domingo, setembro 20, 2015

Reflexões lentas - à volta das eleições, campanha, temas e outras coisas mais

A campanha... continua embora só hoje comece. E enche-nos a comunicação social. Quase tanto como o futebol que se sobrepõe aos serviços mínimos de cidadania,csobretudo se há um "derbi", e até se atreve a não parar a 4 de Outubro.Tal como - acabo de saber - será 4 de Outubro o dia da Assembleia Diocesana, com vista ao "aprofundamento da relação com a Virgem Maria na nossa vida cristã, à luz das Aparições de Fátima", cujo lema será votem bem perdão (não querias mais nada, incréu...) "Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia". Para compor a trilogia, as festas do fado em Alfama devem prolongar-se até esse domingo de eleições (ou rejeições?...) 
Entretanto, enquanto se vive e prepara "o importante" - o nosso Fado: Futebol e Fátima! - continua a campanha. 
Com alguns temas a serem impostos, na imposição da "luta de 2-galos 2 por um poleiro":

  • qual dos dois trouxe a troika?
  • qual a posição de cada um dos dois em relação ao próximo orçamento de Estado?
  • qual dos dois ganhou os debates? 
Quanto ao primeiro tema, seria fácil responder se se quisesse esclarecer e não confundir. Foram os dois!, que são três..., os três que desde há 39 anos são alternantes nas maiorias par(a)lamentares e nas governanças. Ponto final!
Quanto à posição relativamente ao próximo orçamento de Estado, incluindo a parte da segurança social, há uma questão prévia que já os dois entre si acordaram ao aceitarem, os dois!, o Tratado Orçamental, de 2012, que entrega a "soberania orçamental" a um Estado que não existe, que é o Estado fictício que já tem uma moeda e um banco central, ambos submetendo a soberania dos Estados-membros de uma chamada União Europeia a um Eurogrupo dominado pelo Estado alemão. Que assim domina todos os outros sem precisar de assassinar fidalgos austríacos ou, mais tarde, eliminar comunistas e judeus, e invadir Polónias e por aí fora. É estranho que só uma força política se refira reiteradamente ao verdadeiro golpe de Estado (sem Estado...) que foi esse Tratado Orçamental, como discutam - os dois -, e acaloradamente para eleitor ver como são diferentes, a aprovação de um nosso orçamento do nosso Estado cuja soberania alienaram.
Relativamente aos debates a dois, enquanto lutas mano-a-mano, parece só interessar qual foi o resultado, se ganhou um ou outro ou se repartiram os pontos, e valorizar a prestação da coordenadora do BE, que tem sido, na verdade, prestigiante... mas também prestimosa na ajuda à recuperação de uma canalização de eleitores em risco de descobrirem que a esquerda consistente está a ganhar pontos como as sondagens não podem esconder...embora possam minorar.Veja-se, só, esta novidade do canal público de televisão


O que se torna ainda mais manipulador quando se deveria sublinhar que o vai se eleito é o elenco que formará a próxima Assembleia da República, o que uma outra sondagem releva... mas com o rabo do gato bem visível de uma inventada e original diversão de poder vir a haver um PS com mais deputados mas com menos votos que uma coligação PàF, ou vice-versa. E pronto, aí está "matéria" para entreter e desviar atenções do que deveria fundamentar as opções da força do povo. Mas... é uma previsão interessante,  com o inefável e nefasto PdaR a meter o bedelho na Constituição que jurou (com os dedos traçados, certamente) respeitar e fazer respeitar.


Entretanto, vamos ver o que dão as eleições na Grécia e aproveitamentos sequentes.

sábado, setembro 19, 2015

A fecharem-nos por dentro!

Num mail amigo (obrigado!) recebi esta chocante informação, retirada de o SOL:

"Não fecham por fora, 
mas estão a fechar-nos por dentro"

A falta de médicos e enfermeiros está a provocar "o caos" na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, onde a falta de profissionais obriga algumas...
WWW.SOL.PT

Agenda para um sábado em campanha eleltoral: à escolha e em concorrência.

No regresso - ligeiramente cansado - da retemperadora viagem e estadia ao Porto, como hospitalidade que de cada vez se confirma fraterna, de encontros amigos, e de participação numa sessão com quem se aprende sempre e muito gosto de partilhar iniciativas, voltei "à terra". E fui agora ver ao jornal local se haveria programa para hoje que desconhecesse ou me tivesse fugido da memória.
Ora aqui está, à escolha e em concorrência:


Confesso que (não) hesitei. Entre Pedro e Paulo, ou Quim e Zeca, ou encontro de compostagem doméstica... vou passar um sábado caseiro, tranquilo e produtivo.
A começar por me ter entretido a fazer um puzzle de leitura com as peças numa outra ordem, com várias combinações, e fixei-me nesta (dispensando-me de corrigir aquele "a dupla ...  vão" por "a dupla  ... vai"):


quarta-feira, setembro 16, 2015

Uma questão de transporte...

Tirado  da informação geral
perdão!, do espaço PCP-CDU:


CONVÍVIO DE MULHERES CDU

«Transportem para o voto a vossa indignação»

Centenas de mulheres juntaram-se esta tarde, em Lisboa, num convívio de apoio à candidatura do PCP-PEV, momento aproveitado por Jerónimo de Sousa para apelar à expressão da indignação e da vontade de mudança pelo voto na CDU.

Pois é!
Mas "eles" 
transportam... votantes
até às mesas de voto!

A bipolarização política entre direita e esquerda é positiva ou negativa?

Perguntaram-me do Região de Leiria,,, que julgava ter-se esquecido de mim.
Respondi assim, cumprindo o número de caracteres:





terça-feira, setembro 15, 2015

Brasil e... Grécia

 De Aloísio Barroso recebemos este seu artigo que estimamos valer a pena divulgar:
«Frias Filho e o último trem de horror
Por A.Sérgio Barroso
 
Enfim, infindáveis meses de conspirata antipovo, a aliança do consórcio oposicionista (mídia golpista+ sistema financeiro internacional+ FHC e PSDB et caterva) aninhou-se no editorial de domingo (13/9) da Folha de S. Paulo.

