sábado, novembro 16, 2013

A talhe de foice

Ora aqui está um belo texto... a "talhe de foice":

 - Edição Nº2085  -  14-11-2013

O gato persa

Para além de todas as dívidas que dizem que cada um de nós tem, incluindo quem não deve nada a ninguém por ter as contas do condomínio em dia, não ter recorrido ao crédito para o consumo e pagar pontualmente todas as suas contas, e incluindo também a dívida que cada português carrega logo à nascença – e ainda há quem se admire que nasçam cada vez menos crianças – para além de tudo isto, dizia, que os governantes de cá e além fronteiras traduzem em milhares de euros e políticas que empurram o povo para a miséria, temos ainda outro tipo de dívidas só susceptíveis de serem saldadas com uma enorme gratidão. O mais recente credor que apraz registar – e desde já as nossas desculpas se ficaram de fora outros messias – é o ministro Poiares Maduro, que há dias deu ao País um inestimável contributo para a compreensão do que entende ser o nosso devir nacional.
Foi na Assembleia da República, onde o ministro, perplexo com o facto de ninguém, exceptuando o Governo e seus apaniguados, reconhecer o sucesso das políticas das troikas – o pior já passou, há sinais positivos, estamos a sair da recessão, etc., etc., etc. – confessou que a forma como os detractores do Executivo analisam a situação de Portugal lhe recorda a Alice no País das Maravilhas, no tipo «ainda não é pequeno-almoço e eu já acreditei em seis coisas impossíveis».
Da troca de argumentos que se seguiu, com cada um dos intervenientes a socorrer-se dos personagens da história para vincar posições, deve reter-se a afirmação de Maduro de que se identifica com o «gato persa». Elucidativo. Para quem não se lembra, o gato de Cheshire é um gato fictício que se caracteriza pelo seu pronunciado sorriso e pela capacidade de aparecer e desaparecer. E também, o que não é de somenos, pelas suas reflexões filosóficas e pelo facto de indicar possíveis caminhos a Alice, ainda que de forma confusa, para se orientar no País das Maravilhas.
O caminho a seguir, diz o gato, depende de onde se quer chegar. «Eu diria, como o gato persa, façam a vossa escolha», afirmou Maduro. Voilá! Finalmente o reconhecimento de que tudo se resume, naturalmente, à escolha, ou dito por outras palavras, à opção de classe.
Assim se explica, entre muitas outras coisas, essa obscenidade que constitui o facto de o número de multimilionários em Portugal (com fortunas superiores a 25 milhões de euros) ter aumentado 10,8% para 870 pessoas no último ano, apesar da «crise». Como revela um relatório do banco suíço UBS divulgado há dias, em Portugal não só cresceu o número de multimilionários como aumentou o valor global das suas fortunas, de 90 para 100 mil milhões de dólares (mais 11,1%). E para que não restem dúvidas da dimensão deste verdadeiro escândalo fruto da escolha dos gatos, perdão, das troikas, importa dizer que o crescimento do número de multimilionários em Portugal foi maior do que a média europeia (8,7) e que o valor das suas fortunas aumentou também a um valor maior do que o crescimento na média europeia (10,4%), apesar de sermos um dos países da Europa mais violentamente atingidos pela dita «crise».
Voltando à fábula de Alice, resta dizer que Maduro se esqueceu de referir que Alice encontrou o caminho de saída do pretenso País das Maravilhas, deixando para trás o gato persa que foi desaparecendo, desaparecendo até nada restar, nem sequer o sorriso.


Anabela Fino 

sexta-feira, novembro 15, 2013

Em correio azul

Boa, Monginho!

