quarta-feira, maio 21, 2014

A União (?) Europeia e as eleições para o Parlamento Europeu - 3










GMR
  • Euro e eurozona
O sinal mais evidente da desunião da dita União Europeia é o da moeda única, do euro. É que enquanto a União Europeia é composta por 28 Estados-membros, a Eurozona, que é o conjunto dos países têm como sua moeda a moeda única, o euro, é de apenas 18. O que é evidência que se procura que evidente não seja, ou até se esconde. E nem se argumente, como há quem o faça, dizendo que são Estados recém-entrados, que estão a preparar-se e no "bom caminho". Logo quando criada, sendo então 15 os Estados-membros, 3 (Dinamarca, Reino Unido e Suécia) optaram por ficar de fora (opting-out) e 1 (Grécia) ficou à porta à espera de ter condições para entrar, do que os gregos estarão ainda mais arrependidos que os portugueses. Em resumo: o mais emblemático passo da U.E., a União Económica e Monetária, está longe de ter o passo único e certo    
  • E seria passo decisivo para quê, e vindo de onde? A história, cheia de estórias*, seria longa. Apenas se deixa o aponta mentes de que a U.E.M. (com o euro e o BCE) veio na esteira da decisão do mercado interno, com a tal libertinagem da circulação dos capitais, foi acelerado com a queda dos países socialistas e após a ratificação de Maastrich (com "prolongamento e penalties" por causa da Dinamarca), e atropelando tudo, sobretudo a referida coesão económica e social criada para atenuar as consequências sociais e regionais do mercado interno. E seria passo decisivo, também, para a passagem à União Política, federal e militarista. 
  • No entanto, a "democracia" - mesmo com aspas - é um travão a estes processos. Eles têm avançado mas com muitas dificuldades (e "crises") porque a correlação de forças, a vários níveis, a isso obriga. O Tratado de Maastrich teve um primeiro e enorme percalço dinamarquês, que expedientes jurídicos safaram de acidente maior com o referido opting out,que transformou um não num sim à segunda tentativa, também as condições técnicas para a criação de uma moeda única não existiam (a dita zona monetária óptima nem medíocre poderia ser)  e, depois, a tentativa de avançar com uma Constituição Europeia ficou-se (dados nãos da França e da Holanda) por um artificioso Tratado de Lisboa** (que ainda teve de passar por outra transformação de um não - desta vez seria irlandês - num difícil yes)
  • Isto tudo antes da "crise"... que era tão fácil de adivinhar como difícil de acabar.
* - algumas dessas estórias foram por nós vividas "ao vivo" e de algumas delas escreverei em próximos episódios
** - o do "porreiro, pá!" dançado por Durão Barroso e José Sócrates

Sumário

(sujeito a inevitáveis alterações)
2ª feira – Nota prévia sobre aponta mentes
Europa e U.E.
Quantos são?, por quê e contra quem?
3ª feira – União ou desunião
                  Meados dos anos 70
A “construção” com periferia
O desaparecimento dos países socialistas
4ª feira – Euro e eurozona
                   Passo decisivo… para quê?
                   A “democracia” e as suas contingências
5ª feira – A crise da Europa e a crise na U.E.
                   A D.I.E.T.
A armadilha da dívida externa
6ª feira – Os locais menos os muros
                   As saídas nacionais num quadro global
                   As massas, a luta e os votos
Sábado – Reflexão pré-voto
                   As várias candidaturas e “arranjos”
                   A composição do PE
 Domingo – Uma decisão partilhada por milhões
Só!, de cada um… informada/consciente

terça-feira, maio 20, 2014

Bons exemplos!