Porta-voz credenciada de uma renitente facção bastarda e apátrida da burguesia, a declaração foi sancionada e autorizada por Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal. Sim, o mesmo que buscou humilhar o presidente Lula inquirindo-lhe como ele faria sendo um presidente da República que não sabia falar inglês. Diz-se que Lula levantou-se ato contínuo da fracassada reunião.
Jornal conhecido no mundo inteiro por nos “anos de chumbo” ter determinado suas camionetas transportar presos (as) políticos (as) para serem levados (as) clandestinamente à tortura e à morte nos porões fétidos da OBAN, a Folha defendeu de público derrogar os direitos e liquidar as políticas sociais conquistadas por nosso povo, e especialmente sustentadas contra a devastação neoliberal – sempre por ela apoiada.
Acusa ali o jornal, covardemente, todos os partidos apoiadores de Lula e Dilma promotores do “desmantelamento ético”. Prepotente, ameaça os integrantes do Congresso Nacional fazedores de “provocações e a chantagem”; diz também que os deputados e senadores “não podem se eximir das suas responsabilidades”, evidentemente as do interesse ideológico e programático do jornal.
A conclamação reacionária exige cortar gastos sociais com uma “radicalidade sem precedentes”; cobra a “desobrigação parcial e temporária dos gastos compulsórios com saúde e educação”, bem como desmontar a “perdulária Previdência Social” em nome de supostas razões demográficas. Mentindo e manipulando como milita via de regra, escreve existir no Brasil uma “inflação descontrolada”. Ora, já foi oficializado: a própria recessão motivou recentemente sua desaceleração e haverá evidente queda da inflação daqui em diante.
Trem de horror para Atenas
Eis o verdadeiro “ajuste” com que sonha impor esse sabujo porta-voz da reação golpista e de círculos financistas! Trata-se duma similar receita “grega” ou de políticas ultraliberais que devastaram social e economicamente aquele país, hoje sem qualquer horizonte social e econômico; e que necessitam universalizar. Enfiados no pântano da crise capitalista, essa é a fórmula mágica da salvação ansiosamente perseguida pela bruxaria neoliberal da “nova mediocridade”. Uma burguesia amedrontada agora pelo acicate dos “refugiados”.
De acordo com estudo recente divulgado pela BBC londrina, comprovadamente, o “ajuste” dos banqueiros europeus (principalmente alemães, franceses e espanhóis) decretado sobre a Grécia levou o país a: 1) 25% de queda do PIB nos últimos sete anos. 2) 52% dos jovens não têm emprego; o desemprego triplicou, alcançando 26% da força de trabalho; três quartos dos desempregados estão há 12 meses ou mais sem trabalhar. 3) 45% dos aposentados são pobres e muitos pensionistas vivem abaixo da linha de pobreza. 4) 40% das crianças estão sob a linha de pobreza (Unicef constatara 597 mil crianças vivendo abaixo da linha de pobreza em 2013).      5) 200 mil funcionários públicos a menos, desde 2009.
Mais ainda: além da dívida pública grega ter passado de quase 100% do PIB para 174% do PIB, entre 2008 e 2014, a “muamba” grega vem simultaneamente cevando o crescimento de correntes nazistas na desaparecidas na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Intitulado de “Última chance”, o editorial - sentença repleta de hipocrisia e bafejada a neofascismo -, conclui: se a Presidenta (eleita, empossada e governante) Dilma Rousseff não cumprir essas medidas só lhe restaria “senão abandonar suas responsabilidades” – isto é, a renúncia.
Ora, o jornal, sua mídia e os que assim exortam, precisam ser repudiados, vigorosamente denunciados e acusada definitivamente de apologia e incitamento à saída da Presidenta da República de suas funções legais e legítimas. Porque agem à margem dos órgãos constitucionais detentores de prerrogativas intransferíveis. Porque querem a derrocada nacional para erigir uma nova e imensa sanzala!»

Reflexões lentas - como quem espreme uma borbulha

Quando num dos saltos da História de Humanidade, pulado no final do século 18, a classe burguesa, proprietária dos meios de produção, se tornou dominante da sociedade, criou uma outra classe, proprietária da sua força de trabalho, e fez desta uma mercadoria. Assim é a história contada (ou contável), e teve o seu centro em França, e de França começou a alastrar. Então, para essa história que se conta (e que conta) a França era o centro da História, embora a base material desse salto estivesse mais ao lado, na "revolução industrial em Inglaterra. 
Depois, os trabalhadores, na forma parida pela burguesia, começou a formar-se como classe e, não sendo eles a mercadoria, começaram a tomar consciência de que, pelo uso da mercadoria sua propriedade, estavam a ser explorados. Deram, a uns seus, a tarefa de redigirem um manifesto, e o Manifesto do Partido Comunista foi escrito e tem por consigna Proletários de todo o mundo, uni-vos
Desde então se fez um aparentemente longo caminho de luta entre estas classes... mas foi apenas há uns 167 anos, apenas há um século e mais dois terços. Muito mudou sem alterar o essencial da relação social, o modo de produção.