É já amanhã

É JÁ NO SÁBADO! 
11º. Encontro Nacional 
das Comissões e Associações de Utentes 
dos Serviços Públicos           
16 de Novembro, 10 às 18 horas 
No CESP – na Rua Almirante Barroso, nº 3, 
LISBOA
POR SERVIÇOS PÚBLICOS 
DE PROXIMIDADE E DE QUALIDADE!
MOBILIZAR AS POPULAÇÕES, 
ORGANIZAR OS UTENTES 
É importante a tua presença.
Indispensáveis as tuas opiniões e propostas

quinta-feira, novembro 14, 2013

o 15º EIPCO

Realizou-se entre a última 6ª feira e domingo, em Lisboa, o 15º Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Operários (EIPCO).
Neste "pequeno" (diria mesmo insignificante...) encontro estiveram representadas 77 organizações de 63 países, e foram recebidas saudações de 14 outros partidos comunistas e operários que não puderam comparecer. 
O lema do encontro foi "O aprofundamento da crise do capitalismo, o papel da classe operária e as tarefas dos comunistas na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos povos. A ofensiva do imperialismo, a rearrumação das forças no plano internacional, a questão nacional,a emancipação de classe e a luta pelo socialismo". Este lema  (coisas sem importância...) motivou troca de informações e um debate com mais de uma centena de intervenções, e provocou a elaboração e aprovação de um documento com as13

«Linhas de orientação para a acção comum ou convergente

Os Partidos reunidos no 15º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários definem as seguintes linhas de orientação para a sua acção comum ou convergente, mandatando o Grupo de Trabalho para procurar implementar estas linhas de orientação em coordenação com os partidos membros da Lista Solidnet.

1 – Comemorar, durante o ano de 2014, o 100º aniversário do início da Primeira Guerra Mundial, e o 75º aniversário do início da 2ª Guerra Mundial, através de uma campanha conjunta alertando para os perigos de novos confrontos militares internacionais, alertando para a necessidade de realçar a luta pela paz e contra a agressividade e guerras imperialistas, sublinhando que a luta pela paz está intimamente ligada à luta pelo socialismo. (Neste sentido o Partido Comunista Alemão, o Novo Partido Comunista da Holanda, o Partido do Trabalho da Bélgica e o Partido Comunista do Luxemburgo informaram acerca da preparação de uma acção na cidade fronteiriça de Aachen, em 15 de Fevereiro).
2 – Assinalar os 15 anos do início da criminosa agressão imperialista da NATO contra a República Federal da Jugoslávia, uma nova fase do desenvolvimento da estratégia militar imperialista e o início da ocupação da província sérvia de Kosovo e Metohija.
3 – Estimular, em coordenação com os partidos da Ásia, de África e da América Latina e e das Caraíbas, a organização de um seminário internacional sobre o impacto da crise capitalista nos países em desenvolvimento, especialmente focado em assuntos como o direito ao desenvolvimento económico e social e a protecção dos recursos naturais, bem como em assuntos da agricultura, posse da terra, e segurança alimentar. Sublinhar o papel dos monopólios na destruição ambiental no plano global, reafirmando simultaneamente o ponto de vista anti-monopolista e anti-capitalista sobre a agudização da crise ambiental.
4 – Organizar uma campanha internacional de solidariedade com os processos e lutas a decorrer na América Latina e nas Caraíbas, e em particular em Cuba – contra o bloqueio dos EUA, a posição conjunta da UE, e pelo regresso dos quatro patriotas cubanos detidos nas prisões dos EUA – com a Venezuela Bolivariana e luta do povo colombiano pela paz e justiça social.
5 – Estudar a possibilidade – tirando partido de eventos internacionais onde esteja presente um grande número de Partidos – de organizar uma reunião de trabalho para debater a ofensiva ideológica e o papel dos meios de comunicação social, bem como trocar experiências sobre o trabalho de comunicação de massas.
6 – Comemorar o Dia Internacional da Mulher (8 de Março de 2014) realçando os efeitos da crise e da multifacetada ofensiva imperialista sobre as mulheres trabalhadoras e as mulheres oprimidas nacionalmente, manifestando solidariedade com a sua luta e com o seu movimento anti-imperialista.

