mas não é só em direito e processos. Praticamente em todos os fins-de-semana passo por verdadeiras sabatinas de reciclagem rápida na área que deveria ser da minha especialidade, a dita economia..Com ajuda ou apoio frequente de Prémios Nobel, ou que o mereceriam ser para mal dos nossos pecados.
Numa economia financeirizada muito tenho aprendido sobre "arquitecturas" e "engenharias" com projectos, alicerces e caboucos apenas ercorados em dívida (amalgamada mas com o alvo na pública como se fosse a madrasta de todos os males), taxas de juro (a vários tempos e discriminando espaço snacionais)... em mercado fiduciário, enfim.
No entanto, nesta área, a capacidade de aprendizagem (nesta forma a que me auto-submeto) torna-se mais complicada porque me vejo sempre em confronto com noções básicas de economia que se querem esquecidas. Por isso me congratulo quando vejo que a realidade das coisas obriga a que essa "ponte" que faço, quase automaticamente, entre o capital-dinheiro e a sua função instrumental de D a metamoforsear-se em  capital mercadoria (M) tenha de ser reconhecida. E é-o, embora sem a formulação marxista, para além da sua imposta função procriadora de crescer e se multiplicar nas mãos (ou bolsos, e pelas Bolsas e off-shores) de cada vez menos enquanto aumenta o número dos que não têm acesso ao que lhes poderia satisfazer as necessidades humanas próprias do tempo em que vivem. Dito doutra maneira (e nenhuma será fácil!): ver, como se tem visto ultimamente, tratar-se - também... - do financiamento da economia e não só da acumulação e centralização de capital-dinheiro indiferentemente das consequências de tal exclusivo desiderato na economia. E na sociedade.
Por isso, repito, me congratulo com a quantidade de ensinamentos que vou somando nas leituras que faço. E refiro-me, por agora, às páginas 8 e 9 do caderno Economia do Expresso, em que João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues perguntam Estes mercados estão loucos?, e o segundo titulam um artigo com a esclarecedora afirmação de que Austeridade roubou entre 14 e 20% do PIB do euro, isto é, a infernal (e louca) máquina financeiro-bancária da UE(BCE)/FMI fez diminuir a produção de riqueza que as moedas deveriam financiar.

(...) 
Além deste aspecto, que relevo, igualmente me suscitou curiosidade (e reflexão) que os dois nomes citados (alémde Draghi) no artigo nos sejam muito familiares. Foi Vitor Constâncio, enquanto vice-presidente do Banco Central Europeu, que, em discuro em Nova Iorque, mostrou "os estragos da consolidação orçamental simultânea". Que particularmente atingiu os PIBs da Grécia (-18%) e Portugal (-15,3%).

E foi Vitor Gaspar, a "estrela" que animou as austeras hostes e depois se demitiu reconhecendo o fracasso do seu esforço e brilho, que se veio juntar, "na pele de director dos Assuntos Orçamentais do FMI", ao coro dos que esperam correcções aos estragos feitos na economia, num contexto em que o "painel dos navegadores" parece continuar a só ver indicadores financeiros, como as taxas de juro do BCE a zero. Ora foi com V.G. no Ministério das Finanças que se levantou a polémica dos multiplicadores, que agora se poderia reeditar pois, se o que se pretende reanimar é a produção (os PIBs), esta, com as taxas de juro a zero, variaria menos que as despesas ou receitas orçamentáveis, que continuariam, assim, a ser os alvos prioritários das políticas. Nesta fase do capitalismo, o que se continua a procurar é o apagamento do Estado na economia, custe o que custar socialmente. Na saúde, na educação, nos serviços públicos.
     
Apenas um comentário a jeito de apêndice amargo. Há um chamado  Princípio de Peter, em tempos muito conhecido, segundo o qual os lugares de maior resposabilidade de qualquer hierarquia seriam ocupados pelos que teriam atingido o seu nível de incompetência pois, a não ser assim, continuariam a ser promovidos. Não faltariam nomes portugueses a dar a um princípio segundo o qual quem falhe nos lugares cimeiros da hierarquia político-administrativa portuguesa tem assegurada a promoção para as mesmas ou semelhantes funções a nível supranacional e com directa influência em Portigal, onde se teriam revelado evidentemente incompetentes.   

Para este domingo...

... deu-me ganas de visitar uama "velha" canção e um "velho amigo"

sexta-feira, março 13, 2015

Notícias a trazer a lume...

