sexta-feira, maio 24, 2013

Dos "dias de agora" para as "questões de moral"-18 ou as "reflexões lentas"-171 ou o que for...

24.05.2013
Acabei o dia de ontem (que já dia de hoje era) a ler o avante!
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Por aqui e por ali.
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“Picoletando”, passando páginas.
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Como considero dever ser tarefa mínima de militante.
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Quase na recta final, com os olhos a quererem fechar-se (porque já era muito dentro do dia de hoje, e porque o dia fora pesado, com a Universidade Sénior e a GatARCA e o ensaio e outras coisas), ainda me consegui fixar na crónica TVISTO do Paulo Correia da Fonseca.
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Repeguei-lhe hoje de manhã, e tenho vontade de reproduzir o final daquela excelente denúncia sobre a posição pública, e publicitada, do dr. Negrão, que ministro de algumas coisas foi e hoje é de puta do, posição profundamente ideológica e com o objectivo de censurar a Constituição para que ele não informe os meninos do seu lado ideológico.
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Como diz o CdaF, logo à partida“o senhor deputado é brutalmente ideológico” ao querer fazê-lo.
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Mas não é isso que me retém no tema (e na prosa sempre solta e pedagógica do CdaT). 
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Que o dr. Negrão tenha a sua ideologia é inevitável (todos a têm, tal como o sr. Jourdain escrevia prosa sem o saber... embora Negrão  saiba o que finge desconhecer), que a defenda é seu direito nos limites de não a querer impor brutalmente, que seja divulgada aceita-se, mas já não se aceita que seja apresentada em parangonas, como desideológica e purificadora de ideologias, escamoteando o lado censório, impositivo, brutal.
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 Por isso, transcrevo, a parte final do T(á)VISTO do CdaF:

«(…) parece que seria compreensível, se não deontologicamente obrigatório, que a comunicação social portuguesa em geral e a televisão em especial se tivessem detido pelo menos um pouco sobre a proposta do senhor deputado, lhe tivessem esgravatado as raízes e reflectido a repugnância por ela suscitada nos cidadãos que, por serem democratas, conscientes e fiéis à Lei Fundamental, não querem que ela seja parcialmente ocultada aos seus filhos e netos. Não aconteceu nada, pelo menos na TV e na imprensa que me passou pelas mãos, o que tem alguma gravidade. Fica este textozinho obscuro nas páginas deste semanário honrado e patriota como objecção débil à iniciativa feia e verdadeiramente negra do deputado Negrão.»

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E para que o “textozinho” não fique imerecidamente obscuro, aqui se transcreve, neste canto diário e obscuro, e daqui se faz trampolim para outros cantos onde procuro dar a conhecer ou sublinhar, obscuramente, o que me incomoda que obscuro fique. 

quinta-feira, maio 23, 2013

Transcrição


Quando, provocadas pela indigência cultural ao serviço da cupidez desumana, encontro manifestações de inteligência e de humor; quando, vendo que, soberba e estupidamente, nos querem fazer passar por parvos, leio o que gostaria de ter dado; quando, irritado - mais, indignado - com a utilização formal e perversa do que foi conquistado com luta, determinação e sentido da colectividade, deparo com respostas que esclarecem e, também, fazem sorrir e ridicularizam o que... é ridículo
que fazer?
Divulgar, transcrever.
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Terça-feira, 21 de Maio de 2013


Os Conselheiros rebentaram o tontómetro

A maquineta pifou, sujeita que foi a uma esforço inusitado.
É difícil aglomerar tanta tontaria em tão pouco espaço



Se o ridículo matasse tinham morrido todos sem nos ter maçado. Tanta massa cinzenta, tantos cinzentões cheios de massa, tantos Doutores-Professores e até um poeta Alegre, tantas desilusões para a UGT, tanto barulho mediático, tanta gente chique, pia e riquíssima do mundo do JET7; ex-ministros, ex-Presidentes da República 
e sai aquele espirro-comunicado, fruto de um bate-papo, imagem da vacuidade de cabecinhas tontas, coniventes declarados do saque a que todos eles nos têm sujeitado.