7 – Honrar o 1º de Maio, participando nas lutas em cada país pela defesa dos direitos económicos e sociais dos trabalhadores e dos povos, do direito ao trabalho e dos direitos laborais, sublinhando a importância da luta de classes, pelo fim da exploração do homem pelo homem. Pensar na possibilidade de anunciar neste dia um dia de acção, com iniciativas em cada país, contra o desemprego e as suas verdadeiras raízes, dando particular importância ao desemprego massivo entre os jovens. Defender os direitos sindicais, denunciar a perseguição política e exigir a libertação dos activistas sindicais presos.
8 – Estudar a possibilidade de acções convergentes de combate contra o racismo, a xenofobia, e o fascismo, realçando a importância da luta ideológica contra o anti-comunismo e a reescrita da História, denunciando o papel da União Europeia nas campanhas e medidas institucionais visando equiparar comunismo a fascismo.
9 – Estabelecer um dia de acção, com expressões em cada país, contra a perseguição dos partidos comunistas e a proibição de símbolos comunistas, manifestando solidariedade com os partidos comunistas proibidos nos seus países.
10 – Comemorar o 95º aniversário da Criação da Internacional Comunista (Março de 1919) sublinhando, pela ocasião dos 90 anos sobre a morte de Lenine, a sua contribuição fundamental para o movimento comunista.

11 - Estimular, em coordenação com os Partidos dos países árabes e do Médio Oriente, a organização de um seminário internacional sobre as lutas de emancipação social e nacional dos povos dos países árabes e do Médio Oriente, manifestando a solidariedade com todos os povos da região que são vítimas dos crimes e agressões imperialistas e sionistas, entre outros o povo palestino e sírio, e também os povos que se erguem contra os regimes repressivos, ditatoriais e reaccionários, em defesa dos seus direitos sociais, políticos e democráticos.
12 – Continuar a denunciar a intervenção imperialista na Síria e no Irão, e continuar a luta pelo reconhecimento de uma Estado Palestiniano independente.
13 – Promover a frente internacional contra o imperialismo e apoiar as organizações internacionais anti-imperialistas de massas, a Federação Sindical Mundial (FSM), o Conselho Mundial da Paz (CMP), a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) e a Federação Mundial Democrática de Mulheres (FMDM), no contexto específico de cada país.»

Apetece parafrasear o título do livro
de Carlos Aboim Inglês
COISA POUCA!


Regra de ouro

Fala-se, levianamente, de regra de ouro em referência ao défice orçamental. Uma verdadeira fantochada. Como o foi o limite dos 3% para a entrada na moeda única urbe e orbi (a cidade de Roma e o mundo).
Mas há uma regra de ouro que conheço e reconheço. A que se refere à maioria operária (sempre em redefinição de classe) no Comité Central do partido da classe operária e de todos os trabalhadores.

lembrança oportuna

PCP lembra que PIB caiu 2,8% 
em termos anuais
Económico com Lusa  
14/11/13 12:33
O PCP contraria a leitura de que Portugal saiu da recessão técnica com o crescimento de 0,2% registado no terceiro trimestre.
O PCP não compra a ideia de que Portugal saiu da recessão técnica com o crescimento de 0,2% registado no terceiro trimestre do ano e divulgado hoje numa estimativa rápida do INE, e lembrou que, em termos homólogos, o PIB caiu 1% e em termos anuais a queda do PIB registada foi de 2,8%.
Dados que para o deputado comunista Paulo Sá provam que "com estas políticas de austeridade o país entrou num ciclo vicioso de recessão, austeridade e empobrecimento dos portugueses".
Os números sobre a economia portuguesa no terceiro trimestre atestam a necessidade de haver uma "nova política" e um "novo Governo" que coloque em destaque o crescimento económico, disse o deputado.
De acordo com a estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, hoje divulgada pelo INE, a economia voltou a crescer pelo segundo trimestre consecutivo, quando comparado com o trimestre anterior.

avante! e não só porque é 5ª feira



O comício comemorativo do centenário 


terça-feira, novembro 12, 2013

Actualizando (de docordel.blogspot.com)

Passos a passos, portas a portas, 
(es)cavaco a (es)cavaco...
até quando, Catilina?

