terça-feira, junho 11, 2013

Volume de emprego e crescimento em dez anos (1999-2009) - as multinacionais com sede nos EUA

De 1999 a 2009, segundo esta fonte, as multinacionais baseadas nos EUA moveram-se sobretudo e rapidamente para Índia e China. No entanto, Reino Unido e Canada ainda são (2009) os seus maiores hospedeiros.


Os níveis de emprego subiram 
  • 642% na Índia
  • 262% na China
  • 47% no Brasil
  • 17% no México
  • 8% no Reino Unido
  • 6% no Canadá 
  • - 2% na Alemanha

Da Grécia sempre o exemplo. Há que colocar um termo nisto!

no sapo:

Governo da Grécia 

anuncia fecho imediato 

da TV e rádio públicas

Hoje será o último dia de emissão na ERT, cujos trabalhadores se reuniram de urgência para analisar a situação. Decisão foi imposta pela troika, cujos representantes estão em Atenas.
Lusa
Porta-voz do Governo diz que os trabalhadores despedidos da ERT serão  indemnizados e poderão candidatar-se a um posto de trabalho na nova empresa pública de tv e rádio que vai ser criada
Porta-voz do Governo diz que os trabalhadores despedidos da ERT serão indemnizados e poderão candidatar-se a um posto de trabalho na nova empresa pública de tv e rádio que vai ser criada
Getty Images
Mal foi conhecida a decisão do Governo da Grácia, dezenas de pessoas concentraram-se à frente ao edifício onde funcionam os serviços da TV e rádio públicas
Mal foi conhecida a decisão do Governo da Grécia, dezenas de pessoas concentraram-se à frente ao edifício onde funcionam os serviços da TV e rádio públicas

"A ERT é um caso de extraordinária falta de transparência e de incrível esbanjamento. Isso acaba agora", disse o porta-voz do Governo, Simos Kedikoglou, em conferência de imprensa. "A ERT deixa de existir após o fecho da emissão esta noite. Em seu lugar, começará a funcionar o mais rapidamente possível um organismo público, moderno, com muito menos pessoal", acrescentou.  
Segundo a imprensa grega, a ERT conta atualmente com perto de 2700 funcionários.
O porta-voz disse que os trabalhadores serão despedidos e indemnizados e que poderão candidatar-se a um posto de trabalho na nova organização.  
"O Governo está disposto a sacrificar a rádio e televisão pública para cumprir" as exigências dos credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional)", afirmou o sindicato da ERT em comunicado.   
A central sindical da administração pública, Adedy, descreveu o encerramento da emissora pública como um "golpe de Estado".  
Na segunda-feira, os representantes da troika iniciaram em Atenas mais uma avaliação regular da aplicação das medidas de austeridade e reformas estruturais exigidas como contrapartida dos empréstimos internacionais.
As reformas exigidas pela troika incluem uma redução drástica do número de funcionários públicos, 2000 até ao fim deste mês, e a fusão ou encerramento de organismos públicos.  
Os trabalhadores da ERT reuniram-se em assembleia geral, com carácter de urgência, para analisar a situação, segundo a agência EFE.  


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/governo-da-grecia-anuncia-fecho-imediato-da-tv-e-radio-publicas=f813322#ixzz2VvvmmNlZ

O colégio arbitral !!!... quando será que este governo (e respectivo P da R) se enxerga ???

Dia 17 não há exames no Secundário

A greve dos professores não fica sujeita a serviços mínimos, o que significa que não se realizarão os exames de Português e Latim.

Anabela Natário e Raquel Pinto

O colégio arbitral nomeado para decidir sobre a determinação de serviços mínimos na greve dos professores do dia 17 comunicou hoje à Federação Nacional de Educação ter decidido pela negativa, disse ao Expresso o secretário-geral da FNE.
O colégio arbitral entende que, apesar dos transtornos que esta greve provoca, estes não são irreparáveis. E propõe que os exames sejam agendados para dia 20 de junho, segundo João Dias da Silva.
"Esta decisão vem ao encontro dos direitos dos trabalhadores e do direito à greve", acrescentou o líder sindicalista.
Para o dia 17, estavam marcados para as 9h30 os exames de Português, nos quais estavam inscritos 75 mil alunos, para a tarde os de Latim, com muito menos inscritos.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dia-17-nao-ha-exames-no-secundario=f813307#ixzz2VvkntqSG

Os Metalúrgicos - Obreiros da Nossa História


por Vitor RANITA


a não perder!

7ª Meia Maratona de Teatro - Teatro Apollo - Peras Ruivas - Ourém



Pela nossa parte, 
além da assistência de espectador habitual.
colaboraremos nos "CONTOS AO LUAR" 
e na representação da ARCA (GATA) 
da  Atouguia.

Efeméride, 11 de Junho de 2013

Hoje, 11 de Junho de 2013, aqui se lembra Vasco Gonçalves. como tantas vezes (me) acontece, como aconteceu em 2011 e em 2012. 

Hoje, foi-me impossível ir, neste dia e nesta hora, ao cemitério do Alto de S. João como o fiz nos anos anteriores. Fica o registo da efeméride, com um extracto da última entrevista, dada a Viriato Teles (e transcrita em resistir), e dois post aqui deixados

(...)