Nessa luta, há, de um lado, os mandantes na sombra, na ribalta os "palhaços" (uns ricos, outros pobres) e os "faz-tudo", e, do outro lado, as vanguardas e as massas que, estando deste lado, de vez em quando (na história), caiem para o lado outro, e são elas que são o verdadeiro motor da História.
Entre todos, entre os "faz-tudo", há os "rafeiros". Que, como os seus semelhantes canídeos que são atacados de raiva e sofrem de hidrofobia, sofrem de uma outra espécie de fobia, a comunistofobia. Que se revela, em toda a sua expressão, sob a forma de baba excressiva ou escrita em livros, artigos e panfletos, quando os comunistas (brrr!, resmungam eles...), no seu permanente e aturado esforço para se mostrarem como são e não como a caricatura que deles fazem, conseguem ter alguma aceitação entre as massas agredidas dura e continuamente pela exporação.
Os comunistofobos aproveitam qualquer oportunidade - motivo, facto, deturpado ou inventado - e empolam até aos limites... quando não os ultrapassam e se tornam, a eles próprios, ridículos. No entanto, não se podem menosprezar. Se, por um lado, são a prova de as coisas estão a correr bem para os tais comunistas, são perigosos porque podem passar a (ou incentivar) fases de violência! De que não faltam exemplos na História 
É precisa muita atenção!   


segunda-feira, setembro 14, 2015

... ou, à maneira tatcheriana: TINA (there is no alternative)... MAS HÁ!

Nos "trabalhos forçados" (mas voluntários, agradáveis e úteis...) a que me estou a dedicar para apresentar os livros de Avelãs Nunes na UPP, por vezes faço paragens e venho até aqui (ou ao quintal apanhar ar fresco...). E, do que estou a ler - a estudar -, apetece-me retirar uns trechos. Como este: 

(...)
(...)
página 99 de
A "Europa" como ela é 

Cuja transcrição, com as "normas e travões" de que a União Europeia se vai rodeando, de forma ditatorial, para servir a banca e finança transnacional, me foi sugerida por este "cartoon" do GR7, acabado de "postar". Pelo que faço, deste outro "post", um 2 em 1 ou citação com ilustração.




Sem saída


uma "Europa" sem fronteiras?
... mas com sinais de trânsito!

Obrigado, GR7

O Nobel e o "monstro" (de sabença e pesporrência) ou... da "americanização do mercado do trabalho"


A absorvente e gratificante tarefa de me preparar, em poucos dias, para a apresentação de 3-livros-3 de Avelãs Nunes na Universidade Popular do Porto, não tem impedido de participar em outras actividades, e de acompanhar o momentoso momento (!!!) e de me informar (???) na comunicação social. 
Ainda ontem - já bem dentro de hoje...-, tomadas umas notas para a dita apresentação, li umas coisas no caderno Economia do Expresso, e não resisto a deixar dois recortes, antes de pegar,de novo, nos escritos do Avelãs.
  
Depois de sentir a falta da página 5 do Nicolau Santos, apanhei com a entrevista de um "economista e professor da Nova School of Business and Economics", escola que, creio, tem a sua sede em Lisboa (perdão, Lisbon). O personagem, Pedro Portugal (deve ler-se à english...), é apresentado como uma excelência, "especialista em economia do trabalho" e retaguarda técnico-científica do PSD e da coligação PàF. Bom... adiante que para currículo chega.
Porque não me tivesse tirado o sono, apesar (e por causa) de alguma irritação provocada por respostas e afirmações que a luminária debitou (também me fez rir com com algumas aleivosias...), ainda li o sempre interessante artigo do Nobel estado-unidense Stiglitz e resolvi, para esta manhã, colocar lado a lado dois recortes, assim a modos de o Nobel e o "monstro" (de sabença e pesporrência):
Pág. 8, diz Pedro Portugal:
 
Pois na pág.38, escreve o Nobel (para mais, "amaricano"...), na sua Opinião e sob o sugestivo título de FED UP (fartos):


De 5,1% (não cerca de 5% mas 5,1%!...) para 10,3% faz a sua diferença! E não só nos números... 
E se este professor Pedro (little) Portugal, da Nova, fosse para os Estados Unidos ensinar e corrigir os Stiglitz que por lá há e até são Nóbeis?!

__________________
Bom dia, Avelãs!

domingo, setembro 13, 2015

once again ou... é sempre a mesma cantiga?



obrigado, Morales!
(2002?)

Ainda se queixam de pouco informarem sobre a Festa...


Um partido político, antes desta "onda" de festivais anuais (e em locais cada vez mais diversos), começou a organizar uma Festa. Que vai na sua 39ª realização. E cada uma foi uma Festa.
Depois de ter andado com a "casa às costas", ano a ano montando e desmontando infraestruturas e tudo o resto, e sendo sucessivamente desalojada ou despejada, a Festa arranjou um local próprio e seu, e nele construiu uma cidade. Cidade que todos os anos vive três dias diferentes. De cidade em Festa, construída por centenas, milhares de militantes. Com música (da sinfónica, da de arraial, da todos os lugares do mundo), com espaço internacional para mostras de todo o tipo e solidariedade, com exposições, cinema, teatro, dança, debates por todo o lado, maratonas e outras actividades desportivas, com a maior diversidade gastronómica, com um lago e outros lugares de lazer... ou de não fazer nada a não ser conviver. De convívio de crianças, jovens, adultos, idosos, emigrantes e imigrantes, 

E a comunicação social? Sempre ou silêncio ou um eco sumido e incalável.

