segunda-feira, janeiro 12, 2015
Reflexões lentas - ainda (e sempre) palavras: terrorismo
Faltam sempre palavras. A que, nestas reflexões, me tem estado a faltar é a que mais presente parece neste momento: terrorismo.
Já tivemos, na História por nós vivida ao vivo, nos anos 60, quem os próceres da ditadura que nos oprimia diziam ser terroristas, por serem dirigentes de movimentos de libertação dos seus povos, ao mesmo tempo que o Papa os recebia (a Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Marcelino dos Santos) em audiência, pode dizer-se solidária. Muitos exemplos se poderiam juntar de perversa manipulação do léxico. Ao longo da História.
- terrorismo. Por pontos:
- O atentado perpretado em Paris a 7 deste mês, na sede e redacção do Charlie Hebdo, foi, inquestionavelmente, um acto de terror e horror, como o foi o que se lhe seguiu;
- Estes actos têm de ser condenados com veemência e, mais que condenados, prevenidos quanto possível... e jamais justificar actos e acções que a eles se assemelhem;
- Temos vivido em coexistência com situação e momentos de terrorismo de Estado evidente, embora tudo maquilhado por uma comunicação ao serviço desses Estados, ou melhor: do que/de quem os domina;
- Somos todos protagonistas do tempo que vivemos, do que se passa em nossa casa ou vizinhança e do que acontece nos longes ou nos antípodas, e temos de estar atentos a e intervenientes em tudo, sobretudo quando nos querem passivos e manipuláveis ("massas amassadas", escreveu alguém);
- Tenho orgulho de pertencer a um colectivo político-partidário e de ter vivido, solidário, a decisão de se promoverem acções revolucionárias armadas, sempre com o cuidado de não provocarem vítimas e de que nunca pudessem justificar a confusão com terrorismo (o que, como risco assumido, não quis dizer ausência do mentiroso e em nada justificado anátema);
- Pelas condições antes criadas, pelas consequências que deles se querem tirar, os actos terroristas de agora - e por serem em Paris, no nosso euro-egocentro... - exigem que se reforce uma informação verdadeira e a clareza de tomadas de posição;
- Se soubesse desenhar, fazia um desenho... como não sei aproveito um desenho de um francês, que não é cartoonista mas sim um grande escritor, Daniel Pennac (em Ecrire):
domingo, janeiro 11, 2015
Reflexões lentas - nos dias de agora
Nos dias de agora, no dia de hoje
Continuam as palavras a dominar as reflexões lentas (e a procurar dar-lhes sentido)
Continuam as palavras a dominar as reflexões lentas (e a procurar dar-lhes sentido)
- Fanatismo - No que se vai ouvindo, há uma confusão que é feita por alguns entre fanatismo e convicções, nem sempre inocente e por vezes deliberadamente. E (e)laboram na confusão com intenções encobertas (ou não) de atacar convicções que não são as suas, ao mesmo tempo que apregoam, hipocritamente, a necessidade de tolerância (deveria, talvez, escrever-se compreensão), em que revelam não abundar. Cá por mim, e por mim falo, sou um convicto marxista-leninista. Escoro-me numa leitura da História que é a do materialismo histórico envolvida na opção ideológica do materialismo dialéctico, de nada me arrogando nem especialista nem guardião. Talvez devesse concluir, aqui, com um... ponto final. Mas, nestas reflexões lentas, ainda quero dizer(-me) que, em coerência com essa opção e com essa leitura, estou convicta e naturalmente contra todos os fanatismos e todos os sectarismos. Sei que só sei que pouco sei e que, dado o muito tempo vivido, pouco tempo me sobra para mais saber, tempo que devo empregar em mais conhecer para melhor pôr na prática individual, cidadã, o pouco que sei e posso ao serviço do colectivo humano em que efemeramente me incluo. Com estas convictas - mas não fechadas - opção e interpretação. Se soubesse desenhar, desenhos faria (muitos, mas não todos, como os da Charlie, e outros que a Charlie talvez não publicasse ou que poderiam levar à minha demissão da revista). Escrever sei (e sei que há quem não goste do que escrevo, e/ou do estilo... que é o homem), e por isso alinho e alinhavo palavras. Para afirmar a repugnância pelos conceitos e subversão de valores humanos que algumas delas encerram, como hipocrisia e cinismo. Vem agora o ponto final.
Pobres e pobreza, ricos e riqueza
"Preocupar-se com os pobres
não é comunismo",
diz o Papa

Entrevista concedida por Francisco a dois jornalistas do diário “La Stampa” vai ser publicada em livro.
11-01-2015 16:02 por Aura Miguel
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"Preocupar-se com os pobres não é comunismo"
e "o Evangelho não condena os ricos,
mas sim a idolatria da riqueza".
Os esclarecimentos são do Papa Francisco
em mais uma entrevista, desta vez em forma de livro,
que será publicado em Itália na próxima semana.