VT: – Se pudesse voltar atrás, o que é que fazia de diferente? Alguma vez se arrependeu? 

VG: – Penso que nas suas linhas gerais, definidoras, o ordenamento constitucional de 1976, que consagra as conquistas democráticas alcançadas no período mais criador da revolução, era correcto. Foi a falta do seu cumprimento, a política deliberadamente destruidora desse ordenamento, coberta por sucessivas revisões constitucionais que conduziu à situação actual. Mas devemos reconhecer que não houve base de apoio social e político para garantir o cumprimento do ordenamento constitucional, o que tem permitido as sucessivas revisões constitucionais que alteraram, profundamente, a organização económico-social institucionalizada na Constituição de 1976. Nas suas linhas mestras, definidoras, não voltaria portanto, atrás em matéria de conquistas democráticas e revolucionárias. 

VT: – No seu discurso de tomada de posse como primeiro-ministro, em 74, citou Almeida Garrett, dizendo que a liberdade só se aprende com a prática. O que lhe ensinou a prática da liberdade? 

VG: – A liberdade não se define ou não se consubstancia, apenas, nos direitos políticos, no direito de poder falar livremente, no direito de opinar e contestar ou de se organizar colectivamente sem ser preso. A liberdade não existe de per si. São necessárias estruturas políticas, económicas, sociais, culturais que garantam o exercício das liberdades consagradas na Constituição. O desemprego, a miséria, a fome, a falta de instrução, a falta de habitação, as relações sociais de exploração são contrários ao exercício livre da liberdade. Porque a liberdade não diz respeito, apenas, à liberdade política. Mesmo esta tem condicionamentos económicos e sociais, culturais e até, ambientais. Por exemplo, o novo código de trabalho, as novas leis aprovadas em 2004 nos domínios da segurança social, da saúde, da educação, do arrendamento urbano, limitam claramente as condições de vida das pessoas, a sua formação e independência material e espiritual, a sua formação cultural, o acesso à justiça social. Têm uma influência decisiva sobre a igualdade de oportunidades, condição indispensável para o exercício das liberdades. Outro exemplo: o domínio dos meios de comunicação social de maior difusão pelo sistema do capital. A desinformação deliberada influencia negativamente a formação cultural, a formação da consciência social e política dos cidadãos, e, consequentemente, o exercício do direito à liberdade.

(...)

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Sábado, Junho 09, 2012

Vasco Gonçalves

Romagem à campa do General Vasco Gonçalves


11 de Junho - 11.30 horas - Cemitério do Alto de São João

A Associação Conquistas da Revolução promove no dia 11 de Junho, pelas 11.30 horas, uma romagem à campa do General Vasco Gonçalves, no cemitério do Alto de São João. Esta romagem tem por objectivo preservar a memória do General Vasco Gonçalves, a sua figura ímpar, o seu exemplo de dignidade, de coragem, de inteireza de carácter, a sua superior estatura moral, política, intelectual e humana, a sua dedicação a Portugal e aos portugueses.

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Vasco Gonçalves - 11 de Junho de 2011


E porque hoje é 11 de Junho (um dia depois de 10 de Junho!):

Havia uma palavra esvaziada, oca ou cheia do que era o seu contrário.
E havia quem lutasse heroicamente (subversiva, clandestinamente) pelo verdadeiro sentido da palavra contra o seu esvaziamento, a sua criminosa mistificação.
Mas foi feita nascer a manhã de um dia 25 de Abril para a luta de um povo. E a luta de classes - sempre a ser a História - ganhou forma, perdeu ambiguidade.
As palavras deixaram de ser vazias, ocas, mentiras. Embora alguns a usassem para as combater, para as sabotar. Sobretudo... aquela palavra

Com o seu exemplo, um homem encheu a palavra. De homens e de mulheres de Portugal.
E aquela palavra foi devolvida a todos os que lutavam - e lutam! - pelo seu fundo sentido, pela sua total identificação com um povo, o seu passado histórico, o seu futuro socialista.
A palavra: Pátria.
O homem: Vasco Gonçalves. 

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Hoje,
do que precisamos, 
urgentemente;
de um governo patriótico e de esquerda!
Que é possível,
que foi possível!

segunda-feira, junho 10, 2013

Todas na ferradura.......

O "nosso" ministro da educação é um "grande" Crato... Põe-se mesmo a jeito, sempre a "mandar vir" com a sua petulância e pesporrência. Cheio de si, isto é, com pouca coisa dentro, debita. Dá entrevistas. Perora, aproveitando ser entrevist(ad)o. No entanto, todas as marteladas se perdem. Quer acertar, o Crato, umas no cravo e saem-lhe todas na ferradura.
O que ele disse sobre leitura vai para a antologia deste governo. Que terá de sair em fascículos, é bem verdade,,.
Um amigo chamou-me a atenção e reproduzo

Crato? Cratino!

«Questionado sobre o modo como as crianças aprendem, o ministro afasta a ideia do gosto pela aprendizagem. Esse é um “pensamento muito limitado” e exemplifica: “Veja o caso da leitura. Muitos educadores acham que para ler bem a criança precisa, antes de qualquer coisa, estar desperta para o gosto pela literatura”, mas não, Crato considera que “tem de se ler muito, mesmo sem gostar. O treino precisa de ser permanente e exaustivo. Quanto mais automática se tornar a leitura, mais hipóteses a criança terá de retirar prazer”    

(Obrigado, Pedro!)