De dívida em dívida,
de dúvida em dúvida,
de desgoverno em desgoverno,
de juro em juro,
de troika em troika
(troikando e rindo),
de resgaste em resgate,
de avaliação em avaliação.


De passos em falso em passos em falso,
de portas abertas em portas abertas,
de cavaco em cavaco
(relvas já foi,
gaspar já foi,
álvaro já foi,
outros já foram,
outros irão ou não),
de salvação em salvação,
(de d.sebastião em d.sebastião),
de ministro das finanças em ministro das finanças
(de Luís XIV em Luís XIV)

De privatização em privatização,
de destruição em destruição,
de especulação em especulação,
de mentira em mentira...
(sempre a exploração!)

até à dívida impagável,
até ao desastre final (?)

OU

de luta em luta,
de debate em debate,
de chumbo constitucional em chumbo constitucional.
de protesto em protesto,
de manifestação em manifestação,
de desfile em desfile
de comício em comício
de luta em luta

pelas tomadas de consciência
pela mobilização de vontades,
até à mudança real,
até à revolução 
fatal 
(para "eles"!...)

Convite recebido (e endossado)

Caros/as amigos/as,

Somos a informar que a União dos Sindicatos de Lisboa (promove) uma iniciativa no próximo dia 15 de Novembro, pelas 17h30, no Auditório do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços sobre o tema "As Nacionalizações e o Controlo Operário", tendo presente o peso que teve no Distrito de Lisboa, a sua importância estratégica para a consolidação do 25 de Abril e do regime democrático e a actualidade que o mesmo tem face à ofensiva do governo do PSD / CDS contra as empresas do Sector Empresarial do Estado no quadro do actual ataque à Soberania Nacional, à Constituição da República, aos Direitos e Liberdades e às condições de vida e de trabalho da generalidade do Povo Português. Nela intervirão Dirigentes ou ex-Dirigentes Sindicais que tiveram uma intervenção activa e directa em todo este processo e ouviremos de viva voz a experiência vivida por cada um deles.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Pela Direcção da USL
João Torrado

Tel.: 213474964



Lá estaremos!



segunda-feira, novembro 11, 2013

No dia do centenário

extractos de uma espécie de diário (dias de agora):

Quatro desfiles e um Campo Pequeno pequeno para tanta gente.
  
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Com os desfiles a merecerem filmagem de helicóptero!  

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Gostaria de registar, para além do já visto e lido, e de sublinhar dois aspectos mal-tratados ou des-tratados pela informação.

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Os desfiles. Uma excelente ideia (se a estrela em vez de quatro pontas tivesse tido cinco pontas teria sido melhor ainda!), que se transformou em quatro manifestações a percorrerem Lisboa.

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As delegações estrangeiras. Que vinham do importante encontro de partidos, e foram muitas (e significativas), e estavam verdadeiramente impressionadas com o que viam da força do PCP.

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Que assim se vê!

A CRATinice desta semana

Andava às voltas com uma secção destas para este blog. Para descomprimir...
O título e os temas variavam.
Esta semana, no Expresso, encontrei a solução. 
Para esta semana. (embora houvesse outros motivos, como "MACHETadas")
Haverá outros Cratos em outras semanas para alimentar a secção e dar-lhe títulos.