Este ano foi mais uma, a 39ª. A maior e a melhor antes da 40ª.
Este ano, em que as presenças só se podem contar com 6-algarismos-6, na comunicação social a Festa veio ocupar inusitado espaço.  Com o que foi e como foi? Não! 
Assim foi porque o comentador-mor da televisão e putativo candidao presidencial quis lá ir mostrar-se, com o argumento de que ia para comentar devidamente informado... e, para isso, levou séquito e ocupou ainda mais tempo de antena com a sua pessoal campanha. 
E mais. Porque 4 pessoas teriam feito queixa de violências perpetradas pelo "grupo de apoio à Festa" para que esta decorra como tem decorrido, no tempo e nas horas para de Festa serem para centenas de milhar de visitantes. Teriam feito queixa de agressões a deshoras 4-pessoas-4 que, para chegarem às 10-pessoas-10, aos dois algarismos, foram juntas às 6 queixas do ano passado. Assim se encheram, com texto e fotos, duas enormes páginas.
Querem branquear-se os excessos, a condenável violência que terá havido, e que está a ser avaliada onde é lugar para o ser? Não! Quer dimensionar-se tudo. E lembrar que, curiosamente..., este desmesurado e perverso interesse da comunicação social pela Festa acontece em ano de eleições às portas da Festa e quando a imagem desse Partido está em bem justificada (e malquista) melhoria junto das gentes!   
     

sábado, setembro 12, 2015

convite


Estou a preparar-me...
vou entrar em estágio!

sexta-feira, setembro 11, 2015

No dia 11 de Setembro -






A lembrança emociona
partcularmente neste dia!
(obrigado, amigos 
que me deram acesso a este video)

A pobreza criativa... a juntar ao resto!

Ao abrir a caixa do correio caiu-me "isto" nas mãos.

Antes de o depositar no recipiente apropriado, deu-me gozo acrescentar aquele JÁ NÃO antes do PODE MAIS, enquanto me lembrava de picara maneira de falar de si de um querido camarada já bastante idoso aplicando maliciosamente o verbo poder "d'antes podia mas não sabia, hoje sei mas já não... podo!".
E me lembrava, também, perante este espectáculo de pobreza e vazio de ideias publicitárias (PàF?!,por exemplo) da riqueza do nosso riquíssimo espólio nessa área, e para que tanto contribuíram Alves Redol, Ary dos Santos, Alexandre O'Neil... entre tantos outros e não saí da letra A.  

quarta-feira, setembro 09, 2015

O que pariu a montanha?

Depois de todo o aranzel anterior (e das empoladas expectativas ), do ambiente criado o debate entre o "líder" do PS e o "lider" do PàF, depois da "espectacular" realização ocupando o espaço televisivo livre, o grande debate, o debate decisivo aconteceu aquilo, lembrando o parto da montanha de onde nasceu um ratito.
Mas como agora se está a fazer o prolongamento com comentários dos intervenientes e de encartados comentadores ao jeito (com formato e linguagem) de um jogo da 1ª liga, também quero dar a minha opinião ou palpite:


DEBATE: 0!
Alternante PàF - 0; Alternante PS - 0
Pontos para a classificação: não 1 para cada,
 mas 0 para os dois 
por falta de respeito para com o árbitro, 
que somos nós!

E vou cedinho para a cama, para ainda ler um bocado e porque amanhã, 5ª feira, é mercado cá na terra e vêm candidatos nossos, com carrinha de som. E intenção de conversar com as gentes, como aliás tem sido feito, com ou sem campanha eleitoral (por eles, se eleitos, e por nós que cá vivemos).    

Reflexões lentas - acompanhando debates e dislates

Foi... interessante. Embora tudo e todos estejamos a ser condicionados - pela comunicação social - pelo debate Passos-Costa como O DEBATE, o debate decisivo, o debate do empate técnico, a "luta dos galos" como se estivesse em questão a eleição de um de apenas dois, de qual vai ser o ocupante de um poleiro. 
Mas o debate entre Catarina Martins e Paulo Portas, na injusta subalternidade para que O DEBATE dos emap(tado)s relegou todos os debates, teve aspectos e momentos... interessantes.
Chegou a ser confrangedor ver Paulo Portas remetido àquela posição de vedeta impante reduzida a figurante mais que secundário e a não se aguentar no confronto com uma viva e aguerrida jovem que não se intimidou e lhe não deu tréguas. Para quem anda nisto há muitos anos,e há muitos anos vem assistindo às qualidades circentes daquele malabarista da política vê-lo remetido à defensiva, a contar pelos dedos, a meter os ditos dedos (das mãos e dos pés) a meterem-se uns pelos outros, despertou algo de sádico que possa existir em mim. Sadismo compensado (?) pelo referido confrangimento de estar a assistir a uma versão pobre da velhice do traquinas eterno.
Disse (ou escrevi) "remetido à defesa" mas pior ainda foi quando Paulo Portas tentou passas ao contra-ataque. Quis fazê-lo, como treinara em casa ou na sede do CDS, pelas alas. Mas ficou em claro fora de jogo.Não por estar avançado em relação ao derradeiro defensor (antes do guarda-redes) mas por sair das linhas laterais do terreno de jogo, e só ter três palavras: Grécia, Syriza, Tsipras. Será essa, evidentemente, a táctica... mas é tão pobrezinha e foi tão mal (e obsessivamente!) posta em campo que nem para o BE resultou. Naquele prelúdio ao (querido que seja) DEBATE que foi... interessante. Politicamente, claro, como esta reflexão se pretende, e outra coisa não poderia ser.        

terça-feira, setembro 08, 2015

UCRÂNIA: o processo de ilegalização do PartidoComunista

A notícia que se transcreve assusta:

UCRÂNIA
Ministério da Justiça: 
“Sim” ao nazismo, “Não” ao Partido Comunista

Hoje teve lugar a audição preliminar do tribunal distrital administrativo de Kiev, no processo do Ministério da Justiça para banir o Partido Comunista da Ucrânia.
Recorde-se que o processo judicial anterior foi apresentado pelo Ministério da Justiça contra o Partido Comunista da Ucrânia em julho de 2014 e que falhou completamente, pois todas as chamadas “provas” tinham sido grosseiramente forjadas. Não é por acaso que deputados europeus e membros da Associação Mundial de Advogados Democráticos,  que participaram no processo, tenham comparado o julgamento dos comunistas a um tribunal medieval da Inquisição. As acusações contra o Partido Comunista eram tão absurdas que o juiz Kuzmenko, responsável pelo caso, declarou que o processo tinha motivações políticas e o recusou.O seu exemplo foi seguido por todos os outros juízes do tribunal distrital administrativo de Kiev, o que levou à transferência do caso para outro tribunal que não tem jurisdição sobre tais casos.
A ira do regime não se fez esperar – as instalações do tribunal foram revistadas. Foram levantados processos criminais contra juízes, incluindo Kuzmenko.
E agora, o Ministério da Justiça apresentou ao tribunal distrital administrativo de Kiev um novo processo judicial para ilegalizar o Partido Comunista, com base na chamada lei da “descomunização”.  O regime insiste que o partido devia renunciar ao nome “comunista” e aos símbolos: a estrela, o martelo e a foice – símbolos universalmente reconhecidos do movimento comunista mundial.
Por uma estranha coincidência, e “capricho” do sistema electrónico de distribuição de casos pelos juízes, este novo caso foi de novo, “acidentalmente”, distribuído ao juiz Kuzmenko, que está sob a “capa” da Junta - sob processo criminal.
Dadas estas circunstâncias, o Partido Comunista preencheu uma petição para a desqualificação do juiz Kuzmenko, o que ele próprio rejeitou. Assim, é impossível falar de imparcialidade e objectividade de outras audições judiciais no processo do Ministério da Justiça para banir o Partido Comunista. Portanto, com um alto grau de probabilidade podemos supor que um acordo foi feito entre o juiz e o Ministério da Justiça – o encerramento de um processo crime em troca do banimento do Partido Comunista.
Estamos certos de que este julgamento tem motivações politicas e tem como finalidade destruir o Partido Comunista da Ucrânia – a única real oposição ao regime oligárquico nazi.
É significativo que a 20 de Setembro de 2015 o Ministério da Justiça tenha registado abertamente o partido nazi UNA-UNSO, cujo objectivo, como indicado no seu programa, é a adopção na Ucrânia de uma ditadura nazi.

A próxima audição judicial está programado para 18 de Setembro de 2015

Reflexões lentas, breves e de recusa da manipulação e da barbárie

A última notícia em destaque antes de "fechar o expediente" (além da cabeçada do Miguel Veloso) foi a de que o inefável François Hollande decidira bombardear a Síria. A primeira notícia em destaque na manhã (além da cabeçada do Miguel Veloso e das primeiras declarações - depois das anteriores... quotidianas de e sobre - Sócrates) é a de que o Reino Unido já ataca na Síria e a França avança a seguir.
Quereriam que todos nós, opinião pública, respirássemos de alívio por saber que os nossos representantes democráticos estão activos a resolver problemas que nos afligem, que tocam o âmago das nossas sensibilidades agredidas. 
Mas para alguns de nós - e parece que cada vez mais - esse denodado esforço para atacar a barbárie na sua origem é outra coisa. Não pode ser aceite como resposta à dramática situação dos refugiados, em que titubeiam num jogo sem glória de regateio de quotas de acolhimento, e é interpretado, quiçá com condenável ingratidão..., como a actuação de próceres, na sequência, e continuidade, e reforço da barbárie de que são agentes provocadores.
Não!, não respiramos de alívio, sofremos e denunciamos a barbárie nas suas raízes. Com as poucas forças que temos, que muitas são se juntas a muitas outras, pequenas como as nossas,  

segunda-feira, setembro 07, 2015

Nos 30 anos do MULTIBANCO

De regresso, após três dias "de FESTA" (num"outro mundo" dentro deste em que vivemos e contra que lutamos), reabriu-se o "estabelecimento". 
Havia leituras em lista de espera e, entre elas, uma por que se começou e que incitou a transcrição. No seu blog umoutroparadigma, Guilherme Fonseca-Statter publica um texto que, com enorme oportunidade e rigor histórico, trata dos 30 anos do multibanco que a comunicação social relevou. Aqui se deixa o que é um importante testemunho (que ainda melhor seria se a modéstia de Guilherme Fonseca-Statter não tivesse calado o seu papel nesse acontecimento técnico na verdade significativo:      

A Propósito dos 30 Anos do Multibanco

Dizem nos jornais que passaram agora 30 anos desde o arranque do sistema Multibanco, o qual é usualmente considerado único no mundo pela variedade das suas múltiplas funções. Não se trata apenas de um grande agregado de máquinas de distribuição de dinheiro contra a apresentação de cartões de crédito ou de cartões de débito. É, de facto, muito mais do que isso.
«Há 30 anos que o MULTIBANCO “Movimenta a Vida” dos portugueses com toda a comodidade, segurança e fiabilidade. Só no passado mês de Julho, a Rede MULTIBANCO atingiu um novo recorde mensal alcançando um total de 210 milhões de operações processadas. Mas já imaginou como seria sem o MULTIBANCO? Se não existisse a Rede MULTIBANCO, não seria possível fazer acções tão simples como pagar a água à meia noite ou emitir uma licença de caça ao sábado de manhã. Teríamos de esperar horas em filas para comprar um bilhete de comboio em vez de o fazer sentados no sofá em casa, por exemplo. Ou teríamos de andar com a carteira com moedas para pagar as portagens, em vez de o fazer com o cartão. O MULTIBANCO é, sem dúvida, uma Marca que já faz parte da vida dos portugueses, facilitando as atividades do dia-a-dia».(Do sítio da SIBS)

