quinta-feira, abril 04, 2013

Para ajudar à leitura...



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    Por uma outra ordem mundial

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    Papagueando


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   Combater a degradação
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   Troika fora do Chipre
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   Europa do desemprego
   PCP no Fórum Mundial
   Cenas de um percurso errante
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   Países emergentes apostam em África
   130 em greve em Guantanamo
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   Fatal como o destino…

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  TVisto  A globalização do medo

  Memória  Grande João, honrado João
  O Óscar, para quem sempre existiu o tu

Mais uma 5ª feira para ir (e ler) avante!




Alegria e confiança na manifestação da Interjovem

Na rua para os pôr na rua

Com o desemprego elevado e a crescer, 
com a precariedade a destruir a autonomia e os sonhos, 
a manifestação nacional da juventude trabalhadora 
trouxe para as ruas de Lisboa, 
no dia 27 de Março, a exigência de trabalho e direitos, 
mostrando alegria e confiança 
assentes na acção e na luta de todos.
 

quarta-feira, abril 03, 2013

IDH - indicadores monetarizados e ponderados com saúde e educação

É o aspecto inovador e muito interessante do indicador de Desenvolvimento Humano do PNUD: o de ponderar as representações gerais monetarizadas (RNB, PIB) com indicadores de saúde e educação (e outros, de natureza  social). Trabalho que se vai fazendo, ano ano, e ano a ano melhorando. Procuro acompanhá-lo, dando sempre o relevo possível ao confronto entre as posições dos países no seu ordenamento pelos indicadores económicos monetarizados e no IDH.
Neste ano, na tabela ao lado do que antes transcrevi, estão os 5 países que, em cada um dos quatro níveis de agrupamento melhor classificação têm a partir da diferença entre os respectivos IDH e RNB em paridades de poder de compra dólares 2005.
Merece destaque a posição de Cuba, de longe o País que tem melhor "classificação", com o 58º lugar no IDH e o 102º no RNB, com 44 lugares de diferença para melhor, seguido pela Geórgia com 37, por Samoa e Madagascar com 28, e Nova Zelândia e Tonga com 26.
Esta enorme diferença coloca Cuba na primeira fila dos Estados de desenvolvimento humano elevado e tem outros efeitos que procurarei mostrar.
Para Portugal, não há diferença entre os dois ordenamentos, 43º lugar em ambos.

4,5 mil milhões de euros saíram, avisadamente, a tempo!

Enquanto fazia outras coisas, os olhos apanharam em roda-pé a informação de que 4,5 mil milhões de euros tinham sido "retirados" de Chipre, por quem bem avisado foi antes desta enormíssima encenação, só possível após os recentes resultados eleitorais. Para um país e uma economia com as dimensões de Chipre, 4,5 mil milhões de euros é uma... enormidade!
Mas o país era, além de muita outra coisa diferente e que fazia a diferença, uma ilha em offshore. O que é o capitalismo em todo o seu esplendor especulativo, beneficiando da cumplicidade e do servilismo de quem politicamente concedeu a libertina e universal circulação de capitais e a desmetalização/desmaterialização do dinheiro (o que é recente... só tem escassas décadas!, e percorre o mundo capitalista ou que o capitalismo alcança com as suas garraS).
Assim se procuram saídas para a inevitabilidade (essa sim, inevitável) da mudança de sistema de relações sociais. A besta está no seu estertor. Perigosissimo e que pode durar décadas.

De Chipre, esta foto tirada no museu de Lanarka,
HOMEM QUE GRITA!



terça-feira, abril 02, 2013

No dia da Constituição

Poderia ter sido hoje. Ainda o esperámos. O que não é tempo do "verbo" esperança...
Tinha um enorme significado se hoje, no dia da Constituição, o Tribunal Constitucional tivesse publicitado o seu parecer há meses esperado. Qualquer que ele fosse.
Mas os juízes do TC talvez (talvez...) tenham pretendido dado mais uma prova de que não são influenciáveis. Talvez nem pela Constituição. Esperemos que não (este já é um tempo do "verbo" esperança).
 
Cá fica o povo à espera! Pacientemente?