É o que faz um "exquerdista" militante, depois dedicado às matemáticas e ora convertido ao "troikismo" governante, meter-se pelas áreas da economia política e dos sistemas monetários, ignorante ou esquecido do que deveria ter conhecimento (deveria saber como, nesse tipo de contas, a RFAlemanha pagou o que gastou a mais na guerra!). 
Durante uma reunião de Conselho de ministros terá pegado num "papel de assentos" (de mercearia)  e feito contas: a dívida é X, o que os portugueses gastam em comida e em transportes durante um ano é Y, como Y é menor que X... tau! 
Os outros mini istros embasbacaram. E adoptaram como "contas certas", justificando políticas erradas e danosas (para os portugueses!). Pois se era o senhor professor de matemática...
Uma CRATinice pegada. 

domingo, novembro 10, 2013

No dia de hoje


Em Maior tv - informação:


PCP presta homenagem 

a Álvaro Cunhal
Publicado em 10 de Novembro de 2013 8:29 

Quatro concentrações e desfiles 
até ao Campo Pequeno 
para lembrar Álvaro Cunhal 

O PCP organizou para hoje, dia em que passam cem anos 
sobre o nascimento de Álvaro Cunhal, 
concentrações em quatro locais de Lisboa, 
que depois se juntarão no Campo Pequeno 
num comício de homenagem ao antigo líder do partido. 
“Este momento (10 de Novembro), com este comício, 
que será antecedido de quatro concentrações e desfiles 
em direcção ao Campo Pequeno 
– sendo que estamos a fazer um grande esforço 
para uma grande mobilização 
que possa preencher aquele espaço simbólico, 
onde tantas vezes o PCP organizou comícios 
e diversos acontecimentos políticos -, 
reveste-se de grande significado”
disse recentemente à Lusa Manuel Rodrigues, 
membro da comissão de comemorações do centenário 
e do recente congresso sobre Álvaro Cunhal. 

Precisamente um século depois de o ex-líder comunista 
– que morreu a 13 de Junho de 2005 – 
ter nascido em Coimbra, militantes 
ou outras pessoas vão encontrar-se em Entrecampos, 
na avenida de Berna, junto à Fundação Calouste Gulbenkian, 
no cruzamento da avenida de Roma com a João XXI 
e na praça Duque de Saldanha 
para rumarem à praça de touros lisboeta, 
onde se prevê lotação esgotada para o comício, 
com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa. 
O evento terá momentos musicais, a partir das 15:00, 
através da banda Brigada Vítor Jara e de Luísa Basto, 
a intérprete da canção “Avante, Camarada”, 
além de várias intervenções, 
designadamente de Jerónimo de Sousa, 
previsivelmente perto das 17:00, 
no dia em que, curiosamente, 
a Juventude Comunista Portuguesa 
também celebra 34 anos.
 
O centenário do nascimento do Cunhal 
foi assinalado 
com largas centenas de iniciativas 
ao longo deste ano que vão culminar 
com uma sessão evocativa da histórica fuga 
da prisão do Forte de Peniche, 
em 04 de Janeiro. 
Além do comício-festa de domingo, 
destacaram-se o congresso, este mês, 
na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 
a grande exposição, entre Abril e Junho, 
no Terreiro do Paço, 
replicada depois na Festa do “Avante!”, em Setembro, 
além da edição da fotobiografia 
e da reedição das obras escolhidas. 

Álvaro Cunhal






















Lá estaremos!

Para este domingo - 1

De 5ª (de madrugada) a este domingo aconteceu muita coisa! Como sempre...
Uma delas justifica esta escolha.

Que não tem mistério nenhum, e se pode documentar
 - fotograficamente - na coluna ao lado. 
Nas "páginas", onde se encontra o Diogo,
o primeiro neto.
Na madrugada de 7 de Novembro 
(bela data para nascer!) 
nasceu(-me) a primeira neta. 
A que os pais deram o nome de Ouriana,
e a que logo houve quem se lembrasse
de a tratar por fada Oriana.



quinta-feira, novembro 07, 2013

5ª feira ... muito ESPECIAL - avante!

7 de Novembro! Dia de nascimentos...


