quinta-feira, abril 12, 2012

Dia de (ir) avante!

 Hoje é 5ª feira! Dia de avante!

Porque hoje é 5ª feira. E, como todos os dias, dia de luta. Hoje com a ajuda do avante!

Como o foi a semana passada. Na 5ª feira, 5 de Abril. Mas passou-nos, aqui, o registo. E seria uma falha não ficar, no nosso arquivo, este destaque da 1ª página:


quarta-feira, abril 11, 2012

Lá irei...


... contar uma historinha
talvez a da andorinha
(mas não irei de pijama)

Fazendo negócios em Portugal


"Doing Business in Portugal" é o título de um dossier de 4 páginas que o Financial Times dedica ao País, em que publica análises a sectores como a construção, a banca, a nergia e o turismo, e às privatizações, e à situação laboral. E que mereceu grande eco comunicacional


pois!...

O título do primeiro artigo é "Decididos a fazer reformas", em que o FT escreve que "os objectivos estruturais estão a ser atingidos", sublinhando, no entanto o "custo enorme" dessas reformas (presume-se que social!).

No segundo, o FT atreve-se a afirmar que as dificuldades do país "não diminuíram o entusiasmo [dos portugueses] pelo euro" e afirma que "há sinais positivos que começam a surgir", não conseguindo nós encontrar nem o tal entusiasmo nem vislumbrar os tais sinais positivos, apesar de cá vivermos e muito atentos estarmos

Em "Bancos esperam melhoras rápidas”, o FT garante que a primeira coisa que um funcionário bancário diz a um potencial cliente é que o sector financeiro português "é muito diferente dos da Irlanda e da Grécia" (nem se atrevendo a lembrar o da Islândia).

Outras informações claramente “troikadas” com a realidade dizem que "o País se prepara para vida depois da dívida" e relevam a importância das privatizações, em que o governo já teriam conseguido arrecadar perto de 10 mil milhões de euros, estando mais 7mil milhões. E assim se fazem negócios em Portugal...

Pode ainda ler-se que as pressões externas promovem as mudanças, e que, em Portugal, "pela primeira vez, há uma vontade de fazer reformas estruturais”, o que é evidentemente falso, mesmo que apenas se entenda por reformas estruturais o que ataque e procure destruir o que foi conquistado económica e socialmente nos pouco mais de 400 dias que se seguiram a Abril de 1974!

No final do "dossier", dedicado sobretudo aos sectores do turismo e da energia, o FT afirma ser Portugal “uma nação dedicada ao mar" (já foi!, já foi!...) mas, ao que parece, não com aproveitamento dos recursos e das condições e localização geográfica mas apenas no que se refere ao turismo vindo do exterior, para os velhos reformados em busca de areia e sol,,, apesar do contratempo "do aumento do IVA”.

Na energia, o FT, tal como resto, toma para si as dores do governo e preocupa-se com o défice tarifário e os contratos existentes.

Assim se ajuda a fazer (e faz) negócios em Portugal.

terça-feira, abril 10, 2012

O MANDA-CHUVA - 16 (último)

Esta será a última "estação" desta viagem por recordações. De lutas queridas e empenhadas. Com episódios que sabem bem lembrar.
Foi uma edição de 11 mil exemplares (5.000 + 6.000!). Distribuídos através de uma rede de ficheiros, e de amigos que a tal se dedicaram. Chegou a ser quase surpresa/quase comovente.
O Manda-Chuva não se pode apagar! Em nós, não se apagará.... 
O inspector da PIDE mandou agentes irem buscar-nos, a nós como se fossemos o "manda-chuva" do O Manda-Chuva, mostrou toda a sua irritação por a PIDE não ter conseguido apreender mais que uma dúzia de exemplares, enquanto lhe respondiamos com o interesse de uma empresa comercial que "conseguira vender mais de 10 mil exemplares"!
Algumas referências e frases citadas provocaram claras ameaças, mas também havia a quase certeza que pouco poderiam fazer naquele caso. Apenas o reforço da ameaça-aviso se a Prelo repetisse a "graça": "não se metam noutra!"
Por isso, tal não foi feito. Também porque nunca estivera nas intenções. E aquele dia passado na sede da PIDE nem foi dos que tenham deixado más recordações, embora entrar e estar naquele antro nunca pudesse ser indiferente e fosse sempre desagradável.