IDH e a pobreza

Parece de grande interesse (e significado!) transcrever este primeiro parágrafo do subtítulo Pobreza do capítulo 1 - A situação do desenvolvimento humano do relatório do PNUD:






















Importa discutir o conceito de pobreza, evidentemente, não se aceitando que um número (1,25 dólares/dia) substitua esse conceito. Que tem ainda maior significado e importância quando se pensa em termos de pauperização, introduzindo as necessidades e a sua temporalidade como inevitáveis dimensões a terem de ser consideradas. 
O que não obsta a que se sublinhem estes números como merecedores de sublinhado e relevância.
Aliás, nessa mesma página, uma tabel, que se irá reproduzir em próximo "post", suscita outro tipo de comentários e reflexões que podem convergir com os que este parágrafo provoca.

Há 37 anos!

Desde há 37 anos tem Portugal uma Constituição da República. Que, apesar de todas as malfeitorias que lhe têm feito, muito nos honra. Temos de a honrar. É a nossa forma de pressionar quem tem o dever de velar pelo seu respeito.

Transcreve-se uma posição  da
CGTP (central sindical unitária dos trabalhadores portugueses):

Aniversário da Constituição da República Portuguesa


Trinta e sete anos após a sua aprovação, a Constituição da República Portuguesa, apesar de algumas revisões, permanece como símbolo de tudo aquilo que a Revolução de Abril significou para o povo português e para o país em termos de liberdade e de democracia e também como o instrumento fundamental de afirmação e de defesa dos nossos direitos, liberdades e garantias. 
A Constituição da República Portuguesa garante simultaneamente um amplo conjunto de direitos, liberdades e garantias, como sejam a igualdade entre os cidadãos, o direito à vida e à integridade moral e física, a proibição absoluta da tortura, maus tratos e penas cruéis, degradantes ou desumanas, as garantias do processo penal e o acesso à justiça, a liberdade de expressão e de informação, a proibição da censura e a liberdade de imprensa, o direito de reunião, de manifestação e de associação, e um vasto leque de direitos sociais, económicos e culturais, como o direito ao emprego e a uma organização do tempo de trabalho compatível com a vida pessoal e familiar, à segurança social, à saúde, à educação, à cultura, à habitação e ao ambiente, que ao Estado compete efectivar a fim de promover o bem estar e a qualidade de vida de todos os cidadãos.
Assim, na nossa Constituição, o princípio do Estado de direito democrático, baseado na dignidade humana, e o princípio do Estado social entrecruzam-se e completam-se, de modo a garantir aos cidadãos os seus direitos fundamentais e assegurar o empenhamento do Estado na construção progressiva de uma vida melhor para todos.
Neste ano de 2013, 39 anos depois da Revolução de Abril e 37 anos passados sobre a aprovação da Constituição da República, estamos perante o maior ataque de que há memória depois da instauração do regime democrático aos nossos direitos e garantias, perpetrado por um Governo que, a mando de instituições estrangeiras, está apostado em delapidar e destruir o nosso Estado social e condicionar ou privar os cidadãos portugueses de direitos elementares, à saúde, à educação, à cultura e à segurança social, ao arrepio das normas constitucionais das quais querem fazer tábua rasa.
Em momentos como este, de grave perigo para a nossa vida colectiva e para os nossos direitos, é mais do que nunca necessário e urgente defender a nossa Constituição, a Constituição da liberdade, da democracia e da afirmação dos direitos e liberdades fundamentais contra a tirania, a opressão e a exploração, pois ela é, ainda e apesar de tudo, a nossa maior defesa contra os ataques de que o povo e os trabalhadores portugueses estão a ser vitimas nesta hora difícil.
Por isso, a CGTP-IN vai entregar à Senhora Presidente da Assembleia da República, no dia do Aniversário da Constituição da República Portuguesa, uma Petição em defesa das funções sociais do Estado.
Preservar, respeitar e celebrar a Constituição da República Portuguesa em mais este aniversário é, pois, um imperativo para todos os cidadãos que continuam a lutar e a acreditar que é possível um outro caminho e uma outra política, que permita a todos viver e trabalhar com dignidade, numa sociedade mais justa e menos desigual.    
Neste contexto, participar activamente na Marcha contra o Empobrecimento (6 a 13 de Abril) e nas comemorações populares do 25 de Abril e do 1.º de Maio, constitui um imperativo de todos quantos lutam por um Portugal desenvolvido e soberano!  

http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/crp.html

https://www.facebook.com/pages/Conselho-Portugu%C3%AAs-para-a-Paz-e-Coopera%C3%A7%C3%A3o/172967316057604#!/notes/conselho-portugu%C3%AAs-para-a-paz-e-coopera%C3%A7%C3%A3o/constitui%C3%A7%C3%A3o-de-abril-e-a-paz/529939063725104
(Conselho Português para a Paz e a Cooperação. Constituição de Abril e a Paz)

segunda-feira, abril 01, 2013

IDH - para OUTRA INFORMAÇÃO...

