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quarta-feira, julho 08, 2020

Comentários azedos sobre a "política" em que estamos

Ser espectador não é estar fora, à parte, alheio. Com o velho Brecht a lembrar, o espectador deve estar vivo, não empático, a vida não colocou uma parede - de vidro que ela fosse - entre o que se passa no palco e os que estão acomadinhos (tendo em atenção os cuidados sanitários) na plateia e no balcão (no meu tempo, ainda havia o 2º balcão...).
Leio sobre regionalização, e lembro. E a memória vai longe. Encontra, no caminho, a Constituição, Simões Lopes como Mestre, o Luís Sá como camarada e também Mestre, o III Plano de Fomento que o 25 de Abril haja, o que aprendi na Escola (ISCEF) e na vida. E irrito-me e indigno-me. Porque lembro os referendos manipulados PS(com D  e sem D), e encontro os mesmos jogos e joguinhos (de que falava, e muito bem, o Jerónimo), com um bonecreiro em Belém, a manejar os cordelinhos  não para uma reeleição, que isso são favas contadas (pensa ele e auto-selfa-se), mas para bloquear umas coisas que o incomoda e facilitar outras como bloco ao centro a puxar para a direita.
A reviravolta de Rio do PSD e as eleições indirectas para Outubro são manobras a desmascarar, bem como  o PS este sem D mas à procura dele sem querer perder quem lhe permitiu chegar onde está.

E mais azedo fico ao reler o que vai abaixo:

quinta-feira, agosto 01, 2019

É exactamente isto

 DO PCP:

1 Agosto 2019

Não há estudo que iluda a questão central: a criação das regiões administrativas é um imperativo constitucional que se encontra por cumprir há 45 anos por opção e responsabilidade, mais ou menos assumida ou dissimulada, em particular de PS e PSD.

No processo dilatório dos que têm mantido por cumprir o que a Constituição da República Portuguesa determina tem sido recorrente o recurso a “estudos” e à criação de “comissões”.

É neste pressuposto e com estes objectivos que tem de ser entendido o que agora resulta da chamada Comissão Independente para a Descentralização.

Recorde-se que esta comissão tem a sua criação associada ao acordo que PS e PSD firmaram em Abril de 2018 para, em nome de uma falsa descentralização, concretizar um processo de transferência de encargos para as autarquias locais em áreas da responsabilidade da administração central e aprovar um novo regime de finanças locais que confirmou e consagrou o subfinanciamento do Poder Local.

O que se impõe não é mais estudos sobre as vantagens ou a necessidade de regionalização, mas sim de lhe dar concretização como a Constituição estabelece. O PCP apresentou ao longo das últimas legislaturas projectos de resolução que estabeleciam o processo e calendário que teria permitido a criação das regiões administrativas, só não concretizada pela oposição de PS e PSD.

Convém aliás recordar que o referendo obrigatório para a criação das regiões administrativas, e os seus termos, que a Comissão agora crítica, resultaram directamente do acordo entre o PS e o PSD para a revisão constitucional de 1997.

Reconhecendo o que não precisa de ser reconhecido, o que o relatório da Comissão Independente para a Descentralização agora divulgado faz, para lá de abundantes considerações gerais e outras recomendações, é na prática introduzir novos elementos de bloqueio ao que diz defender. De facto, ao propor procedimentos em matéria de referendo que colidem com os actuais termos constitucionais (alegadamente para “facilitar” a vitória do “sim”) o que se procura é, uma vez mais, não só protelar a regionalização como dar novos pretextos para uma revisão constitucional, convergindo com as ambições mais gerais de PS/PSD para dar novos passos na subversão e empobrecimento democrático da CRP.

domingo, outubro 14, 2018

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre a remodelação do Governo hoje anunciada