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Ora aí está! Mais uma vez de acordo com
o Papa Francisco (com as suas palavras).
Comunismo é lutar contra a pobreza,
Comunismo é lutar contra a pobreza,
contra o que faz com que haja pobres e ricos,
não é condenar os ricos
mas a riqueza que é a outra face da pobreza;
comunismo é condenar todas as idolatrias,
também a que traz resignação aos pobres.
separem-se as águas!
e não para se caminhar entre elas
... sem que nos molhemos.
sábado, janeiro 10, 2015
Reflexões lentas - NUM "CARREFOUR" DA HISTÓRIA
NUM “CARREFOUR”
DA HISTÓRIA
A História vai-se fazendo. Inexoravelmente. E passa por
sucessivos cruzamentos e entroncamentos de caminhos.
Face aos que nos calha
viver, paramos à procura de adivinhar qual deles será o caminho que vai ser seguido.
Por vezes, perplexos. Nunca indiferentes e passivos ou obedientes.
Parece que a França recuperou protagonismo. Ou somos nós – ou os
franceses e nós… – que não sabemos ser senão protagonistas. Desenhando “cartoons”,
sendo assassinados por os termos desenhado, num bárbaro atentado. E fazendo
disso o fulcro da História que está a ser vivida. E escrita. Com uma reacção contra ódio de violência bárbara com alvo, uma reacção de
“olho por olho, dente por dente”, de ódio e violência dirigida a todos os alvos e com necessidade de mostrar que acertou em alguns.
Neste sábado de manhã, a minha ressaca da “bebedeira”
informativa questiona-me se, na manifestação de domingo, de amanhã, de todos os
franceses (e nossa, que nos convocam, imperativamente, a sermos todos Charlie),
a madame Le Pen tem ou não lugar, e se o vai ter como “força democrática”, se o vai ter por se
impor como representante de “la grandeur de La France" (da "grandeza" xenófoba, racista,
fascista… porque outras tem).
Um arrepio me percorre a espinha, que quero vertical. E sofro
uma ausência, a de um Partido Comunista Francês, que tanto foi para a minha
formação, e que desapareceu do mapa, de todos os mapas. E que tanta falta faz! À França, à Europa, ao Mundo. A nós. Ou (sei
lá…) só a mim.
sexta-feira, janeiro 09, 2015
Fome de pão?... comam brioches! - Carrito conFISCadO? ... comprem BMW!

O melhor de sempre
2014 foi o ano em que Portugal perdeu mais de 400 camas
hospitalares; em que 269 clínicos pediram à Ordem dos Médicos os certificados
para exercer a profissão no estrangeiro; em que 2082 enfermeiros emigraram, o
que dá uma média de 5,7 por dia; em que as urgências dos hospitais rebentaram
pelas costuras por falta de profissionais e camas para internamento, com tempos
de espera a atingir as 18 horas e mais; em que corporações de bombeiros
denunciaram que há ambulâncias a ficarem retidas nos hospitais por falta de
macas e demais material; em que houve pelos menos 66 mil processos de penhoras
de casas ou execução de hipotecas (dados de Setembro); em que só entre Outubro e
Novembro mais 1700 crianças perderam o abono de família; em que voltou a cair o
número dos que recebem o complemento solidário para idosos, o subsídio de
desemprego e o rendimento social de inserção, entre outros apoios sociais; em
que morreu gente no serviço de urgências sem ter sido atendida; em
que...
O rol podia continuar por aí, falando nos
dramas que cada número tem contido no bojo, acrescentando outros, tantos, que
não caberiam nestas linhas, mas tal seria não só deprimente como politicamente
incorrecto, nestes tempos em que Pedro e Paulo já não vislumbram nuvens negras
no horizonte, Pires transborda de confiança no crescimento da economia, e o
senhor Silva continua a cacarejar de contente sempre que o Governo põe um
ovo.
As desgraças do povo, consabidamente madraço, não cabem
no discurso oficial, cujo, insiste-se e repete-se até à exaustão, diz que o País
está bem e recomenda-se. Se não é o nosso caso paciência, azar, alguma coisa
fizemos ou deixámos de fazer para não estarmos a cavalgar a maré dos sucessos
que proliferam como cogumelos em terras de Portugal. A prova de que assim é
chegou-nos esta semana através do comunicado distribuído pelo
grupo BMW em Portugal, dando conta de que 2014 foi o
«melhor ano de sempre», com a venda de «12 961 unidades, entre automóveis BMW e
Mini e motociclos BMW, o que corresponde a um crescimento de 35% face ao ano
anterior».
Maria Antonieta terá dito «se o povo tem fome, por que
não come brioches?» Maria Luís não recomendou a compra de BMW, mas lá que alguém
anda a comprá-los com o nosso dinheiro, isso anda.
Anabela Fino
Boa!