Vitória para a democracia, a Suez deve ouvir os cidadãos de Tessalónica

19-Mai-2014
Os cidadãos de Tessalónica realizaram ontem um referendo sobre a privatização da empresa pública de água, a EYATH.
A privatização foi esmagadoramente rejeitada com 98% dos votos contra. O referendo foi organizado com o apoio local dos 11 municípios da região. Os presidentes das câmaras desafiaram uma tentativa de última hora do grego governo para proibir o referendo, ameaçando os organizadores com prisão.
O resultado do referendo não deixa margem para dúvidas.
Foram às urnas perto de 220.000 eleitores dos pouco mais de 500.000 cidadãos que votaram nas eleições municipais que também tiveram lugar no mesmo dia.
Perante este resultado, o governo grego, a troika, a multinacional francesa Suez e a sua parceira grega, a Elleaktor, as únicas empresas que se mantêm no processo, isto depois do abandono da Mekorot, devem ouvir o povo e abandonar a privatização.
A campanha congratula-se e saúda esta extraordinária vitória do povo de Tessalónica em defesa da água pública.
A luta continua








A União (?) Europeia e as eleições para o Parlamento Europeu - 2










GMR
  • União ou desUnião?
A União Europeia, assim chamada desde o Tratado de Maastrich (1992), se nos primeiros passos, na continuidade do "mercado comum" ("a 6"), foi tentada como união económica e monetária por via do aprofundamento, este falhou e avançou-se pelo alargamento, com um salto para 9 Estados-membros - que não foram 10 porque o povo norueguês recusou, por referendo, o negociado pelo seu governo -, e as perspectivas da integração tornaram-se evidentemente diferentes entre os iniciais 6 (França, RFA, Itália e BENELUX) e os "novos", pouco propensos para uniões, Reino Unido, Irlanda e Dinamarca.
  • No meio de uma situação de crise (monetária, do petróleo) e em condições novas de confrontação na luta de classes, o processo de integração capitalista procurou, nos meados da década de 70 e ainda na via do alargamento, reforçar a posição da classe dominante, como o mostra um relatório muito elucidativo - de Tindemans -, em que se defende a criação de um núcleo super-integrado e uma periferia, prefigurando uma "Europa a duas velocidades", ao mesmo tempo que criava um Parlamento Europeu eleito (1979), num arremedo de democracia.
  • Assim se terá delineado a chamada (abusivamente) "construção europeia", com a adesão, nos anos 80, da Grécia e da Espanha e de Portugal, configurando uma orla sul-mediterrânica (incluindo o sul da Itália), subindo até ao norte do Reino Unido em desindustrialização e a Irlanda, futuras regiões-alvo de uma coesão afirmada como necessária para acompanhar e compensar a passagem da união aduaneira ao mercado interno, com 4 liberdades de circulação - sendo a única efectiva a de capitais, em começo de libertina circulação -, o que, inevitavelmente, agravaria as assimetrias regionais e as desigualdades sociais.
  • A esta dinâmica e estratégia vieram juntar-se as condições criadas pelo desaparecimento dos Estados socialistas europeus - e do seu próprio processo de integração económica, o CAME -, numa outra etapa da luta de classes, acelerando a que foi chamada globalização, com o "imperial(ista)" sistema capitalista a procurar aproveitar o apagamento de alguns constrangimentos na correlação de forças, forçando o rumo para a União Económica e Monetária e para a União Política. Em força!, e esquecendo (ou fazendo esquecida) a coesão económica e social.

Sumário

(sujeito a inevitáveis alterações)
2ª feira – Nota prévia sobre aponta mentes
Europa e U.E.
Quantos são?, por quê e contra quem?
3ª feira – União ou desunião
                  Meados dos anos 70
A “construção” com periferia
O desaparecimento dos países socialistas
4ª feira – Euro e eurozona
                   Passo decisivo… para quê?
                   A “democracia” e as suas contingências
5ª feira – A crise da Europa e a crise na U.E.
                   A D.I.E.T.
A armadilha da dívida externa
6ª feira – Os locais menos os muros
                   As saídas nacionais num quadro global
                   As massas, a luta e os votos
Sábado – Reflexão pré-voto
                   As várias candidaturas e “arranjos”
                   A composição do PE
 Domingo – Uma decisão partilhada por milhões
Só!, de cada um… informada/consciente