A última página trazia um pequeno artigo, com o tíulo ANO MORTO, ANO POSTO  com que se fechava a publicação. No mesmo tom e registo das 15 páginas anteriores, assim começava e acabava.


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Saudades matadas,
projectos (re)nascidos

Escutas


«Tanta reforma antecipada… “os gajos” têm direito a requerer essa coisa?...»

«Têm. E é uma chatice… a gente complica, complica … mas está na lei!»

«Altera-se a lei!, ou melhor: usa-se aquele truque de a congelar durante a vigência do acordo com a “troika”.»

«Boa. O acordo que não se negoceia mas queé elástico…»

«Isso mesmo!... mas se “eles” sabem, há logo uns gajos que metem os papéis para reivindicar o direito…»

«… são uns oportunistas… uns privilegiados…»

«Esperem aí… a gente vai alterar a lei mas não vai dizer nada a ninguém

«Pois. Escreve-se a lei e publica-se logo que possível fazendo-a entrar em vigor no dia da publicação, e só se lhe dá publicidade no dia seguinte…»

«Combinado…mas temos de nos comprometer a fazer disto segredo de Estado… »

«...salvo, evidentemente, algum aviso excepcional a parente ou amigo de encontro imediato de 3º grau que esteja para meter os papeis, para que o faça imediatamente…»

«E a promulgação pelo PR?»
«Não há problema. O Cavaco vai invocar "interesse nacional" ... está escrito!»
 
E é que está mesmo!
sapo:
 
 
Presidência da República

Cavaco invoca "interesse nacional"
para congelar pensões antecipadas (DE)

O Presidente da República evoca "razões de interesse nacional" para justificar a promulgação do congelamento das reformas antecipadas.

Brevíssima - Isto de acordos (incluído o ortográfico!)...

Dada a boa receção (!) da "troika" de cá às ordens da "troika" de lá, e até o seu excesso de zelo, já não estamos em recessão estamos, economicamente, em rutura (que era ruptura... ou será rotura).

Que queda abrupta (ou é abruta?... ou tem de ser à bruta?)

Maternidade Alfredo da Costa - Como é que é possível?!

"o mais importante da MAC - o seu know-how e as equipas - serão mantidos",
disse aquele senhor chamado Macedo que, depois do "excelente serviço" como director Geral das Finanças, foi para um banco ligado a um grupo em que foi adstrito à área do negóocio da doença e, desta, passou - nela se mantendo, claro - a um lugar em que pôs o chapéu de "ministro da saúde". 
O mais importante... mantidos onde?, para quê?, para quem?, ao serviço de que grupo privado? (enquanto se faz o negócio imobiliário no privilegiado local?)

Ler mais, por exemplo: http://expresso.sapo.pt/cordao-humano-contra-fecho-da-maternidade-alfredo-da-costa=f718007#ixzz1rcyyYD6d

segunda-feira, abril 09, 2012

O MANDA-CHUVA - 15

Acabados os meses, o manda-chuva ainda tinha mais duas páginas. Uma, esta, quase toda cheia com um artigo sobre agriculturam, "a arte de empobrecer alegremente", que teria perdido esse "monopólio" num país em que o povo parece estar condenado a empobrecer (alegremente?, resignadamente?) por aqueles que nnunca empobrecem... Mas que é um povo que "aguenta", que resiste, e que, de tempos em tempos, tem assomos revolucionários e sacode a canga. De "brandos costumes"? Não se trata disso. De clima aparentemente ameno...

A penúltima página de O Manda-Chuva marca a sua posição de publicação predominantemente voltada para a terra e as gentes, num País ainda com a marca do sub-desenvolvimento gravada pelo não-racional  e não-socialmente aproveitamento dos recursos naturais da terra, embora algum se verificasse do mar e da situação geográfica com estaleiros e alguma indústria a começar. Era um País a ser, aqui, com os de cá, aqui. E o 25 de Abril abriu portas para esse País! Portas abertas que parecem servir para que os portugueses abalem da sua terra, sem ser "de salto" como era então (a que, hipocritamente, se fechava os olhos e castigava, e que, hoje, cinicamente, se aconselha e estimula).