A esse respeito tenho dito em diversas ocasiões que essa característica (de ser muito mais do que um conjunto de máquinas de distribuição de dinheiro...) e por muito estranho que isso possa parecer a muitos espíritos bem pensantes, se deve ao chamado período do «gonçalvismo». Isso por causa da nacionalização da banca. Entretanto e a esse respeito convém lembrar a «tensão dialéctica» que se desenvolve de modo permanente entre a concorrência e a cooperação entre os diversos agentes económicos, sempre em busca de novas oportunidades de negócio. O mesmo acontece entre os bancos. Entregues a si mesmos procuram ao mesmo tempo, ainda que de modos distintos, cooperar no que diz respeito a conluios para manipular taxas de juros, por exemplo, mas também concorrer pelo dinheiro de todos e quaisquer potenciais depositantes e de pedidos de crédito.
Para caracterizar devidamente o sistema Multibanco são precisas algumas advertências preliminares. Em primeiro lugar, no universo das actividades bancárias ditas de retalho, é conveniente não confundir coisas e funções diferentes umas das outras. Por exemplo convém não confundir cartões de débito com cartões de crédito, duas formas distintas (ainda que complementares) de dinheiro plástico. Em segundo lugar convém não confundir, por um lado, muitos ATM's (ou caixas automáticos) com, por outro lado, um sistema integrado de máquinas e programas que propiciem múltiplas funções monetárias. Em terceiro lugar convém não confundir um sistema integrado de terminais em rede (para proporcionar as referidas funções monetárias), com os múltiplos serviços de cariz mais ou menos similar (mas nem sempre...) disponíveis na rede global «internet».
De facto a informatização de todas as actividades económicas e das actividades financeiras em particular tem permitido o desenvolvimento de sistemas de registo e controle de informação que, até há poucas décadas atrás, poucos de nós imaginávamos. No caso do sistema Multibanco, por exemplo, quando o mesmo foi proposto duvido que os mentores iniciais tivessem à partida uma ideia de que «aquilo» se pudesse vir a transformar no sistema que temos hoje (ViaVerde, Impostos, transferências entre contas, pagamento de facturas, licenças de pesca e etc…)
Entretanto, e por um daqueles acasos da pequena história do planeta, caiu em sorte a este escriba o estar lá (na empresa multinacional de informática) no lugar certo e no momento adequado para estar bem no centro de um processo então em fase de arranque embrionário. «Proposal Team Leader» seria a designação (que veio mais tarde, no jargão empresarial) que então caberia a este escriba na elaboração do estudo técnico-comercial que deu origem à elaboração da proposta técnico-comercial (também de sua co-responsabilidade) que veio a dar origem ao Multibanco. Muito prosaicamente, poderá dizer-se que este comentador foi quem (juntamente com mais dois colegas) fez a venda do sistema multibanco.
A quem procure informar-se, não parece fácil encontrar as raízes do sistema Multibanco, quando o próprio sítio «internético» da SIBS (proprietária e gestora do sistema) não fornece a esse respeito qualquer informação. Algo de estranho se considerarmos que a maioria dos sítios disponíveis de muitas outras instituições financeiras por esse mundo fora fazem questão de mostrar as suas origens. Se eu fosse dado a «teorias da conspiração» suspeitaria que alguém parece ter vergonha das suas origens «revolucionárias». 
A respeito das raízes históricas do Multibanco e da SIBS o mais que consegui, na pesquisa rudimentar a que pude proceder, para complementar memórias pessoais, foram alguns elementos que passo a elencar.
Para além de uma breve referência à história da introdução de cartões de crédito em Portugal (tal como assinalei acima, convém não confundir...) por iniciativa de responsáveis do Banco Português do Atlântico e do Banco Totta & Açores, a partir de uma reunião em Roma em 1969 «destinada a sensibilizar os quadros da banca europeia para a provável expansão dos cartões de crédito e, sobretudo, para que não se incorresse na Europa nos mesmos erros que haviam sido cometidos nos Estados Unidos neste domínio»1, pouco mais se encontra que relate, com um mínimo de detalhe, as origens da SIBS e do sistema Multibanco.
Entretanto, e na opinião do Engº Sebastião de Lancastre, então Director-Geral da Unicre, à «Revista Unibanco» (Março e Junho de 19941) «o sucesso dos meios de pagamento via cartão de plástico em Portugal, ao ponto de estarmos há vários anos perfeitamente a par dos países mais avançados deste campo, se deve fundamentalmente ao facto de se terem tomado entre nós as decisões certas nos momentos certos. Isso é válido tanto para a decisão de criar a Unicre em 1971 como iniciativa conjunta de seis grandes bancos, por mérito, coragem e visão dos quadros superiores bancários a que me referi atrás, como também para a decisão da criação da SIBS em 1981. Neste último caso, é justo que cite aqueles a quem se deve a sabedoria de avançar para uma empresa integrando os vários bancos: Dr. Rui Vilar, Dr. Almerindo Marques, Dr. Palmeiro Ribeiro e Dr. Ribeiro Moreira».
Entretanto, a julgar pelo teor das muitas conversas em que participei na altura, assim como pelo teor do caderno de encargos que tive que estudar ao pormenor, a ideia original dos objectivos estratégicos do sistema que então se perspectivava, parece dever ser creditada principalmente ao acima referido dr. Palmeiro Ribeiro (que este escriba nunca teve o privilégio de conhecer, pois o mesmo já parecia estar afastado do processo).
Poderia este escriba falar sobre “N” discussões «mais ou menos técnicas», designadamente as discussões que vieram dar origem ao PIN de 4 (quatro) dígitos, em vez dos seis que estavam propostos. Para já não falar de um projecto de uma espécie de «contabilidade nacional» (fazia parte do caderno de encargos) e então rejeitado por este escriba por ser demasiado avançado («economia planificada centralmente» à la Janos Kornai 2).
Este escriba tomou conta do processo em 1982/83. Em 1984 já a venda estava concretizada e o processo de instalação e arranque do sistema em andamento. A questão do «gonçalvismo» (que passa despercebido da quase totalidade dos comentadores actuais por não pensarem bem no problema) é simples: se bem me lembro foi por determinação da Secretaria de Estado do Tesouro, a quem cabia a tutela dos bancos comerciais (então ainda todos nacionalizados), que em 1982 todos os bancos aderiram ao sistema SIBS então ainda em formação. Os bancos estrangeiros (se bem me lembro, o BOLSA-Bank of London and South America e o Crédit Franco-Portugais) aderiram porque não tinham alternativa. Não podiam arriscar-se a ficar de fora. O mesmo aconteceu com o Montepio. Nos outros países não há nada de parecido com o o Multibanco justamente porque a nesses outros países (em todos…) os bancos comerciais privados fazem entre si concorrência. O que temos são esboços (que agora começam a desenvolver-se mais …) de alguns bancos que fazem entre si «acordos de cooperação». Mas nada que se compare com o Multibanco.