E acrescento um trecho de um livro que Crato deveria ser obrigado a ler (mesmo sem gostar... até "automatizar a leitura" para dela  retirar prazer, segundo o método cratino: o prazer pelo sacrifício imposto). 
É o começo de Comme un roman, de Daniel Pennac:

O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que ele partilha com alguns outros: o verbo "amar"... o verbo "sonhar".

Leia, sr. ministro! Na casa de banho, nos transportes públicos, enquanto come. Permanente e exaustivamente. Obrigue-se. 
Há quem o faça por ter sido desperto para o gosto pela leitura. Mas esses enganaram-se ou foram enganados. Obrigados é que é. Ali! Quantas páginas por hora, óh mestre matemático Crato?

OUTRA INFORMAÇÃO - Turquia, Síria... e o resto do mundo

 - Edição Nº2062  -  6-6-2013

Entrevista a Aydemir Güler sobre a situação na Turquia
«Derrotar o AKP
é justo e mobilizador»
Os protestos que eclodiram nos últimos dias na Turquia resultam da confluência de descontentamentos com diversas origens, mas expressam um denominador comum: a rejeição popular do projecto reaccionário que o governo procura impor no país, disse ao Avante! o membro da Associação de Paz da Turquia e do CC do Partido Comunista da Turquia (TKP), que esteve em Portugal a propósito das reuniões do Secretariado e da Região Europa do Conselho Mundial da Paz.

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As movimentações de massas na Turquia surgem depois da realização de manifestações contra o envolvimento turco no conflito sírio. É essa ingerência o seu principal factor desencadeador?
A recusa da via intervencionista adoptada pelo governo, ao lado dos grupos armados e contra a Síria, foi um dos detonadores, sem dúvida, mas o alastramento da revolta surge na sequência de uma luta aparentemente menor e mais simples. Na Praça Taksim, o coração de Istambul, há um parque público muito apreciado que o governo do AKP [Partido da Justiça e do Desenvolvimento] quer demolir, argumentando que vai reconstruir uma antiga caserna militar otomana. Isso é a fachada. Na realidade, onde hoje está o Parque Gezi, o AKP pretende construir mais um centro comercial.
A rejeição do empreendimento foi desencadeada há muito, mas a repressão violenta da defesa do Parque provocou a indignação e o alastramento dos protestos.
A maioria dos turcos, e mesmo muitos dos habitantes dos subúrbios de Istambul, nunca estiveram no Parque Gezi, mas consideram-no parte da identidade da cidade.

Então o que move milhões de pessoas em todo o território?
A destruição do Parque Gezi foi a gota de água que fez transbordar a paciência do povo. Foi a centelha da revolta dos trabalhadores, dos jovens, dos estudantes, de sectores e camadas intermédias que recusam o alinhamento do país numa guerra imperialista na região; que estão contra a proposta de nova constituição apresentada pelo AKP, o desemprego galopante que atinge jovens qualificados e não-qualificados; contra as orientações neoliberais impostas pelo primeiro-ministro Recep Erdogan e as suas consequências sociais; contra a violência policial cada vez mais frequente e o autoritarismo do governo que sempre se recusa a negociar.
A Síria é uma questão central. A 11 de Maio, o governo turco acusou a Síria de ser responsável pelas explosões em Reyhanli. Ninguém acreditou nisso. Ninguém acredita que a Frente al-Nusra, vinculada à al-Qaeda, produza armas em Adana, a quinta maior cidade turca, sem o conhecimento de Ancara.
A iniciativa que a Associação de Paz da Turquia e o Conselho Mundial da Paz promoveram em Antakya, no final de Abril, incluindo um acto público com milhares de pessoas, esclareceu e mobilizou contra a guerra. A esmagadora maioria dos populares da província de Hatay tiveram algum contacto com o movimento da paz. A isto acresce o facto de observarem a liberdade com que se movimentam os terroristas na fronteira e, sobretudo, constatarem que dois anos de guerra na Síria provocaram o colapso da economia na sua região.
Para mais, os atentados em Reyhyanli vitimaram cerca de uma centena de pessoas. O primeiro-ministro acusa um Estado vizinho da sua autoria e a primeira coisa que faz é deslocar-se aos EUA para reunir com Barack Obama e apelar a um intervenção na Síria? Tudo isto tornou muito claras as intenções do AKP e desacreditou o governo aos olhos do povo, que recusa que a Turquia seja o principal centro de provocação à Síria, que rejeita que a «oposição» se reúna no país e tenha bases.

Há então um denominador comum?
Sim, há, a islamização da sociedade num determinado sentido. Recentemente, o governo fez aprovar legislação que limita a comercialização e consumo de álcool. O que os turcos vêm nisto não é a defesa da saúde pública, mas o aprofundamento de uma orientação por parte do AKP. A maioria dos turcos são muçulmanos, mas convivem com a religião de uma forma diferenciada face a outras facções islâmicas. Defendem o Estado laico e os valores do secularismo.
O AKP não é somente um partido, mas um projecto. Podemos até dizer que terá servido de inspiração no desfecho das chamadas primaveras árabes para a instalação no poder de partidos afectos à Irmandade Muçulmana. O AKP foi a primeira experiência bem sucedida de um modelo de consolidação de um poder islâmico promotor de políticas neoliberais. O AKP acalenta a esperança de reconstruir o império otomano, ser a maior potência regional. Washington apoia um poder desse tipo. O AKP é apoiado pelo grande capital na Turquia.