segunda-feira, maio 19, 2014

A União (?) Europeia e as eleições para o Parlamento Europeu - 1










GMR
  • Nota prévia sobre aponta mentes
Decidimos, como dever de quem tem a obrigação de melhor conhecer a matéria, trazer para aqui, durante esta semana, um "post" diário sobre as eleições para o Parlamento Europeu. Com a intenção de informar e mobilizar. Repetindo (até à exaustão!) o que, nalguns casos, há muitas décadas vimos escrevendo e dizendo... e quase sempre acertando. Não por mérito nosso, mas porque olhamos o momento e o local como momentos num tempo muito mais largo, como locais num espaço cada vez mais interdependente. Mas únicos, os momentos, e soberanos, os espaços nacionais. 
  • A chamada União Europeia (U.E.) não é a Europa. Já havia Europa (geográfica, cultural, política) antes da CEE/"mercado comum", continuará a haver Europa qualquer o futuro do que, na continuidade do "mercado comum" (de 1957), é hoje a soma de Estados-membros com essa sigla U.E.
  • Estes são, hoje, 28 Estados-membros. Foram 6, depois 9, 10, 12, 15 até chegar a este número após negociações ao nível de Estados, na correlação de forças sociais em cada Estado e inter-Estados. Começaram por ser um agrupamento-resposta do sistema capitalista (com a ajuda e o condicionamento dos Estados Unidos), no quadro da luta de classes com expressões diversas, contra o crescimento e a atracção, nas massas, das alternativas socialistas no terreno, e em avanço que se julgava (temiam alguns e tantos desejavam) imparável.  

Sumário

(sujeito a inevitáveis alterações)
2ª feira – Nota prévia sobre aponta mentes
Europa e U.E.
Quantos são?, por quê e contra quem?
3ª feira – União ou desunião
                  Meados dos anos 70
A “construção” com periferia
4ª feira – Euro e eurozona
                   Passo decisivo… para quê?
                   A “democracia” e as suas contingências
5ª feira – A crise da Europa e a crise na U.E.
                   A D.I.E.T.
A armadilha da dívida externa
6ª feira – Os locais menos os muros
                   As saídas nacionais num quadro global
                   As massas, a luta e os votos
Sábado – Reflexão pré-voto
                   As várias candidaturas e “arranjos”
                   A composição do PE
 Domingo – Uma decisão partilhada por milhões
Só!, de cada um… informada/consciente

domingo, maio 18, 2014

Vale a pena ler...






































... ainda que 
seja necessário
clicar sobre as imagens
para o conseguir...
Com as minhas desculpas
pelo mau/falta de jeito

Clarinho!... era noite de lua cheia

Assis no PSD e Rangel no PS "


ninguém daria conta"


Lusa |
Assis no PSD e Rangel no PS 'ninguém daria conta'

O secretário-geral comunista sugeriu a troca dos cabeças de lista 
de PS e PSD nas respetivas campanhas às europeias 
de 25 de maio, afirmando não vislumbrar diferenças entre ambos.
"Querem mudar um bocadinho para que tudo fique, 
no essencial, na mesma. 
Vimos nesta campanha, PS e PSD numa exacerbada crítica mútua,
mas se o candidato do PS passasse a fazer a campanha do PSD 
e o do PSD a do PS, acreditem, camaradas, 
que nem vocês  dariam conta, tão parecidos são os discursos 
e os objetivos, particularmente em relação à União Europeia"
afirmou Jerónimo de Sousa, durante um comício noturno, 
no Barreiro.
Numa ação em que PS,PSD,CDS-PP tiveram apupos semelhantes, 
seria o Presidente da República, 
a cada referência de cumplicidade com o Governo da maioria,
a personalidade a merecer maior desaprovação 
das centenas de militantes e simpatizantes da
 Coligação Democrática Unitária, 
que agrega PCP, "Verdes" e Intervenção Democrática.
"Ainda hoje, em mais um exercício pouco digno, 
de vassalagem aos senhores do capital, 
escrito em Inglês, mas a pensar nos alemães, 
nos especuladores, 
garantiam-lhes que vão prosseguir a sua obra de destruição",
 criticou o líder comunista, 
referindo-se ao  Conselho de Ministros extraordinário 
e ao documento sobre a estratégia futura 
por parte do executivo de Passos Coelho e Paulo Portas.
Para Jerónimo de Sousa, 
a maioria e também o maior partido da oposição, o PS, 
têm o mesmo plano: 
"impedir que seja o povo a construir o futuro que quer".
"Essa conversa de que o relógio parou e o prazo acabou 
é mesmo conversa porque o que a ´troika' diz 
e quer impor é uma espécie de alguém que está preso 
e tem um momento de liberdade condicional, 
mas, mesmo assim, fica com a pulseira (eletrónica) 
no  joelho, na perna, para impedir que possam livremente
escolher o seu caminho", comparou.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/assis-no-psd-e-rangel-no-ps-ninguem-daria-conta=f870805#ixzz324gkVggo