Mas essa penúltima página não estava toda cheia. Tinha ainda, além do anúncio às Oficinas Gráficas do "Notícias da Amadora", outro local de luta e resistência, ficando a saudosa lembrança do Orlando Gonçalves - com quem fiz a última viagem até às prisões fascistas, já em Abril de 1974 -, duas citações. Uma de José Marti e mais uma quadra de António Aleixo.


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domingo, abril 08, 2012

O MANDA-CHUVA - 14

No 12º mês, no fim do ano, esta "imitação" do Borda d'água que foi O Manda-Chuva estava quase a despedir-se. Também agora, sobretudo de quem tanto recordou ao aproveitar o gesto amigo de lhe enviar as 16 páginas "scaneadas".
Quis-se, em 1972, assinalar apenas uma efeméride. A de 1 de Dezembro. O que, em 2012, terá ainda maior significado que 40 anos antes, porque deixou de ser feriado. O que até custa a acreditar! Leia-se o que então foi a efeméride (que, aliás, bastante indispôs o inspector da PIDE de serviço):
Interrogava então o dito inspector de quem a autoria daquelas frasesinhas que tanto o irritavam. Respondia-lhe, invariavelmente.que o que não estava assinado era da autoria e responsabilidade da editora, da Prelo Editora, Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, ao que ele ripostava "pois é... mas porque é que vocês nos provocaram?", com a maior calma possível naqueles sítio e circunstâncias respondeu-se-lhe "provocação?... nada disso!... foi um lançamento comercial... que, aliás, resultou plenamente...". Resposta que não ajudou muito a melhorar o ambiente.
As outras duas partes desta página eram uma proposta de lei à Câmara de Deputados de 1871, para compra de "seis metralhadoras com seus reparos, petrechos e correspondente cartuxame" por 7  mil e novecentos reis!, modernizando o nosso exército com um "objecto indispensável de qualquer exército regular",  com "mais um invento importante que (por ocasião da última guerra franco-allemã) appareceu: a metralhadora." e uns Versos numa noite de natal, tirados do livro de Maria Rosa Colaço, que então fez enorme sucesso, e que eram da autoria de uma criança de 9 anos:



mortes antecipadas

Oiço as rádios, vejo as televisões, leio os jornais
(em Lisboa)

e salta-me â memória um título do Garcia Marquez (adaptado): crónicas de mortes antecipadas!

e salta-me à memória uma "frase batida" do Sérgio Godinho (adaptada): este é o último dia do resto de tantas vidas... que a Humanidade tornou possível que o não fosse.

e cravo as unhas nas palmas das mãos, e grito para dentro de mim: isto são assassinatos, isto é um genocídio, há que travar, há que lutar contra as causas... e os silêncios.  

Para domingo - Saudades de Adriano

sábado, abril 07, 2012

Falando sério - (Haja quem!)

Fez 5ª feira precisamente um ano...

O MANDA-CHUVA - 13

Este "manda-chuva", sendo o relativo ao mês de Novembro, é o nº 13 desta série. Poucas feiras e mercados, muito espaço para terminar continuações de meses anteriores, apenas três efemérides.
Uma, com o maior significado - a de 7 de Novembro, "tomada do poder pelo proletariado" -, outra, popular e simpática, a do "dia de S. Martinho" - a que, três anos mais tarde, se poderia juntar a independência de Angola -. a última, de 25 de Novembro, sobre as chuvadas e cheias de 1967, como mau presságio para a data e respectivas efemérides



 

Sábado... de aleluias

Comecei o dia por me perguntar "como o começar". Normalmente é pelo "blog" Mas ontem comecei mal, com um desbafo despropositado e só motivado pela mania de ver as estatísticas, e com uma reacção quase imediata por ter verificado uma queda que não terá (ainda) significado. Por isso, hoje comecei pelos "dias de agora" que costumam ser para o fim do dia. Vieram para o princípio... e aproveito-os para o "blog".