A remodelação do Governo hoje anunciada – na sequência da demissão do ministro de Defesa mas envolvendo, para lá da substituição deste, os Ministros da Cultura, da Saúde e da Economia – é da estrita decisão do primeiro-ministro.
Para o PCP, para lá do papel que a partir da perspectiva pessoal de cada ministro e de como ela se traduz nas respectivas pastas ministeriais, o que é determinante é a política do Governo.
Com ou sem remodelação, o que verdadeiramente importa é que a política do governo responda aos problemas que estão colocados ao País. Resposta que continua, por opção do Governo e dos seus compromissos com o grande capital, com as orientações da União Europeia e do Euro, a ser adiada em áreas decisivas de que são exemplo os direitos dos trabalhadores e legislação laboral, a afirmação do desenvolvimento soberano e uma efectiva valorização os serviços públicos.

quarta-feira, outubro 03, 2018

Jornadas Parlamentares do PCP

"O PCP também não quer casar com Costa

Paulo Cunha / Lusa
O presidente do Grupo Parlamentar do PCP, João Oliveira
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro rejeitou uma coligação formal com os partidos à sua esquerda. Agora, foi a vez de o líder parlamentar comunista, João Oliveira, deixar claro que o PCP não quer casar com António Costa.
João Oliveira, líder parlamentar do Partido Comunista, foi menos romântico nas palavras que proferiu em resposta às declarações de António Costa, na entrevista que deu na última segunda-feira à noite, à TVI.
“Para nós, a integração do Governo não é uma questão deste ou daquele lugar; é uma questão de saber que política é que o Governo faz, para saber se o PCP poderia ou não integrar um governo”, respondeu o líder da bancada parlamentar comunista, nas jornadas parlamentares do partido, que decorrem em Santarém.
“Para haver condições para que o PCP integre um governo tem de haver, à partida, a definição de uma política que corresponda aos anseios dos trabalhadores, que dê resposta aos problemas estruturais do país e que, rompendo com a política de direita, abra uma perspetiva de desenvolvimento e progresso do nosso país”, continuou.
No fundo, para que o PCP case com o Governo, seria preciso que houvesse um acordo pré-nupcial. No entanto, o Partido Comunista conhece bem demais o PS para saber que os socialistas não cumpririam os compromissos que os comunistas exigem. “Reconhecemos que, com as opções que o PS faz e com os compromissos a que continua amarrado, isso é muito difícil de acontecer.”
Assim, escreve o jornal Público, se a convergência a que conseguiram chegar em 2015 não foi o suficiente para consumar um casamento, não será agora que a cerimónia irá acontecer, quando estão praticamente esgotadas as razões que os juntaram: tirar a direita do poder e repor direitos e rendimentos.
“Eu julgo que essas diferenças e essas divergências vão ficando mais claras ao longo do tempo sempre que, propondo nós soluções para os problemas do país, as opções do PS impedem isso”, proferiu João Oliveira, confirmando o desgaste da relação entre os dois partidos.
“Em matéria de legislação laboral, investimento público, controlo público dos setores estratégicos – são opções que o PS faz que limitam e impedem a resposta aos problemas do país, clarificam posicionamento sobre essas questões”, continuou o líder parlamentar.
Para João Oliveira, o importante é que cada um assuma “as responsabilidades que entende que deve assumir”, que cada um faça “as opções que entende que deve fazer”. “São sobretudo os portugueses que têm de fazer uma apreciação do posicionamento que cada assume e da perspetiva que cada um tem para o país”, concluiu.
ZAP //"

O título da notícia é bem achado
- jornalisticamente... em resposta à entrevista de ontem -
mas com quem o PCP não casa é com o PS!