Pois a esse respeito talvez mereça a pena uma outra reflexão que tem a ver com o uso da tecnologia que vais sendo desenvolvida para benefício da colectividade (ou não...).
Confesso que conheço mal os meandros da Justiça portuguesa. Já tive ocasião de entrar em vários tribunais, já fui testemunha e observador interessado em «meia-duzia» de processos e tive ocasião de observar, com alguma atenção, os procedimentos, mais ou menos arcaicos, que vão sendo adoptados. São do conhecimento geral expressões como «a Justiça não funciona», «estão sempre a prescrever processos importantes», «a Justiça é só para os que podem pagar»... etc., etc. Entretanto, embora tenha um longo percurso profissional numa área profundamente tecnológica, não penso ser um tecnocrata, no sentido de que acho que «isto» não vai lá só (nem sobretudo) com soluções técnicas.
Vem isto a propósito de em tempos ter tido ocasião de ouvir o dr. Marinho Pinto dizer na televisão que os procuradores do Ministério Público não têm acesso directo a bases de dados de entidades (se bem me lembro, posso estar enganado nos detalhes) como as Conservatórias Prediais ou das Repartições de Finanças. E aí cabe perguntar como é ainda possível, num país que se gaba, com toda a razão, de ter o sistema de transacções interbancárias (e não só...) mais avançado do mundo. Se temos em Portugal inteligênciae conhecimento tecnológico para desenvolver, e manter a funcionar, um sistema como o sistema multibanco, como é que não somos capazes de montar e manter a funcionar um sistema informático que permita a qualquer agente do Ministério Público (ou a qualquer agente das autoridades públicas, devidamente autorizados) a aceder instantaneamente a toda e qualquer informação necessária e relevante para a investigação criminal, designadamente os crimes de colarinho branco.

E depois lembrei-me (esquecido que eu sou...) de que o sistema multibanco só foi possível por causa do «gonçalvismo»... Logo, uma solução eminentemente política. 
De facto, os outros países também têm engenheiros informáticos e programadores decomputadores de altíssima qualidade. Todos os bancos desses outros países têm também ATM's (caixas automáticos) em todas as esquinas... O que não têm é um sistema multibanco... Repito: se somos capazes de ter um sistema com a sofisticação e capacidades do sistema multibanco porque raio de razão é que não somos capazes de ter um sistema informatizado que ligue todos os tribunais, de todo o país, com acesso (devidamente regularizado) por parte de todos os agentes da Justiça?!...

A quem é que isso não interessa?...
Pelos vistos vai ser preciso um novo período de «gonçalvismo»...
_____________________________________
1 Revista Unibanco (Março e Junho de 1994)
2 Economista húngaro (nascido em 1928) que se tornou conhecido pela crítica do sistema de planificação central mas que não deixava de sublinhar também o eventual papel da informática como precioso auxiliar para a simulação e controle da economia de mercado por parte das instituições políticas...

Publicada por Guilherme Fonseca-Statter à(s) 07:18



sexta-feira, setembro 04, 2015

AVISO À CLIENTELA (E DEMAIS PASSANTES)









AVISO
Informa-se a mui estimada clientela 
(e demais passantes)
que o "estabelecimento" encerra
de hoje até domingo (inclusivé)
para... FESTA


2ª feira cá estaremos ao serviço!

Até aos muitos 
(e anuais) abraços!



avós e avôs
pais e mães
filhas e filhos
netos e netas

obrigado, GR7


quinta-feira, setembro 03, 2015

Reflexão lenta... embora reacção imediata

Formalmente. a campanha eleitoral terá começado. Com debates a dois e com entrevistas a "líderes" de partidos e coligações.
Jerónimo de Sousa já esteve, nessa condição, no 1º debate a dois (com Catarina Martins) e foi entrevistado no canal do Correio da Manhã e na RTP1, depois de ter estado na TVI. Estará a ser... despachado?   
OuVi-o sempre (quase sempre a deshoras...), com interesse cidadão e militante. Preocupado com o seu cansaço, admirando a sua postura, paciente, firme e coerente. 
Não vou "fazer de" comentador, mas vou deixar a minha surpresa (!) e o meu protesto perante a atitude de entrevistador de serviço da RTP1, acabado de "actuar".
Aquilo não é jornalismo, é provocação pura. É a demonstração de uma confrangedora ausência de ética e de uma indigente prestação profissional. Tentar levar o "líder" de uma coligação candidata a ter eleitos seus em 230 representantes na Assembleia da República escolher qual de dois concorrentes a 1º ministro preferia (em qual votaria, em suma), e insistir até à má-criação, é inconcebível e, depois de titubear pelo meio, mostrando desconhecimento (ou ridículos apontamentos/cábulas) de um programa de candidatura, acabar com aquela "graça" da cassette... uma verdadeira cacetada!
Mas... a luta continua. Com muita confiança. Que até justifica pedir alguma contensão relativamente a previsões demasiado optimistas. 

FÉRIAS RICAS - 7 (mas acabaram-se!)



estão a falar de quê?

eram boas (as ricas férias...)
mas acabaram-se !
Obrigado, GR7

quarta-feira, setembro 02, 2015

FICAS LÉRIAS - 6


de onde se vejam os penalties!
... eu pago o árbitro!