O anterior "post" tratava dos BRICS. Dizendo estarem a acontecer coisas...
E é que estão mesmo. Como estão sempre!
O relatório do PNUD acabado de sair, sobre o Desenvolvimento Humano, reflecte muitas das coisas que estão a acontecer. Não. Como é de esperar, numa perspectiva e abordagem consensual mas com dados do maior interesse. Com todo o peso da (im)possível neutralidade ideológica. Revelando situações e factos do maior interesse. Para as/os conhecer? Não. Para que esse conhecimento possa contribuir para a transformção do Mundo. Num Mundo mais humano.  
O relatório deste ano (este mês publicado) tem o título-tema de "A Ascensão do Sul" (que raio de tradução para "The Rise of the South"...), e alguns dados possibilitam um gráfico ("Figura 2.1" da página 46 do relatório) com a divisão das trocas internacionais por países agrupados em Norte - Auatrália, Canadá, Estados Unidos, Europa Ocidental (em 1980, depois U.E.), Japão e Nova Zelândia - e Sul, 

em que se vê como a quota-parte do comércio Sul-Sul passou de menos de 10% do comércio mundial em 1980 para quase 30% em 2011, enquanto a quota-parte do comércio Norte-Norte, sempre à volta de metade do comércio mundial até 2000, desceu para 30% numa década, mantendo-se realativamente estável a quota parte do comércio Su-Norte,.
Para esta evolução teve omaior contributo a entrada da China no comércio mundial,e importaria anotar os tipos de produtos transaccionados.
Quer dizer, há que estudar sempre mais!

OUTRA INFORMAÇÃO - Estão a acontecer coisas...

de vermelho:

BRICS:
Contrapeso à atual ordem económica mundial?

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – os chamados BRICS – decidiram construir uma agenda própria e inserir-se na atual ordem económica global como uma alternativa para o desenvolvimento, o crescimento, a cooperação e o comércio, entre outros temas.

Por Alberto Corona, na Prensa Latina

Os líderes destas cinco potências emergentes se reuniram na semana passada na cidade sul-africana de Durban, às margens do Oceano Índico, com o objetivo de consolidar uma aliança estratégica com maior implicação na economia mundial e na política internacional.
Para isso, o Brics decidiu criar um banco de desenvolvimento próprio, que mobilizará recursos nacionais para financiar projetos de infraestrutura e fomentar o desenvolvimento sustentável em países emergentes e em vias de desenvolvimento.
Esta iniciativa pressupõe um desafio ao domínio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, entidades que para o grupo são excessivamente controladas pelos Estados Unidos e a Europa.
Por outro lado, especialistas consideram que esses dois organismos multilaterais, nascidos dos acordos de Bretton Woods depois da 2ª Guerra Mundial, já não refletem a nova realidade internacional.
Dessa maneira, a criação do banco do Brics surge da necessidade de financiamento interno, que segundo cálculos de economistas poderia superar os US$ 15 biliões nos próximos 20 anos.
Inclusive esta aliança – na opinião de especialistas – superaria em certa medida a dependência que têm estas cinco nações emergentes das principais economias do mundo. Um fator nada desprezível, se se tem em conta que o Brics gerou cerca de 20% do rendimento económico mundial e em um tempo previsível poderia duplicar essa percentagem, de acordo com economistas.
Em 2012 o bloco representou 21% do produto interno bruto global e seu comércio ascendeu a US$ 282 milhares de milhões, ao passo que dispõe de 42% da população mundial e 45% da força de trabalho do planeta.
Outro fator a destacar é que o Brics também decidiu interconectar-se por meio de cabos submarinos e criar uma reserva de risco para o comércio e o desenvolvimento.
Com isso se busca promover uma maior cooperação entre os cinco países, ao tempo em que se aprofundam e promovem os vínculos econômicos, comerciais e os investimentos.
Para analistas, esta reserva daria mais autonomia ao Brics, já que poderia fazer frente a dificuldades na balança de pagamentos e ser utilizada como uma ferramenta de estabilização econômica em tempos de crises financeiras globais.
Além dos aspectos económicos, o bloco também adquiriu um crescente peso em nível geopolítico.
Uma mostra disso é o chamamento que fizeram ao Brics o presidente sírio, Bashar Assad, assim como organizações de direitos humanos, para que utilize sua influência para pôr fim ao conflito nesse país do Oriente Médio.
Enquanto isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez em Durban um apelo a fortalecer as alianças de cooperação do bloco em assuntos como a segurança, o tráfico de drogas e a luta contra o terrorismo.
Para o Brics é crucial – para além das diferenças que possam existir – fomentar ações conjuntas a fim de enfrentar os desafios e ameaças dos tempos atuais.

