Mostrar mensagens com a etiqueta Para este domimgo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Para este domimgo. Mostrar todas as mensagens

domingo, fevereiro 16, 2020

I VAmos a ver este caso - Para este domingo

Estivemos fora do País 2 semanas.Acompanhando o que por cá se passava porque, como canta a Melina Mercouri où que me porte mon voyage la Grèce le Portugal me blèsse.
Com as dificuldades naturais (e as de azelhice pessoal...) decorrentes da dependência da utilização dos meios de comunicação que a todo o momento nos informam, desinformam, deformam, fui sabendo do O.E. e doutros acontecimentos e evoluções q.b. e bem pouco era para a vontade de conhecer e participar, sempre comigo.
No regresso, algumas preciosas ajudas para a sempre necessária actualização:

avante! de 13.02.2020 (actual)
.(...)
No meio de tudo isto, emergia a proposta 13C. A tal que o PCP tinha apresentado na fase de especialidade do debate orçamental (foi a primeira das cerca de 300 que pela nossa mão deram entrada) e que visava, apenas e só, repor o IVA nos 6% para a electricidade, gás natural e gás de botija. Sem contrapartidas, faseamentos, modulações ou dependente de autorização de terceiros e que seria, como foi, a primeira a ser votada e rejeitada.
Ora o que é espantoso é como alguns jornais e comentadores, conseguiram transformar o único partido que, sem hesitações, tinha proposto a reversão do aumento do IVA, no principal obstáculo à concretização dessa proposta. Títulos como «PCP mata descida do IVA na luz» mostram até onde pode ir a manipulação.(...)

... e o coronavirus em versão caseira da campanha sinófoba, e a Venezuela segundo o MNE-SS, e a "eutanásia" (leitura que deveria ser obrigatória das páginas 12 e 13 do avante!)
-----------------------------------------------------------------
Mas... hoje é domingo e, sem prejuízo de trabalho que não tem descanso semanal, 
e recuperando o para este domingo:


domingo, fevereiro 10, 2019

Para este domingo... prenhe de saudades

de Cabo Verde, dos Tubarões, do Ildo-bom-amigo, do
Djonsinho Cabral















tradução em português

Joãozinho Cabral (Djonsinho Cabral)

Perguntem à Senhora Joana, que estava lá
Perguntem ao Senhor Filipe, que é testemunha
Perguntem ao Senhor António, que me assinou os papéis 1
Minhas gentes... este ano correu muito mal
Semeei o meu milho, semeei o meu feijão
Pus mongolão2, pus sapatinha2
As chuvas não vieram, nada deu
Já não temos palha para os animais comerem
Para o Senhor Morgado não tomar o nosso chão 3
Eu disse à mamã, vendemos o boi para pagar 4
Para o Senhor Morgado não tomar o nosso chão
Eu disse à mamã, nós vendemos o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
por isso, mamã, nós vendemos o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
Por isso, mamã, nós vendemos o boi para pagar
Joãozinho Cabral veio de Achada Fazenda 5
Joãozinho Cabral pariu machos e pariu fêmeas 
pariu ouro e pariu prata, 
Por isso Maria, nós vendemos o boi para pagar
Maria de Joãozinho, foi para a cadeia
Foi para a cadeia porque partiu vidros
Oi, oi, oi, oi, oi, oi, oi
Por isso Maria,  nós vendemos o boi para pagar
Por isso Maria,  nós vendemos o boi para pagar
Por isso Maria,  nós vendemos o boi para pagar
Por isso Maria,  nós vendemos o boi para pagar
Por isso Maria,  nós vendemos o boi para pagar
Para o Senhor Morgado não levar o nosso chão
Eu disse à mamã, nós vendemos o boi para pagar
Para o Senhor Morgado não levar o nosso chão
Eu disse à mamã, nós vendemos o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
Por isso, mamã, nós vendemos o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
Por isso, mamã, nós vendemos o boi para pagar
Para o Senhor Morgado não levar o nosso chão
Eu disse à mamã, nós vendemos o boi para pagar
Para o Senhor Morgado não levar o nosso chão
Eu disse à mamã, eu vendo o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
Por isso, mamã, nós vendemos o boi para pagar
Oi mamã, oi mamã, oi mamã
Por isso, mamã, não vendemos o boi e pagamos
  • 1.Provavelmente Joãozinho Cabral era um camponês analfabeto e o Sr. António assinou por ele o empréstimo ou contrato.
  • 2.a. b. Uma espécie de feijão.
  • 3.No período colonial, o sistema agrário de morgadio tornava os agricultores dependentes do dono da terra, o morgado, ao qual tinham que pagar uma renda, mesmo que não tivessem produção suficiente devido às secas frequentes em Cabo Verde.
  • 4.Para pagar as dívidas ou a renda ao morgado; o boi, que ajudava na lavoura, era o último e valioso recurso do agricultor.
  • 5.Achada Fazenda é o nome de uma localidade.