Qual o rumo que os acontecimentos podem tomar?
As movimentações de massas cresceram de uma forma espontânea. O governo mostra-se incapaz de manipular essa dinâmica. Tem a maioria no parlamento, tem dinheiro e apoio das petro-monarquias árabes do Golfo, mas não vai conseguir controlar um povo inteiro que sempre se tem manifestado. A Turquia não é uma sociedade abafada, calada, amorfa. Milhões de pessoas estão nas ruas com reivindicações específicas. Demitir o governo é a tarefa imediata.
O TKP está a desempenhar um papel fundamental no estímulo da luta. No último sábado, apoiou e chamou para uma manifestação na Praça Taksim. O Partido Popular Republicano, maior partido da oposição parlamentar, fundador da República Turca, social-democrata, foi obrigado a desconvocar o protesto, agendado para uma outra praça de Istambul e a mobilizar para Taksim.
É certo que os protestos carecem de uma direcção política. Neste momento, nenhum partido pode reivindicar a condução de um processo onde sobressai a grande energia e disponibilidade das massas. É urgente garantir a unidade de acção e propósito, assegurar que a resistência prossegue. Se este movimento deixa as ruas para a polícia, o governo vai entender que forçou o regresso do povo a casa e avançar com mais limitações à liberdade, mais repressão, mais autoritarismo.
Derrotar o AKP e exigir eleições antecipadas é um objectivo justo e mobilizador que contribui para o recuo do seu projecto político.



Hugo Janeiro 

domingo, junho 09, 2013

09.06.2013, domingo e actualizando (continuação)

09.06.2013 (continuação)
Mais temas há (se há…).
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Pode ser o da greve dos professores e das declarações Cratoinas (na aparência).
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A afirmação de que, neste diferendo entre sindicatos e ministério, os sindicatos estão a fazer reféns os estudantes é de intolerável má-fé…
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… afirmação que tive de ouvir ontem do ministro Crato, em noticiários sucessivos e enquanto “papava” quilómetros.
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Com acompanhamento de outras afirmações igualmente intoleráveis, algumas delas em que o seu passad(i)o esquerdista tinha de vir à baila (ou ao baile).
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Não por virem de quem vêm… mas também por virem de quem vêm.
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Em qualquer negociação, quando uma parte decide avançar com as suas posições sem ter o acordo da outra, é porque se considera com força para o fazer.
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E se a outra parte reage, com a força que estima ter, e decide usá-la, indo até a formas extremas como são a greve, isto é: “assim, não!, assim, não brinco!”, quem é que rompeu, quem é que quebrou negociações com todas as consequências que isso pode implicar?
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Mas há aqui uma evidente má-fé quando a parte que corta a negociação vem, perante terceiros, atirar as culpas da reacção da outra parte para cima desta.
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Traduzindo: se, relativamente aos exames (ou ao que for), os estudantes estão reféns de alguma parte não é da que teria decidido a greve mas da que rompeu a negociação com os representantes dos professores e quis impor a sua vontade.
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E, por isso mesmo, multiplica-se a má-fé quando se usam truques sobre truques e se procura, sobretudo, “informar a opinião pública”, manipulando a comunicação social, e não só se ignoram alternativas que de si dependiam se como minimizam todas as partes interessadas, até as que do seu lado poderiam estar mas que estão do outro.
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Em suma, trata-se de continuar esta estratégia contumaz deste governo (ao serviço de outras estratégias a que obedece) de dividir os portugueses.
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Os trabalhadores e os desempregados, os trabalhadores e os reformados, os jovens e os não-jovens, os trabalhadores da função-pública e os que não são da função-pública, a opinião pública e os professores, os imigrantes e os convidados a emigrar, e por aí fora.
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E ainda se tem o toque de humorismo (involuntário) do primeiro ministro vir sugerir, ou convidar a que os professores reforcem a greve geral, a que certamente não faltarão muitos, em vez de fazerem esta que decidiram... 