"O Conselho de Estado entende que o programa de aprofundamento da União Económica e Monetária deve criar condições para que a União Europeia e os Estados-Membros enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos, devendo ser assegurado um adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à atividade económica"


Que tivessem feito sair o comunicado em verso
declamado pelo poeta de serviço,
“Pergunto ao vento que passa
e o vento nada me diz
para onde é que vai a massa
que roubam no meu país”.
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e agradecer
ao Cid Simões
e ao seu
aspalavrassaoarmas

Reiteramos, hoje, a nossa posição contrária ao euro e à UEM



... e, se nunca estivemos sozinhos,
muito acompanhados estamos agora,
e mais poderemos estar
- e é preciso que estejamos -,
dentro e fora de fronteiras!

A alguma coisa servirão...


João Frazão
Esquerdas que não servem para nada

Manuel Alegre tem, de tempos a tempos, de fazer uma espécie de prova de vida. Em entrevista ao jornal i – coisa profunda que permite espraiar as ideias, para que arejem melhor – Manuel Alegre decidiu atirar-se à «esquerda», afirmando que «a esquerda não serve para nada».

Aparentemente amargurado com o que diz ser «uma derrota total da esquerda» (leia-se após o seu afastamento da política pela esquerda baixa e, presuma-se, por causa disso), fala, como aquela senhora do anúncio do Continente, do tempo em que «havia um horizonte, e a ideia de que era possível transformar o mundo», o tempo em que existiam «o sonho a esperança e a utopia», coisas que, para o senhor, agora se terão esvaído.

No fundo, Manuel Alegre, continua a ver-se a si mesmo como um D. Quixote que tem tentado resistir «muitas vezes sozinho», que até se opôs ao Tratado de Maastricht (espécie de carta de alforria de lutador anti-liberal que gosta de exibir).

O problema é que eu sou do tempo em que não é aceitável rasurar a história.

Alegre, que esteve com todos os orçamentos do Estado dos governos do PS, sempre eivados da política de direita, que votou o fundamental das medidas anti-sociais desses sucessivos governos, que apoiou as privatizações, votou contra o Tratado de Maastricht, é certo, mas votou a favor de todos os outros, incluindo o de «Lisboa», que instituiu o neoliberalismo, o federalismo e o militarismo como doutrina oficial da UE.

E tem a lata de, nesta entrevista, se mostrar indignado pelo facto de nunca ter havido um referendo sobre a Europa, quando ele votou contra as propostas do PCP nesse sentido e, no caso do Tratado de Lisboa, mandou às malvas a promessa eleitoral de o referendar, abstendo-se, porque segundo afirmou na altura era necessário «assegurar a viabilidade do Tratado. A realização de um referendo podia abrir um precedente e pôr em risco o Tratado».

Está à vista o figurão. Alegre fala de ruptura, mas não se compromete com a rejeição do pacto de agressão, fala de «outra política económica» mas diz que não se pode pôr como condição ao PS que este «rasgue com a troika».

Há de facto gente que se diz à esquerda que, mais do que não servir para nada, serve historicamente os interesses da política de direita
.

Remexendo no "fundo do tacho"

Pois é, no mundo (segundo dados da CIA...) em 2010, devia-se quase 60 biliões de dólares, num total da dívida externa dos países arrolados, que todos seriam (incluindo-se o agrupamento União Europeia e, neste, a zona euro), cerca de 14 biliões para os Estados Unidos (e ao mesmo nível a U.E.).

Trabalhados esses dados (e há mais recentes, embora ainda seja cedo para observar as alterações provocadas pela "crise"), há informações interessantes, como as do ordenamento dos países mais endividados pelo endividamento per capita (já aqui se publicou por ordem de % dos respectivos PIBs)


Os luxemburgueses, cada um, deveria, mais de 4 milhões de dólares e os portugueses, cada português, deveria quase 50 mil dólares (agora será bem mais),
Mas... pergunta-se... (e já se perguntou!) deve-se a quem? Como é possível haver um total de dívida externa  de mais de 60 milhares de milhões de dólares e não haver a quem essa descomunal dívida seja... devida. Quem são os credores de tais devedores?
Esse é o busilis, e a não-resposta está nas não-respostas de um sistema que "responde" às contradições nascidas no seu funcionamento com o agravamento das contradições, e a desmaterialização do que-quer-que-seja quando nada se pode desmaterializar. 
É assim como o PdaR de um país pedir a ajuda, por interposta "cara-metade" da senhora daqui de ao-pé, de Fátima. 
Mas... insiste-se... a quem é que se deve o que se deve? A quem deve a quem a outros deve, num cadeia infernal, e assim se criando dinheiro fictício ou creditício a partir de dinheiro creditício ou fictício, isto é, nada se criando a partir de nada que não foi criado. 

