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Em Timor-Leste (Lorosai) também é tudo transparente, a começar onde acaba, no sr. Ramos Horta, e a acabar onde começa, no sr. Xanana Gusmão. É tudo muito simples.
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É tudo e todos e sempre contra a Fretilin.
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Porque será?
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Terá havido alguém, em grupo privado, restrito, e em comentário aparte, a usar expressões susceptíveis de serem consideradas ofensivas.
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Terá havido outro alguém – desse grupo privado e restrito – a ir delatar a um “superior hierárquico” o que disse esse primeiro, e o “superior”, do cimo do seu poder(zinho), terá punido.
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Não sei se estamos perante um caso de “liberdade de expressão”, ou de “direito de opinião”, ou de “censura”, ou dessas coisas assim.
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Parece-me que não.
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O que eu sei é que houve “bufaria”, o que eu sei é que, com base nela, houve um “superior hierárquico” que julgou e castigou.
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Face à celeuma que tal encadeado de factos desencadeou, “superiores hierárquicos” do “superior hierárquico” tentaram remediar a situação criada, a modos de quem põe remendos em ruim pano.
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E deu-se um significativo volte-face na abordagem mediática do incidente, ou sucessão de incidentes.
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Apagou-se o delator e o acto de delação, apagou-se o “superior hierárquico” e o acto de punir com base na delação.
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Ficaram, como únicas relevâncias, os protagonistas e os actos das extremidades: aquele que veio a ser punido e a sua evidente má-criação que está na origem da punição, aqueles que vieram remendar a situação sem a colocarem, obviamente, na posição anterior à delação e à punição.
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Para mim, importante é o que se quer apagado, a delação e a punição.
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O resto são diversões…