07.04.2012
Sábado de aleluia (!)…
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Na hesitação em como começar o dia, decidi-me por aqui, pelos “dias de agora”.
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De ontem, ficou a ideia-necessidade de “arrumar a agenda” (ou de me arrumar a mim na agenda) e este é o lugar adequado.
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A próxima semana vai ser o início de um corrupio e tenho mesmo de me organizar, mental e corporalmente.
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Para começar, hoje e amanhã tenho de preparar tudo em definitivo para entrega, 2ª feira, do original de “o contributo de Marx para o marxismo” na Tipografia de Fátima.
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O cuidado em relação a este livro, a opção de o editar como edição de autor, e com poucos exemplares para distribuir com critério prevalecente de contributo(zinho) meu para o debate ideológico, tudo é evidentemente discutível mas corresponde a uma reacção pessoal (e talvez intransmissível) ao que é uma avaliação do actual momento (histórico) em que me é dado viver, e nesta altura da vida.
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Ainda sobrará dia, depois desta arrumação e da preparação para a tipografia?
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Amanhã, temos de ir esperar o Andrés e a Anita ao aeroporto, vindos do seu Uruguai, e instalá-los, e vou aproveitar para ir ver o Diogo a crescer, que é o mais importante que me está a acontecer.
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Depois, dedicar-me-ei a preparar a semana (e o que se seguir), que terá, na sexta-feira, duas actividades que se atropelam.
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Uma ida à interessante iniciativa na Escola da Atouguia, onde já passei para primeiro contacto.
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Há ali pelo meio um jantar para que não estou nada motivado, mas veremos...
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Projeto: “DORMIR com os LIVROS
Experiências a ler… de pijama”
Convidamos V.ª Ex.ª para jantar e pernoitar connosco, numa noite diferente e mágica… numa Biblioteca aberta à noite para receber as crianças em pijama e participar num sonho literário! Enfim… a participar no nosso projeto!
Aguardamos a sua confirmação, com brevidade!
A sua presença seria muito importante para Nós!
Com os melhores cumprimentos.
A Turma de 2.º Ano e a Prof.ª Sofia Cruz
Atouguia, 23 de março de 2012
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Estou a pensar ir contar a “historinha da andorinha e da nadadora-salvadora e de um gato que por ali andava e muito miava”.
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E às 22 horas, no Museu Municipal, terei a habitual intervenção do Chá com Letras, da ½ Maratona de Teatro do Grupo Apollo, que ainda não faço ideia do que irei participar.
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Para a semana seguinte tenho, a 19, em Coimbra, a apresentação do livro de Avelãs Nunes, que ainda terei de ler!
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Forte responsabilidade!… e grande delicadeza porque terei de dizer “umas coisas” e que encontrar a maneira de as dizer…
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No dia 20, tenho uma reunião sobre o espólio a Casa de Ourém, na Câmara, para que terei de me preparar, e um jantar do Centro de Contabilidade-ValorGest, no Mesa Redonda, para que terei de (este tempo do verbo ter de!) antecipar uma tomada de posição sobre a estrutura do “grupo” e a minha participação.
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Na 2ª, 23 de Abril, irei ao Colégio Sagrado Coração de Maria, fazer a minha 12ª apresentação consecutiva do 25 de Abril!
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No dia 24, será o dia do encerramento de Feira do Livro de Ourém, em que serei o “artista convidado”, para que já fiz uma nota biográfica e para que terei de preparar uma intervenção cuidada, até porque se está a criar alguma expectativa, com alunos da escola secundária da área de economia.
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25 (de Abril!) haverá um almoço de aniversário (38!) em Ourém.
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A partida para a visita anual a Amsterdam (ao Nuno!) será a 26, e será uma oportunidade de travar o ritmo infernal.
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No regresso, temos logo o 1º de Maio mas, para intervenção pessoal, quase que caio no Congresso Marx em Maio (de 3 a 5), a que dou a maior importância, com a minha participação programada para 5 de Maio.
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E terei de meter uma ida a Tomar, a 4 de Maio, para moderar uma mesa redonda nas Jornadas Pedagógicas.
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Depois, já programada para 11 está o lançamento na Guarda do livro do Avelãs, com convívio a 12.
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Mas antes, e aproveitando essa ida à Guarda, terei uma participação em iniciativa sobre o 25 de Abril numa escola, durante a manhã de 11.
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Ainda nesta embalagem, há uma participação em iniciativa partidária em Coimbra, para 17 de Maio.
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Fora o resto. Como as pedreiras de/dentro de Boleiros e o que seria a… vida normal de um reformado, com o seu neto, as suas leituras, o seu blog, as suas manias…
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sexta-feira, abril 06, 2012