E teremos de ser NÓS a pagar? 

5ª feira... avante! e para Belém


quarta-feira, maio 22, 2013

Olhar o fundo das questões (ou dos "tachos")

Ontem passei uma parte do dia a consultar coisas várias sobre a "dívida soberana", para eventualmente tratar no colóquio da tarde, no Clube Estefânia.
No quadro abaixo ordeno, em percentagem do PIB, informações tiradas da net (e da CIA...), sobre os vinte países (e Hong-Kong) com maior dívida externa . O número do Luxemburgo, em relação ao seu PIB, é verdadeiramente impressionante e revelador de como o capitalismo se serve de um País que se diria fictício; ainda uma nota para a valor da dívida dos Estados Unidos, de 14,7 biliões de dólares, seguido do Reino Unido, com 9 biliões, e da Alemanha e França, com pouco menos de 5 biliões,para se passar aos números "modestos" da Holanda, Japão, Itália e por aí abaixo.
O funcionamento do capitalismo financeiro é, na verdade, demencial.
Tenha-se ainda em conta que este quadro é apenas de arranque, e se baseia em dados de 2010. Desta situação se partiu para a "crise". Irei falar, quanto possível dos números de agora, de 2012/13. 

Voltarei ao (inesgotável) tema, com a preocupação de, apesar da dimensão da árvore, não deixar de ver a floresta, as relações sociais, a correlação de forças, a luta de classes.

terça-feira, maio 21, 2013

Extracto de espécie de diário...


(...)



































O colóquio será amanhã. Lá irei.
Esclareci (e esclareço) que aquelas siglas à frente dos nomes dos "coloquiadores" são as iniciais dos amigos do Ciclo de Intervenção Cultural (CIC) que ficaram encarregados do contacto... Nada de confusões.
Quanto aos quadros "giros" sobre a "dívida soberana" virão a ser aproveitados aqui. 

segunda-feira, maio 20, 2013

Rescaldos de Berlim - 1

De Berlim trouxe, além de boas recordações (pessoais), trouxe notas que estão longe de estar esgotadas.
Este apontamento é ligeirinho e para o dia de hoje, De esperar milagres.
É que há circunstâncias curiosas. 
Até por questões orçamentais a nossa ida em visita maternal para lá dos Pirinéus foi a Berlim e nada de hotéis. Um apartamento pela net, refeições no nosso cantinho para quatro dias (tirando o jantar aniversariante). 
E aí entroncam as circunstâncias curiosas.

Fiquei logo bem impressionado pelas fotos na parede no canto que logo escolhi para meu poiso de trabalho. Três belas fotos de jovens vietnamitas! senti-me bem


Já suspeitando de coisas (boas) dos arrendatários do apartamento (além de arrumado e limpo e bem localizado), encontrei numa estante alguns livros interessantes, embora naquela língua nativa, e sobretudo um que me foi fácil ler... porque era de banda desenhada. De um tal Thomas Plassmann, a quem fui buscar este "cartoon" e motivo para este blog:


O que está na carta?






Onde é que você foi? 

Pergunta o crente de uma igreja em que Cristo se cansou de estar na cruz e se foi embora. 

Mas o fugitivo salvador do mundo deixou uma carta. 
O que estará na carta? Bem gostaria de saber, embora já não devesse chegar a tempo a Belém, ao Conselho de Estado...
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De qualquer modo, face a estas e a outras amostras, fiquei com pena de não ter conversado com quem nos alugou o apartamento.  

À espera God ot

...vai-se lendo o sapo... que é primo da rã com a perna partida

A reunião do Conselho de Estado, marcada pelo Presidente da República para discutir o 'pós-troika', teve início pelas 17h10.

Notícias Relacionadas


... e procurando fazer
alguma coisa de útil, claro!

(valha-lhes nossa senhora de fátima...
mas têm de fazer a promessa
de virem - todos a pé! - 
visitar a minha vizinha,
mas não me passem à porta...)