Boa!, Jerónimo

Para este domingo



Com estes nossos pés
se faz o caminho por onde continuamos,
com estas nossas vozes
se faz o canto que nos acompanha

obrigado, Giacometti

sábado, maio 17, 2014

O Conselho de Ministros de hoje

Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Queluz

O Conselho de Ministros 


foi mais um acto de vassalagem 


aos especuladores 


e capital financeiro


Jerónimo de Sousa, considerou que a mensagem 
principal que saiu do Conselho de Ministros 
é a garantia, por parte do governo, 
que vai continuar a estragar a vida dos portugueses. 
No anúncio da chamada 
"estratégia de crescimento" o governo mantém
 os mesmos propósitos de sempre: 
a desregulamentação de direitos laborais 
e salários mais baixos; 
continuação de ataque às reformas e pensões;
menos Serviço Nacional de Saúde, 
menos Segurança Social, 
menos Escola Pública; 
e a garantia de manter as benesses 
ao grande capital.
O Secretário-Geral deixou ainda um aviso, 
"o governo que se desiluda, 
esta fúria destruidora da vida 
de muitos portugueses vai ser parada". 
Parada pela luta do povo português 
e já no dia 25 de Maio, 
com uma grande votação na CDU.

Propaganda que até as estatísticas - menos que a realidade... - desmentem

Champanhe e foguetes antes da sem festa

---------------------------------

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP


PIB no 1º trimestre de 2014 -

Um desmentido 


do discurso de sucesso 


propagandeado pelo governo



Com estes resultados agora divulgados, a estimativa de crescimento do PIB que o Governo apresentou para 2014 – um crescimento de 1,2% - está comprometida. É preciso que a economia nacional não se porte pior nos restantes três trimestres para que o crescimento do PIB não seja inferior a esta previsão. Ora muitos dos cortes aprovados com o orçamento de estado para 2014, nomeadamente o alargamento da contribuição extraordinária de solidariedade (CES) para pensões superiores a mil euros e o aumento da ADSE reflectir-se-ão em trimestres seguintes afectando a evolução da procura interna e repercutindo-se negativamente nos restantes trimestres do ano.
Ao mesmo tempo que eram divulgadas estas estimativas rápidas da evolução do PIB nacional no 1º trimestre o Eurostat dava a conhecer também as mesmas estimativas para as várias economias da União Europeia. De uma forma sintética pode dizer-se que em cadeia os países da EU 28 cresceram no 1º trimestre 0,3%, enquanto a zona euro cresceu 0,2%. Em termos homólogos, a EU 28 cresceu 1,4%, enquanto a zona euro cresceu 0,9%.
O que estes dados revelam e confirmam, depois do foguetório sobre o milagre económico, é a urgência de romper com uma política que a pretexto do Pacto de Agressão e ancorada em novos instrumento de dominação sobre o País visa perpetuar o rumo de exploração e empobrecimento, amarrar Portugal a uma dívida insustentável paga pelos rendimentos dos trabalhadores, do povo e dos recurso nacionais, acentuar a submissão e dependência.

sexta-feira, maio 16, 2014

Correia da Fonseca - O clorofórmio

É com grande satisfação que se volta a colocar, neste espaço, colaboração de Correia d a Fonseca. São, peças de grande qualidade. De escrita, comentário e pedagogia.