...e que trazem lume! E que, por isso, são deixadas às escuras... excepto por estas bandas:

 - Edição Nº2154  -  12-3-2015

Desdolarização na ordem do dia

A China acaba de anunciar o lançamento do seu próprio sistema de pagamentos internacionais, o CIPS, no que é considerado mais um passo para reforçar a sua moeda – o yuan – e reduzir a dependência do país face ao dólar. Segundo informa a Reuters, o sistema para transações internacionais em yuanes deverá entrar em funcionamento entre Setembro e Outubro deste ano.
A iniciativa chinesa ocorre cerca de um mês depois de a Rússia ter avançado no mesmo sentido, pondo em funcionamento um sistema alternativo ao SWIFT (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Globais), de forma a reduzir os impactos negativos das sanções que lhe foram impostas pelos EUA e União Europeia.
De acordo com o portal Sputnik News, cerca de uma centena de entidades de crédito russas integram o novo sistema, que permitirá aos bancos do país comunicar através do Banco Central da Rússia (BCR). A implementação do sistema próprio, levada a cabo pelo BCR, surge na sequência de reiteradas ameaças dos EUA e UE de desligarem a Rússia do SWIFT impedindo assim as suas transacções com o Ocidente. Nas novas circunstâncias, segundo os especialistas, é possível reduzir significativamente o domínio financeiro do Ocidente sobre a Rússia.
Actualmente a maioria das transacções interbancárias internacionais, como ordens de pagamento e transferências bancárias, são realizadas por meio da rede SWIFT, que está sob o controlo dos EUA e que Washington utiliza como arma económica. 

Banco de Desenvolvimento 
Entretanto, o parlamento russo (Duma) ratificou em finais de Fevereiro a criação do Banco de Desenvolvimento do grupo BRICS, com um capital declarado de cem mil milhões de dólares e destinado a servir como uma reserva de fundos para projectos de infra-estruturas nos países membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A decisão de formar o Banco foi tomada em Junho de 2014, numa reunião do grupo em Fortaleza. A primeira reunião do conselho de administração está agendada para o Verão, na cidade russa de Ufa, onde serão eleitos o presidente e vice-presidente do Banco. Admite-se que a nova entidade bancária entre em funcionamento nos finais deste ano e que a sua sede fique em Xangai.

De acordo com as declarações do presidente russo Vladímir Putin na sexta cimeira dos BRICS, a criação do Banco de Desenvolvimento permitirá aos países membros serem mais independentes face à política financeira dos países ocidentais.






Recebido para ilustrar:


Obrigado, amigo!

Reflexões lentas - quais 4 meses!

Há quem esteja cansado de ouvir falar da Grécia! Paciência.
A questão é que o abanão que o povo grego provocou foi realmente muito forte e é difícil de recuperar... ou de passar de abanão a mudança real e extensível.
Os eleitos - pela democracia que vivemos, com as configurações próprias de cada Estado-membro de uma chamada União Europeia - como representantes de um povo em carne viva, sangrado pelo capital financeiro e suas artes e manhas, têm um compromisso com esse povo que os escolheu, nas condições em que o fez. 
Já afirmei que, se grego fosse, com a informação de que que dispunha, não teria escolhido esses que escolhidos foram, o que não me impede que seja solidário com eles e com todos os seus esforços para que o compromisso seja respeitado, apesar de todas as armadilhas que os próceres do capital financeiro, com todo o seu poder (mais aparente que real), lhes estendem e de que os cercam.
Num dado passo deste imbrincado processo, a minha reflexão atirou-me para a expectativa de final de Junho, no final de 4 “meses de carência” (diga-se assim...), em que os Euro-agrupados recuperariam do abanão falaciosamente adiando as grandes decisões para altura mais propício, e em que os eleitos pelo povo grego procurariam respirar e ganhar novas forças para o inevitável e adiado confronto.
O exemplo da negociação continuar, mas não entre os governantes gregos e uma chamada troika mas sim com as "instituições", pareceu-me uma prova dessa vontade mútua de adiar. Para o melhor e para o pior, segundo as valorações de cada lado, e de cada um de nós (observadores atentos e nunca desistindo de intervir…nem que só com reflexões em blogs pouco lidos).
Mas o tempo não está para esperas, para tréguas... ou o que se lhes queira chamar. Até a odiada designação de troika voltou ao léxico dito negocial! A modos de provocação...

Quais 4 meses! Os euro-agrupados estão aí, e a Grécia também (e o povo grego aí está). Não há folgas. 
     

A saúde como direito e a doença como custo orçamental e negócio

O problema da saúde pública em Portugal atingiu dimensões muito preocupantes, a partir da consideração da saúde não como um direito (constitucionalizado!), mas da doença e da velhice em termos contabilísticos, estatísticos, orçamentais. De negócio!
Mas não se trata de maleita nacional, trata-se de uma abordagem do sistema, do capitalismo, em que tudo (mesmo o que mais intrinsecamente humano seja) como mercadoria, e avaliado em função da  retribuição do capital monetário investido.
Por isso, estes duas anotações retirados de um jornal francês, o Libération.