domingo, agosto 23, 2015

Para este domingo

porque gosto de ouvir o Piazzolla e porque o lembrei a ouvir a antena 2

domingo, julho 05, 2015

Para este domingo

para acompanhar este domingo:

Dêem-nos música!
Mas... "não nos dêem música"...

domingo, junho 21, 2015

Para este domingo... com Benedetti



Em lembrança/homenagem a uma certa matéria dada na Universidade Sénior de Ourém... um poema de Mário Benedetti traduzido (mas procurando em nada trair... embora "cucado"):

Não fujas (no te salves)

Não fiques parado
à beira da estrada,
não congeles a alegria,
não queiras sem ganas
                     de querer,
não  fujas agora
        nem nunca,        
não fujas!

Não te enchas de resignação,
não guardes, do mundo todo,
apenas um cantinho tranquilo,
não baixes os olhos ao chão
        pesados como chumbo,
não fiques de boca seca
                   de palavras,
não durmas sem sonhos
não medites sem côr
             sem sangue,
não te julgues fora do tempo!

Mas se,
apesar de tudo,
não conseguires vencer-te
e, parado à beira da estrada,
congelas a alegria,
queres sem ganas de querer
e foges de agora, de hoje,

Se te enches de resignação
e, do mundo todo,
guardas para ti
só um cantinho tranquilo
e se amarras os olhos ao chão,
sem os levantares
para outros olhos,
e se mastigas as palavras
                    na boca seca
e se dormes sem sonhos
e se meditas sem côr
              sem sangue
e se te julgas fora do tempo

Se, por tudo isso,
ficas parado à beira da estradas
e foges,
então…
não fico contigo!

domingo, maio 17, 2015

Para este domingo

domingo, setembro 21, 2014

Para este domingo



¡Ay qué trabajo me cuesta 
quererte como te quiero!

Por tu amor me duele el aire,
el corazón
y el sombrero.

¿Quién me compraría a mí
este cintillo que tengo
y esta tristeza de hilo
blanco, para hacer pañuelos?

¡Ay qué trabajo me cuesta
quererte como te quiero!


Por el arco de Elvira
quiero verte pasar
Para saber tu nombre
y ponerme a llorar.

¿Qué luna gris de las nueve 
te desangró la mejilla?
 
¿Quién recoge tu semilla
 
de llamarada en la nieve?
 
¿Qué alfiler de cactus breve
asesina tu cristal?

Por el arco de Elvira
voy a verte pasar
para beber tus ojos
y ponerme a llorar.

¡Qué voz para mi castigo
levantas por el mercado!
¡Qué clavel enajenado
en los montones de trigo!
¡Qué lejos estoy contigo!
¡qué cerca cuando te vas!

Por el arco de Elvira
voy a verte pasar
para sufrir tus muslos
y ponerme a llorar.


Tengo miedo a perder la maravilla 
de tus ojos de estatua y el acento 
que de noche me pone en la mejilla 
la solitaria rosa de tu aliento. 