UMA ESPÉCIE DE CONCURSO:

Foto: Tiago Petinga/ Lusa

escolha o título:
  • Palavra de ministro. Venda do Novo Banco sem efeito nas contas do défice.
  • Palavra de ministro: venda do Novo Banco sem efeito nas contas do défice.
  • Palavra de ministro sobre venda do Novo Banco sem efeito nas contas do défice

Afinal não era a prima Vera...

Coisas que se dizem e em que vale a pena pensar (antes e/ou depois de se dizerem/lerem):

«A "Primavera de Atenas" foi esmagada por razões que não têm nada a ver com a política de esquerda do Governo grego. A U.E. rejeitou e denegriu políticas de mero bom senso, umas atrás das outras.» - Yanis Varoufakis

... não era a prima Vera
... era a tia Iludite,
Imagem dos resultados de notíciasoh, estúpido 
(perdão...) 
oh, errático!

terça-feira, setembro 01, 2015

Reflexões lentas - Desempregados e mal-empregados

Querem convencer o "bom e ordeiro povo" que vive em democracia porque ele pode votar de vez em quando. Por isso, e para isso, é utilizada e dirigida a chamada informação para transmitir aos eleitores - que são a parte de "bom povo" que, em democracia, interessa ao poder - aquilo que, e como, convém que ele tome como representação da realidade. Com o constrangimento da relação de forças e alguma preocupação de que, por excesso, a mentira e a manipulação não se desmascarem a si próprias. Sim, porque a bondade e a (c)ordeirice do "bom e ordeiro povo" tem limites...
E como a necessidade primeira do ser humano é a do trabalho, acção humana para aproveitar os recursos e forças da natureza - in maxime, a sua força de trabalho - para satisfação das suas necessidades vitais e sociais, nessa campanha (e nas campanhas...) de (des)informação usa-se abusivamente dos números do emprego/desemprego para se apresentar uma representação da realidade... que não a representa. E discutem-se, à exaustão, décimas de percentagem de indicadores "à maneira", isolados da realidade, ignorando-se mobilidade demográfica e suas migrações, desconhecendo-se ou escondendo-se vertente social, a qualidade e a estabilidade dos empregos enquanto postos de trabalho.
Cometendo o pecadilho da auto-citação, na minha tese de doutoramento de há 30 anos baseei-me na concepção - que em nada cedo ou condescendo, antes procuro afinar com o que vou aprendendo e apreendendo - de que o emprego é epifenómeno do trabalho*.
A "política" das polémicas e "bocas" (deveria talvez dizer sound bites mas... não quero!) à volta da evolução, em décimas de percentagem,  da taxa de desemprego, segundo informações do IEFP e do INE, exaspera-me. 
A fronteira entre a discussão dos números dos desempregados inscritos (em percentagem de uma "coisa" chamada população activa**), e sua evolução, o número de empregos criados, e sua evolução, e a informação actualizada e o estudo da situação da população em idade activa, o número de empregos, seus horários, estabilidade contratual, respeito por salários e direitos, é a fronteira entre o que não é sério, é manipulador, é aldrabado e o que é sério e as gentes têm o direito a conhecer!  

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* - (...) A conexão entre a realidade e o seu conhecimento, que se procura através do “ponto de partida”, leva à consideração do trabalho como necessidade primeira e, depois, do emprego como seu epifenómeno. Esta conceptualização confronta os conceitos operacionais (ou habitualmente operativos), sublinhando-se as limitações e reservas, de raíz teórico-institucional, que possam merecer, sempre se procurando denunciar o feiticismo que leva a que se utilizem, operativamente, noções e conceitos alienados da sua origem e do seu processo de conceptualização (...).
** - por exemplo: 10 desempregados que emigram diminuem o numerador da fracção (desempregados) mas não diminuem o denominador dessa mesma fracção (população activa), pelo que diminuem duplamente a taxa de desemprego estatística.

RICAS LÉRIAS - 5


isto, claro,
se vier subsídio "europeu"
e puder ganhar uns "tustos"
com a operação!

Reflexão - provocada e breve

Ontem à noite li (Expresso Diário) e transcrevo;

«Henrique Raposo regressa hoje de férias e escreve sobre este tema (dos refugiados em "invasão europeia"): “o público europeu está a comover-se em 2015 com a crise dos refugiados da mesma forma que se comoveu em 2011 com a Primavera Árabe; em 2011 não pensou nas consequências, em 2015 recusa pensar na ação prática, recusa sair do pedestal da comoção virtuosa para responder à grande pergunta: o que fazer com milhões de pessoas que chegam de repente às sociedades europeias?”»

O sr. Henrique Raposo tem, naturalmente, a sua maneira de ocupar a coluna e o espaço que lhe estão reservados. Diz coisas, como uma tia que eu tinha. E, às vezes, nem me desagrada lê-lo... quando escreve sobre coisas do futebol...
Desta feita, decerto bem bronzeado, HR espraia-se sobre a primavera árabe  e as suas consequências e atira barretes ao ar, que se enfiarão em algumas cabeças e talvez haja os que lhe sirvam, nanja a mim (ou a nós, colectivamente falando).
Mas o que me leva a vir comentar tal escrevinhador é a utilização da expressão público europeu por forma que me deixa todas as dúvidas sobre ao que se refere. 
Se por "público europeu" se deve entender povo, o povo sujeito à informação do que é publicado na dita "Europa", talvez tivéssemos um bom começo de reflexão. E não digo começo de conversa porque, pelo seu tom e estilo superior e convencido, HR só deve conversar consigo próprio ou semelhantemente.
Assim, registam-se o justo interesse e as justas preocupações sobre uma verdadeira tragédia humana, mas não se aceita o ar sobranceiro e responsabilizador relativamente a um indeterminado "público europeu" por causas e efeitos que são de um sistema (de relações sociais) e de políticas que dele decorrem e o servem.