Reflexões lentas - procura de palavras com acerto-2
Desde ontem não é possível a procura de informação, seja escrita, falada ou "ouvista", estar-se com alguém, sem que a "conversa" não seja atropelada pelos acontecimentos de ontem. Dispensar-me-ia de escrever Charlie Hebdo. E é grave o momento, ou esses acontecimentos vieram trazer gravidade ao grave momento histórico que se atravessa.
- Barbárie. O que aconteceu ontem em Paris foi uma manifestação de barbarismo, e não enquanto erro de linguagem. O atentado contra a revista de humor politizado, aquele assassinato colectivo, é in
aceitávelsuportável num processo histórico que já passou as etapas que passou... desde a barbárie. Nada - mas nada! - o explica ou torna compreensível. Dito isto, igualmente inaceitáveissuportáveis são algumas (muitas) coisas que se dizem, escrevem, ouvem, comentando o que aconteceu e o que está a acontecer. São hipócritas - ou ignorantes - as afirmações que colocam a questão em termos absolutos de liberdade de expressão. E são-no por se viver num mundo - num tempo histórico - em que a liberdade de expressão está evidentemente (para quem quiser ver as evidências) condicionada pelo "poder económico-financeiro", que se serve daquela expressão para tudo, até para atentar quotidianamente contra... a livre e civilizada liberdade de expressão, contra uma verdadeira informação, contra um direito a cada um informar-SE. Vivemos a pré-história da Humanidade e atentados como o de ontem, e o que ele está a desencadear, são recuos (de dias, anos, décadas ou séculos) na humanização da Humanidade. "Tento na língua", isto é, liberdade de expressão no seu sentido mais profundo. Por isso me calo, e recolho, triste e preocupado. Em reflexão. Lenta.
quinta-feira, janeiro 08, 2015
Reflexões lentas - procura de palavras com acerto-1
Reflecte-se com palavras, porque as reflexões assentam sobre palavras e o significado que se lhe queira dar. Reflectia assim, alinhando palavras, a partir da observação/comprovação de que as últimas reflexões lentas têm sido sobre palavras. Palavras com tanto pêso que, sós, isoladas, exigem reflexão. Ou, vendo ao contrário... ou, pegando pelo outro lado, são precisas palavras para se sintetizar reflexões, sejam estas rápidas ou, preferencialmente, lentas. Para que as reflexões se entendam.
- CAOS. Vejo a televisão ou folheio jornais e a palavra caos aparece-me repetida. Depois de um processso passo a passo, medida a medida, decreto a decreto, orçamento a orçamento, vetos do TC a vetos do TC (porque vetos são), a evolução dos rendimentos dos portugueses, das políticas de saúde, das políticas de educação, justificam o vocábulo. Sobretudo na área da saúde se tem de entender que quer dizer caos para reflectir a situação. Hoje, no restaurante, no jornal televisivo que me serviram com o cozido à portuguesa: "homem de 77 anos morre nas urgências de Setúbal, depois de esperar 4 horas"; "mulher de 79 anos morre nas urgências de Peniche após esperar 10 horas". E fala-se em caos por estas duas mortes que são anunciadas ao almoço (a mim, que tenho 79 anos e estou constipado...) se juntarem a outras anteriores em outros sítios mas aqui, de outras idades mas sobretudo destas, com outros números para as horas de espera mas sempre muitas, e às macas ocupadas, e às viaturas de apoio médico imobilizadas, e à decisão de apressar baixas, e à responsabilização de empresas de aluguer de pessoal médico, e, e. Caos na situação, pânico não confessado (ou envergonhado) nas... pessoas!, em quem não tem posses para se marimbar no Serviço Nacional de Saúde. Porque é aqui que bate o ponto da reflexão. A responsabilidade, a culpa que sempre se procura identificar, não é deste governo e do seu orçamento, não é do ministro que é mau, não é dos médicos que não há, não é dos enfermeiros que emigram, não é dos administrados que gerem mal. É de uma política que vai em décadas, e que tem vindo paulatinamente a tornar um direito num não-direito, um serviço nacional e público num sistema que o vá substituindo, articuladamente, num sistema em que tenha cada vez maior (até à exclusividade) peso o negócio da doença. E assim tem sido até se chegar a (este) caos. A culpa é da política que privilegia o privado e abate o homem de 77 anos e a mulher de 79 ao número dos que são "culpados" por (ainda) estarem vivos e serem um encargo para o orçamento!
- Segue BARBÁRIE
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Reflexões lentas - segredos e gestões
Para intervalar com a crónica "7 dias em Maio", que está em curso de escrita - o "cronista" vai no dia 19 de Dezembro, e acabamos de chegar à Vila de Maio (de antigo nome Porto Inglês), capital da ilha de Maio -, aqui se vêm deixar algumas reflexões que a situação que vivemos, aqui e agora, suscita, ou melhor: provoca!