No dia em que se cumprem 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal, o PCP realiza no Campo Pequeno, em Lisboa, um comício de homenagem àquele que foi o seu mais destacado dirigente e uma das figuras cimeiras do panorama político nacional e internacional do século XX e da passagem para o século XXI na luta pelos valores da emancipação social e humana.
Evocativo da vida, do pensamento e da obra de Álvaro Cunhal enquanto político, intelectual e artista, o comício – fazendo jus ao seu legado – reafirmará as propostas e projecto do Partido Comunista Português e o seu papel necessário e insubstituível ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.
O comício tem início marcado para as 15 horas, mas as celebrações começam às 13h45 com quatro desfiles partindo de outras tantas ruas e convergindo para o Campo Pequeno. O suplemento distribuído com esta edição, dedicado a Álvaro Cunhal, é um testemunho – oito anos passados sobre o seu desaparecimento –, da importância e actualidade do seu pensamento, e da vida que dedicou por inteiro à construção em Portugal do socialismo e do comunismo.

7 de Novembro de 1917



Comício Comemorativo 
do centenário de Álvaro Cunhal 
é já no Domingo! 


Intervenção de Jerónimo de Sousa
Animação por 
Brigada Vítor Jara, Luísa Basto e Manuel Freire.

Desfile para o comício, 
com concentração em Entrecampos 
(junto à rotunda) a partir das 13h45.


Participa! Mobiliza! Divulga!

terça-feira, novembro 05, 2013

Pois...

no Expresso:

Bruxelas aceita derrapagem do défice mas é intransigente com TC
Comissão Europeia aceita que Portugal não cumpra a meta do défice este ano, mas não aceita qualquer derrapagem provocada pelo Tribunal Constitucional.

Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas
11:18 Terça feira, 5 de novembro de 2013



Getty Olli Rehn diz que Portugal tem de mostrar que é "capaz de cumprir os seus compromissos"
  
A Comissão Europeia aceita que Portugal não cumpra a meta do défice este ano devido à injeção de capital no Banif, que fará com que o valor originalmente previsto de 5,5% do PIB ascenda aos 5,9%, tal como já assumido pelo Governo.
"Apesar de estar previsto o défice atingir 5,9% em 2013, isto não implica falhar as metas do programa, uma vez que este valor inclui esta injeção de capital num banco, no valor de 0,4% do PIB, o que não será tido em consideração para os fins do programa (de ajustamento)", afirmou hoje Olli Rehn, no decorrer da apresentação das previsões económicas de Outono da Comissão Europeia.
Em contrapartida, e à semelhança do que tem acontecido recentemente e do que a troika afirmou logo após a conclusão das 8ª e 9ª missões de avaliação do programa, Rehn não aceita qualquer derrapagem nas contas provocada pelo Tribunal Constitucional. Por isso, o eventual chumbo de medidas previstas para o próximo ano obrigará o Governo a encontrar alternativas equivalentes.
"Caso o tribunal declare inconstitucionais algumas medidas do Orçamento para 2014, esperamos que o Governo português redesenhe essas medidas ou que as substitua por outras de impacto semelhante", afirmou Olli Rehn, acrescentando que "isto é importante para garantir que Portugal é capaz de cumprir os seus compromissos e é certamente importante para que Portugal se possa encaminhar em direção à conclusão do seu programa".

Estas declarações foram feitas hoje em Bruxelas na apresentação das previsões económicas de Outono da Comissão Europeia. Rehn diz que as mesmas confirmam a tendência para o crescimento evidenciada pela economia portuguesa, mas avisa que o impacto do mesmo no "elevado" nível de desemprego vai "demorar" algum tempo a fazer-se sentir.

Pois...
na Constituição é que está o mal.
O mal é ela, 
numa outra correlação de forças,
ter beliscado a classe 
que eles representam e defendem.
Os défices, as dívidas, os euros
são instrumentos de troca. Trocos!

segunda-feira, novembro 04, 2013

Costa em pos(s)e e ao ataque - 2 (na Câmara de Lisboa e "nacionalmente")


ainda do Público:

Costa diz que 

Lisboa deu “o exemplo” 

e que 

“falta o Estado 

fazer a sua parte”

António Costa tomou esta tarde posse como presidente da Câmara de Lisboa.