Conselho de tEstado

O dia de hoje é de reunião de Conselho de Estado. 
O que deveria ser uma coisa muito séria. Para se discutirem e tomarem decisões bem aconselhadas, tendo em conta os interesses do povo português representado pelos conselheiros de quem tem a responsabilidade (mandatada) de tomar essas decisões ao mais alto nível. Ainda que sob controle ou vigilância constitucional. Isto para ser um Estado de direito, se é que em capitalismo não é fatal que todos descambem em Estados de direita.
Pois hoje reúne este actual Concselho de Estado. Cuja composição é elucidativa: além dos conselheiros por inerência, há os concselheiros escolhidos pela AR e os escolhidos pessoalmente pelo PR. Do que resulta uma composição que tem nada menos de 6 "líderes" do PSD (o actual e 5 anteriores, incluindo o "aconselhado") e 4 do PS (o actual, mais 2 anteriores e o sempre putativo Manuel Alegre), e nem valerá muito referir a "qualidade" de conselheiro de Alberto João Jardim, que o é por inerência (sobre as conselheirais figuras, o "blog" aspalavrassaoarmas.blogspot, aqui ao lado, deixa oportunos e bem acertados apontamentos curriculares).
Apenas se anota, mais uma vez, que este orgão de conselho perde toda a eventual possível credibilidade quando exclui, até como mínimos, a presença de cidadãos conotados com partidos com representação na AR, logo, ali representantes de parte significativa do povo português; esses não têm direito a opinião e a dar o seu conselho porque a própria AR os centrifugou e o PR quer esquecer que existem 
(mas vai ser obrigado a ouvir os que os escolheram como seus eleitos no sábado, 25 de Maio, ali às portas de Belém!).

Que se pode esperar deste de tEstado Conselho? Talvez a mudança de gesso na perna da rã(zinha) que, coitadinha, a tem encanada.

A tempo

O "post" anterior, que fui buscar  a um mail amigo, transcreve matéria já "postada" no "blog" esquerda.net.

O seu a seu dono, "quere-se dezer...".

A bola de neve...


Sem enganar ninguém, 
vendo pelo preço por que comprei...

«A Holanda pode provocar o colapso do euro

Por Matthew Lynn, El Economista
Artigo | 13 Maio, 2013 


A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita.

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa.

Que país da zona euro está mais endividado
? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais
? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo
? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência
? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.
O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.
Bolha imobiliária
Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.
Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.
Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.
Profunda recessão
As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).
A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).
Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.
Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.
Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.
Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.»

comentarei mais tarde, 
se for caso disso

domingo, maio 19, 2013

sexta-feira, maio 17, 2013

Curso na UPP - 2ª sessão







(18.05)



2.     A “economia” como área do conhecimento no MP capitalista
2.1.                   Breve história da teoria
2.1.1. Os clássicos – Adam Smith, David Ricardo
2.1.2. Marx
2.1.3. Keynes
2.1.4. Os outros e as técnicas
2.2.                     Nota histórica sobre o ensino da economia em Portugal
2.2.1.  Do comércio, da contabilidade, do direito à ciência económica
2.2.2.  A reforma do ISCEF de 1949, a criação da FEPorto, em 1954
2.2.3.  Os métodos quantitativos e o “negócio dos números”
2.2.4. A "invasão" da gestão

Mais uma ida ao Porto
Universidade Popular)
sempre com muito gosto
e utilidade
(pelo menos para mim...)

Citações (Alpendre da Lua)

de Alpendre  da Lua, um "blog" a visitar e onde fazer paragens:

«Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Notas do meu rodapé:
Na Saúde e na Segurança Social,
Portugal não gastou acima das suas possibilidades




Uma intensiva e tóxica campanha mediática está atualmente a ser desenvolvida pelo primeiro-ministro Passos Coelho, no sentido de fazer passar a imagem de que dois dos pilares do Estado Social, em Portugal, a Saúde e a Segurança Social, se constituíram num sorvedouro dos dinheiros públicos, com os valores despendidos a ultrapassarem em larga escala as possibilidades da economia do país. Como as declarações dos responsáveis da troika e as dos dirigentes europeus, a apelar para o emagrecimento do Estado, através dos cortes na despesa naqueles dois pilares, já não convencem ninguém, Passos Coelho, para tentar dar maior credibilidade aos seus objetivos sinistros, encomendou um estudo à OCDE, que, tal como o FMI, é um dos instrumentos dos interesses do capitalismo financeiro, hoje dominante à escala global.

O estudo da OCDE replica os dados estatísticos do Eurostat, juntando aos valores referentes aos países europeus os valores dos outros países da organização, fora do espaço comunitário, que, por terem um PIB per capita inferior, acabam por baixar a média percentual do total de países em estudo, na sua relação com o PIB nominal (em Paridade de Poder de Compra), conseguindo assim uma maior exposição para os valores percentuais da despesa do Estado português com a Saúde e a Segurança Social. É o que se chama manipulação estatística, alinhando os números da maneira mais conveniente para a conclusão que se pretende retirar.