TFP em defesa dos direitos das populações



quinta-feira, março 12, 2015

Também acho...

Vai por aí um grande alarido por o Presidente da República ter feito um retrato, a traço grosso, das qualidades que deve ter o próximo inquilino do Palácio de Belém. Não faz sentido. A haver um alarido devia ser para pedir a Cavaco Silva para detalhar ainda mais as características do futuro Presidente da República e do futuro primeiro-ministro. Se devem ser altos. Ter movimentos rígidos. Caminhar como se tivessem engolido uma vassoura. Coisas importantes para seguirmos a sua douta opinião quando formos chamados a votar para o substituir em Belém. 

O Presidente é criticado quando fala ou quando está calado. Há quem diga que ele fala quando devia estar calado e devia estar calado quando fala. São os maldizentes do costume, que tem problemas lá em casa (como Cavaco lembrou há muitos anos) e não é nada justo. O Presidente fala com voz grossa quando o governo não lhe agrada (caso do executivo de José Sócrates) ou o governante não lhe caiu no goto (Santana Lopes) ou quando as medidas lhe pesam nos bolsos (cortes nas pensões decretados pelo atual governo, que o atingiram violentamente). E está calado quando há descalabros na Educação ou na Justiça – mas isso decorre do juízo que faz de que os colapsos no sistema informático da Justiça ou a barafunda na colocação de professores são coisas perfeitamente normais e, logo, a confirmação do regular funcionamento das instituições.

Ora o que disse demais o Presidente? Que o seu sucessor tenha alguma experiência no domínio da política externa e uma formação, capacidade e disponibilidade para analisar e acompanhar os dossiês relevantes para o país. É assim uma coisa tão fora do contexto? Na verdade, são características que só excluem Rui Machete de se candidatar ao cargo, dada a sua manifesta incompreensão do mundo atual. Mas Marcelo Rebelo de Sousa, que fala de todos os assuntos, de economia ao ténis, obviamente não pode ser excluído. Santana Lopes também não, até porque já veio lembrar a sua experiência como primeiro-ministro durante seis meses. A Durão Barroso o fato veste-lhe como uma luva. Mas a António Guterres também. E António Vitorino, que foi comissário europeu, está igualmente na corrida. E Sampaio da Nóvoa pode sempre apresentar o cartão de visita de conselheiro do governo brasileiro para a educação. Claro que, se chegarem a Belém têm de ler uns dossiês. Mas também não parece que isso assuste os putativos candidatos.

As características que Cavaco enunciou como sendo essenciais para o seu sucessor, na verdade só excluem Rui Machete de se candidatar ao cargo, dada a sua manifesta incompreensão do mundo atual. Todos os outros podem manter as suas esperanças de chegar a Belém.

Portanto, à semelhança de tantas coisas que já disse, Cavaco Silva é muito lapalissiano neste prefácio de mais um volume dos seus Roteiros. E como também ninguém liga ao que ele diz, não se percebe o alarido. Mais importante foi o Presidente ter dito que os problemas de Passos Coelho com o fisco e a segurança social são lutas político-partidárias, pelo que se abstinha de os comentar – até porque já cheira a campanha eleitoral.

Ora os problemas de Passos com a Autoridade Tributária e com a segurança social não foram inventados pelos jornalistas ou pelos partidos da oposição: existem e foram reconhecidos pelo primeiro-ministro. Depois, um primeiro-ministro que também exigiu aos portugueses nestes três anos em matéria fiscal, em que tantos contribuintes foram penhoradas pelas suas dívidas para com o Estado, e que teve ao longo deste período um discurso culpabilizador para os cidadãos não pode arranjar meia dúzia de desculpas esfarrapadas, que foi mudando várias vezes e sair lampeiro e airoso de tudo isto. Mas o Presidente da República assim não entende e logo lhe veio pôr a mão por cima (ou por baixo, como se quiser): são jogos políticos e é a campanha eleitoral a aquecer.

Lá está: Cavaco não deveria ter falado sobre o tema. Ou se falasse, como falou, não deveria ter dito o que disse. Mas é assim tão estranho? Esperava-se algo diferente? O Presidente amparou o Governo sempre que este mostrava sinais que se podia desconjuntar; e o Governo apoiou-se sempre no Presidente quando os escolhos surgiam no caminho. 