- Os vários segredos. Ele há o segredo de justiça, que parece existir para ser violado, em nome-alibi de uma "informação" aparentemente completa mas sempre desvirtuada e manipulada, ou servindo de pretexto para só se dizer o que convém que seja dito. Ele há, agora, o segredo fiscal, ele há o segredo de ordem pessoal, confessional, profissional. Impunha-se uma ementa dos segredos a respeitar para que não se utilizassem "à la carte".
- As gestões. Houve uma "moda" (ou vaga) do vocábulo gestão. O uso e a utilização da palavra serviu - e serve - para imensa coisa. E, numa economia em deriva de financeirização, até pareceu mesmo que gestão complementava e/ou substituia a racionalidade económica. No entanto, tudo mais se transformou - no léxico - quando se começou a dividir a gestão em boa (que seria a privada) e em má (que seria a pública). O que se procurou transformar em "verdade" consensual, e que está a ser esquecido quando a realidade a veio tornar em perfeita falácia. É que a gestão dita privada invadiu os "negócios do Estado", ou seja, a dita gestão pública foi privatizada, adoptando os critérios privados, tão prevalecentemente individuais que egoístas, quando não criminosos ética ou humanitariamente. O caso tornou-se particularmente gritante no sistema bancário. Está bem â vista (e ao ouvido) a "bondade" da gestão privada. Bem a mostram os BPN, BPP, BCP, BES/GES, PT, e mais, e mais. Dir-se-á que a tal "bondade" da gestão privada tem provocado gravíssimas malfeitorias e que há necessidade (e urgência) de impor uma gestão pública onde só ela pode garantir (mau grado erros que possam ser cometidos) a prevalência do interesse geral.
segunda-feira, janeiro 05, 2015
2015 - reflexões lentas
E aos 3 dias do ano de 2015, no seu primeiro dia útil (como se houvesse os que não o são), com um desejo (e necessidade histórico-social) de que muitos sejam mesmo úteis, este canto de alguma (outra) informação e muita (modesta e talvez dispensável) reflexão saúda os seus ainda teimosos visitantes e cada vez mais raros comentadores. Bom ano nOVO!
Nesta mensagem, três notas, a que outras se poderiam juntar mas em que, qualquer o rol, estas estariam sempre presentes:
- a "mensagem de ano novo" de Sua Excelência o Presidente da República (como o tratam uns, os "seus") ou do Cavaco (como o designam outros, talvez desvalorizando a sua real e perene intervenção política). Trata-se de uma "peça" que se gostaria de catalogar como de fim de mandato, epitáfia. "Aquilo" é (a meu "ouver", claro) inqualificável. Que país é aquele em nome do qual Cavaco Silva se atreve a falar, a dizer o que disse e a não dizer uma palavra sobre o que não disse como se não existisse ou não tivesse importância (o caso BES, por exemplo!)?, como é possível que alguém, daquele lugar e ali colocado pelo voto, seja tão desavergonhadamente (e desastradamente) tão colado a uma política executiva de que tinha a obrigação de ser distante e distanciado?, quem suportará - além dos que ele suporta ou sustenta - sequer ouvir aquelas "recomendações" que toda a gente sabe (dos que querem saber...) não serem mais do que cunhas para aguentar edifício a ruir? Depois, ainda uma palavra sobre o lado formal, diria estético: um verdadeiro emplastro de si próprio.. Se tudo "aquilo" tivesse a intenção de descredibilizar a democracia, de afastar as gentes de quem as gentes escolheram para as representar, dar-lhe-ia 20 valores. E não se fique satisfeito pelo facto de, nas massas, ninguém lhe ligar nenhuma... Esse é, talvez, o mais nefasto efeito. O da indiferença, o "encolher de ombros", perante o que nos agride e, assim, continuará a agredir.
- o "caso Sócrates" (assim dito para simplificar, porque há um ancião já passado mas sempre presente que esbraceja e espingardeia desalmadamente, e o transformou em "caso SS - Sócrates-Soares) encheu a passagem de 2014 para 2015. Como se diria em "futebolês" - apesar do futebol continuar a inundar a informação, o "caso Sócrates" sobre-inunda-a num fenómeno interessante, sintomático...e perigoso -, para Sócrates a melhor defesa é o ataque. Mas o ataque a quê, a quem? Ao que se devia exigir que funcionasse ausente de pressões que não fossem as da necessária celeridade e rigor. A política, no seu sentido nobre e societariamente globalizante, está a sofrer os maiores maus tratos pela procurada (embora mal-escondida) promiscuidade entre os poderes - o judicial, o político (no sentido restrito, de executivo institucional) e, por detrás e por todas as costuras do tecido social, o económico. Não se fugirá a que 2015 seja o ano Sócrates português, como ele o desejará. Mas talvez as contas e os cálculos lhe saiam furados...