09.06.2013, domingo e actualizando

09.06.2013
(...)
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Durante a semana impôs-se-me uma abordagem que verdadeiramente me provocou: a de terem os salários começado a ficar disponíveis para os assalariados (para quem os ganhou) depois de durante cinco meses e uns dias (mais de 40%) estarem a ser sugados para pagar impostos e outras alcavalas semelhantes de que se alimenta o Estado, esse "monstro" como, em momento de rara inspiração, lhe chamou essa abentesma chamada Cavaco Silva.
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Trata-se de um vergonhoso golpe baixo na luta de ideias, no confronto de concepções, mas muito eficaz porque as pessoas, as massas, apreendem facilmente a ideia, e têm outras “ajudas” para encontrarem conotações que o mesmo despudorado ataque ideológico insinua, cavilosa ou explicitamente.
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“Então eu estou a a trabalhar quase meio ano sem receber nada, porque aqueles gajos da política me levaram o dinheirinho que tanto me custou a ganhar… lá para as suas mordomias de políticos, para subsidiarem os que nada fazem, para darem a calões, e etc., etc, etc. ...?”, será a mensagem subliminar. 
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Nessa mensagem está ínsito o ataque ao Estado, que é "monstro" por ter etiquetas e  arrogâncias de social e redistribuidor, mas que seria predador, esbanjador, a tirar aos que trabalham para dar aos que nada fazem, e não só aos que nada fazem, ou aos que ainda nada fazem, mas também aos que nunca nada fazem, ou que, se alguma coisa fazem, é sem préstimo e cheios de regalias porque “à custa do orçamento”, ao   serviço do Estado, parasitando o parasita-mor e monstruoso.
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Há que, permanente e sistematicamente, denunciar estas mensagens, responder-lhes com as forças que temos, desmontar o que, nelas, são habilidades e lhes está  subliminar.
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Para agora, e em resposta directa, apenas deixar dito que é (ou deveria ser!) com o que se desconta dos salários (e não só) que é possível dar satisfação a necessidades colectivas –  isto é, de todos, da comunidade – e satisfazer necessidades que são direitos, ou seja, fazer por via da segurança social o que se alicia para que feito seja por via de seguros privados que se tornem bons negócios por darem lucros e acumularem capital financeiro.
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Melhor procurando dizer, para que todos tenhamos respostas que anulem a eficácia da mensagem; as infraestruturas de que só o Estado nos pode (e deve) dotar a todos, a saúde, a educação – universais e gratuitos, o que não quer dize que não tenham custos, e que não haja alguns que não devam ser comparticipados pelos cidadãos que a esses direitos têm direito – a prevenção de situações de doença, de incapacidades, de esporádicos desempregos nunca voluntários, de longevidade sempre desejável com qualidade de vida.
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O que se desconta do que é pago por se trabalhar é, antes de mais, para que a comunidade possa assegurar os direitos de quem em comunidade vive, os que trabalham, os que ainda não trabalham, os que já não trabalham, os que não estão a trabalhar.
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Dir-se-á que assim deveria ser mas que assim não é.
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Se assim não é, cabe-nos a nós, que escolhemos quem nos representa para que assim seja, pedir contas – e não só em eleições quadrienais… – e exigir que assim seja!
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Mas, e esse é o busílis, “o moderno poder do Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa” (Manifesto) e, se em democracia burguesa, nas condições da correlação de forças sociais numa luta de classes que é a História.
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(...)

... e também esta



BURGUESES


Não me dão pena os burgueses vencidos.
E quando penso que me vão dar pena,
cerro bem os dentes e fecho bem os olhos.


Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas.

Penso em meus longos dias sem chapéus nem nuvens.

Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos.

Penso em meus longos dias com minha pele proibida.

Penso em meus longos dias.

“Não passe, por favor. Isto é um clube.”

“A lista está cheia.”

“Não há vaga no hotel.”

“O senhor saiu…”

Precisa-se de meninas...

Fraude nas eleições.

Grande baile para cegos.

Saiu o Prémio Maior em Santa Clara!

Bingo para órfãos.

“O cavalheiro está em Paris.”

“A senhora marquesa não recebe.”


Enfim!,

e que tudo recordo e como tudo recordo,

que porra me pede você para fazer?

E, além do mais, pergunte-lhes:

estou certo que eles também se recordam.

Para este domingo



... e para estes dias
em que estou lendo coisas de 
Nicolás Guillén

sábado, junho 08, 2013

As notícias que este governo (e a política que serve) nos traz


Quase quatro mil pessoas alvo de despedimento coletivo até abril

O número de desempregados 
por despedimento coletivo 
aumentou 41,5% 
face ao mesmo período de 2012

Lusa

Quase quatro mil pessoas foram despedidas até abril no âmbito de processos de despedimento coletivo concluídos, mais 41,5% que em igual período de 2012, segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT).
Até abril deste ano 3.789 pessoas viram terminado o processo de despedimento coletivo, num universo de 35.158 trabalhadores. Este número traduz um aumento face aos processos concluídos até abril do ano passado, de 2.677 trabalhadores despedidos.
Para além dos 3.789 despedimentos efetivados até abril último, pelo menos 3.939 trabalhadores aguardam a decisão do processo de despedimento.
Relativamente ao número de empresas, este ano foram concluídos processos em 388 companhias, um aumento também face a igual período 2012: foram 315 as empresas que concluíram despedimentos coletivos entre janeiro e abril de 2012.
No total do ano passado, 10.488 pessoas foram despedidas de um universo de 1.129 empresas.
De acordo com o Código do Trabalho, considera-se despedimento coletivo o efetuado pelo empregador, simultânea ou sucessivamente no período de três meses, abrangendo pelo menos dois trabalhadores se a empresa tiver menos de 50 trabalhadores, ou cinco trabalhadores se a empresa tiver pelo menos 50 trabalhadores, com fundamento em encerramento de uma ou várias secções ou estrutura equivalente ou redução do número de trabalhadores determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos.


sexta-feira, junho 07, 2013

"Clube" Bilderberg

"Clube" onde os "senhores do mundo" se reunem periodicamente, e onde recebem e avaliam os seus servidores.

Este livro, de há quase 10 anos, conta histórias interessantes. Em permanente actualização...

quinta-feira, junho 06, 2013

Há dois dias assim...