Para falar verdade, este novo tomo dos Roteiros vai fazer companhia aos outros oito anteriores. Ficam muito bem na estante a criar pó.

terça-feira, março 10, 2015

Que surpresa, senhor professor!


Situação na Europa é alarmante, diz Adriano Moreira

Situação na Europa é alarmante, diz Adriano Moreira- fonte:Expresso

Professor considera que a União Europeia seguiu um trajeto errado e que Portugal está sujeito a decisões em que não participa.

"trajecto errado"?
sim!... decerto o foi, e é, para os trabalhadores,
para os povos dos Estados-membros
daquilo a que passaram a chamar Europa!

Em (que) democracia, que política e que economia?1

Recebido este artigo de opinião que pode ajudar a informar(-se) sobre uma situação e um país que muito nos interessa, e por isso se divulga:

Política no comando!
(notas sobre a conjuntura)
Por Sergio Barroso *
São evidentes as implicações da resposta norte-americana à grande crise e seu declínio da condição de potência hegemônica. Seu objetivo é repassar a conta à periferia do capitalismo para que nações e trabalhadores a paguem.

Abalada pela crise capitalista global, a economia mundial continua a se degradar, em direção contrária à ideia de “recuperação” difundida pelo establishment americano e repetida por seus papagaios mundo afora.
Mas são evidentes as implicações da resposta norte-americana à grande crise e seu declínio da condição de potência hegemônica. Repassá-la à periferia do capitalismo para que nações e trabalhadores paguem a conta é seu objetivo.
Em matéria geoeconômica, os EUA continuam a se beneficiar do dólar, cuja valorização ou não depende da política monetária e cambial, onde sua própria taxa de juros também pode determinar o comando deste país sobre a política cambial nos países que não possuem moeda conversível – caso do Brasil e da imensa maioria dos países do globo. Ou seja: a chamada hierarquia (das moedas) do sistema monetário internacional restringe (ao máximo, mas não impede) a capacidade de outros países praticarem uma política econômica independente!
China luta contra deflação [1]
Ademais, um novo fenômeno sublinha a continuidade da gravidade da crise, além das próprias estimativas (sombrias) do FMI e da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), feitas em novembro, para 2015, que, como sabemos, sempre estão a serviço dos banqueiros e ricaços. Trata-se da marcha de uma deflação nas principais economias do planeta.
O prestigiado reitor da Escola Nacional de Desenvolvimento e diretor do Centro para a Reforma Econômica da China (Universidade de Pequim), Yai Yang, já assinalara que o mundo inteiro se encontra assolado por forças deflacionárias (“A China consegue evitar a deflação?”, Valor Econômico, 27/01/2015). Na análise percuciente (e pioneira) de Yang, se a China entrar no turbilhão, não haveria como, “desta vez”, seus parceiros comerciais socorrê-la. O problema crucial para o governo da China, portanto, é se ela poderá safar-se da deflação “por conta própria”, diz ele.
Yang argumenta ainda que, apesar da atual desaceleração da economia chinesa ter sido induzida por políticas econômicas nacionais, nos dois últimos anos, o governo chinês “promoveu um aperto da política monetária e da política fiscal na esperança de neutralizar os efeitos adversos do grande pacote de estímulos econômicos lançado como resposta à crise financeira mundial de 2008”.
Ora, no último dia 28 de fevereiro, o BC chinês anunciou novo corte, de 0,25% na taxa de juros, exatamente para evitar desaceleração maior de sua economia (e a deflação), ainda que ano passado a poderosa economia chinesa registrasse crescimento de 7,4% e projetasse cerca de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano.
Deflação nos EUA?
Isso mesmo! Na mesma direção vão os EUA: a inflação norte-americana soma mais de trinta meses abaixo de 2%, o objetivo do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA). Até agora, não existem indícios de um aumento do nível dos preços. Ao contrário, a deflação (queda de preços) se transformou em uma ameaça real na economia, que ainda é considerada a de maior tamanho: os preços do consumo ficaram em apenas 0,4% em dezembro de 2014, sua maior queda desde o final de 2008. Em termos anuais, a inflação diminuiu 0,8% ao se colocar em 1,3% em novembro passado. [2]
Para Rodríguez, a chamada “recuperação norte-americana” está mais no aumento dos principais índices da bolsa de valores de Nova York e menos na melhoria substantiva das condições de vida da população, que vive sob intensa precarização do trabalho, do desemprego, e da queda dos salários. “Inclusive, na esfera financeira – afirma ele -, surgiram novas barreiras para a acumulação de capital. Se é certo que o índice Standard & Poors (que cotiza as ações das 500 maiores empresas dos EUA) continua registrando aumentos, a acumulação de lucros por ação e dividendos é cada vez menor”.