- Uma última nota sobre a evolução do preço do petróleo. A nossa contemporaneidade - e alguns, de há tanto tempo contemporâneos, já começam a ser também passado vivido... - estrutura-se sobre uma fonte de energia que tudo mexe e que mexe com tudo. Lembro - eu, que sou desses tais contemporâneos em excesso de anos... - o começo dos anos70 do século passado e como foi decisiva para muita coisa a então dita "crise do petróleo" associada à crise monetária (decisão de Nixon sobre a inconvertibilidade do dólar). Deixo a nota como nota de preocupação. Esta movimentação à volta do preço do petróleo vai perturbar muito o estado das nações e do mundo. Numa primeira linha, cito países como a Venezuela e Angola, os do Médio Oriente todo (quais forem, e como forem), depois (?) os BRICS, depois (!), numa última linha, toda a correlação de forças inter-nacional. No que parecia ser uma evolução de correlação de forças a ter um determinado rumo, algo pode estar a provocar perturbações e perigos muito sérios.
Vai ser um ano em cheio. Vivamo-lo... porque vivos, lúcidos porque informados, intervenientes porque em luta.
quinta-feira, janeiro 01, 2015
Duas mensagens ainda no desgraçado (por mim falo) 2014 - 2

A mensagem foi transformada em "gesto de Obama", personalizado, corajoso e magnânimo. Sem pretender retirar-lhe significado (e coragem), não foi isso, e muito menos teria sido só isso. Se se empolou até ao desrazoável a "decisão de Obama" e as negociações que a acompanharam, apagar toda a luta solidária, e a influência que - de certo! - essa solidariedade universal teve, apenas reforça o sinal de fraqueza que tal decisão também teve.
A vitória é de Cuba... e um pouco, mesmo que nada pareça ou visível seja, de cada um de nós. Preocupa o custo que possa vir a ter tal vitória mas, por e para isso, continua a ser necessária, indispensável, a mesma atenção e solidariedade militante.
Porque, como sempre, a luta continua. Contínua!
Exemplos só para lembrar:
Duas mensagens ainda no desgraçado (por mim falo) 2014 - 1
UMA VOZ EM ROMA
O Natal é, como se sabe, um tempo cheio de luzes
multicolores, de intensificações publicitárias, de espectativas comerciais
quase sempre condenadas à decepção e de oralidades recheadas de sacratíssimos
lugares-comuns. Por estes dias, os telespectadores portugueses puderam aceder a
dois momentos exemplares deste tipo de discurso: um deles foi do senhor
Presidente da República, desta vez acolitado pela senhora sua Esposa, outro não
se dirá de quem foi porque a prudência é sempre boa conselheira, mas é possível
revelar que nessa alocução se falou de “a família” como tema destacado. Não
será preciso sublinhar como a escolha desse tema foi importante neste momento
da vida nacional em que cerca de um terço das famílias portuguesas já está
afundada na pobreza que o governo na devida altura assumidamente desejou para o
país inteiro, salvo as excepções do costume; quando em milhares de casas o
desemprego já atingiu marido e esposa, isto é, pai e mãe, presumivelmente para
regozijo da senhora Merkel e de quantos ela representa e serve. Convém registar
também uma outra voz, essa ouvida no próprio dia 25, que nos veio contar uma
estória que, sendo de inteira ficção, de tão construída toda ela de inverdades
óbvias era agressão, desrespeito ao Natal, verdadeiro pecado. Porém, não foram
apenas vozes portuguesas as que directa ou indirectamente foram acolhidas pelos
nossos televisores neste Natal que, como habitualmente e em desafio dos nossos
votos, foi bem menos santo do que tanto foi desejado: chegaram vozes dos
Estados Unidos, ecos muito resumidos de uma voz em Moscovo, vozes de Gaza e
também de Telavive, até chegou uma voz de Cuba. Mas a voz que terá suscitado
mais comentários, a que se mostrou mais atrevida, elevou-se aqui da Europa, de
Roma.