Para ajudar a perceber silêncios e ausências não desejadas:

05.04.2013
Na manhã a nascer
(sem a luz que os humanos fizeram,
para si e ao longo de séculos)

Esta noite, aqui, na aldeia, roubaram os cabos que trazem electricidade às casas.
Já o tinham feito, há umas semanas, lá mais arriba, no povoado ao lado.
E agora?, como viver sem luz (há sol mas não chega), sem micro-ondas, sem água quente da caldeira, sem telefone, sem computador (esgotada a bateria…), sem internet?, e tanto, tanto mais...
Como viver “assim”?
E é a insegurança!
Quem o fez?
Quem o fez, fê-lo durante a madrugada. Enquanto dormíamos, andava gente por aqui (quantos?), a roubar cabos. Silenciosamente. Profissionalmente.
Logo se ouve “os romenos”… Talvez!
É a insegurança. O medo!
E quem (o quê!) encomendou aos ditos ”romenos” os cabos com que fazem (mais um) negócio?
É o tempo que estamos a viver, em que temos de lutar!

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CONTRA A DESUMANIDADE,
A ÚNICA SAÍDA

Estações dos CTT começaram a vender livros e lápis.
Papelarias-livrarias passaram também a fazer serviço de correios.
Onde não há livrarias-papelarias ou outras lojas parecidas que tudo façam, as Juntas de Freguesia tomaram conta dos serviços de correio para o encerramento. Por enquanto…
Uma única lei se procura impor, uma só regra prevalece: o lucro!
É a abolição da consideração sequer do serviço às populações, do critério de satisfação das necessidades dos humanos.
Enquanto os humanos não se revoltarem, humano a humano. Humanamente.

Enquanto não a revolução das massas, motor da História a pô-la no seu caminho da humanização.

continuo... às escuras!

terça-feira, junho 04, 2013

Sobre o encontro PCP-PS

Para as autárquicas de 2013

É verdade que tenho andado um pouco arredado deste cantinho. Relativamente ao que vinha acontecendo há meses ou anos... Talvez outros quefazeres, talvez alguma desmotivação, até porque noutras alturas inventava sempre tempo para aqui vir deixar umas palavrinhas. Escrevo isto a tentar encontrar(-me) explicações. Também será o ambiente geral que é de desorientação e nada motivador de repousantes reflexões. A luta aquece e este cantinho é um sossego... mesmo quando aparentemente agitado o seu locatário.
Bem... ontem foi a 1ª apresentação dos candidatos CDU às autárquicas por Ourém. Foi um sessão muito estimulante. Dela se vai dando nota pelos "blogs" e "facebooks" caseiros, enquanto a comunicação social presente (televisão e tudo...) não lhe faz eco. 
Isto vai! Também por aqui. E tudo se passou com o "apadrinhamento" do membro do CC do PCP e vice-presidente da Assembleia da República, António Filipe, que fez uma excelente intervenção sobre a situação política que se vive, 
sob o olhar atento do sr. Karl Marx, que entretanto aproveitou o tempo para (em ceroulas!) ir cortando as unhas dos pés. Estes alemães!...

A minha intervenção (que escrevi para não ocupar demasiado tempo) foi esta:

Pela 11ª vez, escolhe-se em Ourém quem represente o Povo no Poder Local, conquista do 25 de Abril. Longe vai o tempo – e é bom lembrá-lo porque parece haver quem o queira de volta – em que os presidentes de Câmara e os presidentes de Junta eram nomeados do Terreiro do Paço, do Ministério do Interior, por proposta e/ou parecer e/ou veto da PIDE.
Nas 10 vezes anteriores, o Partido Comunista Português sempre se candidatou, em coligação – FEPU, APU, CDU – com o Partido Ecologista os Verdes, a Intervenção Democrática e independentes, procurando juntar à vertente participativa da democracia, que é a sua raíz e fundamento, a indispensável vertente representativa.
Em todas as candidaturas anteriores participei, exceptuando na de 1979 por ter sido “requisitado” para tarefa na 1ª eleição da Amadora, município então criado, para que fui eleito membro da sua Assembleia Municipal.
Esta é, assim, a 10ª vez em que me apresento candidato a representante do Povo a que pertenço no Poder Local. Por 4 delas fui eleito e cumpri mandato na Assembleia Municipal, a 1ª vez no mandato de 1982-85, em que substitui Carlos André, em 1997, em que acumulei com o mandato de deputado no Parlamento Europeu, em 2005 e em 2009.
Pela 10ª vez me candidato, e lembro que entre 1985 e 1997 não tivemos qualquer eleito por termos sofrido a desvalorização do Poder Local, lenta, subterrânea, como ao diminuir participação dentro da representatividade, ao passar de 35 para 21 eleitos directos na Assembleia Municipal, e por se ter tentado eleger vereadores, em particular em 2001, o que não se conseguiu.

