domingo, março 13, 2011
Reflexões e recordatórias sobre aulas práticas e revendo matéria dada
sábado, março 12, 2011
Isto está a mexer...
Um dia em cheio!
Amanhã, há mais...
... e a manifestação da CGTP do próximo sábado, 19, vem aí.
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A luta continua, contínua!
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[que é que acho de um senhor Sócrates?,
e de um senhor (a) Passos (de) Coelho?,
e de um senhor Cavaco?
12 de Março, como 11 ou 13, como de Fevereiro ou Abril
Seria hoje!

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Com muitas palavras e cada vez menos bolos se vai mantendo enganada muita gente. Até quando?
Fazem uso de tal arsenal, com a extensão que for julgada conveniente ou o número de caracteres que lhes for encomendado.
São uns/umas habilidosos/as!
Estando “ao serviço”, têm, ainda, um coro de apoiantes basbaques, ou uma claque aguerrida e, às vezes, violenta, que lhes servem de eco e, por isso, “ao serviço” ficam arregimentados.
Uma "sexta feira negra" num rumo desastroso
Neste rumo em que vamos - e de que temos de sair! - sublinho o facto de ser, no dia seguinte a sessão na Assembleia da República, que o Governo vem anunciar, antecipando-se às reuniões em Bruxelas, mais "medidas de austeridade", e estas serem de enorme gravidade.

sexta-feira, março 11, 2011
O indispensável e periódico bom censo
Embora já tivesse participado antes, ainda que agente passivo, transformado em “mais um”, em recenseamentos gerais da população, aquele a que dei particular atenção, e em que diz ser activo, por observador crítico e interveniente, foi no de 1970, o XI português. Por várias razões mas, à distância, uma se sobreleva, o facto histórico de ter a contagem, o inventário, o balanço, dos portugueses que éramos e como e onde estávamos no final de uma década em que a guerra colonial e a emigração nos tinham de profundamente mudado. A ele dediquei um livrinho. Fica só a referência. E a ilustração!

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Estamos a viver, este mês, outro momento de censo. E que de bom senso deveria ser.
E este é um acto muito importante na nossa vida social. É o momento de balanço, de passarmos das estimativas para o tanto quanto possível exaustivo conhecimento de nós próprios como comunidade. É muito sério. Ora, sendo-o, também serve para se medir a seriedade de quem por ele é responsável. Pelo que a preocupação é muita e fundamentada.

«“Se trabalha a "recibos verdes” mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido deve assinalar a opção “Trabalhador por conta de outrem”».
Claro que ao censo terei de voltar. E cada um de nós o deve fazer.
quinta-feira, março 10, 2011
«É tempo de impedir a guerra»!
Actual e certeiro (na minha opinião!)

Deixando de lado aqueles que logo no próprio dia no Teatro Camões destilaram todo o seu veneno reaccionário e sectário contra os «Homens da Luta» – e que continuam a fazê-lo – as opiniões sobre esta forma de intervenção dividem-se: entre os que a consideram uma visão anacrónica e caricatural da «luta» e portanto distante da realidade; e os que a consideram uma interessante e inovadora forma artística de «transportar» para os tempos presentes a Revolução de Abril, tentando incutir nas jovens gerações o seu lastro cultural e de participação cívica e política.
Mas, independentemente de naturais diferenças de opinião, há dois factos importantes a registar. O primeiro é que o acontecimento fez sair dos armários o bafiento ódio e o medo que muita «gentinha» tem à Revolução de Abril e à luta popular e de massas. O segundo é que em Maio, por essa Europa fora, muitos milhões de pessoas verão nas suas TV’s uma imagem «estranha»: operários em luta; uma ceifeira alentejana; um cantautor revolucionário; um militar ao lado dos operários em luta e… cravos vermelhos. E vão perguntar-se porquê…
Deseja-se então que os protagonistas deste acontecimento – porque lidando com o que de mais rico, importante e belo existe na nossa história colectiva - estejam à altura das responsabilidades, façam compreender que a luta do povo português tem passado, presente e futuro, que as suas etapas são indissociáveis entre si e que neste país nunca deixaram de existir Homens que

quarta-feira, março 09, 2011
O(s) discurso(s)
"Inaceitável e prejudicial para o país!"
09 de Março de 2011, 12:49
“A CGTP abandona a reunião porque esta declaração é inaceitável e prejudicial para o país. Não é por aqui que se ganha credibilidade e que Portugal responde aos desafios que tem pela frente”, disse aos jornalistas o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.
Contas do meu "diário"