O pior dos pecados
Foi, como já decerto se entendeu, a voz de Francisco
Bergoglio, cardeal argentino, filho de um ferroviário de nacionalidade
italiana, que, na sequência de uma espécie de leviandade que hoje decerto
muitos lamentam, foi há vai para dois anos eleito por um punhadão de cardeais
para chefiar a Igreja Católica. Talvez a generalidade desses eleitores até
desconhecesse qual a profissão do pai de Francisco e essa ignorância tenha ajudado
à escolha feita, pois consta um pouco que que isso de ferroviários não é gente
de muito fiar. O certo é que a eleição aconteceu e que, de então para cá, a
inquietação e o claro desagrado têm vindo a atingir muita gente excelente, e
sobretudo devota, que estava posta em sossego, dos seus anos colhendo o doce
fruito, como Luís Vaz disse de Inês. Entende-se: aquilo no Vaticano estivera a
andar muito bem, João Paulo II havia sido um talvez decisivo cruzado no combate
aos infiéis do Leste; o seu valido Marcinkus, arcebispo de Chicago, tinha sido
um eficaz presidente do Banco do Vaticano; em devido tempo o céu se encarregara
de no breve período de um mês afastar do caminho João Paulo I, que na altura
não viria muito a propósito. Ia, pois, tudo bem, quando de súbito, zás!, surge Francisco
e desata a multiplicar inconveniências. Não apenas a falar de pobres e
desamparados, o que já não é de muito bom gosto, mas também a responsabilizar
as estruturas financeiras dominantes pelos desconcertos do mundo, a formular apelos
em favor da dignificação e respeito pelo factor Trabalho, a condenar as várias
opressões sociais. Logo se desencadearam vozes a acusá-lo de ser comunista,
pecado enorme e irremível, pois é sabido que os comunistas é que se preocupam
com tais coisas afinal naturais, sempre houve ricos e pobres. E agora, em plena
quadra de Natal, chega a sua denúncia pública, clara e veemente, de torpezas e vícios
cardinalíssimos, um pouco a lembrar Jesus no Templo. Bem vimos na TV como
prováveis visados aplaudiram o Papa com as pontas dos dedos, e apenas por dever
de ofício. Bem sabemos que a esperança é que ao perfazer 80 anos, em 2016,
Francisco passe à reforma, e que o tempo passe depressa. E bem sabemos também
que a prudência recomenda ao Papa alguns cuidados. Pois a História ensina que
nem sempre a cidade do Vaticano é um lugar saudável. E o céu não dorme.
Correia da Fonseca
Outra, virá a seguir...
segunda-feira, dezembro 29, 2014
Retomando após... férias de natal

Férias de Natal
Depois de um ano inteiro a olhar o televisor e a ver
nele, dia após dia, imagens (ainda que muitas vezes desfocadas e sempre
insuficientes) de um País empurrado para a penúria e de um povo condenado à
miséria por um punhado de gente a mando do estrangeiro, fica-se cansado. E,
porque se fica cansado, a apetência de uns dias de férias a coberto da quadra
natalícia surge como uma miragem convidativa. Não, neste caso, umas férias como
são costume, esvaziadas de tarefas, com horas e horas aparentemente livres:
aliás, isto de fingir saber do País e do mundo através da televisão, mesmo com a
certeza de que se está a usar uma fonte inquinada, torna-se uma espécie de vício
que subsistiria até para lá de um eventual fim da obrigação. Mas, pelo menos,
uns dias de escolha mais livre, desobrigada de seguir as peripécias do caso BES,
da escandaleira dos submarinos, da desvergonha provocatória do depósito de um
milhão de euros na conta do CDS-PP a coberto de um pseudónimo literalmente
porcalhão, coisas assim. Seriam então uns dias em que fosse possível optar por
programas apetecíveis, que também os há embora pouco nos pareça: as emissões do
«Visita guiada» na RTP2, entrevistas em «Palavra de escritor» na TVI24 ou no
«Ainda bem que viestes» na RTP Informação, decerto outros mais, embora não nos
canais chamados abertos e de maior audiência, estes em princípio especialmente
dedicados ao despejo de telelixo em nossas casas mas, reconheçamo-lo, com
momentos de abrandamento e até de excepção, pois a graça dos céus pode descer
até aos recantos mais fétidos. Seriam, pois, umas férias caracterizadas não pelo
lazer puro e simples, mas sim por uma espécie de selecção higiénica e saudável,
o que já não seria nada mau nos tempos que vão correndo e no chão que vamos
pisando.
Uma triste partilha
Acrescente-se um pormenor: até já havia sido feita a
escolha de uma espécie de prato principal para essa depurada dieta televisiva.
Tratava-se de «A Taxista», uma série transmitida pela RTP2 em quatro dias
consecutivos ao longo da passada semana. «A Taxista» é uma série italiana agora
em transmissão repetida, injustamente desprezada quando da estreia entre nós,
que exibia uma dupla qualidade pouco frequente na televisão portuguesa: ser
europeia e ter qualidade. Não se dirá que é uma obra-prima, mas nem a vida em
geral nem o quotidiano do telespectador pode ser feito de obras-primas: «A
Taxista» tem a frescura da ligeira comoção, um certo sabor a autenticidade que
se diria ainda herdado do cinema italiano do imediato após-guerra, e as ligeiras
pinceladas com que nos remete para o quotidiano de uma Roma de classe média
baixa, de gente de trabalho, são convincentes. No episódio final tem concessões,
mas paciência!, ainda assim «A Taxista» seria um bom momento das tais
projectadas férias. Bem se repete, porém, que o homem põe e alguém dispõe: cedo
aconteceu o desastre. Na passada quinta-feira, quando incautamente se passava
por um noticiário depois de se haver evitado o depoimento de um dr. Sobrinho,
mais uma declaração do dr. Passos, mais uma bazófia do dr. Portas, eis que sobre
nós salta a notícia: numa localidade lá para Viseu (e decerto noutras mais, é de
crer) as férias escolares de Natal não são inteiramente cumpridas, os garotos
continuam a ir lá, dia após dia, para comerem uma refeição que ali continua a
ser servida. Assim evitam a fome que os ronda. Mas há mais. E pior. Com eles vão
também muitos pais que desse modo, e provavelmente só desse modo, conseguem
aceder a uma refeição diária. Tenta-se, mas não se consegue imaginar, entre
outras coisas, o que essa tristíssima camaradagem entre pais e filhos pode
resultar na relação específica entre eles, agora e no futuro. Tenta-se adivinhar
com que sentimentos os pais vão com os filhos partilhar o que é de facto uma
esmola. Tenta-se perceber qual o grau de infâmia que caracteriza quem conduz o
povo a situações destas. E arrepia pensar em férias de Natal assim.