IDH - Mais um infeliz 1º lugar!

No relatório do PNUD sobre o Desenvolvimento Humano, publicado em Março, tem Portugal mais um infeliz destaque.
Entre os 187 países escrutinados, Portugal foi o que mais desceu no "ranking" de indicadores de   desenvolvimento humano (IDH) sendo o único a baixar 3 lugares,  de 40º para 43º. Do lado das subidas, há a anotar a insólita (e por motivos de correcção estatística nas séries) da Líbia, 87º para 64º, sendo "normais" as subidas de 3 lugares, em apenas dois casos (Geórgia, de 75º para 72º, e da Indonésia, de 124º para 121º), mantendo-se todas as outras oscilações nos 1 ou 2 lugares para mais ou para menos.

(clicar sobre o quadro para ver melhor) 

Diário e agenda


Páginas de dias de agora, desta manhã:

(...)

Pelo meu lado, vou começar por dar andamento ao tratamento do relatório do PNUD, que ontem não começou nada mal, e preparar-me para uma sessão na quarta-feira, em Oeiras, já na agenda do avante! desta semana.

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Vou decerto fazer “a história”, a crónica (recuso-me a dizer "mnarrativa"!), e pegar no que me tem andado a incomodar… pessoalmente.

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E não é que tanto se questione a presença no euro, evidentemente, que até acho óptimo, mas o apagar das nossas posições, de análise, previsão e prevenção, particularmente as minhas.
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Que me incomoda ter de publicitar, como se estivesse em relações públicas de mim próprio, o que me desagrada e, aliás, faço desastradamente,

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Porque não faço essa “tarefa” de auto-promoção convictamente? Talvez.

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Mas lá terão de vir os meus repetidos (para mim) livro de 1994 – essa “estranha” edição de autor do Décadas da EUropa –, com os elucidativos quadros com o que era dito para ser a passagem do ecu para o euro a 12 e foi ao contrário, e a declaração de voto de 2 de Maio de 1998.

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Além, claro, do Não à Europa.

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Tanta coisa para dizer (e alguma para não ser dita, para ser como nos casamentos formais e religiosos… cale-se para sempre quem agora não falar).

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Mas eu falei, e sinto uma enorme tranquilidade por o ter feito.

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Ainda um dia hei-de teatralizar – sem os não-ditos... – a leitura da declaração de voto “não à moeda única” na sala quase vazia do PE em Bruxelas, com toda a malquista solenidade que só eu lhe emprestei… pois se era o actor principal!
  
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Vive-se para se viverem coisas destas.

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E agora, 15 anos depois, arauteiam-se livros que teorizam como "descoberta" o que foi negado e anatematizado quando todos (não foi, nem é, o caso do Ferreira do Amaral!) euforizavam com a chegada do euro e do BCE.

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Seria útil e até agradável se não fossem, também, a tentativa de apagarem, rasurarem, as nossas/colectivas e  oportunas e bem fundamentadas posições.

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Lá vou a Oeiras. Falar para umas escassas dezenas (e “vivó velho” se assim for…) contra os milhares que vêem televisão e lêem os expressos, e assim são (des)informados e formatados.

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Mas que chegarão lá, ao sítio certo na altura certa!

Quem passa atestados de insanidade e não é psiquiatra...

... está bom da cabeça?

Conselheiro de Estado considera que “a última coisa que o país precisava neste momento – qualquer que seja a decisão do Tribunal Constitucional – é uma demissão do Governo e eleições antecipadas”.