O CLOROFÓRMIO

Foi em Março de 45, ainda a guerra devastava a Europa e o mundo embora já não pudesse haver dúvidas quanto à próxima derrota do nazifascismo, para grande desconforto e inquietação dos seus cúmplices em Portugal e não só. No Estádio Nacional, inaugurado poucos anos antes, ia realizar-se um jogo de futebol entre as selecções de Portugal e da Espanha. Um dia destes, examinando papéis antigos mas interessantes que um camarada tem vindo a preservar, passou-me pelas mãos um modesto desdobrável que então foi distribuído aparentemente para promover o interesse do público pelo acontecimento. Nele encontrei, naturalmente, os nomes dos jogadores que integravam a equipa portuguesa, todos ou quase todos recordados hoje como figuras quase lendárias na história da modalidade em Portugal: Amaro, Azevedo, Peyroteo, Espírito Santo, outros. Mas o que naquele papel me surgiu como mais significativo e lhe conferia o valor de verdadeiro documento era o título que o encimava em caracteres bem destacados: “O que nós queremos é futebol!”. Recordada hoje, a frase até parece uma tirada irónica e voluntariamente denunciadora de uma estratégia de manipulação de espíritos, mas o facto é que estava ali como uma séria afirmação, quase orgulhosa, de escolha de um caminho: propunha-se injectar no espírito das gentes a “certeza” de que os portugueses não se interessavam pelos trágicos acontecimentos que ocorriam noutros lugares nem sequer pela “política”, essa espécie de bicho repugnante que o salazarismo expulsara da vida portuguesa, apenas tendo olhos e coração para o espectáculo futebolístico e as esperadas proezas dos jogadores portugueses. Então ainda não havia televisão, bem se sabe, mas a rádio encarregava-se de levar esse interesse apaixonado aos quatro cantos do país. Era porventura o mais óbvio e eficaz elemento de “o clorofórmio a domicílio” de que Mário Dionísio falava num belo poema de “O Riso Dissonante”.

Horas e horas

Hoje, o futebol não precisa de toscos panfletos desdobráveis para se infiltrar nas apetências e nos interesses dos portugueses. Nem mesmo a rádio se mantém na vanguarda dessa peculiar espécie de mobilização psicológica, de fixação das atenções em tendencial regime de monopólio: está aí a TV para cumprir essa função com uma incomparável eficácia e, acrescente-se, com uma quase surpreendente desvergonha. Serão após serão, quando não também ao longo do dia, os canais ditos informativos da televisão portuguesa derramam em nossas casas, para suposto proveito dos nossos olhos e ouvidos, para ocupação quase total da atenção e do interesse dos telespectadores, horas e horas de debates entre especialistas em futebol, entrevistas, polémicas, algumas intrigas. É uma estratégia de informação televisiva que de facto sugere que “o que nós queremos é futebol”, isto é, que prossegue a operação de convencimento que o fascismo tentara praticar em 45 com débil meio. Que tende a convencer-nos disso. É a versão aperfeiçoada do “clorofórmio a domicílio” de que falou o poeta. 

quinta-feira, maio 15, 2014

... baralhação...

Vindo de outra "onda" (e  desde já digo que o futebol me não é indiferente!), esta manhã demorei um pedaço a desembaralhar:

então não é que anda metade (se não for mais) dos portugueses de "monco caído", com uma tristeza das que não têm jeito,  das que dão vontade de abalar para Pasárgada... e tudo porque um português - repito: um português - defendeu 2-"pénalties"-2, um marcado por um paraguaio, outro por um brasileiro (ou é espanhol?)...


terça-feira, maio 13, 2014

Eleições para o Parlamento Europeu - notas de/para intervenção

Algumas notas de/para uma conversa (pública) a propósito das eleições para o Parlamento Europeu:

  • Estas são as 8ªs eleições para um chamado Parlamento Europeu
· 6ªs. (7ªs, porque houve uma "intermédia" em 1987 e mais 89, 94,99, 04 e 09) em que Portugal participa, ou seja: os portugueses participam

· Fazendo o quê?