Tengo pena de ser en esta orilla 
tronco sin ramas; y lo que más siento 
es no tener la flor, pulpa o arcilla, 
para el gusano de mi sufrimiento. 

Si tú eres el tesoro oculto mío, 
si eres mi cruz y mi dolor mojado, 
si soy el perro de tu señorío, 

no me dejes perder lo que he ganado 
y decora las aguas de tu río 
con hojas de mi otoño enajenado.

muito grato pela prenda que me deram 
da publicação e cd editados
pelo Sector Intelectual do Porto
do PCP.
deles se falará aqui




domingo, agosto 31, 2014

Para este domingo

Cumprida (quase...) a grata tarefa de escrever um texto que se inclua numa homenagem a um amigo e camarada que tanto a merece (e que, pelos seus méritos, bem dispensaria o que foi o trabalho que me exigiu e com imenso gosto - e utilidade - cumpri), em domingo de descompressão coloco, "para este domingo", esta peça de Schubert. Assim se revive (vive outra vez!) o encontro de há uma semana, em que o nosso cantinho esteve cheio de amizade e de tranquila camaradagem, tanta que deixou "restos" que se renovam, como as sonatas por Sokolov.   



Obrigado!

domingo, agosto 10, 2014

domingo, julho 27, 2014

Para este domingo



La Maza
Sílvio Rodriguez

                             Si no creyera en la locura
De la garganta del sinsonte,
Si no creyera que en el monte
Se esconde el trino y la pavura;
Si no creyera en la balanza,
En la razón del equilibrio;
Si no creyera en el delirio,
Si no creyera en la esperanza;
Si no creyera en lo que agencio,
Si no creyera en mi camino,
Si no creyera en mi sonido,
Si no creyera en mi silencio,
¿qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un amasijo hecho de cuerdas y tendones,
Un revoltijo de carne con madera,
Un instrumento sin mejores resplandores
Que lucecitas montadas para escena.
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un testaferro del traidor de los aplausos,
Un servidor de pasado en copa nueva,
Un eternizador de dioses del ocaso,
Júbilo hervido con trapo y lentejuela.
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Si no creyera en lo más duro,
Si no creyera en el deseo,
Si no creyera en lo que creo,
Si no creyera en algo puro;
Si no creyera en cada herida,
Si no creyera en la que ronde;
Si no creyera en lo que esconde
Hacerse hermano de la vida;
Si no creyera en quien me escucha,
Si no creyera en lo que duele,
Si no creyera en lo que quede,
Si no creyera en lo que lucha,
¿qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un amasijo hecho de cuerdas y tendones,
Un revoltijo de carne con madera,
Un instrumento sin mejores resplandores
Que lucecitas montadas para escena.
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un testaferro del traidor de los aplausos,
Un servidor de pasado en copa nueva,
Un eternizador de dioses del ocaso,
Júbilo hervido con trapo y lentejuela.
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera,
Qué cosa fuera la maza sin cantera?

domingo, fevereiro 23, 2014

Para este domingo



L'Affiche rouge 
(Poème de Louis Aragon)

Vous n'avez réclamé ni gloire ni les larmes
Ni l'orgue ni la prière aux agonisants
Onze ans déjà que cela passe vite onze ans
Vous vous étiez servis simplement de vos armes
La mort n'éblouit pas les yeux des partisans

Vous aviez vos portraits sur les murs de nos villes
Noirs de barbe et de nuit hirsutes menaçants
L'affiche qui semblait une tache de sang
Parce qu'à prononcer vos noms sont difficiles
Y cherchait un effet de peur sur les passants

Nul ne semblait vous voir Français de préférence
Les gens allaient sans yeux pour vous le jour durant
Mais à l'heure du couvre-feu des doigts errants
Avaient écrit sous vos photos morts pour la France
Et les mornes matins en étaient différents

Tout avait la couleur uniforme du givre
A la fin février pour vos derniers moments
Et c'est alors que l'un de vous dit calmement
Bonheur à tous bonheur à ceux qui vont survivre
Je meurs sans haine en moi pour le peuple allemand