sábado, dezembro 02, 2017

Arrufam-se as comadres... iluminam-se as verdades



A proposta do BE incidia sobre todos os produtores de energias renováveis, com destaque para a EDP, que detém uma quota de mercado de 25%. Do total de 250 milhões de euros que seriam arrecadados com a taxa extraordinária, visando a extinção da dívida tarifária do Sistema Elétrico Nacional, caberia à EDP pagar cerca de 60 milhões de euros. A mesma empresa onde trabalham vários ex-governantes do PS.
Desde logo António Vitorino, ex-ministro da Defesa Nacional, que é membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP e presidente da Mesa da Assembleia Geral da EDP. O vice-presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP é Luís Amado, outro ex-ministro da Defesa Nacional (e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros) em governos do PS.
Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, também integra o Conselho Geral e de Supervisão da EDP. Quanto a Francisco Seixas da Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus, desde abril de 2016 que exerce o cargo de administrador não-executivo da EDP Renováveis, onde estão concentrados os negócios da EDP no setor das energias renováveis.
Por sua vez, João Marques da Cruz (administrador executivo da EDP) não é um ex-governante, mas é um militante do PS e apoiante de Costa. Na noite de 28 de setembro de 2014, Marques da Cruz festejou a vitória de Costa nas eleições diretas contra António José Seguro, empunhando uma bandeira do PS junto ao Fórum Lisboa (quartel-general da candidatura de Costa), como relatou na altura a Rádio Renascença.
“Estas eleições são a prova de que quando os partidos se abrem às pessoas, a adesão é sempre boa. Nasce um novo ciclo para o PS e para o país”, disse Marques da Cruz. “Numa campanha em que as acusações de promiscuidade entre negócios e política foram feitas a António Costa, nomeando apoiantes que o personificam, sendo Marques da Cruz administrador da EDP, não se sentiu atingido?”, perguntou a jornalista da Rádio Renascença. “Separo totalmente as minhas responsabilidades como cidadão e profissionais. Estou cá como cidadão,“ respondeu Marques da Cruz.
Enquanto administrador da EDP, desta vez Marques da Cruz também terá festejado a vitória de Costa sobre a proposta do BE, negociada por Jorge Seguro Sanches, atual secretário de Estado da Energia (e, por ironia do destino, primo de António José Seguro).
Muitos outros ex-governantes ou ex-políticos (do PS, como do PSD e do CDS-PP) foram recrutados pela EDP (antes e depois da privatização) ao longo das últimas décadas. Por exemplo, o atual presidente executivo da EDP, António Mexia, foi ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações num Governo de coligação entre o PSD e o CDS-PP. Aliás, Mexia foi nomeado presidente do Conselho de Administração da EDP em 2005, menos de um ano depois de ter cessado funções governativas. E o presidente do Conselho Geral e de Supervisão, Eduardo Catroga, foi ministro das Finanças do PSD.
Mais discreta foi a passagem de Vital Moreira (ex-deputado e ex-eurodeputado do PS) pelo Conselho de Supervisão da EDP, entre 2007 e 2009. Curiosamente, Moreira foi uma das vozes do PS que alertaram nos últimos dias para os riscos inerentes à proposta do BE. “Iria gerar seguramente pedidos de indemnização por responsabilidade extracontratual do Estado“, sublinhou Moreira no dia 28 de novembro, em texto publicado no blogue “Causa Nossa”. “Que o BE tenha congeminado esta brilhante solução de ‘expropriação por via fiscal’, isso faz parte do irresponsável radicalismo antinegócios, típico da agremiação. Que o PS se tenha associado a ela até quase ao final, caindo na tentação da leviandade política, de que só à última hora recuou, já é bastante mais inquietante. Afinal, o esquerdismo pega-se por contacto”, escreveu Moreira, antigo militante do PCP.


Diz-se cada coisa, ao fugir a boca para as verdades!
Por estes caminhos, ainda se revelam ligações
entre a social-democracia e o esquerdismo
na preservação do capitalismo!

sábado, abril 27, 2013

Haja congresso!

E tenham em atenção quem vota em vós...
... para além do voto que possa vir a pôr nas urnas.

terça-feira, março 12, 2013

Pois falemos de política alternativa...


