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segunda-feira, novembro 13, 2017

7 de Novembro - final da exposição na USO

Ao longo de uma semana, editaram-se aqui - entre outros - "posts" relativos ao Centenário da Revolução de Outubro, ilustrados com reproduções de caixas de fósforos comemorativas do 60º aniversário (1977).
Voltar-se-á ao tema, em razão da participação no assinalar da data na Universidade Popular do Porto mas, por agora, encerra-se a série, com o fecho da "conferência", o agradecimento a JM Poças das Neves pelo comentário para que o convidáramos, e que foi excelente, para as presenças que animaram a Universidade Sénior na oportunidade da abordagem.

Reproduzem-se os tópicos finais e, antes, repetem-se três das caixinhas de fósforos que ilustraram a série, relevando as palavras chave que nos remetem a 7 de Novembro de 1917:

PAZ, PÃO, TERRA   






"(...)
11.2. Duas perguntas
11.2.1. O que querem os seres humanos?

Vou terminar. Com duas perguntas. Que ficam como mais dois novos tópicos para reflexão. Se não de mais ninguém, minha.
·      Primeira: o que querem as mulheres e os homens?
Diria que, com base em relações sociais que não sejam de exploração, querem ausência de discriminação, a começar pela que existe entre homem e mulher. Citando Marx, numa carta a Kugelman que, há 140 anos, escrevia com talvez inesperado humor: O progresso social mede-se pela posição social do belo sexo (incluindo as feias…)”.

Diria ainda que os homens e as mulheres querem tempo livre, seu!, libertos das tarefas sociais adequadas e exigência para que as necessidades da comunidade  nacional e internacional sejam satisfeitas. Por isso, as questões do tempo de trabalho social, dividido em emprego da força de trabalho (manual e intelectual) e em tempo livre, quer no capitalismo (em que o tempo que poderia ser livre é desemprego, com precária ou inexistente protecção social… conquista que tanto se deve ao século xx ter sido o século soviético), quer em socialismo/comunismo (quando e se) são fulcrais.

11.2.2. Que nome terá o séc. xxi?

·      Segunda (e última!,) pergunta: se o século passado, o século xx, queira ou não quem assim não entenda, foi chamado o século soviético, que nome terá o século xxi?
Pergunta sem resposta pois ela vai depender, infinitesimamente, de cada um de nós."


seguiu comentário 
e debate

domingo, novembro 12, 2017

7 de Novembro - "conferência" na USO

8ª "dose"
de caixas de fósforos comemorativas -1977


Quase no fim da exposição, a 08.11. na Universidade Sénior
de Ourém, li:

"(...)
11.1. O séc.xx, o século soviético

Estes tópicos – e só isso o são – não pretendem aumentar mas também não querem (nem poderiam) diminuir a justeza de chamar, ao século xx, século soviético.
Nos 70 anos da União Soviética, com 10 anos de guerra, com mais de meio século de cerco, de agressões, de guerra-fria, o mundo avançou para um futuro mais humano.
Por um caminho duríssimo, minado, com o sacrifício heróico de um povo que da fome se alcandorou à conquista do espaço. E à esperança de um mundo sem exploradores nem explorados.
O que foi conquistado pelo povo soviético extravasou, não fotocopiado tal-e-qual se pode ler nos clássicos e suas traduções, extravasou para o resto do mundo e foi exemplo e estímulo para outras batalhas, muitas delas ganhas, algumas de forma irreversível. Mesmo se e quando estão em perigo e parecem não o serem.

Porque é irreversível o facto de que, depois de 1917, e com a revolução soviética, o mundo se terá transformado e não voltará a situações que, sem ter havido o 7 de Novembro, não se considerariam desumanas, por mais desumanas que fossem.
(...)"

e que não podem voltar!

sábado, novembro 04, 2017

7 de Novembro e a História

Em alguns sítios e "sites" se procura assinalar condignamente a data de 7 de Novembro de 1917, a vários títulos (começo do "século soviético", "revolução de Outubro", "revolução russa", "Revolução das Revoluções") e a diferentes níveis. Menos, como é evidente (até pelas excepções) pela ausência, na comunicação social "oficial" e "oficializada", ou por escassez e forma redutora de tornar o acontecimento numa "coisa acontecida e mal sucedida", por impossibilidade de limitar a comemoração ao avante! e ao comício "dos comunistas" no Coliseu dos Recreios, de Lisboa. Assim não será. Na Associação Yuri Gagarine, na  Faculdade de Letras em Lisboa, na Universidade Popular do Porto, em muitos outros lugares (também na Universidade Sénior de Ourém) se falará, se conversará, se debaterá a data e o que representou (e representa) na História da Humanidade. Como, acabado de ler no Expresso curto de ontem, da autoria de Valdemar Cruz, no seu contar-nos o que "anda a ler":


