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terça-feira, outubro 18, 2011

Comentário a aproveitar (como tantos seriam)

«Esta iniciativa (da Rádio Renascença perguntar "Com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE)?") lembra um jogo de economia, mas não podemos esquecer que o Orçamento do Estado para 2012, com toda a sua violência sobre os trabalhadores e o povo, é uma peça num longo processo de recuperação do poder monopolista do capital.

Esta recuperação não se verifica apenas em Portugal, mas por cá este OE corporiza um novo salto qualitativo nessa ofensiva, talvez o maior desde o 25 de Abril. Não nos esqueçamos que há o Orçamento do Estado (o de 2012 que veio após o de 2011 e que virá um de 2013... se não surgirem vários rectificativos e PEC pelo meio) e todas as outras políticas que dão corpo e forma a esta ofensiva.
Aliás, não é inocente que só se fale em Orçamento do Estado. Sendo determinante construir o orçamento, o que se verifica é a inversão do processo político. Em vez de determinarmos as funções e políticas que os Estado deve assegurar e desenvolver e a partir daí construirmos os instrumentos políticos e financeiros que permitam financiar essas opções, invertemos o processo. Essa inversão não é inocente, pois é utilizada como «desculpa» para limitar e transfigurar as funções e as políticas públicas. Assim, dá-se prioridade ao financiamento directo e indirecto dos interesses do capital financeiro, bem como, à construção de uma teia repressora e de coacção sobre os trabalhadores e o povo, ao serviço dos interesses desse poder

Mas, entrando em jogo, sugiro:

Capitalismo (na sua actual fase em que se aprofunda a sua crise)

Pelo que temos alternativas:

A alternativa patriótica e de esquerda,
por um Portugal com Futuro!»

Obrigado,
Ricardo

segunda-feira, julho 25, 2011

Comentário oportuníssimo

O anterior "post" provocou este comentário:

Afinal parece que há quem queira "renegociar" o programa da troika:

«O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu hoje que "o programa da troika para a banca não faz sentido", por ser muito exigente em termos de rácios de capital. E deve ser "repensado de alto a baixo"».

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=497753

Surpreendidos? Claro que não! Fernando Ulrich apenas clarifica que o objectivo do programa de submissão e agressão do FMI/BCE/CE em conjunto com PSD/CDS/PS é proceder a um golpe constitucional contra os direitos dos trabalhadores e do povo português conquistados com a Revolução do 25 de Abril de 1974.

Como dizes, é o capitalismo... é o Fernando Ulrich a assumir o seu papel, do seu lado da barricada na luta de classes.»

Ricardo O.


Obrigado, Ricardo

quarta-feira, julho 20, 2011

Comenta dores

Comentário recebido:

Uma coisa é certa, de acordo com o Diário Económico, para depósitos superiores a 50 mil euros existe sempre a possibilidade de abrir uma poupança no Deutsche Bank...
É que perante a possibilidade de colapso do sistema financeiro, agora que o Deutsche Bank (português) passa a ser uma sucursal da casa mãe, o dinheiro ficará garantido na Alemanha.
Não estaremos perante uma fuga organizada de capitais?, nem de uma instituição financeira a fugir da obrigação de cumprir os critérios que nos são impostos, mas livre para operar em Portugal?
Concerteza que tais «poupanças» estarão livres dos custos sociais da embaratecimento dos despedimentos.
E ainda dizem que o grande capital alemão não é nosso amigo...

Ricardo O.

Obrigado, Ricardo

«Diário de Notícias
Deutsche Bank foge ao risco de Portugal
16 Junho 2011

O Deutsche Bank vai deixar de ser um banco de direito português para passar a ser uma sucursal da casa-mãe alemã. Uma forma de deixar de estar exposto ao risco de Portugal.»





depois mando a conta da publicidade!

segunda-feira, julho 18, 2011

Mais comentários pertinentes, relevantes

1. - Já o Passos Coelho quer convencer-nos que existe um buraco ou desvio de dois mil milhões de euros que obrigarão a novos sacrifícios do lado da receita (a famosa sobretaxa no IRS - subsídio de Natal) e do lado da despesa (provavelmente despesas sociais, saúde, educação...
Como o INE indicou que no primeiro trimestre o défice foi de 7,7% do PIB do trimestre e como a meta no final do ano é obter 5,9%, então a conclusão é simples, houve uma derrapagem de dois mil milhões de euros... Apesar do ministro das finanças ter assegurado que as medidas se devem à necessidade de garantir uma folga de conforto, pois de acordo com as suas palavras, Portugal não tem margem de erro.


2. - Palavras para quê?...

«Os resgates das dívidas de Portugal e da Irlanda têm sido um bom negócio para os países que lhes concederam garantias", disse hoje o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, ao Frankfurter Allgemeine Zeitung.

«Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos, e a diferença reverte a favor do orçamento alemão", garantiu Regling.»

por Lusa, no DN on-line

Assim, todos percebem, todos compreendem, a necessidade de novos e superiores sacrifícios, cujo objectivo fundamental não será obter um equilíbrio sustentado das contas públicas. O objectivo será alterar de forma profunda todo o enquadramento constitucional da economia portuguesa, passando a privilegiar os interesses dos detentores do capital, a grande burguesia, nacional, estrangeira, transnacional, etc.
E preparemo-nos, porque no futuro irão surgir muitas e novas derrapagens!

Ricardo O.

Obrigado, Ricardo

domingo, julho 17, 2011

Comentários pertinentes

Surgem, por aqui, comentários que, pela sua pertinência, me facilitam a vida. Estando, como estou, ocupado em trabalhos absorventes, passo por aqui, transcrevo um outro comentário surgido (já agradeci ao Ricardo O.), e volto ao que está entre mãos (e excel, e teclas, e outras manigâncias). Agora, agradeço a Mário Reis.
Diz este bem-vindo visitante: 

«As descobertas de Cavaco e as congratulações do BE, deixam-me confuso...
1) A coisa (a exploração e a indignidade resultante do capitalismo) não se resolve com a desvalorização do euro;
2) Exportando nós cerca de 75% para os países da zona euro, a tal desvalorização em muito pouco resolvia os nossos problemas;
3) O problema fulcral que vem desde 1992 com Maastricht e com o euro depois, tudo coisas que a cavacal governança apoiou cegamente, é não podermos competir (panela de barro c/ a panela de ferro), neste quadro de ortodoxia monetária desenhado pelo capital industrial e financeiro, com o colosso industrial alemão.
E isso impica (implicou e implicará) pensar o futuro, fora destas politicas de "asfixia" dos países como Portugal.

Já estávamos avisados que Cavaco quando fala, pouco acerta. Agora as congrutalações do BE?»