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Também não consta que seja dia do homem ou de outra coisa qualquer.
09.03.2011
Afinal, parece que hoje é dia de outra coisa qualquer.
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Parece que é dia de S. Cavaco!
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Vou ver se consigo desligar, ou só “ouver” o indispensável.
Como o Homem se fez Gigante

terça-feira, março 08, 2011
8 de Março - dois apontamentos para o fim do dia

- «(1) É também muito provável que, à semelhança dos chimpanzés actuais, já existisse uma ligeira divisão sexual do trabalho que posteriormente se veio a acentuar: machos e fêmeas teriam uma dieta ligeiramente diferente com os primeiros a consumirem mais proteína animal proveniente da caça e as fêmeas da recolha de insectos. Esta divisão teria sido favorecida pela selecção natural devido à fisiologia reprodutora dos mamíferos. Cabia sobretudo às fêmeas o investimento parental mais directo(*). As fêmeas estariam mais dependentes das técnicas extractivas de processamento de alimentos embora os machos também fizessem uso das mesmas. Tais técnicas implicam a utilização e a construção de instrumentos, ainda que pouco complexos. (Nota das Edições "Avante!".) »
- «(...) O facto de o ser humano conseguir alimentação suficiente em todas a estações do ano - armazenando-a com segurança - e de se poder aquecer, tem, por exemplo, esta consequência importante: pode gerar e pôr no mundo crianças em todas as estações do ano, não tendo assim, como muitos outros animais, um período específico de procriação.»
8 de Março e o Indice de desigualdade de género (PNUD)


8 de Março e leituras

“(…) A nós, não nos basta a democracia, nem sequer a democracia para os oprimidos pelo capitalismo, incluindo o sexo oprimido.
A tarefa principal do movimento operário feminino consiste na luta pela igualdade económica e social da mulher, e não só pela igualdade formal. A tarefa principal consiste em incorporar a mulher no trabalho social produtivo, arrancá-la à escravidão do lar, libertá-la da submissão – embrutecedora e humilhante - ao eterno e excepcional ambiente da cozinha e dos quartos das crianças. Esta é uma luta prolongada, que requer uma radical transformação da técnica social e dos costumes. Mas esta luta terminará com a plena vitória do comunismo.”
8 de Março - um (talvez) poema e um (quase) desenho
Tu és o fogo e a luta. Tu és a paz e o novo.
Tu és o futuro do homem, dizia Aragon...
e Brel replicava, reticente, que nem sempre;
treplico, insistente, que sempre o és
quando companheiros somos.