O MANDA-CHUVA - 12

No mês de Outubro, uma data se sobreleva, a do dia 5. Que era feriado em 1972. E era dia de, antes de 1974, subir até ao cemitério do Alto de São João e aguentar a carga da GNR que, ali e no monumento a António José de Almeida, não perdoava os nossos costados.  Foi por ali que, cerca de vinte anos antes, levei as primeiras vergastadas.
Por isso, o relevo dado à efeméride, com sublinhado para o 1º Congresso Republicano, de 1957, além da referência ao primeiro "sputnik", lançado pela União Soviética em 1961.



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E ainda sobrou algum espaço para continuação de página anterior

Qu'é que se passa?

De um dia para o outro as estatísticas de visitantes e visitas cairam para além das oscilações normais. Olho-as como avaliação e estímulo e fiquei... "a coçar a cabeça".
Qu'é que se passa?
Meti alguma "argolada" que afastou passantes deste cantinho?, foi toda a gente de "férias (e tolerâncias :--) ) pascais"?, são reflexos acumulados de "emigração" para facebooks e outros locais que tais, além da emigração propriamente dita e (a)normal?, foi o "contador" que arranjou novos critérios?

Fui dar uma volta... e não resisto, na sequência de efemérides deixadas sobre a "II Guerra Mundial" tiradas de O Manda-Chuva, a aqui trazer uma chamada de atenção para uma página do tal "facebook" sobre as  Red Army Nurses (enfermeiras do Exército Vermelho), de Liliana Barroso:


Vale a pena visitar!

quinta-feira, abril 05, 2012

Brevíssima

Estamos no bom caminho - se não excelente (para quem?) -, dizem eles, e um mau orçamento é rectificado para pior...
Vá lá perceber-se esta gentinha! (Oh! se se percebe...)

O MANDA-CHUVA - 11

O mês de Setembro, logo a seguir ao de Agosto, além da ordem natural das coisas..., é o mês de mais festas, feiras e mercados. E, desde 1976 , até é o mês da maior de todas as festas, da Festa. Da nossa! Em 1972, tinha de se ir a La Courneuve para se ter festa parecida, a do L'Humanité! E fomos...
Com tanta festa, feira e mercado, sobrou pouco espaço para o resto.
Mas lá veio o começo da guerra de 1939-45 (a dita II Guerra Mundial) e, a propósito dela, a lembrança de que Hitler foi pintor de tabuletas para, com uma "mãozinha marota" a apontar, se meter um poema de Bertolt Brecht, grande colaborador de "O Manda-Chuva". Na reunião a que fomos forçados na sede da PIDE, o inspector "da cultura" perguntava porque razão se publicava tanta coisa "daquele gajo"... Ora porquê... "porque o gajo é bom!, porque a editora gosta dele... e não se tem de pagar direitos de autor".


E ainda deu para se meter uma frase de Basílio Telles (professor e lutador pela República que não aceitou a pasta de ministro das finanças no primeiro governo depois de 5 de Outubro de 1910), e que nos parece, HOJE, da maior oportunidade e pertinência:


E não se podia exterminá-los? - adenda

Um comentário que "pede" passagem a "post":

«O extermínio tem sido lento e consistente: primeiro acabaram com os Trabalhos Manuais, depois com os Trabalhos Oficinais e agora com a Educação Tecnológica. Não é nada de grave: se vivem num apartamento cheio de novas tecnologias, se a cidade está cheia de mercados com tudo feito, se o país optou por não produzir e comprar tudo feito, para que é que os nossos jovens hão-de saber enroscar parafusos ou saber o que é um martelo?