(...)
António Costa falava no Pátio na Galé, no Terreiro do Paço, perante uma plateia com centenas de pessoas. Na tomada de posse marcaram presença ilustres socialistas, como Jorge Sampaio, Ferro Rodrigues, António Vitorino, Edite Estrela, Mário Lino e Ana Paula Vitorino. José Sócrates e Mário Soares não estiveram presentes mas, segundo contou aos jornalistas uma assessora de imprensa da Câmara de Lisboa, passaram por lá para dar um abraço ao presidente da autarquia.
Na plateia, na primeira fila, estava Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, a quem António Costa fez questão de se dirigir durante o seu discurso. “A maioria que se reforçou em Lisboa provou que é possível fazer diferente. A maioria que se formou no Porto demonstrou que há energia na sociedade para obrigar a fazer diferente”, disse, defendendo que as duas cidades dinamizem a constituição de “uma aliança nacional”.
(...) 
No fim, antes de gritar três vivas a Lisboa, o presidente da câmara deixou uma garantia para aqueles preocupados com o facto de a sua lista ter desta vez conquistado uma maioria não só na câmara mas também na assembleia municipal: “Não confundo, nunca o fiz, maioria com poder absoluto”, afirmou.

---0---

"A maioria que se reforçou 
em Lisboa"?
Com quem?
Com a CDU, 
que aumentou 
de percentagem e de eleitos
(de 1 vereador passou
 a 2 na Câmara,
e de 5 membros 
a 7 na Assembleia Municipal),
que passou a 2ª força 
no concelho
não é!



Costa em pos(s)e e ao ataque - 1 (na Área Metropolitana de Lisboa )

 do Público:

António Costa eleito 

presidente do Conselho 

da Área Metropolitana de Lisboa

Autarcas da CDU abandonaram reunião.
O PS de António Costa conquistou seis das 18 câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (NUNO FERREIRA SANTOS/ARQUIVO)
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, foi eleito nesta segunda-feira presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa por nove das 18 autarquias representadas, depois do abandono da reunião pelos eleitos da CDU.
Os nove autarcas que permaneceram na reunião após o abandono dos nove presidentes da CDU decidiram ainda votar as duas vice-presidências do órgão na próxima reunião, marcada para 14 de Novembro. A CDU voltou a abandonar a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa e admite recorrer à via judicial para contestar as decisões deste órgão.
Os 18 presidentes das câmaras que compõe a Área Metropolitana de Lisboa (AML) nem chegaram a votar em conjunto a presidência e duas vice-presidências do Conselho. A discordância entre os nove autarcas da CDU e os outros nove (seis do PS, dois do PSD e um independente) começou logo na ordem de trabalhos. A CDU contestou que no primeiro ponto se discutisse o regimento do Conselho, por considerar que deveria ser discutida em primeiro lugar a eleição dos seus dirigentes. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que dirige os trabalhos, recusou alterar a ordem de trabalhos e a CDU voltou a abandonar a sala, como já aconteceu na semana passada.
À margem da reunião, Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, afirmou que a CDU iria analisar os actos que resultem da reunião, onde permaneceram apenas metade dos presidentes da câmara, e recorrer às vias judiciais sempre que o considerar.
O Conselho Metropolitano de Lisboa ia esta manhã voltar a tentar eleger o seu presidente, depois do impasse entre os autarcas da CDU e do Partido Socialista verificado semana passada. A CDU considera que deve ocupar a presidência do Conselho por ser a força política com mais câmaras, enquanto os socialistas defendem que António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, deve ocupar o cargo porque o PS foi o partido com maior número de votos na região, sendo as autarquias da CDU menos representativas.
A CDU conquistou a presidência de nove das 18 câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (AML), o PS seis, o PSD duas e o movimento independente liderado por Paulo Vistas ficou à frente da Câmara de Oeiras. Este impasse coloca-se porque a nova lei que regula o estatuto das Áreas Metropolitanas é omissa quanto ao sistema de votação da liderança do conselho.
Os comunistas defendem que a votação deve ser secreta e uninominal, representando cada câmara um voto, o que mesmo assim só lhes dá o mesmo número de câmaras conquistadas por PS, PSD e o movimento independente juntos.
Já os socialistas defendem a votação por voto ponderado, onde cada presidente valeria mais consoante o número de eleitores que constam nos cadernos eleitorais dos respectivos concelhos.