Correia da Fonseca
quinta-feira, dezembro 11, 2014
'inda me espanto!
Depois de ter assistido a (quase) toda aquela "cena" de ontem, em que R. Salgado tentou, com grande "profissionalismo" e em desavergonhada estratégia, impor a sua versão absolutamente inverosimil da queda do BES/GES, que logo a seguir Ricciardi mostrou à exaustão que o era, ainda me consigo espantar por o Excelentíssimo Senhor Governador do Banco de Portugal venha escrever cartas a refutar o que o que o terá incomodado.
A entidade reguladora não só não funciona como não tem nenhum respeito por si própria, na interpretação do seu alto reponsável. Está ao nível do que, em democracia, é o mais alto responsável por isto tudo, do PdaR. Ou seja, ao nível rasteirinho.
Não seria de chamar este último à comissão de inquérito? Isso é que era giro: o PdaR a ser auditado na AdaR!!!
quarta-feira, dezembro 10, 2014
Que insuportável mundo!, este dos banqueiros...(remake)
Ontem foi um dia a que chamaram várias coisas. Foi um dia-chave, embora não daqueles que abrem portas. Pelo meu lado, dediquei-o, quase por inteiro (e por solidária camaradagem...) a acompanhar os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito ao BES. Das 9 horas da manhã de ontem às 2 já de hoje. Com curtos intervalos, que também "eles" os tiveram.
Gosto da expressão, que não teria inventado mas que não tinha lido ou ouvido antes, de autópsia do capitalismo regulador, e este teria sido um episódio dos mais significativos. Mas nada de mórbido me "agarra" ao televisor e me prende à cadeira. Só o desejo de melhor conhecer as entranhas do sobrevivo para melhor ajudar - microscopicamente - à transformação do mundo.
E, enquanto via e ouvia, folheava um caderninho que há uns meses organizei, arrumando alguns "posts" que aqui coloquei. Para uso pessoal e oportuno. Como foi agora o caso.
Faço o "remake" de dois extratos:
QUARTA-FEIRA, MAIO
25, 2011
Que insuportável mundo!,
este dos banqueiros...
Uma noite sem tarefa(s). Calma. É como quem diz...
Ao terceiro dia de campanha (e só neste me detive face ao televisor), o
aparelho está em sérios riscos!
Ainda por cima, apanhei com uma insuportável entrevista com o insuportável
dr. Ricardo Salgado.
Como este "mundo dos banqueiros" é insuportável. Coexistir nele só em luta
contínua.
É insuportável. Dêem-me
tarefas ou ainda faço um disparate!
(...)
TERÇA-FEIRA, JULHO 08, 2014
(...)
Foi a financeirização da economia.
&-----&-----&
O BESCL, agora BES, “devolvido à família
Espirito Santo”, entrou no jogo todo, tomou lemes e rédeas.
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E fez disso alarde em certos momentos,
como foi o de chamar a"troika" para nos invadir explicitamente, sem pensar no ricochete, sem pôr as barbas
de molho.
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Bem pelo contrário.
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O médio e o longo prazo deixaram de contar
(Keynes, se relembrado, diria que amanhã estaremos todos mortos… e não lhes importa
os que nasçam depois de amanhã).
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Especular, especular, especular sempre e
cada vez mais.
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A opção deixou de ser entre o pão e a
”pastilha elástica” para passar a ser entre o nada e a coisa nenhuma, para o
que dê maior dividendo ou cotação na Bolsa, ou o “off-shore” mais
rentável e/ou menos fiscal izado.
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Está a dar-se o esperado.
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Está a dar-se o previsto, o prevenido e… o
inevitável na correlação de forças dominante sempre, aqui e ali, mais ou menos
moderado pela resistência… porque nunca nenhuma força está sozinha, toda a
força tem o seu contrário.
&-----&-----&
O que está a acontecer ao “meu” BES, se
diferente nas formas, nasce do mesmo que aconteceu ao PBN, ao BPP, ao BCP.