· Escolhendo quem os represente num órgão democrático, na versão reduzida de democracia

· Versão que reduz o povo (que é quem mais ordena – expressão que ninguém põe em causa, claro… – a escolher quem o represente onde se tomam decisões

· E escolher a partir de quê?

· A partir da informação que tem sobre quem se apresenta como candidato

Neste caso das europeias, já participei em todas as 6 campanhas, e fui eleito (ou quase) em 4 das 6 vezes, tendo cumprido mandatos… e prestado contas

· Fui, até – desculpem-me a imodésta referência, aliás, nunca lembrada… –, eleito por 567 desses eleitos dos 15 países de então para, por duas vezes, fazer parte da direcção de tal parlamento

· Posso errar muito, e muito erro de certeza, mas sei, porque vivi, do que falo e do que erro ou errei!

· Começámos por ser 24 os portugueses a integrar um parlamento de 12 países, passámos a ser 25, baixámos para 24 e para 22 e, nestas eleições que se aproximam, seremos 21

· E serão 751 os deputados a eleger de 28 países, ou – dito correctamente – Estados-membros

· Os Estados-membros começaram por ser 6, em 1957, passaram a 9 em 1972, a 10 em 1982, a 12 em 1986… e lá entrámos nós no grupo...
· Aqui, abri um parenteses… e muito irritado!

Li o “portal da União Europeia". e confrontei o chorrilho de mentiras – perdão… de inverdades históricas – com informações do mesmo Google sobre o CMECON e o BENELUX (de 1944!)

· Esta a primeira questão prévia a tornar muito clara: a União Europeia e o que a ela nos trouxe não é a Europa!

· Já havia Europa – geográfica, política, cultural – antes da U.E., continuará a haver Europa venha a acontecer a esta U.E. o que vier a acontecer

· Sejam modestos, senhores, já que humildes nunca serão!

· Mas… quantos são, enfim, os países, Estados-membros do grupo?

· 28! --» 6 em 1952, + 3 em 1972, + 1 em 1982, + 2 em 1986, + 3 em 1995, + 10 em 2004, + 2 em 2007 e o 28º em 2013

· Ainda há, segundo o site oficial (o portal), 5 candidatos, 3 potenciais candidatos e, curiosamente (?), entre estes não se encontra – repito: no portal oficial – a Ucrânia

· Que dizer disto?

· Que tudo é política, que é um sistema em desespero e capaz de tudo para sobreviver!

· Entremos, para acabar a introdução, nas eleições à porta

· Vamos escolher os 21 portugueses que, no meio de 751, foram por nós escolhidos para tomarem decisões que a nós dizem respeito, às nossas vidas

· Que sabemos nós disso?, que nos ensinam e/ou informam(os)?

Sabemos que, desses 28, 10 estão foram da União Económica e Monetária, do euro (3 porque assim optaram desde o início - Dinamrca, Reino Unido, Suécia - e mais 7)?!

· Que há três instituições mestras, na tal U.E.: O Conselho, a Comissão e o Parlamento?

Apesar se todas as alterações, ao longo de 57 anos, o Conselho (Europeu, ao mais alto nível, e da União Europeia, por sectores) é a reunião dos ministros de cada Estado-membro onde se tomam decisões, a Comissão é um órgão executivo, um arremedo de governo, e o Parlamento é um fórum onde se debatem as questões e se tomam decisões mais decisivas e algumas co-decisões

· Depois, ainda há Tribunais ("europeus) e um órgão muito "estranho", o Banco Central Europeu, encarregado das questões monetárias e financeiras, criado com a moeda única… e não se sabe muito bem (ou muito mal…) como é que é composto, ou são escolhidos os seus maiorais... mas desconfio que os grandes grupos financeiros transnacionais são quem mais ordena...