Segundo eles, martelo é aquele gajo que fala na televisão e sabe tudo! Parafusos é aquilo que falta aos gajos que governam! Escola é uma seca onde nada de prático se faz!


Viva o ministro da matemática!


Um abraço de outra escola
 
Pata Negra»
 
Um abraço e obrigado

quarta-feira, abril 04, 2012

Brevíssima

Então de Bruxelas só telefonaram ao Passos (de) Coelho? Ou foi por email que lhe deram aquelas dicas sobre os subsídios?
E esquecerem-se ambos os dois (o Peter mailo o Pedro) de telefonar ao Gaspar e aos restantes mini istros?
G'anda bronca!... Agora andam uns, umas e outros a dizer coisas diferentes, e a passar por mentirosos quando o que são é obedientes (e tão!)... mas mal informados das ordens que vêm de cima.

E não se podia exterminá-los?

«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». (Sol)

esta tem carradas de "graças"


Desemprego - adenda

Dois comentários a um anterior "post" sobre o desemprego no boletim de primavera do Banco de Portugal, agora aqui encontrados, merecem particular atenção.

Agradecendo-se os dois, um reproduz-se:

«Não deixando de fazer as devidas ressalvas às leituras políticas implicitas a estes indicadores, a evolução estimada da chamada taxa natural de desemprego será reveladora da destruição de capacidades produtivas (tanto em matérias primas e/ou mercadorias de consumo intermédio, ferramentas e força de trabalho).
Esta taxa natural de desemprego corresponderá a um nível considerado «natural» para o desemprego, tendo em conta o que será o PIB potencial, ou seja, a produção implícita à total utilização das capacidades produtivas (o que por si só representa um paradoxo, pois se as capacidades produtivas instaladas são utilizadas na sua plenitude, então significará que existe quem terá capacidades produtivas e quem não as tenha...). Na realidade, é impossível calcular o tal PIB potencial. O que existe, associado à dita taxa natural de desemprego, é a tendência de longo prazo de crescimento do PIB (tendência de longo prazo da variação do PIB seria mais rigoroso).
Mas voltando à leitura política, que na minha opinião será mais importante, o crescimento do desemprego, a destruição de postos de trabalho, a destruição da capacidade de, colectivamente, produzirmos os valores que irão satisfazer as nossas necessidades demonstram a urgência da mobilização em torno de uma verdadeira política alternativa, patriótica e de esquerda, a respectiva alternativa política concretizada por um governo patriótico e de esquerda.»
Ricardo O.

(de qualquer modo, essa noção de "desemprego natural" não anula a gravidade deterioração da evolução recente do desemprego e apenas é uma canhestra e pseudo-científica perversão do conceito de desemprego enquanto não utilização de força de trabalho disponível e necessária para criar e distribuir valor)

O outro comentário leva a esta reprodução:



O MANDA-CHUVA -10

Agosto é um mês de festas e romarias. Já o era então, em 1972, e mais começava a ser com as visitas dos emigrantes da década de 60,  embora ainda longe das situações estabilizadas e das perspectivas de retorno. Por isso, a longa lista de eventos de feiras e mercados, quase não sixando espaço para as efemérides.
Publicaram-se duas:


Nesse ano de 1972, nos Jogos Olímpicos então realizados houve uma distribuição de medalhas que revelou um enorme reforço do "peso" dos países socialistas:
União Soviética ... ... 99 
Estados Unidos da América ... ... 94
R. Democrática Alemã ... ... 46
R. Federal Alemanha ... ... 40
Hungria ... ... 35
Japão ... ...  29

Comentário na passagem (e para continuar)

OuVer programas de “grande comunicação”, quer na “rádio do automóvel”, quer no “aparelho de televisão do canto da casa”, em que são abertos canais à “opinião pública” (melhor: do público) é, ou pode ser, um teste à nossa própria sanidade mental. Ou, como correctamente se deveria talvez dizer, à consistência da nossa confiança nas massas…

Antes de mais, há que ter perfeita (e científica) consciência de que aquelas amostras não são representativas. Tal como caso das sondagens, mas mais ainda neste caso, a escolha de quem é ouvisto é inteiramente aleatória, ou – bem pior ainda – é “escolhida a dedo". Mas os testemunhos são um dado importante. Não se pretendem desvalorizar, mas sim colocar na sua devida e útil importância.