Com este engenhoso sofisma estatístico, o estudo da OCDE indica que Portugal, em 2009, gastou 26 por cento do PIB com a Segurança Social e com a Saúde, enquanto os 34 países daquela organização se ficaram pelos 22 por cento. Nesta perspetiva, para a OCDE, Portugal é um país gastador, conclusão que deveria ter provocado a Passos Coelho um sorriso de orelha a orelha. Mas a realidade não é essa. O Eurostat, procurando os mesmos indicadores estatísticos no espaço dos países europeus, onde existem maiores afinidades estruturais, que transmitem uma maior fiabilidade à comparação das variáveis utilizadas, encontrou para Portugal um posicionamento diferente, ligeiramente inferior ao do conjunto dos países da UE(27) e ao conjunto dos países do euro, que apresentam uma média do PIB superior à média dos países da OCDE.

Olhando, nos dois gráficos, a linha da evolução dos valores percentuais, em relação ao PIB, das despesas da Saúde e da Segurança Social, desde 2001, conclui-se que Portugal se foi aproximando dos padrões europeus, sem nunca os ultrapassar, exceto em 2005, quando as despesas da Saúde atingiram 7,2 do PIB, ultrapassando a média dos países europeus. Não foi por aqui que Portugal gastou acima das suas possibilidades, como Passos Coelho pretende fazer crer, para dar cumprimento às pretensões e aos interesses da Alemanha e de outros países ricos europeus. Os desmandos financeiros devem ser procurados noutras rubricas.

Já em relação às despesas com a Educação, a despesa, em valores percentuais em relação ao PIB, andou sempre acima da média dos países europeus, o que poderá significar ou um número excessivo de professores ou as respetivas remunerações terem sido muito elevadas em termos relativos, em relação aos seus congéneres da Europa, ou, até, ambas as coisas. No entanto, a situação alterou-se a partir de 2010, com a descida abrupta da despesa.

por: Alexandre de Castro»

Obrigado, Alexandre,
pela autorização

quinta-feira, maio 16, 2013

Ó sr.bispo... - Monginho

BOA!

5ª feira... avante!

Avante!
Avante!





 

segunda-feira, maio 13, 2013

O prós e contras de hoje - os reformados, pensionistas e idosos

Avisa-me, hoje, quem nunca quis saber do MURPI (movimento unitário dos reformados, pensionistas e idosos), que o Prós e Contras de logo à noite vai ter participação do APRe (associação dos reformados e pensionistas).
Acho positivo e agradeço!
Mas porquê quem sempre ignorou, ou até teria combatido se não tivesse ignorado, o MURPI, é tão... APRe? Interrogo-me, embora julgando saber a(s) resposta(s):
  • apesar de, sendo unitário, procurar a mobilização de todos, o MURPI tem uma conotação - que não nega - que é a de se inserir numa luta mais larga, tão larga que só tem o limite da luta de classes;
  • o APRe nasce num "momento de aperto", defende justos interesses de um estrato da população agredido por uma política, e é justa a sua luta;
  • assim sendo, ainda bem que vai à televisão, e gostaria que fossem os dois movimentos em unidade e colimação; 
  • mas, saibam-no os seus aderentes ou não, o APRe até pode estar a servir para "partir a espinha" a movimentos unitários como MURPIs e "coisas" dessas... que se procuram inserir numa luta (mais) global.
(como bem se recorda
- quem se quer recordar... -
do nascimento de "coisas"
como a UGT,
que lá vai fazendo o seu "papel"
... e com pessoal com as melhores intenções)

Notas à solta!

Depois de, por imposição demo-tele-mediática, dos altos e elegantes (de mais de 1,80 metros e de menos de 90 quilos), mas medíocres culturalmente, apesar da sua desmesurada ambição de carreirismo pessoal, vem a "onda" dos tecnicamente consistentes e ideologicamente na aparência inócuos (forte engano...), cheios de certezas "científicas" que as "suas próprias" estatísticas rejeitam. Sempre ao serviço das "troikas". Sejam elas quais forem, mas formatadas pelo capital financeiro transnacional.
À escala do tempo histórico, também não durarão muito. Embora, no nosss curto tempo de vida humano a humano, os  tenhamos de suportar e sofrer... enquanto não os conseguirmos escorraçar!