Aniversário da revolução de Outubro

Recebeu-se e transcreve-se 
(e ir-se-á... se não houver nascimentos que o impeçam):
convivio-9nov2013
«No sábado, 9 de Novembro, às 16h30, no Clube Estefânia, vai realizar-se um convívio comemorativo dos 96 anos da revolução russa de Outubro, que deu início à construção do socialismo, sob a direcção do Partido Bolchevique e de Vladimir Ilitch Lénine.»

Como (e com quem) o debate indispensável?

Já nestas "páginas" nos referimos bastas vezes a Nicolau Santos e à sua página 5 - Cem por Cento - do caderno Economia do Expresso.
Mas... como deus não nos deu a graça de sermos keynesianos, como é o caso do sub-director do Expresso, e procuramos a graça no estudo de mestres (os clássicos, Marx e Engels, Lenine, Cunhal e mais alguns), temos de nos desencontrar. 






No último "Cem por Cento", de 2 de Novembro, escreveu NS sobre "Um debate indispensável", referindo-se laudatoriamente à "reforma de Estado" de Paulo Portas, enquanto fonte desse debate indispensável. Ora, para além de tal debate ser exigido por/e a quem vê a realidade em permanente mudança, o que importa é balizar o debate, ver qual qual o seu sentido, de que lado se está e se há pontes.
Muito se poderia abundar sobre esta questão do debate indispensável e de onde vêm as suas fontes, mas por agora e aqui, apenas cabe perguntar se, por exemplo, se pode debater com quem acha uma boa ideia, ou uma "ideia interessante", a de "reduzir o número dos militares e aumentar o das forças de segurança"
Para quem defende, e está convicto, que a alternativa para a situação que se vive está (estará!) na tomada de consciência e na tomada de posição (e de partido - assim. com letra pequena, note-se!) consequente das massas, há algo de ameaçador no aumento das forças de segurança, tendo sempre implícito - e raro explícito - o controlo dos movimentos de massas, e também não raro de provocações para suster a mobilização e consciencialização das massas. Com tais pressupostos,"ideias interessantes", ameaças (de classe), é difícil, senão impossível, debater.

Por aqui ficamos. Por hoje...    

domingo, novembro 03, 2013

.Para este domingo - ...pedem mais!

"A Grande Crise do Capitalismo Global 2007-2013..." - um livro


Acaba de ser editado no Brasil, pela Fundação Maurício Grabois, um livro que junta o contributo de 22 autores, sobre "A Grande Crise Capitalista Global 2007.2013: génese, conexões e tendências".  
Sinto-me muito satisfeito (e honrado pelo convite) por ter um texto entre os que levaram o autor do prefácio (Luiz Gonzaga Belluzzo) a escrever que "o livro A Grande Crise se inscreve no rol das mais instigantes e abrangentes contribuições à vasta literatura internacional sobre o tema. A diversidade de abordagens não esconde a sua origem comum: a Crítica da Economia Política, cuja atualidade é reconhecida inclusive por muitos dos seus adversários".

Mais adiante, escreve o prefaciador:
"O jogo entre o Estado e os mercados não pode ser tratado sem a avaliação cuidadosa da correlação de forças entre as classes sociais, ou seja,


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A ler...
e estudar!

sábado, novembro 02, 2013