Mas… falemos do anterior mandato, o que se pode - e deve! - aproveitar para o sempre necessário permanente balanço.
Poderia ter sido, em Ourém, um mandato de mudança. Criaram-se, pelo voto, condições para que ela se fizesse… ou começasse a fazer… porque a mudança nunca está feita! Vai-se fazendo no acompanhamento da vida.
Formalmente, não só a maioria mudou no executivo como, na Assembleia Municipal, era diferente a maioria. E poderia ter-se criado uma situação em que maioria absoluta no executivo tinha o democrático controlo e vigilância do órgão deliberativo. Não foi capaz o PSD, dividido para não dizer mais, e não o quis o PS que preferiu o rumo político que não o do jogo democrático, o jogo do poder absoluto por aliciamento, influência e clientelismo.
De onde resultou uma presidência apenas eleita à 2ª volta, e com 20 dos 39 votos. A presidência da então candidata do PSD, a começar o percurso para o que hoje é, por virtude desse jogo em que o PS em geral e os caseiros em particular são muito habilidosos.
Nessas condições, cumpriu-se o nosso mandato, numa rotação que fez com três de nós – o Luís Neves, a Margarida e eu – o tivéssemos exercido ao longo de 24 sessões, sempre intervindo e, por vezes, decisivamente.
Em 39 membros, um único membro, formando o Grupo Por Ourém quando poderia ter sido, se a prática cumprisse a teoria democrática, um grupo parlamentar mais largo porque sempre esteve aberto, numa assembleia a fazer um verdadeiro exercício de democracia.
Para além da actividade normal, ordinária, em que sempre participámos, crítica e construtivamente, quer nas declarações de política geral (em período particularmente agitado, dada a evolução da crise do capitalismo, nacional e autarquicamente) e de interesse local, quer na discussão e aprovação de documentos e fiscalidade local, sublinham-se três momentos que nos parecem merecer relevo neste mandato: i) a questão da extinção de freguesias, em que nos coube, ao concelho, a perda de 9 e a criação de 4; ii) as pedreiras de Boleiros; iii) o IC9.
No primeiro caso, tivemos uma intervenção muito relevante, não só ao longo das discussões, informando e denunciando aspectos capciosamente escondidos ou adulterados, como nas votações, em que numa, inclusive, a nossa proposta (em voto secreto) veio a vencer, rejeitando as outras posições, ambíguas e conciliadoras.
O caso das pedreiras de Boleiros ilustra o nosso papel nas instâncias institucionais, a sua importância e os seus limites por apenas dispormos da força que nos é dada pelos votos expressos, apesar de, por vezes, se conseguir ultrapassar esses limites, e alguma coisa remediar… ou remendar.
Quanto ao IC9, outro episódio local deste mandato, quem, da população, quis posições claras e servindo os seus interesses, soube onde os encontrar. Houve articulação com o grupo parlamentar do PCP na AR, e salienta-se a vinda e intervenção do deputado eleito no distrito, do António Filipe, vice-presidente da AR, hoje aqui connosco. Como sempre.
No período deste mandato, a nossa actividade foi de permanente contacto com a população, de iniciativas sobre o 25 de Abril e o 6 de Março (aniversário do Partido), de informação e de formação, tendo tido momentos muito altos na vinda ao concelho de Jerónimo de Sousa e nas participações em iniciativas (sobre o Haiti, educação, saúde, poesia, aqui, de José Casanova e Mariana Morais, dos deputados Bruno Dias e Miguel Tiago).
Muito mais poderia dizer – e muito mais irei dizer noutras circunstâncias. Para este acto de primeira apresentação das listas da CDU, apenas sublinharia, relativamente ao mandato a terminar, o facto relevante de termos tido um eleito – uma eleita – numa Junta de Freguesia (da Ribeira do  Fárrio), e também o facto de termos sempre colaborado autarquicamente quando isso representava eventual benefício para as populações. No começo do mandato, a nossa participação – não individual, mas como tarefa em nome do colectivo – não foi regateada, nunca tendo sido cedência ou compromisso. No Congresso de Ourém, que o PS concebeu como acto de propaganda, de pompa e circunstância e logo desvirtuou remetendo válidos contributos para arquivo morto, na nossa presença e colaboração em iniciativas culturais que se iniciaram esperançosas, mas que foram esmorecendo e só não morreram porque um grupo de trabalhadores da Câmara não desistiu de as continuar e manter vivas.

É no mesmo espírito, e com a mesma vontade das anteriores 10 vezes que tenho a honra de encabeçar, em nome do meu Partido, uma lista da coligação em que ele participa. Agora, como de outras vezes, na lista à Assembleia Municipal, disponível para o ser a outros órgãos. Onde possa ser útil.
Neste momento político, que exige, cada vez mais evidentemente, mudança de rumo, esta será uma batalha. Nela serei uma face visível de um cada vez mais credível colectivo, tendo como alternativas eleitorais a face visível de uma senhora que há 4 anos foi a face visível do PSD e hoje o é do PS, e nem sei bem quem – porque nem eles sabem… – pelo PSD.
Uma coisa queremos afirmar: tal como a nível nacional, a CDU está em condições de poder cumprir o que os eleitores lhe derem como tarefas. O que é cada vez mais evidente não ser o caso de outros, a quem tem sido dado o voto pelas populações e, com ele, o poder de as representar.
Passso a palavra! Passem a palavra.