Adieu la peine et le plaisir adieu les roses
Adieu la vie adieu la lumière et le vent
Marie-toi sois heureuse et pense à moi souvent
Toi qui vas demeurer dans la beauté des choses
Quand tout sera fini plus tard en Erivan

Un grand soleil d'hiver éclaire la colline
Que la nature est belle et que le cœur me fend
La justice viendra sur nos pas triomphants
Ma Mélinée ô mon amour mon orpheline
Et je te dis de vivre et d'avoir un enfant

Ils étaient vingt et trois quand les fusils fleurirent
Vingt et trois qui donnaient le cœur avant le temps
Vingt et trois étrangers et nos frères pourtant
Vingt et trois amoureux de vivre à en mourir
Vingt et trois qui criaient la France en s'abattant

domingo, janeiro 19, 2014

Para este domingo - Ary dos Santos e Os Amigos

Nestes dias, particularmente ontem, muito se falou de Ary dos Santos. Como, antes, se tinha calado. As coisas são assim... 
As iniciativas de Lisboa, a da Voz do Operário, e no Porto foram dois sucessos (e que sucessos!) que se organizaram envolvidos em silêncio e ... sucederam. Pronto, ponto final.
Já assim não sucedeu com a iniciativa de ontem em Lisboa. Foi muito promovida. E pronto... sucedeu. E dela se falará como um sucesso. Que terá sido.
Ary dos Santos merecia-as. E sobre o modo como se concretizaram faria, decerto, um poema. Que incomodaria alguns. Hoje. Em 2014.
Para este domingo, lembrámo-nos do que foram Os Amigos de 1977: Ary, Ana Bola, Fernanda Piçarra, Luísa Bastos, Edmundo Silva, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho. 

domingo, novembro 24, 2013

Para este domingo

temos visitas! (se os amigos o são...)

domingo, outubro 27, 2013

domingo, junho 23, 2013

Para este domingo



Le diable (Ça va) (anos 50)

Jacques Brel

(tradução, a partir da mais recente versão,
com alguma "diabólica" liberdade...)

Um dia,
um dia, o diabo subiu à Terra,
um dia o diabo veio à Terra
para ver como iam os seus negócios.
Ele viu tudo, o diabo, ele ouviu tudo.
E depois de tudo ter visto,
e depois de tudo ter ouvido,
voltou a casa, lá nas profundezas.
E, lá em baixo, fez-se um grande banquete,
No fim do banquete, levantou-se o diabo,
e o diabo fez um discurso:


Isto vai!
Há sempre, um pouco por todo o lado,
fogos a iluminar a Terra.
Isto vai!

Os homens divertem-se como loucos
no perigoso jogo da guerra.
Isto vai!

Os comboios descarrilam com estrondo
porque há rapaziada cheia de ideais
metendo bombas nos carris.
E isso faz mortos originais
Isso faz funerais sem confissão,
confissões sem penitência
Isto vai!

Nada de vende mas tudo se compra!
Até a honra, até a santidade.
Isto vai!

 Os Estados fazem conluios às escondidas
Em anónimas sociedades
Isto vai!

Os grandes arrebanham dólares
retirados dos países das crianças.
A Europa representa o Avarento*
num cenário de mil e novecentos,
o que faz aumentar os mortos de fome
e provoca a inacção das nações
Isto vai!

Os homens, eles já viram tanto
que os seus olhos ficaram cinzentos e tristes
Isto vai!

E já não se ouve cantar
por todas as ruas de Paris
Isto vai!

Tratam-se os bravos como loucos
e os poetas como idiotas.
Mas nos jornais de todo-o-lado
todos os bandidos aparecem em grandes fotos.
Isso faz sofrer as gentes honestas
e rir as desonestas gentes

Isto vai, isto vai, isto vai, ça va!
_______________________
* - Molière na versão moderna da Austeridade