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Entretanto, pode comprar-se hoje a 0,6 o
que amanhã se pode vender a 1, transferindo riqueza (das nações) de mão em mão
sem que nada se crie, e sem que se recuperem os milhares de milhões
volatilizados.
&-----&-----&
Filme de terror?, estou de acordo com a
designação do género, embora me interesse muito mais o genérico e a ficha
técnica!
(...)
_____________________________
E fico-me por aqui, apenas com mais uma nota.
Já li, hoje de manhã, no sapo-expresso, um interessante resumo da audição de ontem de R. Salgado (Um homem sem confissões, nem de Santo Agostinho, de Filipe Santos Costa), mas a que faltou a 2ª parte das audições de ontem, a das "confissões" de S. Ricciardi, que mexeram mesmo nas entranhas do "bicho" em autópsia, e que, entre as 19 e as 26 (24+2) horas, puseram a nu muito do que R. Salgado tapou, com grande "profissionalismo", contenção e contensão, entre as 9 e as 19. horas.
tem continuação!
terça-feira, dezembro 09, 2014
domingo, dezembro 07, 2014
E venho eu e digo POIS!
Num fim-de-semana (ainda que prolongado) cheio de deslocações, lendo a imprensa e enquanto se aguarda com alguma expectativa a audição dos "primos" Espirito Santo na Assembleia da República (que o esCAVACadO PdaR já dispensou... democraticamente como é seu timbre), tinha alguma ansiedade por uma paragem aqui à secretária (e computador) para reproduzir e divulgar esta "pérola":
Embora possa ser lido clicando sobre a imagem, não resisto a copiar o texto que me fez gargalhar (embora amarelamente), com algum arranjo gráfico e sem fotografia porque outros mereciam tal "distinção". além do Vitor Bento (que cada eventual leitor escolha a sua ilustração).
Vem o governador do Banco de Portugal e diz: há investidores privados interessados no BES!
Vem Vitor Bento, ex-presidente do BES, e diz: "Ainda hoje não sei se houve ou não investidores interessados no banco".
Vem a ministra da Finanças e diz: "Nunca foi apresentado ao Governo qualquer pedido de rcapitalização pública do BES."
Vem Vitor Bento e diz: pedi ao Governo uma declaração pública de que poderia vir a fornecer liquidez ao banco em caso de necessidade.
Vem o vice-governador do Banco de Portugal e dá 48 horas à administração para apresentar um plano de recapitalizaçãodo banco.
Vem Vitor Bento e diz "Recapitalizar em dois dias era impossível."
Vem o Banco de Portugal e não exige provisões para o empréstimo de €3,3 mil milhões do BES ao BESA.
Vem o Novo Banco e exigem-lhe que provisione a 100% o empréstimo.
Vem Mário-Henrique Leiria e pergunta:
"O que aconteceria se o arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão?
Toda a gente acreditava que era. O presidente da Câmara nomeava-o Comendador. Iam buscar a coluna de Nelson, tiravam o Nelson e punham o arcebispo lá em cima. E davam-lhe vinho do Porto.
Então o arcebispo dizia: Sou a Josefa de Óbidos.
Ainda acreditavam que era, embora menos. O presidente da Câmara apertava-lhe a mão. Iam buscar o castelo de Óbidos, tiravam os óbidos e punham o arcebispo na Torre de Menagem. Além disso, davam-lhe trouxas d’ovos.
Nessa altura, convicto, o arcebispo de Beja afirmava: Sou o arcebispo de Beja.
Não acreditavam. Davam-lhe imediatamente uma carga de porrada. E punham-no no olho da rua. Nu."!
TLIM!
sexta-feira, dezembro 05, 2014
Que vergonha!
um mail amigo mandou-me esta notícia. fiquei envergonhado!
EUA, Canadá e Ucrânia
rejeitam na ONU moção
contra “glorificação” do nazismo
Ao todo, 115 de 173 países
votaram a favor da moção, enquanto 55 delegados
– em sua maioria embaixadores dos países da União Europeia – se abstiveram
26/11/2014
Por Archille Lollo
De Roma (Itália)
QUADRO DAS VOTAÇÕES NA ONU
Numa moção contra "a glorificação do Nazismo, neo-nazismo e outras práticas que contribuam para incentivar contemporâneas formas de racismo, discriminação racial e correspondente intolerância" , Portugal, obedecendo à União Europeia, absteve-se!
segunda-feira, dezembro 01, 2014
Voltou pior que antes... se possível
Marinho e Pinto: «Há alguns políticos bem piores do que o Sócrates que deviam estar na cadeia»----------------------------------------Não resisto a brevíssimo comentário:
Sócrates não "está na cadeia" por ser, ou ter sido,um mau "político".Se Sócrates estivesse em prisão preventivapor esse motivo, muitos outros deveriam fazer-lhecompanhia, a começar por um tal Marinho (e) Pinto
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