ir vendo CDU por Ourém 

 

domingo, junho 02, 2013

Carta aberta às novas gerações... que se subscreve

Os contrastes são a vida.Ou a vida é feita de contrastes. Ou ele há trastes e outros que nem por isso. Convivendo num mesmo papel, ou maço de papéis, como é o Expresso.
Ao virar a página de espesso semanário (caderno Economia), ainda incomodado com o que enche a coluna de Daniel Bessa - que, para além da estúpida intenção de ofensa, soletra uma versão do 25 de Abril de 1974 como a causa de todos os males, com essa coisa de salários mínimos e quejandas medidas atentatórias dos equilíbrios e equilibrismos da economia e dos "economistas" -, depara-se o leitor (aliás, já prevenido) com a página 5 e o Cem por Cento de Nicolau Santos (sempre com um bem escolhido poema, desta vez de Vasco Graça Moura) e uma




Carta aberta que se subscreve integralmente, apesar de (também, deste lado da trincheira em que estamos, se pode, de vez em quando usar esta recorrente expressão...) não se ter a mesma "confissão" do autor 
e nada partilhar a sua admiração por um "brilhante" amigo.

Um pormenor "desastroso"... no desastre global de um governo

Estudo


Portal das Finanças para entrega de IRS
é "desastroso"

Económico com Lusa
02/06/13
O interface do portal das Finanças na Internet para a entrega do Imposto de Rendimentos Singulares (IRS) é "desastroso" para os utilizadores, conclui um estudo desenvolvido por uma empresa tecnológica de Coimbra hoje divulgado.

A empresa Tangível, instalada no Instituto Pedro Nunes, criado pela Universidade de Coimbra, e pioneira em Portugal a trabalhar com usabilidade (atributo de qualidade dos produtos que permite aferir se são fáceis, úteis e agradáveis de usar), classificou o interface como "um autêntico quebra-cabeças, especialmente para o cidadão que o utiliza pela primeira vez".
"Linguagem altamente técnica e indecifrável para o cidadão comum, dificuldades na instalação do software Java, desconhecimento do Anexo SS, falta de informação e informação desenquadrada, são apenas alguns dos muitos pontos negativos apontados no estudo", refere um comunicado da Universidade de Coimbra.
O estudo contou com a participação de contribuintes que, durante e após o processo de entrega da declaração de IRS, se mostraram visivelmente "irritados, ansiosos e com muitas dúvidas sobre se teriam preenchido correctamente todos os campos", afirma José Campos, diretor executivo da Tangível, citado no documento.
"Os utilizadores observados, além de terem demorado muito tempo a preencher a declaração, eram obrigados a interromper o processo, sistematicamente, para procurarem dados como o código da freguesia ou o Código de Atividade Económica (CAE) e outros dados que o sistema já deveria possuir e recuperar de ano para ano", constatou o especialista em usabilidade.
Para José Campos, investigador na Universidade de Coimbra, "a plataforma não cumpre o objetivo para a qual foi criada - a de facilitar a vida aos cidadãos".
"Não está orientada para as pessoas. Em vez disso, reflete a lógica complexa das Finanças. Não é de estranhar que muitas pessoas paguem a contabilistas ou peçam a amigos para fazerem a declaração por eles", lê-se no comunicado.
O diretor executivo da Tangível defende a adoção de medidas como "a humanização da linguagem, um processo de preenchimento guiado, semelhante ao adotado no preenchimento dos CENSOS 2011, e a reorganização da informação tornariam o interface muito mais amigável para o utilizador".

Para este domingo!

Vindo dos meus verdes anos...



... a eles procurando sempre regressar!

Uma questão... de linguagem

Antes de mais nada, e para começar este domingo. reajo a... uma linguagem
Ontem, antes de adormecer, enquanto os olhos não se fechavam , passeei-os pelo semanário de sábado. Com as irritações habituais (da vista cansada...), com uma ou outra (rara) passagem refrigeradora. Mas quando os olhos se fixaram na chamada da 1ª página do caderno economia... adormeci incomodado e incomodado acordei.
Por isso, aqui o digo para que não fique por dizer e para me libertar do incómodo.
Li, evidentemente, o artigo para que era chamado e, não estando de acordo com as posições do ex-ministro (dos que passaram pelos gabinetes das economias e finanças como se isso não lhes tivesse acrescentado nada ou retirado algo do currículo de académicos opiniosos e "virgens"), nada diria - aqui - se não tivesse, como remate concludente e com intenções de ofensa aquele truculento (ou "troikulento"?) trecho.
Não se trata , no meu caso, de enfiar ou desenfiar carapuças. Não me servem, até porque insisto que a questão está em termos entrado no euro (e nas CEs), está não se saber como sair, no risco de sermos atirados para fora da desconjuntada carroça. e não termos força para negociar (e sermos ressarcidos) para minorar as gravosas consequências da estratégia que nos impuseram ao serviço de interesses egoístas de classe (isto digo eu!). Mas é evidente que o dr. Daniel Bessa dispara sem fazer pontaria para um mesmo saco em que me sinto indevidamente "arrumado" por SEXA, num texto em que abundam os superficiais considerandos e as pouco sérias conclusões.
Seria bom que tivesse um pouco mais de tento no que escreve e como escreve! 

Para me justificar, perante mim próprio e dizendo(-me) por que dou importância a tal trecho e gente, acrescento o dito popular de que quem não se sente não é filho de boa gente, e orgulho-me de ser filho de um mosdesto e honrado comerciante que me educou - muito séria e enraizadamente - valorizando algumas palavras como honestidade!