Novo governo Dilma: “concessão” não é ”capitulação”
Nesse quadro, rejeitamos a ideia difundida em setores de esquerda, de que existe um Brasil “pós-neoliberal”, tanto quanto a que acha que "Dilma capitulou ao mercado financeiro", assim como a que já anuncia uma "viragem neoliberal" do governo Dilma. A nosso juízo, tais pontos de vista carregam forte dosagem de economicismo, incompreensão e precipitação frente aos resultados do quadro real de forças, tais como um Congresso mais conservador, um crescimento econômico médio pífio, forte polarização eleitoral presidencial, atual divisão e desorientação claras no comando do PT (importa recordar que a presidenta Dilma enfrentou eleições presidenciais num cenário em que dois ex-presidentes de seu partido foram presos, injustamente!). Ao lado do processo crescente de desindustrialização do país, agora mesmo, vivenciamos deterioração das transações correntes no balanço de pagamentos (contas externas), aliada a um cenário internacional que deve ainda considerar (para além da crise e novas "bolhas financeiras" para todo o lado) crescimento contínuo do desemprego em escala mundial (OIT); a estimativa de crescimento econômico negativo na Rússia, este ano; a marcha de desestabilização na Venezuela etc.
Pertinente relembrar nossa experiência recente: bem ao invés do "espetáculo de crescimento" prometido pelo ex-presidente Lula no início de seu governo, a recessão foi clara no primeiro trimestre de 2003 (-1,1%) e no segundo (-0,23%), apesar do resultado anual do PIB ter sido 1,1%. Conforme ainda o IBGE-Seade, o desemprego naquele ano atingiu por volta de 20% da PEA (População Economicamente Ativa) na Grande São Paulo. Ora, a “humanidade” sabe que a média do crescimento dos governos de Lula ultrapassou os 4%!
Por suposto, sempre estivemos lutando contra os retrocessos, o que também fizemos (uma espécie de consentimento impositivo), desde a “Carta aos Brasileiros" até a sua crítica aberta. A análise dita "Dilma capitulou", não passa de completa ingenuidade em matéria de luta de classes: das concessões que ela estabelece, seus recuos temporários, das necessárias e variadas alianças, ou até mesmo de derrotas - para nós sempre também temporárias.
Certas interpretações se aninham na ideia do "fim da história", ou a decreta quando mal começaram as batalhas. Assim, mesmo hoje tendo que enfrentar um cenário externo real bem diferente do de Lula, então de evolução favorável ao crescimento econômico, parece óbvio repetir que a história está em aberto, como sempre esteve, por isso também a conduta tática correta (ou a mais ajustada possível), é no sentido de principalizar a defesa do governo Dilma e exercer daí (e a partir daí) o comando da crítica a retrocessos, e da luta de massas e dos trabalhadores – esse o fator decisivo.
Reforçar o ato de 13 de março: abaixo o golpismo!
Portanto, a questão nodal no Brasil hoje é: política no comando para preservar as principais conquistas do ciclo político iniciado por Lula e Dilma. Repetindo, lutando contra os retrocessos. Fora disso, uma derrota severa pode advir. Mas parecem inevitáveis certas concessões neste quadro dado. E como se sabe "concessão" e "capitulação" são categorias muito diferentes - particularmente na terminologia da guerra.
A campanha claramente golpista da direita neoliberal brasileira e seus aliados forâneos é a mais pura manifestação da compreensão deles sobre o que é luta de classes. Visam com clareza objetivos internacionais, serviçal do imperialismo (integração latino-americana; BRICS etc.); e notadamente nacional: interrupção do ciclo que conquistamos, inobstante a pressão furiosa do capital financeiro internacional e do jogo bruto do imperialismo.
Notas
[1] A definição tradicional da depressão econômica mundial envolve fundamentalmente: a) uma queda severa do crescimento do produto; b) elevado desemprego; c) movimentos deflacionários (queda acentuada nos preços). Cada depressão “submerge” numa outra e singular situação – não se repete, mas as determinações e características centrais são recorrentes. Ou seja: as crises sistêmicas do capitalismo e os fenômenos sociais (e também as evoluções políticas) que as acompanham.
[2] Ver o importante artigo “O fantasma da deflação norte-americana” (Carta Maior, 10/02/2015), do economista mexicano Ariel Noyola Rodríguez. 

Convite recebido e endossado


segunda-feira, março 09, 2015

Que não vá a mas que vá para...

do sapo-SIC-Notícias (com emenda):

Passos Coelho desloca-se a 

para o Japão no final de março


© Hugo Correia / Reuters