· No único para que podemos directamente escolher os componentes, logo nossos representantes, é para o Parlamento

· Tem importância escolher tal gente?

· Para mim, é uma frente de trabalho e de luta, de luta por aquilo porque eu luto… logo tem toda a importância

· O que sei é que muitas decisões que nos dizem respeito, e cada vez mais, serão influenciadas pelas nossas escolhas, por quem nós escolhermos

· Para vos deixar a palavra, digo-vos apenas que na actual composição, são 35 deputados de Esquerda Unida/Esquerda Verde Nórdica, dos quais 4 portugueses (2 do PCP e 2 do BE), do grupo socialista (resumo os nomes e vou da esquerda para a direita) são 196, dos quais 7 portugueses, do grupo verdes e outras coisas são 57 e 1 português (eleito nas listas do BE), do grupo liberal são 83, do grupo partido popular europeu são 273 e 10 portugueses (8 do PSD e 2 do CDS-PP), os grupos conservador e livre democrata de direita somam 88 e ficam 33 para os chamados não inscritos que são os fascistas (ou neo)

· Esta composição vai mudar, e com ela o sentido de algumas decisões, com o nosso voto

· E quando digo nosso, digo o de cada um de nós em cada um dos seus países e pelo reflexo que terão nas políticas internas de que a dita comunitária é a soma, jogo as parcelas
· No debate, e se interessar!, tenho muito mais coisas a acrescentar sobretudo a partir de uma pergunta que, outro dia me fizeram num restaurante: e o que é que V. lá fez que interessasse à nossa terra?

· Foi uma resposta que juntou o almoço ao jantar, com lanche pelo meio!

· Por isso me calo, por agora...

(assim comecei ontem,
em Ourém,
depois de uma outra intervenção
do candidato J. L. Madeira Lopes)

Dia Óscar Lopes no CCB

 CCB - Homepage 


Literatura e Humanidades
Dia Óscar Lopes
18 Mai 2014 - 14:30 às 18:00
Pequeno Auditório
Entrada Livre


"Óscar Lopes está para a literatura portuguesa como um cicerone experimentado que nos conduz pelos caminhos de um acervo rico e heterogéneo que só pode ser compreendido através da leitura directa dos textos, do entendimento das múltiplas influências, do conhecimento das relações diversas que ultrapassam em muito as fronteiras nacionais. Com António José Saraiva exerceu um magistério fundamental, no qual a história da literatura encontra as suas raízes mais profundas. Não é possível fazer a história da cultura portuguesa sem considerar esse trabalho fundamental e objectivo de análise e de crítica. Desde a poesia trovadoresca à originalidade moderna de Fernando Pessoa e da revista Orpheu, passando para maturidade de Luís de Camões, do Padre António Vieira, de Herculano, de Garrett, de Antero de Quental e da plêiade de 1870, contamos com um imprescindível guia." 
Guilherme Oliveira Martins

Em colaboração com o Centro Nacional de Cultura

segunda-feira, maio 12, 2014

Esperando esclarecer-nos com as dúvidas que nos venham colocar




































... nós temos para a troca!

Houve tempo em que os vendedores de banha de cobra eram desqualificados socialmente...

O plano de privatizações, com destaque para as concessões de transportes em Lisboa e Porto e a venda da EGF, é um dos pontos fortes da agenda do ministro da Economia para os encontros que tem esta semana com empresários e investidores chineses.

Notícias Relacionadas


... e em que os chineses eram

 "chinocas" e maltratados!

Agora,

os "vende-pátria",

isto é, 

os mercadores do que é nosso, 

- de todos nós,

incluindo os nós de há anos, 

décadas, séculos antes de nós -,

estes fulanos,

engravatados 

e ministros "em democracia",

fazem... negócios da China!

Vendem-NOS!

Os "batoteiros" do costume