«As narrativas históricas são por sistema moldadas pelos parâmetros ideológicos dos vencedores. Por vezes surgem, porém, outras visões, outras leituras capazes de proporcionarem uma visão diferente sobre acontecimentos que nos marcam de diferentes maneiras. 
É o que sucede com o ambicioso projeto concretizado pelo catedrático catalão Josep Fontana, intitulado El Siglo de la Revolución. Una historia del mundo desde 1914. (Aqui as 30 páginas iniciais do Capítulo I). Em 800 páginas ancoradas num sólido trabalho, de leitura muito fluida, Fontana procede a uma desmontagem do edifício ideológico patente na historiografia dominante. Constrói, desse ponto de vista, uma versão alternativa da história do mundo desde o início da I Guerra Mundial (1914), até o final de 2016. Abrange todo um período de lutas de libertação, de confrontos de classe e permanentes ameaças da ordem estabelecida. A primeira e intensa metade do século XX ocupa os seis capítulos iniciais. As décadas seguintes (a partir de 1945) vão ocupar os restantes 11 capítulos. É, em grande parte, o tempo da “Guerra Fria”. São os anos durante os quais Fontana defende ter começado “uma nova ordem mundial”, marcada pela hegemonia dos EUA, primeiro em constante competição com a URSS, depois numa situação de terreno livre de qualquer rival. (Último capítulo aqui).
Fontana sustenta que após a derrota do fascismo, os progressos do estado social cumpriram a função de servir como antídoto contra a penetração dos ideais comunistas no chamado mundo ocidental. Assim é alcançada a excecional situação dos anos que vão de 1945 a 1975, quando nos países desenvolvidos se registaram os maiores níveis de igualdade até então conhecidos, e se reforça a esperança num mundo de progresso contínuo em que os grandes objetivos sociais dos revolucionários poderiam alcançar-se pacificamente pela via da negociação. 
Sabe-se o que aconteceu, com a desmobilização e consequente derrota de importantes setores do movimento operário
O desmembramento do bloco soviético, escreve Fontana, induziu a ideia de que o comunismo deixara de ser uma ameaça para o mundo capitalista, e daí decorreram mudanças radicais no estado social, nas leis do trabalho, nas relações sociais, com a abertura de caminho “à reconquista do poder pelas classes dominantes”, com a promessa de que viria a caminho uma nova era de progresso e igualdade.»

Anexa-se convite (que se repetirá...)



segunda-feira, maio 11, 2015

Um passeio pelos problemas da MATEMÁTICA e do CONHECIMENTO

Farta de ser apoucada como a “ciência dos números”, de ser tomada como simples utensílio de contabilistas, merceeiros e ministros das finanças (sem qualquer desconsideração de princípio por qualquer das actividades) e de ser usada como bode expiatório de quase tudo nas escolas, a Matemática vem a público para se defender (e à sua reputação).
Como ciência formal, estuda objectos indiferentemente do seu significado. Mas isso não significa que o que estuda não tem significado e, muito menos, que os seus resultados o não tenham.
Usando analogias mecânicas como modelos do que podemos saber com certeza, podemos concluir que o conhecimento também tem limites, e que é muito útil (como se imagina) conhecê-los.

Esta é a proposta de passeio pelos problemas da Matemática e do conhecimento, que se propõe, num diálogo o menos técnico possível que se espera ser tão participativo quanto o vocábulo indica.
Rogério Reis
Convite para
UM PASSEIO PELOS PROBLEMAS DA MATEMÁTICA
E DO CONHECIMENTO

com os estudantes (“professores” e “alunos”) da
Universidade Sénior de Ourém,
na sala da Junta de Freguesia da Senhora da Piedade,
dia 14 de Maio, às 17 horas
(aberto a quem quiser participar)

__________________________

No dia 15 de Maio, haverá outro “passeio”
(também aberto a quem quiser “passear”) com Rogério Reis,
no CdeT do PCP, 18 horas, com itinerário parecido mas não igual


1 (face)
_________________________________


Resposta de Rogério Reis ao pedido de envio de curto CV:


Rogério Reis, licenciado em Matemática Pura, doutorado em Ciência de Computadores, é professor do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Investigador do Centro de Matemática da Universidade do Porto, tem a sua principal actividade nas áreas das Linguagens Formais e Teoria dos Autómatos assim como da Criptografia.
____________________________________________

Mas há muito mais a ver (e a reter) do currículo do Doutor Rogério Reis, publicado na internet, em “aulas”, “não aulas” e “outras coisas”… como, por exemplo:
lunch time
foto de Rogério Reis no Flickr
2 (verso)

quarta-feira, junho 27, 2012

Universidade Sénior de Ourém

Hoje é o dia de encerramento do ano lectivo da Universidade Sénior de Ourém. De confraternizarmos e de "prestarmos contas" do que durante o ano foi feito em cada uma das "cadeiras".
Pela minha parte, meti-me numa aventura - que apenas estará no começo...
Deixei-me das "economias" e fui, com mais 12, um dos artesãos em uma "oficina de escrita e leitura", a contarmo-nos histórias (ou estórias) de nós, da nossa terra, de outros tempos. De vida..
Eu recebia os textos (escritos à mão, em máquinas de escrever recuperadas "de antes da guerra", alguns em devida forma, quase todos excelentes), dava a minha opinião, corrigia alguns erros que resultavam da pouca oficina anterior..., liamos o melhor que cada um podia e sabia (e ia melhorando a leitura).
Foi mais que interessante, Foi - para mim - uma hora semanal de aprendizagem, de confirmação, de convívio.
Hoje, apresentaremos uma amostra da nossa oficinagem. A começar por mim... assim:

Ferramenta: palavras!

Depois de dois anos nesta nossa Universidade… cansei-me da economia (mais dos economistas que da economia…).
Propus que se criasse uma oficina.
A ferramenta seriam as palavras.
Escrevê-las, dizê-las, para nos contarmos histórias. Como se contam histórias a pintar, bordar, modelar, cerzir.
Aceite a proposta, alguns dos que talvez também estivessem fartos da economia... mas não deste economista, vieram comigo para trabalharmos as palavras.
Trouxe uns velhos torno e formão para meter histórias em cem palavras.
Nada forcei, mas exemplifiquei e ajudei.
Com cem palavras ou poucas mais..., muitas histórias nos contámos.
Foram horas bem passadas. Contando-nos histórias. 


Se alguém se der ao trabalho (oficional) de contar estão lá 100 palavras... nem mais uma!
Mas vão ter mais notícias deste trabalho...