8 de Março e os (meus) livros


Tinha então 31 anos, e o convívio com escritores de que era leitor foi, para mim, experiência muito interessante.
Neste 8 de Março de 20011 (como o fiz há dois anos, noutro "blog"), reproduzo, com ligeiríssimas correcções, o começo da minha intervenção:
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Primeiro, porque sentindo que devo apresentar os áridos números, sei que isso me pode tornar no desinteressante estragador de troca de impressões vivas, sobre temas vivos. Paciência! Tentarei pôr gente dentro dos números, adubar a sua aridez com clara significação humana. Depois, e este já não é um problema nosso, mas só meu..., muito gostaria de aproveitar quem aqui está encontrado para ser mais a conversar sobre a Mulher, sobre a Mulher e o Homem, sobre o amor possível. A conversa-prazer só facultada a alguns de nós que, por isto ou por aquilo, têm o privilégio de dispor das fatias do bolo património-sócio-cultural que o ser humano vem aumentando desde que começou a sê-lo. É que a disponibilidade para a realização a dois, o tema mãos dadas, “a semente que tu és e a terra que eu sou”, tudo isto nos apela para o conversar-desfrute. E então convosco!…
Mas vamos às tarefas auto-atribuídas. Lá fora, aqui ao lado, há frio, há fome, há quem apanhe chuva(*).
Por uma questão de método, entendo dever estudar-se o problema da condição da mulher por uma forma paralela ao esqueleto de uma formação social. Porque, na minha perspectiva, a condição da mulher resulta, fundamentalmente, de condicionalismos sociais, resulta de um fundo histórico.
Condicionalismos sociais, fundo histórico, que têm as suas raízes na relação Ser Humano-Natureza, no esforço do trabalho dos seres humanos relacionados entre si, para a progressiva libertação das condições impostas pela natureza.
Teríamos assim que dividir a abordagem do problema em estratos:
- A mulher como ser biológico, na sua relação com a natureza;
- A mulher como animal social, na forma como o ser humano se organiza nessa relação;
- A mulher na consciência social, na representação que dela se tem (e que ela tem de si), nas instituições que traduzem , e tantas vezes forçam, a realidade da relações sociais e que traduzem, e tantas vezes forçam, o equilíbrio das forças sociais em antagonismo.
Vou deter-me, na minha participação, nos dois primeiros aspectos, mas afirmando, como definição fundamental, que nada é estanque.
Sobre a mulher na consciência social quero, no entanto, deixar dois apontamentos. Todo este interesse, todo este levantar a luva para discutir a condição da mulher reflecte que estamos perante um desequilíbrio. Existe, na base das relações sociais, uma transformação que, ao nível superstrutural, não é acompanhada em correspondência.
A literatura, as artes dão-nos esse desajuste. Os códigos civis mostram-nos (ou não nos mostram?) que as situações legais não servem as situações de facto. E, depois, o resultado disso: páginas femininas em profusão e a ganharem dimensão social, pega-se na bibliografia económica e a mulher a aparecer em muitas obras. A mulher (e a sua condição social) em foco. Em causa uma discriminação que, pessoalmente tanto me violenta como a resultante da pigmentação da pele.
Espero, com os números que vou apresentar, ilustrar o que foi dito ou for dito, fornecer elementos úteis a um melhor aperceber da real situação da mulher e, depois, libertar-me para a troca de impressões não quantificada mas, aproveitando números, valorizada. (…)»
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(*) - Nesse fim de dia e começo de noite de 1967, um temporal caíu sobre Lisboa provocando inundações com dimensão e consequências verdadeiramente dramáticas. Ao sair do debate, estava a cidade e os arredores em grande agitação, e destaco a solidariedade que então se organizou e em que os militantes do PCP, na clandestinidade, tiveram relevante intervenção.
Está quase... Tudo a postos!
segunda-feira, março 07, 2011
Como o homem se tornou homem

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Episódios da luta
Entrevista TSF/DN
'Não somos indiferentes à manifestação.Vamos estar lá'
por DN.pt0 4 Março 2011

O líder do PCP revela em entrevista à TSF/DN que os militantes do seu partido também vão percorrer a Avenida da Liberdade em conjunto com outras pessoas e organizações que aderirem à acção promovida pelos precários da "geração à rasca", no dia 12. Mas recusa a ideia de que o PCP seja "um partido de mera contestação social". E explica: "Temos um projecto e um programa que, quando o povo português o entender, será parte de uma solução governativa. O PCP não pode ser cúmplice de uma política que está a levar o país a este estado."
Cadernos O Militante


domingo, março 06, 2011
Os símbolos







«A luta agora está de novo acesa/E o caminho é só um é sempre em frente»
Bom/belo trabalho, Samuel!
Obrigado!
Hoje... mas em 1921
sábado, março 05, 2011
De susto mas sem assustar!...
90º aniversário do PCP - a subir... mas!

- O partido liderado por Jerónimo faz 90 anos e demonstra que, pelo menos por enquanto, é mais que uma peça de museu...
Depois das sucessivas "certidões de óbito", a resignada verificação de que o Partido está vivo e jóvem, aos 90 anos. Mas não se consegue esconder o ódio ao Partido, à luta de classes, à classe que luta!
sexta-feira, março 04, 2011
"Rejeitar a dívida" - a informação que não se dá