Hoje, foi a magna (ou magra?) questão dos cortes nos subsídios de 13º e 14º mês serem para sempre ou serem só até passar o “pacto de agressão” (como justa e comprovadamente lhe chamamos).

Com introduções e “sapientes” comentários, ouviu-se de tudo... menos o que era necessário ser dito, embora um ou outro testemunho tivesse apontado ao alvo mas acertado ao lado.

Quero dizer com isto que eu é que sei? Não. O que quero dizer é que tudo o que se ouVe é um reflexo muito significativo da informação manipulada e oportunista, do pensamento único invasor e instalado Que há que tudo fazer para pôr em causa, para trazer à discussão.

Por agora, não tenho mais tempo, mas logo voltarei a estas reflexões a partir do tema dos subsídios e da sua perenidade, já afirmada anti-constitucional, ou da sua efemeridade, que Vitor Gaspar já veio confirmar, acrescentando o sempre negado prolongamento (ou renovado “resgate”), que também se pode traduzir: "é só até ao fim da agressão... que não terá fim!"
A não ser que nós lhe punhamos fim!

O emprego e o desemprego - sempre!

A informação estatística vinda do Eurostat, depois de a este chegar ida do INE, torna oportuno retomar o Boletim (da primavera) do Banco de Portugal, já aqui aproveitado.





As evoluções - em gráficos - do emprego e do desemprego são por demais elucidativas e preocupantes. Sobretudo quando a "formação bruta de capital fixo" (investimento) é projectado cair 12,0% em 2012 a cumular com os -11,4% de 2011:


terça-feira, abril 03, 2012

... "à vara"...

cartoon de Latuff no vermelho:

O MANDA-CHUVA - 9

A página dedicada ao mês de Julho tem que se lhe diga. Porque nela se fez uma "gracinha" a que os "senhores da PIDE" não acharam nenhuma graça (como a muitas outras), e bastante se irritaram com quem eles julgavam ser "o manda-chuva" da iniciativa e da editora. Este foi "amavelmente" levado por uns agentes da "instituição", à presença de um "senhor inspector", que o interpelou em termos desabridos, que aqui se irão contando.

O caso foi que, nas efemérides, se assinala a morte de Salazar em 26 de Julho de 1970 e, por acaso..., colocou-se logo ao lado um poema de Bertolt Brecht, como se pode comprovar:

"Então o senhor acha que Salazar, se ressuscitasse ao 8º dia, não encontraria um lugar de porteiro em todo o Império?...", perguntou-me ele, fazendo-se esperto. Eu, fazendo-me mais esperto que ele, respondi-lhe que não se tinha  reparado na ligação e que, se ligação houvesse, era da responsabilidade desse tal Brecht, que eu nem sabia se teria conhecido Salazar . Vi o caso mal parado...

E ainda houve espaço, nesse mês de Julho, para um curto artigo sobre a agricultura e os bodes expiatórios, em que se fala de "uma verdadeira reforma agrária" e se diz que não é só do tempo ser bom ou mau que vêm os males à agricultura, tal como a culpa não é sempre do árbitro quando o nosso clube perde...


... e um pouco de bom senso? (ou de pudor)

Não me considero hiper-sensível, mas considero a invasora publicidade da EDP uma agressão aos meus critérios de bom senso, bom gosto e outras vertentes (ainda) mais delicadas.
Por exemplo, 3 páginas ímpares (e inteiras) do caderno principal do Expresso:


Vale tudo?
Eu que cresci a achar indecente aquela coisa dos "bébés Nestlé"...

Já agora:
de quanto será o orçamento de publicidade da EDP?;
e em que rúbrica as "compensações"
aos "modelos" (ou aos pais, colaboradores
... da EDP)?