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a proposta endereçada pelo PS



A forma e os termos de uma proposta de que se tomou conhecimento pela comunicação social, revela a natureza de uma iniciativa sustentada não em critérios de seriedade mas sim movida por meros propósitos de propaganda.
O que está no centro das preocupações dos trabalhadores e do povo não são nem as autárquicas do próximo Outono (sem prejuízo da sua importância), nem as ambições de poder do PS. O que o povo português exige com carácter de urgência é a interrupção da acção do governo e a rejeição do chamado memorando de entendimento.
O PCP tem reiteradamente sublinhado a sua disposição para examinar com as forças, sectores e personalidades democráticas a construção de uma política alternativa que rompa com o actual rumo de desastre a que décadas de política de direita têm conduzido Portugal.
Ainda que conhecendo o comprometimento do PS com os eixos essenciais da actual política, a sua intenção de manter vivo um governo politicamente moribundo por mero cálculo partidário e o reiterado compromisso do PS para com o Pacto de Agressão que está a afundar o país e a arruinar a vida de milhões de portugueses, o PCP está inteiramente disponível para debater e confrontar o PS com aquilo que são os eixos essenciais de uma política que corresponda a uma verdadeira ruptura com a política de direita, e a libertação do país do programa de submissão e exploração subscrito com a UE e o FMI.

... e de unidade
mas respeitando os outros!

terça-feira, janeiro 17, 2012

Quando é que acordamos?

Repete-se a cena. Como em “remakes” de filmes de terror, o último sempre pior que o anterior.
Festeja-se o acordo. Como os anteriores. Houve vezes, em que até se bebeu champagne…
“Bestial, pázinhos… ca g’andácordo!”.

Agora é que vai ser. O emprego, o crescimento da economia, a credibilidade externa.
Agora é que vai ser!
Zurze-se em "o que não assinou". Desvaloriza-se, quando não se despreza, "o que (diz-se que) diz sempre que não”, "o que (diz-se que) não assina acordos”. "O que" não assinou porque este acordo não vai dar em emprego, em crescimento da economia, em credibilidade externa (aliás, quem são os credibilizadores?, as “agências de rating”?, os mercados?) como "eles" dizem.

"acordo terá efeito “mais global
do que a descida da TSU"

Entretanto, o desemprego vai aumentar, a economia vai decrescer, o descrédito externo engrossará a voz. E "eles", se lhes dermos possibilidades, ass(ass)inarão um novo acordo. (E nós a dormir?)

Veja-se só esta pérola, ao que parece dificilmente acordada:

«… Ficou ainda estabelecido no acordo, em que caiu a proposta de mais meia hora de trabalho, uma bolsa de horas grupal de 200 horas e uma individual de 150 horas que o empregador poderá aplicar de acordo com a necessidade de produtividade das empresas…».

Quer-se algo que, sendo tão confuso, possa ser mais claro?

Entre os festejados (e mal dormidos) acordadores está a UGT, cumprindo o seu papel. Que, por vezes, é obrigada, pelos trabalhadores que ainda iludem (e para que continuem a ser iludidos) a hiatos, ou a soluços, ou a ir a reboque de greves gerais.
Entre as reacções, está a do PS, que “ainda não leu...” mas que vai chegar ao "sim! ... mas também não!" ou, violentamente!, ao “não!… mas porque… prontos... seja sim!”.

Mas quando é que acordamos?!
A luta continua, mas espera por mais a 11 de Fevereiro!

domingo, julho 31, 2011

Verdadeiramente antológico

Fernando Samuel, cumprindo o seu "serviço público", obrigação de cada um de nós (e de todos) de se informar e de informar - no cravo de abril, pelo que se conhece... -, dá-nos a conhecer tanta coisa que nos passaria ao lado sem a sua ajuda!
Como esta resposta de Manuel Villaverde Cabral, numa entrevista ao DN, que é... verdadeiramente antológica:

«(...)o PS, tendo tido a missão histórica ingrata de desfazer a revolução do 25 de Abril - e ter desfeito bastante - não conseguiu desfazer tudo»...

Lá ingrata (e mais!) terá sido!, para os socialistas, para os que no dito PS foram votando, ao longo destas décadas, como socialistas, como gente de esquerda, como trabalhadores, como povo. No entanto, para alguns dirigentes, eleitos e quejandos, foi missão cumprida com gosto e alegria, com proveitos e proventos. E lá vão passando testemunho, sem mudarem de política, de criadores de ilusões em fazedores de desiludidos, alguns disponíveis para, de novo e recorrentemente, se iludirem.