Discorso em tempo carnibalesco e espaço rectanburlesco e muito mar
Vivemos um priorado histérico, a crise é mesmo estertoral, e é fundomental encorar (de vergonha) de fronte, a fussa da real idade, que deveria ser nossa, com os nós que tanto dizem que nós devemos a tantos de outras bandas e bancas. Ofchore, ofchore!
Não se pode promitir a torciversão do que está a entontecer aos pingentes que mandantes se julgam (não há juízes?, nem juízo?), e que são, por nossas (a)penas inlitorais, feros servos do globo quemanda. Não temos de nos fmiliarizar com a intruvenção extorna que, ao fim e aobama, faz renegar as juras feitas votos com os altos juros dos marcados pela escupidez, pela dona se-posso-e-mando do merkelado e consubstanciamente entricherado.
Antes uma cadeira pelas costas abaixo que dois bancos a voarem, diz o povão e tem razão, e já Sócrates, o velho, o que em grego se ouvia, o dizia.
Háque deixar de acruditar nas epidermeidades e infermas pandemanias, e nas superfícialiadas; háque recusar as falsas vacuidades como se fossem as veras insistências, pelas quais, sim, é que mais bale a pena relutar. Continuadassempre.
E mais nem digo, ou seja, pelo contrário e deste lado, acruzcento muitos ensejos de um Natal cheiínho de prospriedades e de um bom Ano Novo, que já está para aí velhiínho de rebentar, cheio de facilidades. Quisto está mesmo maligno…
Teria dito se dito tivesse.
Uma notícia para desmascar as falsas notícias
uma não notícia para esconder a verdade
Podem ler aqui.
Ora, vejamos a verdade:
Perante a publicação do Decreto-Lei a que o governo chamou de reorganização curricular, o PCP foi o primeiro partido a apresentar uma Apreciação Parlamentar. Seguiu-se o CDS e o BE.
O PSD foi confrontado com uma situação complexa. Por um lado quis aguentar a política do governo como tem feito até aqui. Por outro foi pressionado pela luta dos professores. No entanto, nunca apresentou apreciação parlamentar a este diploma. O PCP anunciou que iria apresentar um Projecto de Resolução para a revogação imediata do Decreto. O BE fez o mesmo. O PSD, em vez de anunciar que votaria a favor, disse que não iria aprovar as iniciativas do PCP e do BE. Fiquei espantado quando soube que o PSD também apresentará uma proposta para revogação. No entanto, o que importa é que o decreto seja mesmo revogado. Mas também é importante que se conheçam os reais contornos de todo este processo.
E é também importante que se perceba como as notícias e a comunicação social conseguem criar ilusões e, neste caso, atribuir a um partido uma iniciativa que não é sua, mas uma cópia das restantes.
quinta-feira, março 03, 2011
O que me vêm à ideia...
- branco e preto
- duche escocês
- uma no cravo, outra na ferradura
- quente e frio
- Merkel e Trichet
- uma diz "não se mate... hoje", outro diz "esfole-se... amanhã!"
Líbia & CompanhIA

Fazem o "ponto da situação".
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Aqui, a crónica internacional, de Jorge Cadima, com o título Ventos de guerra., com o seguinte destaque: Longe vai o tempo em que o regime líbio se caracterizava pelo anti-imperialismo.
E, aqui, a nota de Angelo Alves. na secção actual, com o título O amor ao povo Líbio.
Para não dizerem que não falo de flores...
Ora aí estão...