Dados recentes sobre novos recordes no desemprego

Segundo o Eurostat - e este segundo o INE -, em Fevereiro a taxa de desemprego subiu, em Fevereiro, para 15%, percentagem da população activa inactiva no País nunca antes atingida. Na chamada "zona euro" o desemprego atingiu  10,8%, o que também é um nível recorde, embora bem mais modesto.

Em Janeiro, a taxa de desemprego em Portugal tinha sido de 14,8% e Portugal observa a terceira taxa de desemprego mais elevada da tal "zona euro", só superada pela Espanha e pela Grécia, seguida pela da Irlanda, que se fixou nos 14,7% desde Dezembro.

Entre os jovens, 35,4% dos potenciais activos estão desempregados em Portugal.
O desemprego está a crescer nos dois sexos, embora o crescimento tenha sido menor nas mulheres. 

As projecções apontam para que a taxa de desemprego em Portugal continue a subir nos próximos meses, dado o previsível encerramento de muitas empresas e a redução do número de trabalhadores em outras.

Consta que o ministro
da (des)economia-do-(des)emprego-e-de-mais-coisas
(embora cada-vez--menos ministro)
está a congeminar novas formas
de facilitar e tornar mais baratos os despedimentos...
para assim excrementar,
perdão, incrementar o emprego!

segunda-feira, abril 02, 2012

O MANDA-CHUVA - 8

Mais uma página, mais um mês. O de Junho, Com o dia maior do ano (de 1972) a 20, com 14 horas e 53 minutos, começando o verão no dia seguinte.









Três efemérides para bem lembrar o que tinha de não ser esquecido:

e mais o Alexandre Herculano e mais o Luís de Camões, uma "gracinha" pelo meio dos dois:




2 de Abril de 1976 (serve de legenda ao post anterior)

Transcreve-se do Diário das Sessões:

«... Os Srs. Deputados
que votem a favor,
fazem o favor de se levantar.
(Levantam-se todos os Deputados,
excepto os do CDS)
Aplausos vibrantes e prolongados
de pé.
Vivas à Constituição.
É entoado o Hino Nacional
por toda a Assembleia.
Uma voz: - Viva Portugal!
Vozes: - Viva!
Aplausos prolongados.»

Isto é, ter-se-ão levantado os 116 deputados eleitos do Partido Socialista, os 81 do Partido Popular Democrático, os 30 do Partido Comunista Português, os 5 de Movimento Democrático Português, 1 deputado da União Democrática Popular  e 1 deputado por Macau (ADIM), isto é, 234 deputados, isto é, 93,6%. E toda a Assembleia cantou o Hino Nacional e deram-se vivas a Portugal.

Não se falsifique tanto a História!


2 de Abril

Dia da Constituição!
Em 1976, 250 deputados eleitos em 25 de Abril de 1975 aprovaram Constituição de República Portuguesa.
Assim:

domingo, abril 01, 2012

O MANDA-CHUVA - 7



A Abril seguia-se, e não só em O Manda-Chuva, Maio (e que Maio foi esse de 1972!).

Deixando as feiras e os mercados, e as fases da lua e as horas do nascer do sol, passe-se à importante efeméride a que a publicação deu o merecido relêvo (com algumas cautelas...) 

E ainda sobrou espaço para terminar as sextilhas de Consiglieri, com o Doutor como "bom canivete", para o anúncio da Prelo (uma editora que se queria VIVA, do seu TEMPO, com o seu POVO!), mais uma quadra do Aleixo e um sábio provérbio árabe.


Cem por Cento...

... de acordo, Nicolau Santos:

«(...) Ora com tantos Professores Doutores e ilustres economistas no Governo e a assessorá-lo não há quem saiba que trabalhar mais horas contribui talvez para o aumento global da produção mas não tem nada a ver com o aumento da produtividade? Certamente que sabem mas querem tomar os cidadãos por ignorantes. O objetivo não é o aumento da produtividade, mas o embaratecimento do fator trabalho. Ponto final. (...)»

A intensificação da exploração
diríamos nós.
  Ponto de exclamação! 


Para este domingo