Sócrates diz que
País não consegue resolver sozinho
A viagem a Berlim de Sócrates e Teixeira dos Santos
quarta-feira, março 02, 2011
Freud e os complexos e as fixações da direita
Vejamos o pretexto do caso do FMI. É um folhetim.
Em artigo no i (Pavlov e os reflexos da esquerda), o excelentíssimo professor universitário Luís Cabral de Moncada, com banca de advogado, faz uma introdução genérica sobre “a esquerda nacional”, e recorre a grossos varapaus para a desancar. Desde acusações de pavlovianismo («Pavlov, herói da pseudobiologia “soviética”») a obscurantismo vale tudo, e sem quaisquer contenções ou auto-controlo, para passar à momentosa questão do FMI.
O professor de Moncada nunca deixa de agredir o que chama “esquerda nacional”, usando todos os conhecidos “narizes de cera”, acabando por denunciar o seu acrisolado desamor, ou incontrolado ódio de estimação, aos Estados cubano e norte-coreano, que trouxe à baila a (des)propósito de credores e de juros, que ele via pintados de vermelho se provenientes desses Estados que parecem perturbar-lhe os sonos e teve de meter no seu escrito.
Mas não é isso que interessa. O professor de Moncada, sobre o FMI não poupa a tal “esquerda nacional” pois onde o seu/desta “obscurantismo mais se evidencia é na reacção à eventual intervenção no nosso país do FMI”.
Ora o que depois faz o professor de Moncada, não se faz. Como não deve ter lido sequer uma linha original com as razões de quem está contra essa eventual intervenção do FMI no nosso País, resume-as em três pequenas frases pretensamente assassinas e um etc., para passar a enunciar as vantagens que a dita intervenção trará, e embrulha-se em argumentação paupérrima pois limita a questão a operações de i) pedir dinheiro emprestado e ii) pagar, quer o que pedido foi, quer os juros que são fixados (é como quem diz…) para esse empréstimo. Disso saberá o professor de Moncada, mas revela nada saber (e, se calhar, tem raiva a quem sabe) da economiazinha, dos recursos que não são aproveitados, do desemprego, já agora, para ser um bocadinho keyneseano, da procura efectiva. Das necessidades não satisfeitas de estratos muito significativos da população.
Já agora, no dia em que uma delegação ao mais alto nível do governo se deslocou a Berlim com as medidas na mão, seria bom que o professor de Moncada não falasse de FMI, porque estamos na fase do “fundo europeu” ter ou não ter fundos e querer ou não querer pôr um travão ao garrote que não só consente como aperta via taxas de juros.
Mas este é um episódio. Pode a sra. Merkl, em sua casa, estar num dia de boa disposição que de nada servirá o "oxigénio" que poderá facilitar às finanças, se essa “trégua” não tiver um complemento, não nas finanças mas na economia e na política. E isso só pode acontecer cá, no nosso País, com uma mudança de rumo, com uma nova política, que ponha Portugal a Produzir.
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Para já? Com os problemas resolvidos no próximo trimestre?
Claro que não. Mas sacudindo o País desta dependência, desta sujeição a vontades outras como se vontade não tivessemos.
Estão a perder a paciência...
Na pantalha, aparece a retirada, lá do sítio líbio, de embaixadores e outros "europeus", e de eventuais assimilados, nalguns casos quase à força e desmentindo a dramática situação de que se passam imagens em fundo, depois... segue-se o resto, se possível com o aval das Nações Unidas. Se não for possível... faz-se uma reunião nos Açores!
Sem intervalo, começa o filme
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TÍTULO:
«O mundo está a perder a paciência com Muammar Khadafi»
CENÁRIO:
O mundo que está a perder a paciência
ARGUMENTO: média dominantes
ADEREÇOS: democracia, liberdade, direitos humanos, ajuda humanitária
MÚSICA: Vira o disco e toca o mesmo
PERSONAGENS E FALAS (por ordem de entrada em cena):
OBAMA: «Todas as hipóteses estão em cima da mesa» - «Os EUA vão manter a pressão até Khadafi abandonar o poder».
DAVID CAMERON (primeiro-ministro britânico): «É inaceitável que Khadafi possa usar os seus aviões e helicópteros para matar o seu próprio povo»
PENTÁGONO: «Temos em marcha planos de contingência»
ANÓNIMO 1: «É necessário criar uma zona exclusiva aérea (ZEA) para impedir Khadafi de - como ameaçou - bombardear os manifestantes»
GENERAL JAMES MATTIS (Chefe do Comando Central dos EUA): «Criar uma ZEA pressupõe a destruição prévia da defesa anti-aérea líbia»
DAVID CAMERON: «Temos aviões em Malta prontos a voar num prazo muito curto»
CRONISTA DO PÚBLICO: «O Egipto já tomou medidas para começar a armar e treinar o exército de Bengasi e acelerar a queda de Khadafi»
VOZ OFF: «Os EUA enviaram para o Mediterrâneo centenas de marines em dois navios anfíbios»
Hillary Clinton: «(os marines) Destinam-se a apoiar a evacuação e a prestar apoio humanitário»
ANÓNIMO 2: «Não há ainda unanimidade sobre o caminho a seguir para travar a violência»
FIM DA 1ª PARTE
(a 2ª parte segue dentro de momentos)
Assunção de responsabilidades
É bom o contraditório, dizem eles... desde que não os contrariem
Hoje, resolvi colocar as duas “versões” face a face,
Num encantamento de hipnotizado (embora com umas cautelas inabituais quando comenta, semanalmente, estas perorações soaristas…), escreveu afigaro, em Manuelinhodévora:
- «Mário Soares coloca no DN de hoje muitas dúvidas, às quais o cidadão atento não pode ser alheio. E, por fim remata o cronista: "São os manifestantes em favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos - que gritam nas ruas e nas cidades do Magrebe e do Próximo Oriente - que mais podem contribuir para enfraquecer o terrorismo radical da Al-Qaeda". Será? os tempos são de muita incerteza...os modelos de democracia(?) daqueles povos terão alguma coisa a ver com a democracia dos povos ocidentais?...ela, usualmente, não tem sido possível um pouco por toda a África: Escapam os povos de Cabo Verde e de S. Tomé e Príncipe, enquanto vigorar a nossa cultura por lá, julgo!»
E, com a sua costumada (e justa) acutilância, escreveu Fernando Samuel, em cravodeabril:
- «(...) 3 - O inesgotável Mário Soares, dedica a sua compacta prelecção de hoje, no DN, entre outras coisas, aos acontecimentos nos países árabes.
Fazendo questão de separar o trigo do joio - coisa que nele significa separar a democracia e a liberdade dos totalitarismos todos - fala-nos do "Presidente Mubarak" e do "ditador Kadhafi"...
E radiante, esfuziante, delirante, Soares observa que "as revoltas verificadas até agora, à excepção da Líbia - que é um caso sui generis - não envolveram gritos de ódio contra a América, o imperialismo ou Israel"...
Facto que, obviamente, garante às ditas "revoltas# um conteúdo democrático que não teriam se houvesse "gritos de ódio" à benemérita "América", ao altruísta "imperialismo" e a esse modelo de democracia que é "Israel"...»
A Líbia, Portugal e a teoria das relações externas
Com mal disfarçado incómodo, o ministro dos negócios estrangeiros e alguns dirigentes do PS, vieram fazer teoria. Em vez de mostrarem naturalidade perante o que afirmam ser natural, vieram justificar o que não teria necessidade de justificação se eles achassem natural. Vai daí, pouco à-vontade mas petulantemente, teorizaram.
Resumo numa frase batida, repetida ou adaptada a estilos, palavras e tons diferentes: a política externa não se preocupa com princípios e valores… senão estávamos a falar só com meia dúzia de países.
Sobre a primeira parte da frase-síntese apetece perguntar quando e em que circunstâncias é que, em política, esses teóricos se preocupam com princípios e valores, sendo que bem parece que, para a maioria deles, mostram considerar que em política (tout court) vale tudo.
Assim sendo, sobre a segunda parte da frase-resumo fica-me a dúvida de quantos e quais os países que ficariam a falar connosco se se aplicasse a regra de que esses "nossos políticos", cheios de pesporrenta superioridade ética, se dispensam.
terça-feira, março 01, 2011
Um noticiário cheio de... matéria
notas À SOLTA ... ou À TO(n)A
O executivo é para executar, o deliberativo é para deliberar. Isto no plano local, das autarquias.
Acontece que, por vezes, o executivo não pode executar sem que o deliberativo delibere que... sim, senhor, pode executar. Quer isto dizer que, em muitas coisas, e naturalmente nas mais importantes, o executivo não pode executar se o deliberativo não deliberar.
Há, entretanto, a ideia de que só o executivo é que conta. Porque é o que executa. E que o deliberativo é um verbo-de-encher. Uma grande parte da culpa deste equívoco, para não dizer toda, é do deliberativo, até porque (mas não só) do deliberativo fazem parte os executivos que são os presidentes das juntas de freguesia, que se agacham porque só podem executar – e para isso, ao serviço dos vizinhos, se candidataram e foram eleitos – se não estiverem de candeias às avessas com o executivo camarário.
Esta intrincada rede poderia funcionar, em teoria, se houvesse cultura e prática democráticas. Da que se aprende desde que se torce o pepino, seja em casa, seja na televisão que lá em casa está, seja na escola. E aqui é que outra coisa torce, e ela é o rabo da porca.
Do mesmo mal se sofre a nível nacional. A este nível com a agravante do executivo não ser eleito, não ser directamente representativo, e ainda haver um terceiro órgão, habitualmente viril mas não necessariamente, que é eleito e tem uma data de poderes que a um se poderiam resumir: cumprir e fazer cumprir a Constituição!
E se se pode dizer que, a nível nacional, se sofre do mesmo mal, pior é o mal porque esse executivo, o governo, além de ser executivo ainda tem um bocadinho de legislativo pois pode fazer decretos-leis, não ficando apenas para o deliberativo (e legislativo) a competência legislativa. Pelo que se foi instalando o equívoco nacional de que se elege o chefe do executivo quando o que os cidadãos escolhem são os seus representantes distritais para uma Assembleia da República, de cuja formação global deriva o executivo.
Isto não é tão complicado como parece, e como se simplifica não inocentemente. Pois se até há dias, um tal Passos Coelho (que é candidato a tudo mas que para nada está eleito… a não ser lá entre eles) dizia, disparado, que o governo (de Sócrates) que resolvesse que este é que foi eleito para isso! Quando este governo não foi nada eleito e muito menos para aquilo que tem estado a fazer!
O grave, o muito grave, é que de valorização de executivos em executivos, se diminui ou até apaga a democracia, e crescem as vocações ditatoriais. Com a finança a comandar a política.
homo sapiens, labore carens, europaeus
